Os Tempos do Fim
Escatologia - Stanley Horton • Sermon • Submitted • Presented
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Introdução
Introdução
Como sabemos, estamos estudando escatologia e hoje é o terceiro estudo dessa série.
Começamos estudando “A Esperança do Crente”. Vimos que nossa esperança não é “um talvez”, mas uma certeza, visto que ela está garantida pelo próprio Deus. Nesse primeiro estudo, observamos que a esperança do crente não é baseada em coisas efêmeras e fúteis dessa vida, mas uma esperança eterna e de valor incalculável.
Nosso segundo estudo foi intitulado “O Estado Intermediário da Morte”. Nessa oportunidade, destacamos que entre a morte física e a ressurreição dos crentes, o homem interior fica no paraíso com Deus conscientemente. Aqui tivemos a oportunidade de reprovar várias concepções antibíblicas, como o sono da alma, o purgatório e a doutrina da reencarnação.
Hoje, nosso estudo é mais denso, falaremos sobre “Os Tempos do Fim”.
Quando você pensa em “tempos do fim” o que vem à sua mente? Isso te trás algum medo ou ansiedade?
Se sua resposta foi “sim” a essas perguntas, talvez você ainda não tenha entendido que Apocalipse é um livro que foi escrito não para nos amedrontar, mas para nos dar esperança e nos mostrar que todo governo humano, um dia, deverá se render ao governo daquele que jamais deixou de reinar.
Vamos nos aprofundar nesse estudo.
1 - Evolução Interpretativa da Igreja
1 - Evolução Interpretativa da Igreja
a) Os cristãos primitivos (Até o século II)
a) Os cristãos primitivos (Até o século II)
Até o segundo século depois de Cristo, os cristãos viviam com expectativa real, futura e concreta da volta de Cristo.
Eles se apoiavam na certeza da volta de Jesus:
11 os quais lhes disseram: Varões galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir.
Os primeiros cristãos receberam o evangelho “em poder, e no Espírito Santo”, converteram-se “dos ídolos” e esperavam “dos céus … Jesus, que nos livra da ira futura”:
5 porque o nosso evangelho não foi a vós somente em palavras, mas também em poder, e no Espírito Santo, e em muita certeza, como bem sabeis quais fomos entre vós, por amor de vós.
9 porque eles mesmos anunciam de nós qual a entrada que tivemos para convosco, e como dos ídolos vos convertestes a Deus, para servir ao Deus vivo e verdadeiro 10 e esperar dos céus a seu Filho, a quem ressuscitou dos mortos, a saber, Jesus, que nos livra da ira futura.
As visões apocalípticas de João, na Ilha de Patmos, ofereciam uma visão de uma vitória posterior de Cristo e estabelecimento do seu reino milenar, antes do último Juízo e dos novos céus e nova terra profetizados por Isaías:
17 Porque eis que eu crio céus novos e nova terra; e não haverá lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão.
22 Porque, como os céus novos e a terra nova que hei de fazer estarão diante da minha face, diz o Senhor, assim há de estar a vossa posteridade e o vosso nome.
b) Mudança de interpretação (séculos II-V)
b) Mudança de interpretação (séculos II-V)
O que aconteceu?
O que aconteceu?
Influência da filosofia grega.
Orígenes introduz interpretação alegórica.
O milênio deixou de ser visto como literal, passando a ser espiritual.
No século V:
No século V:
Igreja se confundiu com Reino de Deus. Passaram a enxergar a Igreja como o Reino de Deus.
A Igreja passou a pronunciar juízos.
Como consequência, perdeu força a pregação sobre o juízo final.
c) Idade Média (século V - XV)
c) Idade Média (século V - XV)
A Igreja Católica Romana acreditava que estava edificando a Cidade Eterna.
As pessoas fechavam os olhos para o mal que se espalhava.
d)Reforma Protestante (século XVI)
d)Reforma Protestante (século XVI)
Trouxe ênfase à Bíblia Sagrada e à atividade de Deus na história.
Quanto à escatologia, apenas deu ênfase à glorificação dos crentes.
Houve poucas alusões à consumação da era e do estado final.
e) Inglaterra (século XVII - XVIII)
e) Inglaterra (século XVII - XVIII)
Surge o pós-milenismo na Inglaterra
Surge o pós-milenismo na Inglaterra
O mundo vai melhorar gradualmente.
Depois disso, Cristo volta.
f) Século XIX: explosão de interpretações
f) Século XIX: explosão de interpretações
Nos EUA, cresce o pós-milenismo.
Depois surgem:
Dispensacionalismo
Reavivamento da escatologia bíblica.
Surge também o amilenismo (isso não está no livro de Horton).
2 - Dois Aspectos da Segunda Vinda de Cristo
2 - Dois Aspectos da Segunda Vinda de Cristo
a) Primeiro aspecto: arrebatamento
a) Primeiro aspecto: arrebatamento
A Bíblia diz que Jesus virá como o Preservador, Libertador ou Protetor “da ira futura”:
10 e esperar dos céus a seu Filho, a quem ressuscitou dos mortos, a saber, Jesus, que nos livra da ira futura.
9 Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira.
9 Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo, 10 que morreu por nós, para que, quer vigiemos, quer durmamos, vivamos juntamente com ele. 11 Pelo que exortai-vos uns aos outros e edificai-vos uns aos outros, como também o fazeis.
b) Segundo aspecto: Juízo
b) Segundo aspecto: Juízo
Assim como a Bíblia traz textos que explicam a segunda vinda de Jesus para livrar o salvo da ira futura, ela também menciona sua vinda como reveladora da justiça de Deus:
7 e a vós, que sois atribulados, descanso conosco, quando se manifestar o Senhor Jesus desde o céu, com os anjos do seu poder, 8 como labareda de fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo;
O Reino de Deus somente será estabelecido depois da justiça de Deus ser aplicada:
34 Estavas vendo isso, quando uma pedra foi cortada, sem mão, a qual feriu a estátua nos pés de ferro e de barro e os esmiuçou. 35 Então, foi juntamente esmiuçado o ferro, o barro, o cobre, a prata e o ouro, os quais se fizeram como a pragana das eiras no estio, e o vento os levou, e não se achou lugar algum para eles; mas a pedra que feriu a estátua se fez um grande monte e encheu toda a terra.
44 Mas, nos dias desses reis, o Deus do céu levantará um reino que não será jamais destruído; e esse reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos esses reinos e será estabelecido para sempre. 45 Da maneira como viste que do monte foi cortada uma pedra, sem mãos, e ela esmiuçou o ferro, o cobre, o barro, a prata e o ouro, o Deus grande fez saber ao rei o que há de ser depois disso; e certo é o sonho, e fiel a sua interpretação.
3 - A Tribulação
3 - A Tribulação
Jesus falou de uma tribulação que viria ao Mundo. Ele a chama de “a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel”:
15 Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo (quem lê, que entenda),
O cumprimento parcial dessa profecia de Daniel deu-se em 167 a.C., quando Antíoco Epifânio — rei selêucida que governou a Síria e a Judeia, colocou um símbolo cultual pagão no altar dos holocaustos, e dedicou o templo de Jerusalém ao deus grego, Zeus.
Muitos crentes hoje sofrem tribulações, mas a Grande Tribulação será marcada pela ira de Deus que o mundo ainda não conheceu (Ap 6-18).
Nesse período surgirá o ditador mundial chamado “Anticristo”.
4 - O Anticristo
4 - O Anticristo
a) A necessidade de esclarecimento sobre o Dia do Senhor
a) A necessidade de esclarecimento sobre o Dia do Senhor
O apóstolo Paulo precisou corrigir um erro grave na igreja de Tessalônica. Alguns falsos mestres ensinavam que o Dia do Senhor já havia chegado:
2 que não se deixem abalar nem alarmar tão facilmente, quer por profecia, quer por palavra, quer por carta supostamente vinda de nós, como se o dia do Senhor já tivesse chegado.
Isso trouxe inquietação e medo aos irmãos. Além disso, esses falsos ensinos afetavam até a esperança do arrebatamento.
Paulo então esclarece algo fundamental:
O Dia do Senhor não viria sem que certos acontecimentos ocorressem primeiro:
A apostasia.
A manifestação do homem do pecado (Anticristo).
Isso significa que Deus estabeleceu uma ordem nos eventos escatológicos. Nada acontece de forma aleatória.
Esse ponto é importante porque nos ensina a não sermos levados por sensacionalismos ou falsas previsões, mas permanecermos firmados na Palavra.
b) A apostasia e a revelação do Anticristo
b) A apostasia e a revelação do Anticristo
3 Ninguém, de maneira alguma, vos engane, porque não será assim sem que antes venha a apostasia e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição,
A apostasia é um abandono deliberado da fé.
Isso significa que haverá um afastamento massivo da verdade.
Em outras palavras:
Não será apenas ignorância espiritual, mas rejeição consciente da verdade de Deus.
Logo após esse cenário, surge o Anticristo, chamado por Paulo de:
Homem do pecado.
Filho da perdição
Aqui entendemos que ele será a personificação máxima da rebelião contra Deus.
c) O mistério da iniquidade e o tempo determinado
c) O mistério da iniquidade e o tempo determinado
7 Porque o mistério da iniquidade já opera e aguarda somente que seja afastado aquele que agora o detém.
O espírito do mal já está em operação no mundo, mas ainda está restrito.
Isso significa que:
O mal já atua.
Mas ainda não atingiu seu nível máximo
O Anticristo só se manifestará plenamente quando essa restrição for removida.
Esse ponto é importante porque mostra que:
Deus continua no controle da história, inclusive do avanço do mal.
d) O espírito do Anticristo e sua manifestação final
d) O espírito do Anticristo e sua manifestação final
O termo “anticristo” aparece nas epístolas de João:
18 Filhinhos, é já a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também agora muitos se têm feito anticristos; por onde conhecemos que é já a última hora.
Isso nos ensina duas verdades importantes:
Primeira verdade: já existem muitos anticristos
Primeira verdade: já existem muitos anticristos
São pessoas ou sistemas que:
Negam Cristo.
Distorcem a verdade.
Se colocam contra Deus
Segunda verdade: haverá um Anticristo final
Segunda verdade: haverá um Anticristo final
Um líder específico que surgirá no fim dos tempos.
Ou seja:
O espírito do anticristo já atua, mas haverá uma manifestação máxima e final.
e) O caráter e a pretensão do Anticristo
e) O caráter e a pretensão do Anticristo
4 o qual se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus.
O Anticristo:
Se opõe a Deus.
Se exalta acima de tudo.
Deseja ser adorado
Embora o termo “anti” possa significar “contra”, aqui ele também traz a ideia de: “no lugar de”
Ou seja, o Anticristo não apenas rejeita Deus — ele tenta substituí-Lo.
Ele se apresentará como:
Cristo verdadeiro.
Deus verdadeiro.
Esse é o auge do engano espiritual.
f) O poder satânico por trás do Anticristo
f) O poder satânico por trás do Anticristo
9 a esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais, e prodígios de mentira,
A atuação do Anticristo será:
Com poder.
Com sinais.
Com prodígios de mentira.
Isso significa que:
Ele não será apenas um líder político, mas também espiritual, com manifestações sobrenaturais.
Apocalipse 13 mostra que ele será apoiado por um sistema maligno, incluindo:
Um governo mundial.
Um falso profeta.
Aqui entendemos que haverá uma estrutura organizada de engano global.
g) A marca da Besta e o controle mundial
g) A marca da Besta e o controle mundial
17 para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome.
Durante a Grande Tribulação:
Será exigida uma marca.
Na mão direita ou na testa.
Essa marca representa:
Submissão ao sistema do Anticristo.
Identificação com seu domínio
O número associado é 666, chamado de “número de homem”.
Isso indica sua natureza:
Limitada.
Humana.
Imperfeita.
Apesar de toda aparência divina, ele não passa de homem.
h) O domínio mundial e sua limitação
h) O domínio mundial e sua limitação
O Anticristo alcançará:
Controle econômico.
Influência global.
Autoridade política.
Ele parecerá invencível.
Porém, é fundamental entender: Seu domínio será temporário.
Apocalipse 18 mostra a queda do sistema mundial.
Isso revela que nenhum sistema contrário a Deus permanece para sempre.
i) A derrota final do Anticristo
i) A derrota final do Anticristo
8 e, então, será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca e aniquilará pelo esplendor da sua vinda;
Jesus destruirá o Anticristo:
Pelo poder de Sua palavra.
Pela manifestação da Sua vinda.
O Anticristo será lançado no lago de fogo:
20 E a besta foi presa e, com ela, o falso profeta, que, diante dela, fizera os sinais com que enganou os que receberam o sinal da besta e adoraram a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no ardente lago de fogo e de enxofre.
Isso nos ensina:
O mal tem limite.
Cristo tem a vitória final.
