Acampa Ilusão - Ceia: O Grande Banquete
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Introdução
Introdução
Hoje é domingo de Páscoa, dia de comer chocolate, dia do Lipe comer TODO o ovo que uma mãe deu pra equipe do acampa…
Brincadeiras à parte, a Páscoa é uma data especial para nós, nela lembramos e celebramos a morte e ressurreição de Jesus Cristo e consequentemente a nova vida libertos do pecado que Ele nos deu através disso.
Na noite antes de morrer, Jesus sentou à mesa com seus discípulos para tomar a ceia, celebrando a Páscoa judaica que é relacionada ao êxodo do povo de Israel do Egito. Da mesma forma que Jesus e seus discípulos, nós também vamos tomar a ceia, mas antes disso vamos conversar um pouco para entendermos por que tomamos a ceia, por que estamos à mesa e como isso se aplica de forma prática em nossas vidas.
Leitura de Lucas 14:12-24 (NVI) e oração.
Leitura de Lucas 14:12-24 (NVI) e oração.
12 Então, Jesus disse ao que o havia convidado:
― Quando você der um banquete ou jantar, não convide os seus amigos, irmãos ou parentes, nem os seus vizinhos ricos; se o fizer, eles poderão também, por sua vez, convidá‑lo, e, assim, você será recompensado. 13 Quando, porém, der um banquete, convide os pobres, os aleijados, os mancos e os cegos. 14 Bem-aventurado será você, porque estes não têm como retribuir. A sua recompensa virá na ressurreição dos justos.
15 Ao ouvir isso, um dos que estavam à mesa com Jesus lhe disse:
― Bem-aventurado aquele que comer no banquete do reino de Deus.
16 Jesus respondeu:
― Certo homem estava preparando um grande banquete e convidou muitas pessoas.
17 Na hora de começar, enviou o seu servo para dizer aos que tinham sido convidados: “Venham, pois tudo já está pronto”.
18 ― Eles, porém, começaram, um por um, a apresentar desculpas. O primeiro disse: “Acabei de comprar uma propriedade e preciso ir vê‑la. Por favor, desculpe‑me”.
19 ― Outro disse: “Acabei de comprar cinco juntas de bois e vou experimentá‑las. Por favor, desculpe‑me”.
20 ― Ainda outro disse: “Acabo de me casar, por isso não posso ir”.
21 ― O servo voltou e relatou isso ao seu senhor. Então, o dono da casa ficou irado e ordenou ao seu servo: “Vá rapidamente pelas praças e pelos becos da cidade e traga os pobres, os aleijados, os cegos e os mancos”.
22 ― O servo disse: “O que o senhor ordenou foi feito, e ainda há lugar”.
23 ― Então, o senhor disse ao servo: “Vá pelas ruas e pelos caminhos e insista que entrem, para que a minha casa fique cheia. 24 Eu digo a vocês que nenhum daqueles que foram convidados provará do meu banquete”.
Parte 1: Lucas 14:12-14
Parte 1: Lucas 14:12-14
12 Então, Jesus disse ao que o havia convidado:
― Quando você der um banquete ou jantar, não convide os seus amigos, irmãos ou parentes, nem os seus vizinhos ricos; se o fizer, eles poderão também, por sua vez, convidá‑lo, e, assim, você será recompensado. 13 Quando, porém, der um banquete, convide os pobres, os aleijados, os mancos e os cegos. 14 Bem-aventurado será você, porque estes não têm como retribuir. A sua recompensa virá na ressurreição dos justos.
Um breve contexto: Jesus estava na casa de um fariseu para comer em um sábado, um homem doente estava presente e Jesus aproveita essa oportunidade pra questioná-los se era permitido ou não curar no sábado e não tendo resposta deles, cura o homem e lembra os presentes que eles ajudariam um filho ou um boi em perigo num sábado, não dando margem para que pudessem acusá-lo ou questioná-lo. Depois Jesus fala sobre exaltação e humilhação, dando um exemplo dentro do contexto de festa/banquete. E então chega no ponto que lemos.
Jesus não está usando exemplos de banquetes à toa, nem quando fala sobre humilhação e exaltação e nem agora. Na época de Jesus a sociedade era baseada em hierarquias e para conseguir algo, você precisava conhecer alguém que tivesse acima de você. Por isso, as pessoas costumavam criar relações com gente que estava acima deles e aqueles que estavam acima também criavam relações com gente de menor status na sociedade que eles, desde que pudessem fazer algo em troca, como, por exemplo, dar suporte para ajudar na reputação deles na cidade, vilarejo.
Essas alianças, esses favores, geralmente eram conseguidos através de convites para ir na casa um do outro, em uma festa ou banquete. Se aqueles que convidavam para seus banquetes tinham interesse em receber algo em troca e aqueles que iam também, logo, era costumeiro só aceitar o convite se você também pudesse dar um banquete desses.
Pensando no nosso contexto, é a pessoa que sempre se aproxima do outro com algum tipo de interesse: na escola ou faculdade é aquele que se aproxima do bom aluno, que tira notas boas, pensando em obter alguma vantagem disso, seja fazer trabalhos juntos, seja conseguir cola etc.
Pode ser também na escola aquele que se aproxima de alguém mais “desenrolado”, visando ganhar algum tipo de status social, com a intenção de ser visto, de fazer mais amizades.
No trabalho é aquela pessoa que se aproxima ou de alguém de cargo acima com a intenção única de conseguir algum tipo de vantagem, seja uma promoção, seja algum alívio em uma escala, seja não trabalhar de final de semana e por aí vai.
Na igreja, são aqueles que se aproximam de líderes e pastores, pois ou querem o status de serem “amigos” deles, ou almejam algum tipo de liderança na igreja e por aí vai.
Isso é algo comum, que tanto a sociedade da época quanto a nossa considera normal, de formas diferentes, com uma estrutura social diferente, mas parecido e considerado normal
Mas Jesus, como sempre, vem com a lógica do reino de Deus, que é diferente da lógica deste mundo: Ele está falando que seus discípulos, devem se relacionar com aqueles que não podem dar nada em troca. Claro, que Jesus não está proibindo de você se relacionar com amigos, familiares, chefe etc, Ele usa de exagero, uma hipérbole para trazer um ponto: nossas relações não devem ser egoístas e nem buscar interesse próprio, mas que devemos nos relacionar com as pessoas simplesmente para amá-las, sentando à mesa, convidando para nossas vidas, aqueles que são diferentes, que não podem nos dar nada, que nós normalmente não nos relacionaríamos, imitando o próprio Jesus, que se sentava com todo tipo de gente, independente de quem fosse, é um chamado para termos relacionamentos baseados no evangelho.
E teve um cara que parece que entendeu o que Jesus estava falando.
Parte 2: Lucas 14:15
Parte 2: Lucas 14:15
15 Ao ouvir isso, um dos que estavam à mesa com Jesus lhe disse:
― Bem-aventurado aquele que comer no banquete do reino de Deus.
O que seria esse banquete do reino de Deus? É o banquete supremo, o banquete definitivo, a festa final. É quando Deus renovará plenamente o mundo e fará desaparecer o pecado, a morte e todo sofrimento. E para celebrar essa renovação do mundo, para celebrar novos céus e uma nova terra, Deus vai colocar uma mesa, fará um grande banquete no qual Ele convida à todos para a celebração.
É o banquete onde aqueles que estiverem sentados à mesa com Deus celebrarão com Ele e desfrutarão da sua presença e do seu sustento eternamente. É para onde a ceia aponta.
E Jesus aproveita essa fala para contar uma parábola.
Parte 3: Lucas 14:16-20
Parte 3: Lucas 14:16-20
16 Jesus respondeu:
― Certo homem estava preparando um grande banquete e convidou muitas pessoas.
17 Na hora de começar, enviou o seu servo para dizer aos que tinham sido convidados: “Venham, pois tudo já está pronto”.
18 ― Eles, porém, começaram, um por um, a apresentar desculpas. O primeiro disse: “Acabei de comprar uma propriedade e preciso ir vê‑la. Por favor, desculpe‑me”.
19 ― Outro disse: “Acabei de comprar cinco juntas de bois e vou experimentá‑las. Por favor, desculpe‑me”.
20 ― Ainda outro disse: “Acabo de me casar, por isso não posso ir”.
O homem que Jesus cita estar preparando esse grande banquete na parábola, é Deus. E algumas pessoas são convidadas para esse banquete, e se repararmos, são pessoas que estão conseguindo algum tipo de suposto sucesso na vida, tal qual o jovem rico. E da mesma forma que o jovem rico, recusam o convite, pois estão presas em algum tipo de ilusão, algum tipo de ídolo, seja ele material ou não, que acham que vai satisfazê-los, que vai preencher suas vidas, cada qual com seu motivo diferente, dão diferentes desculpas achando que estão satisfeitas.
O problema é que tudo isso é ilusão, na frente deles está um convite para um banquete que vai realmente satisfazê-los, mas não estão enxergando, porque acham outras coisas irão fazer isso, sejam coisas materiais, seja um determinado tipo de vida, seja uma imagem que quer passar e por aí vai.
Parte 4: Lucas 14:21
Parte 4: Lucas 14:21
21 ― O servo voltou e relatou isso ao seu senhor. Então, o dono da casa ficou irado e ordenou ao seu servo: “Vá rapidamente pelas praças e pelos becos da cidade e traga os pobres, os aleijados, os cegos e os mancos”.
O servo volta para o senhor para comunicar sobre a recusa do convite, que fala para o servo sair e trazer os pobres, os aleijados, os cegos e os mancos. Quando pensamos lá no contexto de como a sociedade funcionava que falamos anteriormente, de que você só convidava para um banquete alguém que pode pagar de volta, que pode te dar algo em troca, e isso estava na cabeça do ouvinte da época, esses pobres, aleijados etc, se fossem convidados jamais aceitariam o convite, pois sabem que não podem retribuir esse banquete como funcionava na época, por isso o dono da casa fala para trazer e não convidar as pessoas.
E apesar do texto estar falando sim dos vulneráveis, ele também representa outro tipo de pessoas: os que sabem que não podem pagar o banquete são os pobres de espírito que Jesus cita no Sermão do Monte, em Mateus 5 - “Bem-aventurados os pobres de espírito, pois deles é o reino dos céus”. Pobreza de espírito hoje é entendido de forma pejorativa, porque as pessoas não entendem o que é ser pobre de espírito de verdade.
Ser pobre de espírito é reconhecer que precisa da graça de Deus, é se reconhecer como pecador, como devedor e que não consegue pagar aquilo que deve, que precisa que alguém pague por você, como dito, que precisa da graça de Deus. Esses são trazidos para sentar à mesa do banquete de Deus, porque não acham que podem pagar sua entrada vendendo uma imagem, seja ela qual for, que não podem pagar com suas posses e que não podem pagar com sua falsa religiosidade, pois sabem que nada disso paga, que é tudo ilusão. O pobre de espírito não tenta conquistar sua salvação, mas deixa que Deus seja seu Senhor e Salvador, por isso são trazidos.
É nesse banquete que nós, que somos esses pobres, aleijados, cegos e mancos, encontramos plena satisfação, é nele que encontramos tudo aquilo que precisamos ter, é nele que somos transformados naquilo que realmente somos e é nele que somos verdadeiramente reconciliados com Deus, é nesse banquete que encontro a verdadeira liberdade. Mas só somos levados para esse banquete se nos reconhecemos como tal, e não como aqueles que ainda vivem na ilusão de achar que estão tendo sucesso na vida diante de Deus, nele eu não preciso conquistar nada, eu não preciso tentar comprar meu lugar à mesa porque já reconheci que não consigo pagar isso e o preço já foi pago pra eu estar lá e aí eu obedeço em amor, porque nesse banquete tenho tudo que preciso.
Parte 5: Lucas 14:22-23
Parte 5: Lucas 14:22-23
22 ― O servo disse: “O que o senhor ordenou foi feito, e ainda há lugar”.
23 ― Então, o senhor disse ao servo: “Vá pelas ruas e pelos caminhos e insista que entrem, para que a minha casa fique cheia.
Mas mesmo que somos levados para esse banquete, o servo ainda fala algo muito importante: “ainda há lugar”. E o senhor responde falando para o servo sair insistindo para que as pessoas entrem, pois ele quer sua casa cheia, ele quer sua mesa cheia.
Agora que estamos à mesa, nos juntamos ao servo e também vamos insistir para que as pessoas entrem, mas essa insistência é uma insistência em amor, de não desistir e insistir envolve se relacionar com as pessoas, chamar as pessoas para entrarem na nossas vidas, para sentarem à nossa mesa e ao mesmo tempo sentarmos com as pessoas à mesa, seja qual mesa for, seja qual pessoa for, na esperança que o senhor do banquete vai levá-las para seu grande banquete através do relacionamento conosco.
E se nós fomos levados para esse banquete e entramos sabendo que não podíamos pagar, não podemos escolher quem vamos chamar para sentar à nossa mesa, não podemos escolher quem achamos que deve ou não ser levado para o grande banquete de nosso senhor. Então, como já vimos nos versículos 12-14, vamos sentar com aqueles que nós rejeitamos, aqueles que têm uma visão de mundo diferente da nossa, aqueles que não são do mesmo estilo que eu, aqueles que pensam diferente de mim, que têm uma visão política, ideológica, aqueles que consideramos chatos, seja quem for, nos sentaremos à mesa com eles, insistindo em amor para que entrem e na esperança que o senhor do banquete os chame para entrar e ceiar com Ele.
Eu não posso escolher quem entra, o único que pode dizer que a casa está cheia é o dono do banquete, que é Deus, sentamos à mesa imitando Jesus que sentava à mesa com pecadores e sentamos com aqueles que NÓS na nossa hipocrisia consideramos pecadores na esperança de que Ele vai chamá-los para dentro.
Conclusão
Conclusão
E para encerrar, devemos nos perguntar, afinal, como nós pudermos entrar de graça nesse banquete se não podíamos pagar?
Só podemos entrar nesse banquete porque Cristo foi expulso deste banquete, Ele foi jogado para fora para que nós pudéssemos entrar, Ele se fez pobre, Ele vestiu nossa pobreza, nossa dor, nossas feridas, nossas aflições, nossa rejeição, para que pudéssemos ser aceitos nesse banquete. E mais, no banquete na época era feito um sacrifício, um animal era morto para o banquete, Ele foi esse cordeiro, que morreu na cruz por nós para levar nossos pecados, para pagar nossa entrada no banquete.
É por causa do preço que Ele pagou que nós podemos nos sentar à mesa com o Deus criador, reconciliados com Deus, reconciliados com nós mesmos, reconciliados com o mundo. E aí na ceia, nós sentamos juntos, comendo o pão e tomando o cálice, lembrando do que Jesus fez, lembrando que Ele ressuscitou e que por causa disso, nós podemos olhar para o futuro com a certeza e a esperança que sentaremos no grande banquete do Reino de Deus.
E celebramos isso de forma prática também, imitando nosso Mestre, sentando à mesa com todos, para que Ele possa chamar as pessoas para sentar à mesa dEle e a casa ficar cheia.
Ceia - 1Coríntios 11:23-26
Ceia - 1Coríntios 11:23-26
23 Porque eu recebi do Senhor o que também transmiti a vocês: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, pegou o pão, 24 deu graças, partiu‑o e disse: “Isto é o meu corpo, dado em favor de vocês; façam isto em memória de mim”. 25 Da mesma forma, depois de ter comido o pão, ele pegou o cálice e disse: “Este cálice é a nova aliança no meu sangue; façam isto sempre que o beberem em memória de mim”. 26 Porque, sempre que comerem deste pão e beberem deste cálice, vocês anunciam a morte do Senhor até que ele venha.
