SE CRISTO NÃO RESSUSCITOU...

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1 Corinthians 15:1–19 ARA
Irmãos, venho lembrar-vos o evangelho que vos anunciei, o qual recebestes e no qual ainda perseverais; por ele também sois salvos, se retiverdes a palavra tal como vo-la preguei, a menos que tenhais crido em vão. Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras. E apareceu a Cefas e, depois, aos doze. Depois, foi visto por mais de quinhentos irmãos de uma só vez, dos quais a maioria sobrevive até agora; porém alguns já dormem. Depois, foi visto por Tiago, mais tarde, por todos os apóstolos e, afinal, depois de todos, foi visto também por mim, como por um nascido fora de tempo. Porque eu sou o menor dos apóstolos, que mesmo não sou digno de ser chamado apóstolo, pois persegui a igreja de Deus. Mas, pela graça de Deus, sou o que sou; e a sua graça, que me foi concedida, não se tornou vã; antes, trabalhei muito mais do que todos eles; todavia, não eu, mas a graça de Deus comigo. Portanto, seja eu ou sejam eles, assim pregamos e assim crestes. Ora, se é corrente pregar-se que Cristo ressuscitou dentre os mortos, como, pois, afirmam alguns dentre vós que não há ressurreição de mortos? E, se não há ressurreição de mortos, então, Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã, a vossa fé; e somos tidos por falsas testemunhas de Deus, porque temos asseverado contra Deus que ele ressuscitou a Cristo, ao qual ele não ressuscitou, se é certo que os mortos não ressuscitam. Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados. E ainda mais: os que dormiram em Cristo pereceram. Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens.
As ervas secam, as flores caem, mas a Palavra do SENHOR permanecem para sempre. Que por graça e misericórdia, essa mesma Palavra nos seja pregada nesta noite. Amém.

INTRODUÇÃO

Todo ano acontece a mesma coisa.
Coelhos pra cá, chocolates para lá, e tons pasteis em tudo e em todos.
Para o mundo moderno, a páscoa tornou-se uma metáfora poética sobre renovação. É o triunfo da esperança sobre o pessimismo — uma ideia bonita para nos ajudar a enfrentar a segunda-feira.
“Ah pastor, de novo não, nós sabemos o verdadeiro significado da páscoa...”
Será que realmente sabemos?

CONTEXTO

Dois milênios atrás, o apóstolo Paulo escreveu essa carta à igreja em Corinto — uma cidade cosmopolita, intelectual, que amava a espiritualidade, mas tinha grandes dificuldades com a matéria.
Eles até aceitavam um Jesus "espiritual", mas a ideia de um corpo — carne e osso — voltando à vida, soava primitivo demais.
Diante disso, o pastor que plantou essa igreja, não lhes oferece uma nova filosofia de vida — ele lhes oferece um fato:
A ressurreição não é meramente um símbolo poético, mas um fato histórico que sustenta toda a realidade cristã.
Sendo assim, o título oficial da nossa mensagem hoje é: “Se Cristo não ressuscitou...” — mas o título extra oficial é “derretendo o chocolate pagão da nossa páscoa”
Como a gente faz isso?

RETORNANDO ÀS BASES

À base evangélica — Paulo chama a ressurreição de “evangelho” (v.1)
À base escriturística — notem a repetição: "segundo as Escrituras" (vv.3-4) — enfatizando que o que aconteceu com Jesus não foi um acidente de percurso, mas o clímax de uma história e promessa milenares.
À base factual — vejam o tanto de testemunhas para quem ele apela (vv.5-7) — dando seus nomes e endereços como quem diz: "Se vocês não acreditam em mim, perguntem a eles. Eles viram o homem comer peixe. Eles tocaram nele"
O retorno às essas bases mostra que fé cristã não nasce de um mito que evoluiu ou de uma metáfora bonitinha; ela nasce do impacto histórico de um evento que não pôde ser ignorado.

UTILIZANDO A LÓGICA

Havia entre os membros de Corinto pessoas que não acreditavam na literalidade da ressurreição corpórea de Jesus Cristo.
Paulo pergunta: "E se vocês estiverem certos? E se a ressurreição for impossível?". Ele cria um cenário de "e se" que derruba todo o edifício cristão:
Se não há ressurreição… Cristo não ressuscitou (v.13)
Se Cristo não ressuscitou… é inútil a nossa pregação e a fé de vocês (v.14)
Se Cristo não ressuscitou… somos mentirosos (v.15)
Se Cristo não ressuscitou… ainda estamos condenados (v.17)
Os que morreram crendo… creram inutilmente (v.18)
Se o túmulo de Jesus ainda estiver ocupado, este sermão é uma perda de tempo. Nossas orações são monólogos inúteis. A Bíblia é um livro de ficção perigosa.
Eis um pilar da fé cristã — a ressurreição é a prova de que o pagamento de Jesus na cruz foi aceito. Se Ele morreu e ficou morto, Ele foi apenas mais um mártir. Se Ele não ressuscitou, não há redenção, não há perdão, não há ponte entre o homem e Deus.

OLHANDO PARA ALÉM DESTA VIDA

1 Corinthians 15:19 ARA
Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens.
Afinal de contas, para que Cristo ressuscitou?
Para esperarmos o coelhinho da páscoa?
Para comermos bacalhau e chocolate?
Para reunirmos a família?
Para resolver nossos problemas aqui?
Para melhorar nossa existência?
Se na páscoa nós celebramos um cristianismo que apenas nos faça mais produtivos, mais calmos, mais bem-sucedidos nesta vida Paulo nos diz: “você é o miserável infeliz mais digno de pena que existe no neste mundo”.
Derreter o chocolate pagão da páscoa moderna significa parar de tratar Jesus como um acessório para o seu bem-estar pessoal e começar a tratá-Lo como o Senhor da eternidade.

CONCLUSÃO

Por que isso importa tanto?
Porque a ressurreição de Jesus define quem Ele é. Ela é o selo de autenticidade de Sua divindade.
A ressurreição não mudou apenas o mundo; ela mudou a natureza da esperança humana. Jesus é o "primogênito dos mortos" o que aconteceu com Ele é o modelo do que acontecerá conosco.
A nossa fé não é baseada em um código de ética. Buda deu ensinamentos; Confúcio deu provérbios; Maomé deu leis. Mas Jesus entregou a si mesmo e, ao sair do túmulo, Ele provou que tem autoridade sobre a única coisa que nenhum outro líder jamais venceu: a morte.
O cristianismo não é um conjunto de regras; é o reconhecimento de que o Rei está vivo e que o seu Reino é a única realidade permanente.

APLICAÇÕES

Em 1Co15.20 ele diz: “Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem”.
E, agora, como viveremos?
Retorne e examine os fundamentos: Não aceite uma fé baseada em sentimentos vagos. Volte às evidências. Volte à Palavra. Firme-se na realidade histórica de que o túmulo está vazio.
Viva para a eternidade: Se Cristo ressuscitou, nossa vida não termina no cemitério. Isso muda como gastamos nosso dinheiro, como tratamos nosso corpo, como enfrentamos o luto e como encaramos o nosso propósito.
Não se contente com uma "esperança que se limita a esta vida": Se Cristo ressuscitou — e isso é um fato — então o melhor da nossa existência ainda não aconteceu.
A páscoa que celebramos essa semana é essa: O Rei venceu a morte. O pecado não tem a última palavra. E porque Ele vive, nós também viveremos.
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