JOSUÉ 20

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PROPÓSITO DA PROMESSA- ENTRADA NO DESCANSO

INTRODUÇÃO

Explicação sermão

19:51- As terras foram distribuídas pelas tribos perante o Senhor.
É de salientar que apesar da distribuição ter sido feita o povo ainda não tinha se apropriado de todas as terras o que fica claro em Juízes 1.
Ao chegarmos ao capítulo 20 e 21 vamos ter a descrição das cidades de refúgio e das cidades distribuídas aos levitas.
Ao contrário de Números 35 aqui em Josué primeiro são designadas as cidades de refúgio e só depois as cidades para os levitas.
Faltavam no entanto ainda as cidades onde os levitas iriam habitar. A tribo de Levi ficaria dispersa por todo o Israel, eles não deveriam receber uma divisão da terra mas sim cidades extraídas da terra.
Dessa forma o sacerdócio ficaria representado em toda a nação. Nem todos os levitas eram sacerdotes, mas todos os sacerdotes pertenciam à tribo de Levi.
Uma das funções dos levitas era a administração das seis cidades de refúgio, embora as outras cidades de refúgio que lhes haviam sido designadas não eram cidades de refúgio.
Cidades de refúgio mencionadas em três livros diferentes no tempo de Moisés, Êxodo, Números e Deuteronómio. (Números 35, Deuteronômio 19) O cumprimento da ordem divina é registada em Josué. Por meio de Moisés Deus deu a lei a Israel e por meio de Josué a lei foi cumprida quando chegaram à terra.

I- A PROVISÃO DO REFÚGIO

Cidades de refúgio(capítulo 20):

Tem origem na mente divina, tinham propósito de proteger aqueles que cometiam homicídio involuntário.
Quantidade: 6=Quedes, Siquém e Hebrom
Bezer, Ramote, Golã - Cidades de norte a sul
Localização: Seriam 3 cidades de refúgio de cada lado do Jordão e estariam situadas de forma estratégica de forma a que o acesso a elas não fosse difícil. 3 das cidades além do Jordão foram estipuladas ainda por Moisés e as outras 3 em Cannaã já foram estabelecidas por Josué.
Características:
Cidades de fácil acesso: ´
Em número suficiente, localizadas de forma acessível.
v.7- As cidades enumeradas apresentam uma distância semelhante, permitindo que o acesso facilitado e equitativo.
Inclusivas:
v.9 Aberta a todos, israelitas e estrangeiros que vivessem entre o povo e cidadãos que estivessem de passagem Números 35:15. Niguém era excluído independente de raça, língua, sexo… O acesso à cidade era através dos anciãos da tribo de Levi pois faziam parte da herança da tribo sacerdotal. Era garantida proteção e misericórdia que poderia estender-se ao longo de toda a vida.
Números 35.15 ARA
Serão de refúgio estas seis cidades para os filhos de Israel, e para o estrangeiro, e para o que se hospedar no meio deles, para que, nelas, se acolha aquele que matar alguém involuntariamente.
Protetoras:
Quem entrasse na cidade seria protegido e impedido de ser morto, o vingador não poderia aceder à cidade. A proteção era por meio de leis divinas e por isso era uma proteção divina.
v.7-9: As cidades foram designadas ou separadas (purificadas) para um propósito divino de reduzir a escalada de violência em Israel e ser uma expressão de graça e misericórdia.
Sujeitas a um juízo prévio:
Os anciãos ouviam a exposição do caso pela parte do vingador e do fugitivo e exerciam um juízo de acordo com as leis divinas. Se o fugitivo fosse considerado inocente seria protegido na cidade.
A lei não contempla apenas a ação mas a intenção da ação, assassinato em que não havia intenção de criar dano não deveriam receber pena de morte. Haveriam circunstâncias que determinariam se o homicido foi voluntário ou involuntário.
v.4: Contém um detalhe extra de que antes de aceder à cidade o fugitivo ficaria no portão e seria recebido pelos anciãos que julgariam o caso, nesse tempo de julgamento o fugitivo estaria sobre proteção. Havia assim primeiro um julgamento preliminar, e só depois seria apresentado a uma assembleia.
Perímetro de proteção:
O fugitivo não deveria abandonar os limites da cidade a fim de ter garantida a sua proteção. Fora dos muros da cidade o fugitivo ficava entregue a sua sorte. O exilado só deveria abandonar a cidade se tivesse garantia de total proteção depois da morte do Sumo sacerdote pois só a partir desse momento ficava livre para regressar à sua terra.
Os fugitivos deveriam permanecer na cidade de refúgio até à morte do Sumo sacerdote em exercício. De certa forma o assassino ficaria detido na cidade uma vez que não poderia regressar a casa, com a morte do Sumo sacerdote essa “punição” ficava encerrada. ´
v.6 Em caso de ficar provado que o homicidio tinha sido involuntário, o acusado não seria entregue ao vingador de sangue, mas teria de ficar na cidade até à morte do Sumo sacerdote. Caso saisse ficava sujeito a ser morto, só após a morte do sumo sacerdote ficaria livre de vir a ser morto.

Aplicação

Cristo é o nosso refúgio providenciado por Deus:
Acessível para todos ( ao contrário das cidades de refúgio que só previam a proteção de atos involuntários, a proteção de Cristo vem sobre os culpados e inimigos de Deus por causa do pagamento da punição na cruz)
Protetor- Em Cristo não há acusação contra nós. Se Deus é por nós quem será contra nós.
Fora de Cristo não há salvação- Assim como fora da cidade não havia salvação, fora de Cristo não temos salvação e somos condenados
Cristo é o Sumo sacerdote que anula a nossa culpa. A morte de Cristo anulou a nossa cédula e alcançamos liberdade
Somos justificados por Cristo, Ele é o nosso advogado Fiel.

II- A PROVISÃO DE CUIDADO

Cumprimento da promessa

A atribuição das cidades aos levitas fazia parte da promessa de Deus e previa o cuidado para com a tribo de Levi e provisão de sustento
Capítulo 21 - Designação das cidades aos levitas que também incluia as cidades refúgio. Os levitas seguem o mesmo padrão de Caleb e vão junto de Josué e Eleazar para reinvidicar as cidades que lhes haviam sido prometidas. A reinvidicação dos levitas apelava ao cumprimento da promessa de Deus.
FÉ DOS LEVITAS
De salientar que apesar das terras já terem sido distribuídas pelas tribos, elas ainda não estavam todas em sua posse, os levitas ao reinvindicarem as cidades que ainda não haviam sido tomadas manifestam a sua fé de que as cidades seriam tomadas.
DISTRIBUIÇÃO DAS CIDADES
Segundo o mandamento de Deus em Números 35 deveriam ser entregues aos levitas 48 cidades (42+6 refúgio) com 457 metros de pastagem ao redor delas, garantindo o alimento de pastagem para os animais. Além do dízimo que receberiam, também contribuiriam para o seu sustento.
As cidades seriam também distribuidas pelo lançamento de sortes à semelhança com o que havia ocorrido na distribuição das terras pelas tribos e seria feito em Siló dinate do Senhor, apontando para a direção de Deus nessa distribuição. A porção também seria dada de acordo com a dimensão das famílias.
A tribo de Levi era constituída por 3 famílias: Gérson, Coate e Merari
Coatitas- distribuídas em dois grupos.
13 cidades (Judá, Simeão, Benjamin) descendentes de Arão - sacerdotes
10 cidades Efraim, Dã, Manassés restantes coatitas
Gersonitas (responsáveis pelas cortinas do tabernáculo e cobertura):
13 cidades Isaacar, Aser, Naftali, oeste Jordão Manassés
Merari (responsável pela estrutura do tabernáculo)
12 cidades Rúben, Gade, leste Jordão de Zebulom
v.9-19: São listadas os nomes das cidades que foram designadas a cada família levítica
Todas as tribos sem excpeção foram contempladas pelo cuidado de Deus e a provisão de terra foi estipulada prevendo o cuidado e sustento. Em todos os peuqenos detalhes vemos o cuidado de Deus, a ordem e justiça na direção do seu povo.

APLICAÇÃO

Em Cristo somos cuidados por Deus
Cristo é a nossa herança e nossa provisão
Somos cuidados por Deus

III- A ENTRADA NO DESCANSO

Josué

No final do capítulo 21, o escritor de Josué reafrima a fidelidade de Deus a suas promessas ligando o passado da promessa feita aos patriarcas com o seu cumprimento presente. Deus havia prometido terra e descanso e havia cumprido todas as suas promessas.
No entanto há algo aqui importante, apesar da fidelidade de Deus o povo não estava ainda vivendo de forma plena o descanso e porquê? Porque ainda havia “obras”, conquistas que não haviam sido finalizadas. Isso será ainda mais visível no livro de Juízes. Então Josué não termina num felizes para sempre, porque estes acontecimentos apenas fazem parte de um plano maior ainda a se cumprir. As falhas de Israel e suas fraquezas os impedem de viver o descanso pleno que era muito mais do que ter terra, era viver em plena comunhão com Deus. Essa falha por parte do povo aponta para a necessidade de intervenção divina que concedesse ao Homem o verdadeiro descanso. É por isso importante entendermos este contexto de Josué para depois entendermos Hebreus e o Novo Testamento. Sim a promessa foi cumprida, Deus foi fiel, mas o descanso não foi vivido na plenitude por causa da condição humana pecadora.

Gênesis

O plano de Deus ao longo da História contém promessas cujo propósito é levar o Homem à entrada no descanso. Em Gênesis 2:2, Deus descansou de sua obra. O descanso de Deus aponta para a sua obra completa e perfeita, tudo estava em ordem.
Gênesis 2.2 ARA
E, havendo Deus terminado no dia sétimo a sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a sua obra que tinha feito.
É o pecado que interrompe o descanso, a plenitude de comunhão com Deus é interrompida. Mas porque Deus amou o mundo de tal maneira, Ele mesmo providencia um restauro do descanso, um novo descanso.

Salmos

A geração incrédula no deserto não entraram no descanso e pereceram no deserto.
Salmo 95.11 ARA
Por isso, jurei na minha ira: não entrarão no meu descanso.
Em Josué vemos que a nova geração entrou na terra mas também não usufruiu plenamente do descanso. Ainda haviam inimigos presentes, alguns tinham falta de fé
Ao continuar a falar de descanso no Salmo 95, muitos anos após Josué, demosntra que há outro descanso que ainda não foi alcançado, esse é o argumento de Hebreus.
O autor aos Hebreus, intrepeta o Salmo 95 não apenas como a geração incrédula que pereceu no deserto, mas também o povo que entrou na terra, não experimentaram a plenitude do descanso.
Em Josué Deus deu a terra (descanso), mas o povo ainda precisava conquistar, permanecer fiel.
O verdadeiro descanso não é a terra mas a participação da comunhão com Deus

Hebreus

Cristo é o descanso que nos foi dado, mas precisamos viver nele, confiar nele, permanecer nele.
Israel recebeu a terra mas precisava de vivê-la e conquistá-la. Nós recebemos o descanso em Cristo mas precisamos viver nele.
Hebreus 4.14–16 ARA
Tendo, pois, a Jesus, o Filho de Deus, como grande sumo sacerdote que penetrou os céus, conservemos firmes a nossa confissão. Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado. Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna.

CONCLUSÃO

Cristo é a nossa cidade de refúgio. Cristo é a nossa provisão. Cristo é o nosso verdadeiro descanso.
“Vinde a mim todos vós que estais cansados e orpimidos e eu vos aliviarei”
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