O Sal que Não Pode Perder o Sabor RM
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“O Sal que Não Pode Perder o Sabor”
“O Sal que Não Pode Perder o Sabor”
Texto: Mateus 5:13
Introdução
Introdução
Irmãos, imaginem uma mesa posta com abundância:
pães, carnes, frutos… tudo preparado com zelo e cuidado, um verdadeiro banquete.
Os nossos olhos já se estão a deliciar, surge um salivar na boca a gritar por provar aquela comida
Assim que damos graças a Deus pelos alimentos, sim, porque somos crentes e antes de comer agradecemos a Deus
Colocamos na boca algo que tinha captado a nossa atenção desde o principio.
Colocamos um bom bocado na boca (gulosos) Mas ao provar… algo está errado.
Não há sabor, parece que as papilas gustativas nos estão a atraiçoar.
Voltamos a colocar um pouco na boca, mas, agora de forma bem mais modesta e moderada, Não há prazer.
Não há vida naquilo que deveria satisfazer.
E alguém diz:
“Falta o sal.”
Ó igreja, permitam-me dizer com temor:
o mundo está cheio de vida… mas sem sabor eterno.
E Cristo, olhando para Seus discípulos, não disse:
“Vocês deveriam ser…”
Mas declarou com autoridade:
“Vós sois o sal da terra.”
Como quem diz:
“Se não houver sal em nós… não haverá em lugar nenhum.”
É demais evidente que as passagens Mateus 5.13-14, são referenciadas quando se aborda o testemunho da igreja aos incrédulos.
Até aqui no sermão do monte falámos praticamente no interior do cristão, no seu intimo, caráter, Jesus agora apresenta a função.
13 Vós sois o sal da terra; ora, se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor? Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens.
14 Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte;
15 nem se acende uma candeia para colocá-la debaixo do alqueire, mas no velador, e alumia a todos os que se encontram na casa.
16 Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus.
Este é um novo bloco do ensino de Jesus, hoje vamos nos deter apenas no versículo 13.
Não pretendemos ser cansativos, mas, queremos ser o mais exaustivos quanto possível.
13 Vós sois o sal da terra; ora, se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor? Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens.
1. A IDENTIDADE: “Vós sois o sal”
1. A IDENTIDADE: “Vós sois o sal”
Jesus depois de falar nos bem-aventurados, agora dirige-se de forma direta e intencional para os seus discípulos
Não é uma sugestão, agora têm uma marca, uma nova identidade e função.
A Bíblia se esclarece a Ela própria e nós precisamos pedir a Deus ajuda para atingir a profundidade e poder das Palavras de Jesus, não estamos a olhar para as palavras de um filósofo, cientista ou mesmo de um líder religioso.
Não, o que temos diante de nós são as Palavras Daquele que no inicio estava na criação, que é o Filho amado de Deus e que é o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.
Jesus amplia, valida e sela o que quer dizer com o ser sal, na Sua oração em João
15 Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal.
16 Eles não são do mundo, como também eu não sou.
17 Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.
18 Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo.
Para quê?
Ser SAL e LUZ
Nos tempos bíblicos, o sal tinha uma função essencial:
Preservar os alimentos da corrupção.
Sem os nossos tão conhecidos e famosos amigos frigoríficos, o sal:
Impedia a proliferação de bactérias
Atrasava a decomposição
Mantinha o alimento utilizável por mais tempo
Quando Jesus Cristo diz isto, Ele está a ensinar que:
O crente tem uma função espiritual semelhante ao sal
Deve impedir a corrupção moral e espiritual do mundo
Ou seja:
Onde há pecado → o cristão atua como resistência
Onde há decadência → o cristão preserva valores
Onde há escuridão → o cristão mantém a verdade
José
José
Aproveito para recordar a vida de um jovem chamado José, ele em tenra idade é vendido pelos irmãos, por causa da inveja, ciúme (Génesis cap 37).
Encontramos no versículo 25 que ele foi vendido a uma caravana de comerciantes. hoje diríamos que era trafego humano.
No cap 39 José é levado à casa de Potifar
2 O Senhor era com José, que veio a ser homem próspero; e estava na casa de seu senhor egípcio.
3 Vendo Potifar que o Senhor era com ele e que tudo o que ele fazia o Senhor prosperava em suas mãos,
7 Aconteceu, depois destas coisas, que a mulher de seu senhor pôs os olhos em José e lhe disse: Deita-te comigo.
8 Ele, porém, recusou e disse à mulher do seu senhor: Tem-me por mordomo o meu senhor e não sabe do que há em casa, pois tudo o que tem me passou ele às minhas mãos.
9 Ele não é maior do que eu nesta casa e nenhuma coisa me vedou, senão a ti, porque és sua mulher; como, pois, cometeria eu tamanha maldade e pecaria contra Deus?
O Primeiro aspecto que encontramos que José está pronto para ser o SAL no Egipto está precisamente no momento em que ele toma uma posição determinada.
COMETERIA TAMANHA MALDADE E PECARIA CONTRA DEUS
De forma intencional José toma uma posição para viver pela ação do Espirito, não é pela própria força, não é só de boca, não foi só vontade, ele diz com a sua atitude: A MINHA VIDA PERTENCE AO SENHOR.
Não é possível sermos sal se não formos fortes e corajosos (é ou não é isso que Deus diz a Josué Josué 1.9), ser diferente do mundo cria tensões e lutas.
José está no meio de um povo pagão, que tem valores morais diferentes
nós vivemos no meio de pessoas inimigas e hostis a Deus e Deus nos chama a MARCAR A DIFERENÇA
COMO FOI QUE JOSÉ MARCOU A DIFERENÇA
Não levantou nenhuma espada,
não criou um tumulto, ele fugiu para não pecar contra Deus
Ele permanece firme e determinado preso à rocha mesmo no meio do um mar revolto.
Porque Ele sabia a quem pertencia.
Aplicação :
Aplicação :
Meu irmão, lembra-te:
se tu és de Cristo, tu não és deste mundo.
Não foste salvo para te misturar até desaparecer,
mas para estar presente sem perder a essência.
Frase:
“O cristão é estranho ao mundo não por fugir dele, mas por não se tornar como ele.”
2. A INFLUÊNCIA SILENCIOSA: O sal que atua no invisível
2. A INFLUÊNCIA SILENCIOSA: O sal que atua no invisível
O sal não brilha como a luz,
mas trabalha em silêncio.
Ele entra onde não é visto,
e ali realiza como que uma obra secreta.
Assim é o verdadeiro cristão.
Não precisa de palco, não depende de aplausos, mas a sua presença altera o ambiente.
José
José
Consideremos novamente a vida de José no Egito:
Traído, vendido pelos seus irmãos,
esquecido pelo copeiro chefe a quem revelou o sonho e se cumpriu…
passaram-se 2 anos e José é lembrado pelo copeiro chefe e revela o sonho de faraó
Ele revela não ter amargura no seu coração.
15 Vendo os irmãos de José que seu pai já era morto, disseram: É o caso de José nos perseguir e nos retribuir certamente o mal todo que lhe fizemos.
16 Portanto, mandaram dizer a José: Teu pai ordenou, antes da sua morte, dizendo:
17 Assim direis a José: Perdoa, pois, a transgressão de teus irmãos e o seu pecado, porque te fizeram mal; agora, pois, te rogamos que perdoes a transgressão dos servos do Deus de teu pai. José chorou enquanto lhe falavam.
18 Depois, vieram também seus irmãos, prostraram-se diante dele e disseram: Eis-nos aqui por teus servos.
19 Respondeu-lhes José: Não temais; acaso, estou eu em lugar de Deus?
20 Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem, para fazer, como vedes agora, que se conserve muita gente em vida.
21 Não temais, pois; eu vos sustentarei a vós outros e a vossos filhos. Assim, os consolou e lhes falou ao coração.
Quando tem poder, ele não destrói — restaura.
Quem poderia agir assim, senão alguém cuja alma está em Deus?
Eis o sal:
não se vinga ou retalia
não alimenta conflitos desnecessários
não busca vencer discussões, mas honrar a Deus
Aplicação:
Aplicação:
Há batalhas que são apenas distrações disfarçadas.
Nem toda ofensa merece resposta.
Nem toda provocação exige reação.
Melhor é ser um instrumento de paz do que um campeão de debates.
Frase:
“A alma verdadeiramente firme não se agita ao som das provocações; ela repousa em Deus, e por isso vence sem precisar lutar.”
3. O PERIGO TERRÍVEL: O sal que perde o sabor
3. O PERIGO TERRÍVEL: O sal que perde o sabor
E agora, um chamado forte nós temos diante destas palavras:
“Se o sal se tornar insípido…”
Como pode o sal perder o sabor?
E ainda assim, Cristo diz que isso acontece.
É a tragédia de uma fé sem vida.
De uma aparência sem poder.
De um nome sem realidade.
Quando isto acontece?
Quando isto acontece?
Quando o coração se apega ao mundo
Quando o pecado já não entristece
Quando Deus já não é o maior tesouro
O homem ainda está na igreja…
mas já não influencia o mundo.
José
José
Ele viveu entre ímpios,
mas nunca se tornou como eles.
Não era um homem de contendas,
mas também não um era um homem que cedia quanto aos seus valores.
Eis o equilíbrio santo:
firme sem dureza,
manso sem fraqueza.
16 Eis que eu vos envio como ovelhas para o meio de lobos; sede, portanto, prudentes como as serpentes e símplices como as pombas.
Aplicação direta:
Aplicação direta:
Examinemos a nossa vida
No que estamos nós verdadeiramente determinados a ser (conformados ao mundo ou sal na terra)
Somos instrumentos de Deus para que o pecado perca espaço ou Sal insipido para ser pisado?
Frase:
“Melhor ser desprezado por ser fiel, do que aceito por ser inútil.”
Conclusão
Conclusão
Cristo olha para ti hoje…
não como alguém comum…
mas como alguém com propósito eterno.
“Vós sois o sal da terra.”
O mundo apodrece e não tem sabor…
e Deus deixou-te a ti e a mim nele como agentes de preservação e aroma espiritual.
Que Ele nos faça homens e mulheres
tão cheios de Sua graça
que, mesmo em silêncio,
o mundo sinta que Deus é real.
Frase final :
Frase final :
“Se o sal perder o sabor, não é o mundo que falha — é o cristão que esqueceu quem é.”
Transição para a Ceia
A Ceia é também graça.
Não é só confronto — é convite.
Convite para voltar.
Convite para ser restaurado.
Convite para que Cristo renove em nós aquilo que talvez se tenha enfraquecido.
Assim, ao tomarmos o pão e o cálice hoje, fazemos mais do que lembrar:
decidimos continuar a ser sal — com sabor, com vida, com propósito.
Somos o sal da terra.
Temos uma identidade.
Fomos chamados para influenciar — mesmo quando ninguém vê.
Mas há um perigo:
perder o sabor.
E então fica a pergunta:
ainda temos o sabor de Cristo em nós?
É por isso que chegamos à Ceia do Senhor.
Aqui, não há aparência — há essência.
Aqui, voltamos à fonte.
O pão nos lembra do corpo entregue.
O cálice, do sangue derramado.
Se o sabor enfraqueceu… hoje é dia de restauração.
Se a fé esfriou… hoje é dia de recomeço.
Ao participarmos, não fazemos apenas memória:
decidimos ser sal — com sabor, com vida, com Cristo no centro.
