DO SOPRO À MESA: A MISSÃO QUE NASCE NA RESSURREIÇÃO

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Reflexão sobre a missão dos discípulos após Cristo

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TEXTO: JOÃO 20:19-22
João 20.19–22 BKJ 1611
19 Então, naquele mesmo dia à tarde, sendo o primeiro dia da semana, estando fechadas as portas onde os discípulos, com medo dos judeus, estavam reunidos, chegou Jesus, e pôs-se no meio, e disse-lhes: Paz seja convosco. 20 E, dizendo isso, mostrou-lhes as suas mãos e o seu lado. Então, os discípulos se alegraram ao verem o Senhor. 21 Então, disse Jesus novamente: Paz seja convosco; assim como meu Pai me enviou, também eu vos envio. 22 E, tendo dito isso, assoprou sobre eles, e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo.

INTRODUÇÃO

1. Hoje Estamos Comemorando A Páscoa

· O significado desta data, após a vinda de Jesus à terra, é sabido de todos: celebramos a vitória de Cristo sobre a morte e a Sua ressurreição gloriosa.
· Mas, além da celebração, precisamos nos perguntar: o que a Páscoa exige de nós como cristãos?

2. O Que A Páscoa Exige De Nós Como Cristãos?

· Muitas vezes nos contentamos em ser apenas espectadores do túmulo vazio
· quando Jesus nos chamou para sermos Seus discípulos, qual era o seu desejo?
· Baseados no texto de João 20.19-22, faremos uma breve reflexão sobre a nossa Páscoa.

3. Autoanálise

· Vamos olhar para dentro e avaliar: estamos sendo discípulos de fato ou apenas admiradores?
· Pois o ápice da vida de um seguidor de Jesus não termina na mesa; ele se concretiza na missão que nos foi confiada.
· A Páscoa não é apenas um evento para recordar, é o envio de um Deus que nos tira do medo e nos lança ao mundo.

I. A PAZ QUE LIBERTA DO MEDO (V. 19)

A. Os Discípulos Estavam Desolados E Desorientados

· Mesmo após algumas evidências da ressurreição, vemos em João 21 que o instinto deles foi voltar à pesca.
· Voltar ao antigo "eu",
· à zona de conforto, porque não sabiam como prosseguir.

B. Cenário É De Paralisia

· No verso 19 vemos que as portas estavam trancadas
· Os corações tomados pelo medo de serem pegos medo de morrer.
· Mas Jesus aparece a eles e lhes dá a paz!
· Ele entra no meio deles e não traz uma bronca, mas traz o Shalom (a Paz).
O Medo tranca as portas:
O medo nos impede de ser missionais ele nos faz olhar apenas para a nossa própria segurança.

C. A Paz Abre O Caminho

· A paz que Jesus oferece não é ausência de problemas,
· mas a presença d'Ele no meio do nosso caos.
“O discípulo que se esconde atrás de portas trancadas ainda não compreendeu a cruz.
Cristo não nos ressuscita para a segurança, mas para o envio.”
Dietrich Bonhoeffer

II. As Marcas que Autorizam o Testemunho (v. 20)

A. Jesus Encontra Discípulos Perdidos E Sem Direção.

· Para dissipar as dúvidas que paralisavam aqueles homens,
· Ele faz um gesto voluntário: mostra Suas mãos e Seu lado.

B. A Antecipação De Jesus:

· Ninguém pediu para ver as marcas;
· Jesus se antecipou.
· Ele queria que os discípulos tivessem a certeza de que o Cristo da Glória é o mesmo Jesus que sofreu no Calvário.
· Ele reafirma que a morte foi vencida, mas as marcas da vitória permanecem.

B.1. O Caso De Tomé:

· Diferente dos outros, Tomé exigiu o tato para crer.
· Mas Ele não duvidou do poder de Jesus,
· Ele duvidou da veracidade do testemunho dos seus irmãos.
· Jesus, em Sua graça, permite-se ser examinado para que o testemunho seja inquestionável.

C. Do Medo À Alegria

· O verso 20 encerra com uma mudança de atmosfera drástica.
· Antes havia medo e portas trancadas,
· Agora há alegria.
· A presença do Ressurreto inunda o ambiente.

D. Aplicação:

· Como discípulos, precisamos permitir que a alegria da presença do Senhor nos inunde.
· Não seguimos um "fantasma" ou uma ideia, mas um Cristo real,
· Um Cristo que carrega as marcas do Seu amor por nós.
· A alegria do Senhor é o que nos tira do isolamento e nos prepara para a missão.

III. O Envio Encarnacional e o Soprar da Missão (vv. 21-22)

A. Imaginemos A Cena:

· Jesus aparece aos discípulos que estão abatidos e confusos.
· Ele lhes dá a Paz, mostra as marcas das feridas e a dúvida morre.
· A alegria inunda o lugar.
· Mas Jesus não para ali.
· Ele repete a saudação: “Shalom Aleichem!” (A Paz seja convosco!).

B. Por Que Repetir?

· A primeira paz nos acalma, a segunda nos mobiliza.
. A primeira paz foi para tratar o medo e a paralisia.
. A segunda paz é para selar a missão.
· Deus nos dá a paz,
· mas ela não é um "ponto final" para ficarmos parados;
· é um combustível para agir.
· Como diz o texto: “[...] assim como meu Pai me enviou, também eu vos envio.” (João 20.21).

C. Jesus Foi Enviado, Nós Fomos Alcançados.

· Agora, do mesmo modo em que Ele foi enviado para proclamar o Reino,
· nós também somos.
· No verso 22, Jesus sopra o Espírito Santo.
· Como discípulos regenerados, o Espírito habita em nós desde a conversão.
· Não há desculpa para a imobilidade; o fôlego de Deus está em nossos pulmões!

CONCLUSÃO

No início, perguntei: o que a Páscoa exige de nós? João 20 nos dá a resposta através do caminho do discípulo:

1. A Paz no Medo:

· Jesus nos encontra onde estamos.
· Muitas vezes com as portas trancadas.
· Mas ele veio para nos dar Paz!

2. A Memória das Chagas:

(Pegar o pão)
· O que celebraremos agora na Ceia é o simbolismo dessas chagas —
· a carne moída por nós!
· Jesus foi partido para que nós fossemos unidos ao Pai!
Então ao partirmos o pão, lembremos que a Páscoa custou a vida do Cordeiro!
(Pegar o suco)
· E o sangue derramado para nos dar vida!
· Assim como Jesus mostrou suas marcas aos discípulos, hoje ele nos mostra as suas marcas através da ceia.
Ao bebermos deste cálice, lembremos mais uma vez que a Páscoa custou a vida do Cordeiro,
mas esse sangue nos deu a vida! Crsito vive!

3. O Comissionamento:

(Com o pão partido nas mãos, olhar para os irmãos)
· Ele nos envia com a mesma autoridade com que o Pai O enviou.
· O ápice do discípulo não é apenas sentar-se à mesa, mas levantar-se dela para proclamar.
· A Páscoa exige que sejamos proclamadores do Reino de Deus e não apenas "esquentadores de banco".

4. Ao celebrarmos esta Ceia, lembre-se:

(Distribuir o pão e o cálice)
· Jesus morreu para nos salvar,
· mas ressuscitou para nos enviar.
Que este pão e este cálice hoje não sejam apenas um memorial do passado,
mas um suprimento para a missão de amanhã.
Ler 1CO 11.23-24
1Coríntios 11.23–24 BKJ 1611
23 Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: Que o Senhor Jesus, na mesma noite em que ele foi traído, tomou pão; 24 e tendo dado graças, ele o partiu, e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim.
Pedir alguém para orar
(Comamos todos juntos o pão!)
Ler 1CO 11.25-26
1Coríntios 11.25–26 BKJ 1611
25 Depois, da mesma maneira também, ele tomou o cálice, depois de cear, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim. 26 Porque todas as vezes que comerdes este pão, e beberdes este cálice, proclamais a morte do Senhor, até que ele venha.
Pedir alguém para orar
(Tomemos todos juntos o cálice!)
Encerrar com o hino 92 – Substituição
Focar a fala pós cântico no coro: Morri, morri na cruz por ti, o que fazes tu por mim?
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