Quando tudo volta para Deus

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1Cr.29.10-19

1Cr. 29.10-19
QUANDO TUDO VOLTA PARA DEUS
INTRODUÇÃO:
Este capítulo nos coloca em um momento decisivo da história de Israel.
Davi está no fim da sua vida. Ele não construirá o templo, mas preparou tudo para que essa obra fosse realizada por seu filho.
Aqui vemos uma grande assembleia: líderes, povo, ofertas sendo entregues com alegria e voluntariedade.
Mas, acima de tudo, vemos algo maior do que ouro, prata ou estrutura — vemos um povo sendo conduzido a reconhecer a Deus como a fonte de todas as coisas.
É nesse contexto que Davi levanta sua voz em oração, não para exaltar o que foi feito, mas para exaltar Aquele de quem tudo procede.
I. TUDO PROCEDE DE DEUS (10-13)
Deus é demonstrado como fonte absoluta de todas as coisas.
Davi está profundamente tomado por um senso de gratidão. A alegria da nação é visível, porque tudo foi entregue voluntariamente e com coração íntegro ao Senhor.
Tudo aqui é grandioso, meus irmãos. Mas não me refiro primeiro ao templo, ao projeto ou à abundância dos materiais. Quero que olhemos para algo maior: o coração, as intenções e as motivações. Diante do povo, Davi levanta os olhos e diz: “Bendito és tu, SENHOR, Deus de Israel, nosso pai, de eternidade em eternidade.”
O louvor é, antes de tudo, reconhecimento. É a resposta de um coração que entendeu a origem de todas as coisas.
Paulo faz algo semelhante, quando louva a Deus como fonte de nossa redenção. Em Efésios 1.3: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo…” Tanto Davi quanto Paulo nos ensinam a mesma verdade: Deus é a fonte de onde tudo procede.
E por que isso é importante? Porque tudo o que fazemos, planejamos e desejamos precisa de fundamento, de respaldo na vida.
Se você quer realizar a festa de 15 anos da sua filha, fazer a viagem dos sonhos no aniversário de casamento ou comprar algo importante para sua casa, qualquer projeto precisa de amparo, respaldo e provisão.
O texto nos ensina que, por trás de toda realização visível, existe uma fonte invisível: Deus. Deus está sendo grandemente exaltado por isso. Ele é o Deus bendito, o engrandecido e a fonte de todas as bênçãos. Mas muito além de uma figura de um depósito de bênção disposto pra nós; Ele mesmo é a própria bênção.
Ele é o Deus que fez conosco uma aliança. Seu nome é lembrado em destaque, com todas as letras em maiúsculo, para nos mostrar que esta é a forma como Deus se relaciona com seu povo: por compromisso, fidelidade e cuidado.
É nesse compromisso de aliança que somos guardados, abençoados e ligados a Ele em serviço, adoração e louvor.
E tudo isso parte da soma de tudo o que Deus é. Davi multiplica as palavras para ressaltar que Deus é o centro da adoração. Jeová é apresentado como Senhor de todas as coisas. Se pudéssemos resumir em poucas palavras, seriam estas: TUDO É TEU!
E sendo do nosso Deus todas as coisas, também nele está toda a força. Ele fortalece o cansado, o abatido e o desanimado. É o verdadeiro Rei de Israel, o cabeça sobre todos. E então, o que nos resta? Nos resta adorá-lo. Davi diz: “Ó nosso Deus, graças te damos e louvamos o teu glorioso nome.” E Tiago ecoa essa verdade: “Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto…” (Tiago 1.17) Portanto, tudo procede de Deus e para Deus devem voltar com louvor! Diante disso…
Temos reconhecido o agir de Deus em nossos caminhos? Lá dentro de sua casa, há sinais visíveis daquele que é a Fonte de todas as bênçãos? Que ao olhar para o que as escrituras dizem sobre Deus, nosso Senhor, suas forças se renovem… “(pois Ele..) faz forte ao cansado e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor” Is.40.29 Pois quando tudo procede de Deus, viver sem reconhecê-lo é viver fora da realidade.
II. TUDO PASSA PELAS MÃOS DO HOMENS (14-16)
A nossa vida passa rápido. E diante desse Deus grandioso que acabamos de contemplar, fica evidente o contraste entre quem Deus é e quem nós somos. Davi então faz uma pergunta: “Quem sou eu, e quem é o meu povo?”
Essa pergunta revela algo essencial: ninguém dá a Deus por mérito próprio. É como se Davi dissesse: “Deus tem falta de algo, para que eu ou meu povo pudesse dar algo a Ele?” Não! Então porque, recebemos dele esse privilégio? Nós precisamos dessa resposta…
Porque muitas vezes pensamos que estamos prontos, que estamos quase alcançando algo, porque temos recursos, temos as pessoas certas e o tempo favorável. Isso alimenta em nós uma falsa autonomia; a ilusão de que o que acontece é fruto apenas das nossas escolhas e da nossa capacidade. Mas Davi quebra essa lógica.
Ele declara: “Tudo vem de ti, e das tuas mãos to damos.”
Ou seja, meus irmãos, ninguém está dando algo a Deus no sentido de contribuir com Ele. Estamos apenas devolvendo aquilo que primeiro recebemos. E isso ressalta outra coisa importante: Nós não somos donos; somos mordomos. Nós apenas cuidamos, administramos o que é dEle. Qualquer coisa que você esteja pensando agora, coloca você e eu diante de Deus com a responsabilidade de um mordomo.
E mais do que isso, Davi diz que somos estrangeiros e peregrinos (15) diante de Deus. Em outras palavras: Eles não têm direito sobre a Terra Prometida, é como se fosse uma concessão divina. Viemos de Recife-PE pra cá, e a nossa morada não é nossa propriedade, mas temos o senso de que devemos cuidar, prestaremos conta ao proprietário do imóvel. Outra coisa é nossa vida, que continua tão rápida e ligeira como uma sombra se vai, e quanto a ela também devemos ser mordomos responsáveis. Isso significa que nada aqui é definitivo, NADA nos pertence de forma absoluta. Tudo passa pelas nossas mãos, mas nada se origina nelas.
Por isso, reter é distorcer a realidade, e devolver é reconhecer quem Deus é. A própria Escritura afirma: “Do Senhor é a terra e tudo o que nela existe” (Salmos 24.1). Paulo reforça: “O que você tem que não tenha recebido?” (1 Coríntios 4.7). E Jesus nos alerta ao contar sobre um homem que acumulou tudo para si e perdeu tudo (Lucas 12).
Reter é viver contra a realidade de Deus. Devolver é alinhar a vida com a verdade. É reconhecer Deus em seus caminhos, é declarar sua total dependência.
Deus, meus irmãos é dadivoso em abençoar, mas somos constantemente provados quanto a tudo o que nos chega à mão.
Note que Davi diz: “SENHOR, nosso Deus, toda esta abundância que preparamos para ti…” Se justifica com a motivação da construção e com origem da provisão, que é a mão do Senhor!
Assim, meus amigos, tudo o que nos chegar às mãos devem ter essa reflexão: qual a motivação e propósito? bem como, qual a origem? Pois tudo, passa, tudo mesmo, inclusive nossa vida. Louve ao Senhor , viva para o seu agrado. Pois quando tudo volta pra Deus proclamamos que Ele é Rei sobre toda a terra e nós seus súditos fiéis.
III. TUDO É DECIDIDO NO CORAÇÃO (17-19) Agora, tudo o que vimos continua centrado em Deus; mas o foco desce para o lugar onde tudo é decidido: o coração.
Neste texto vemos três verdades: Deus prova o coração, se agrada da sinceridade e o futuro depende da inclinação do coração. Davi diz: “Eu sei, meu Deus, que tu provas os corações …” Você pode se perguntar: como Deus prova corações? Aqui está a verdade que governa todo o texto: Deus não está apenas vendo o que fazemos; Ele está avaliando de onde isso vem.
Assim, meus irmãos, o problema nunca será falta de recursos ou de estrutura. O problema sempre será o coração. E por que o coração é o problema? Gênesis 6.5 nos diz que todo desígnio do coração do homem era continuamente mau.
Todos nós fomos afetados pelo pecado. Do mais simples ao mais poderoso, todos foram atingidos. Mas, ainda assim, Deus é capaz de inclinar o coração para a sua glória. É assim que Deus faz ao conduzir o rei Davi e o povo para sua Obra. No verso 17, Davi revela o que estava em seu coração ao dar. Ele fala de sinceridade. E afirma que o povo deu com alegria. Aqui não se trata de números, mas de motivação. Porque é possível: fazer o certo com o coração errado; servir sem amor e entregar sem devoção.
Se fazer, servir e entregar não são dirigidos por um coração orientado pela Palavra, então somos governados por nós mesmos. Portanto, cuide do coração. Examine-se. Tenha a Palavra de Deus como espelho.
Deus não mede o que sai de nossas mãos, mas o que governa o coração. Ele se agrada da sinceridade. E quando a Bíblia fala de sinceridade, não está falando de palavras sem filtro. Está falando de integridade. É a ideia de um caminho plano; sem engano, sem duplicidade, sem desvios.
É esse tipo de coração que agrada a Deus.
Davi ora por duas coisas: pelo povo e por seu filho Salomão.
Ele pede que o povo permaneça constante na mesma disposição de servir a Deus. E pede que Salomão tenha um coração íntegro. Davi não pede recursos. Ele não pede estrutura. Ele pede coração.
“Inclina o coração do teu povo…” “Dá a Salomão coração íntegro…”
Pois quando tudo é decidido no coração, não adianta entregar muito se o coração não pertence a Deus.
O reino passou para Salomão. E embora fosse conhecido por sua sabedoria, não permaneceu com um coração íntegro diante de Deus.
E o povo também não permaneceu. Corrompeu-se, seguiu outros ídolos… E as consequências vieram: um reino dividido e anos de cativeiro.
Mas outro Rei se levanta na história. Jesus Cristo, cujo reino não pode ser abalado, porque recebeu do Pai toda autoridade e todo poder.
Ele guardou um coração perfeitamente íntegro e justo. Ele viveu em obediência plena. Ele nos conduz com verdadeira sabedoria. E é nele que a oração de Davi encontra sua resposta. Não em Davi. Não em Salomão. Nem o povo, Mas em Cristo.
Foi Ele quem nos fez seu povo. Foi Ele quem nos deu um novo coração; um coração inclinado para Deus. Uma mente renovada, que nos impulsiona a fazer, servir e entregar.
Se no primeiro momento vimos que tudo procede de Deus, no segundo, que tudo passa pelas nossas mãos, agora entendemos: tudo é decidido no coração e precisa estar dependente e eternamente voltado para o Senhor.
E somente quando Deus governa o coração, tudo finalmente volta para Ele. Oremos!
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