192 - Comendo na mesa do rei
O Evangelho de Jesus no AT • Sermon • Submitted • Presented
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· 2 viewsReflexão bíblica textual / temática sobre o jovem Daniel, o profeta, sua dura experiência de vida, sua profunda fé em Deus e como ele pode se tornar um poderoso instrumento nas mãos do Senhor ainda em tenra idade e as lições de vida, fé e piedade que temos da vida deste personagem bíblica em relação ao nosso testemunho de vida diante de um mundo caído
Notes
Transcript
— … Resolveu Daniel, firmemente, não se contaminar… [Daniel 1.8]
— … Resolveu Daniel, firmemente, não se contaminar… [Daniel 1.8]
Daniel 1:8 “Resolveu Daniel, firmemente, não contaminar-se com as finas iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia; então, pediu ao chefe dos eunucos que lhe permitisse não contaminar-se.”
I. Introdução - Fé & Tecnologia
I. Introdução - Fé & Tecnologia
Temos ouvido muita coisa a respeito da geração Y, Z, Millenials, Alfa, ou outras rotulações que os acadêmicos e a sociedade ama estabelecer;
Fiz uma pesquisa recente e fiquei meio impressionado:
A Geração Z compreende, majoritariamente, pessoas nascidas entre 1997 e 2012.
Nascidos em um mundo digital, são considerados nativos digitais e sucedem a Geração Y (Millennials), sendo sucedidos pela Geração Alfa.
Em 2026, seus membros têm idades aproximadas entre 14 e 29 anos
A Geração Alpha compreende os nascidos entre 2010 e 2025, sendo a primeira geração inteiramente nascida no século XXI.
Filhos dos Millennials, são nativos digitais imersos em tecnologia desde o nascimento, com alta familiaridade com inteligência artificial, telas e interação virtual, marcando uma transição onde o físico e o digital se fundem;
Se levarmos estas rotulações (ou classificações) a sério, quem dos aqui presente se enquadraria nestas duas gerações, principalmente a Alpha (de 2010 adiante);
Qual a marca distintiva destas duas gerações se comparadas comigo, por exemplo?
Eu nasci em 1967, quase 59 anos atrás, infância e adolescência nos anos 70, juventude nos anos 80, quando me casei e no início dos anos 90 eu já era pai!
Então somos seres de séculos muito diferentes, especialmente em relação à conectividade que explodiu somente no final dos anos 90 (aqui no Brasil);
Mas a marca distintiva destas duas gerações, a Z e a Alpha, onde a muitos de vocês estão, é justamente a hiperconectividade;
A tecnologia e as redes sociais se fazem presentes o tempo todo, trazendo grandes benefícios e muitos prejuízos;
Um dos prejuízos mais danosos é o aumento da percepção distorcida que o homem tem de si mesmo, o que traz à tona a rebelião do jardim — deixe-me explicar:
Uma ideia, uma aspiração antiga, primeva, enraizada nas profundezas da natureza humana de que o homem é, ou seja, definitivamente o senhor de sua própria história,
o que é uma ilusão com a entrada do pecado, que é de fato o supremo senhor do homem caído - Paulo diz em Rom 7:
Romans 7:5 “Porque, quando vivíamos segundo a carne, as paixões pecaminosas postas em realce pela lei operavam em nossos membros, a fim de frutificarem para a morte.”
Romans 7:14–15 “Porque bem sabemos que a lei é espiritual; eu, todavia, sou carnal, vendido à escravidão do pecado. Porque nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço o que prefiro, e sim o que detesto.”
Romans 7:18–19 “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo. Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço.”
Romans 7:21 “Então, ao querer fazer o bem, encontro a lei de que o mal reside em mim.”
Você ainda acredita, no profundo do seu coração que, essencialmente você é um bom cidadão, religioso, trabalhador honesto, moralmente aceitável?
em verdade você se consideraria melhor do que a maioria das pessoas que você conhece, e isso basicamente te torna um cidadão do céu?
Sinto muito desapontá-lo, pois a Palavra de Deus não deixa margem para tal entendimento da natureza humana;
9 Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá? 10 Eu, o Senhor, esquadrinho o coração, eu provo os pensamentos; e isto para dar a cada um segundo o seu proceder, segundo o fruto das suas ações. (Jeremiah 17:9–10, ARA);
Então nos deparamos com um importante ponto de virada na história da humanidade,
A ciência, o conhecimento, a capacidade criativa do ser humano, advinda de sua origem à imagem e semelhança de Deus tem levado o homem para mais longe de Deus,
— ao invés de aproximá-lo do Deus que lhe deu graciosamente todas estas habilidades;
E a história se repete:
A tecnologia é, ao mesmo tempo, a alavanca que impulsiona a humanidade a uma vida melhor e o maior engodo de todos, o último, o definitivo engano.
Há uma verdade inegável que não pode ser negligenciada para aqueles que têm as Escrituras como referência e autoridade em termos de fé e prática;
A natureza humana, esta não mudou, desde a sua origem continua a mesma… desde a Queda…
O mesmo desejo de ser autosuficiente — O mesmo desejo de ser o seu próprio deus;
E ao mesmo tempo desejando ser aceito, ser reconhecido, fazer parte, conformidade é a palavra;
Este desejo humano de ser um EU autônomo e aceito por todos tem sido a maior armadilha que todos os homens caem desde sempre;
É muito difícil ser diferente, principalmente quando ser diferente lhe traz o rótulo de ultrapassado, ignorante, fora de moda, sem noção, etc, então…
É muito difícil andar na contramão da cultura ao nosso redor, especialmente quando isso significa perder vantagens, oportuniidades, respeito, ou mesmo…
… ganhar em perigos, desprezo, risco de vida (em alguns casos e lugares), mas especialmente ser separado da “galera” que se diverte…
Vamos falar de um personagem bíblico cuja história tem muito a nos ensinar sobre isso — Vamos falar sobre Daniel, o profeta
Quem conhece a história do profeta Daniel, e conhece bem, sabe que:
aquele “garoto” encarou um desafio de gente grande diante de uma estrutura estatal gigantesca;
Foi simples o que houve com ele? Não! Muitos de nós consideraríamos impossível suportar aquele fardo;
Foi fácil tomar e se firmar nas decisões que ele e seus amigos tomaram? Com certeza, não!
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Vamos ao Texto Áureo da mensagem:
— Mantenha sua Bíblia aberta no capítulo 1 do livro de Daniel, pois vamos desenvolver o tema neste trecho do livro;
II. Texto Áureo - Daniel 1.8
II. Texto Áureo - Daniel 1.8
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Daniel 1:8 (ARA) — 8 Resolveu Daniel, firmemente, não contaminar-se com as finas iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia; então, pediu ao chefe dos eunucos que lhe permitisse não contaminar-se.
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Vamos ao Desenvolvimento da mensagem:
III. Desenvolvimento - O pleno exercício da salvação
III. Desenvolvimento - O pleno exercício da salvação
1 — Israel e o exílio babilônico
1 — Israel e o exílio babilônico
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Daniel 1:1–2 (ARA) — 1 No ano terceiro do reinado de Jeoaquim, rei de Judá, veio Nabucodonosor, rei da Babilônia, a Jerusalém e a sitiou. 2 O Senhor lhe entregou nas mãos a Jeoaquim, rei de Judá, e alguns dos utensílios da Casa de Deus; a estes, levou-os para a terra de Sinar, para a casa do seu deus, e os pôs na casa do tesouro do seu deus.
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— Jeoaquim foi o antepenúltimo rei de Judá, Reino do Sul, antes da destruição da cidade e do Templo em Jerusalém;
— Jeoaquim era filho de Josias, o último rei fiel de Judá;
— Seu nome verdadeiro era Eliaquim, teve seu nome mudado pelo rei do Egito;
— o rei do Egito depôs seu irmão Joacaz e constituiu a Eliaquim em seu lugar após a morte de Josias;
— Jeoaquim reinou por onze anos (11) em Jerusalém, mas fez mal aos olhos do Senhor como a maioria de seus antecessores;
— Nabucodonosor sitiou Jerusalém, invadiu a terra e a cidade, levou o rei preso, muitos dos da nobreza e alguns utensílios do Templo;
— Jeremias, o profeta, estava lá a muitas décadas proclamando a Palavra do Senhor, alertando, chorando, mas nada aconteceu, não houve arrependimento;
— Esta foi a primeira das três (3) deportações sofridas por Judá, ocorreu em 605 aC;
— Foi um remédio muito amargo que Israel teve de tomar após centenas de anos de pecado, rebelião e idolatria;
— Estas pessoas foram retiradas de suas casas, suas vidas, famílias, rotinas, planos, para uma completa nova vida da qual nunca mais voltariam;
— Um detalhe importantíssimo: O SENHOR entregou Jeoaquim (e tudo o que ele representava) nas mãos de Nabucodonosor, rei da Babilônia;
— Não foi o diabo, não foi o inimigo, a política, não foi a sorte ou a falta dela, não foram os deuses, não foi o poderio militar babilônico;
— Foi o SENHOR Yahweh, foi um ato soberano do Altíssimo Deus que entregou seu próprio povo nas mãos do invasor;
— O jovem adolescente Daniel (possivelmente entre seus 14 a 16 anos) estava entre as milhares de pessoas que foram exiladas para a Babilônia neste tempo;
2 — Daniel, um exilado de guerra
2 — Daniel, um exilado de guerra
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Daniel 1:3–4 (ARA) — 3 Disse o rei a Aspenaz, chefe dos seus eunucos, que trouxesse alguns dos filhos de Israel, tanto da linhagem real como dos nobres, 4 jovens sem nenhum defeito, de boa aparência, instruídos em toda a sabedoria, doutos em ciência, versados no conhecimento e que fossem competentes para assistirem no palácio do rei e lhes ensinasse a cultura e a língua dos caldeus.
Aspenaz - é possível que este termo se refira a uma forma de “hospedeiro” oficial do que um nome propriamente dito;
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Sobre o exílio praticado no mundo antigo:
— O exílio de povos conquistados, ou o desterro, era uma prática cruel comum entre as nações do mundo antigo;
— Os moradores da terra eram transportados centenas, às vezes milhares de quilômetros de suas terras e reassentadas lá;
— O propósito básico do exílio era desenraizar as pessoas, quebrar suas identidades, minimizar o risco de levantes e rebeliões;
— Muitas destas pessoas seriam vendidas como escravas e sofreriam exílios sobre exílios até se tornarem apenas mão de obra farta e barata;
— Outras pessoas se estabeleceriam lá, teriam de aprender novas línguas, costumes, culturas, e teriam de servir o “deus da terra” para que pudessem se integrar;
— O livro de Daniel inicia falando sobre o exílio dos tempos de Jeoaquim, a primeira (1ª) deportação ocorrida em 605 aC;
— Daniel estava lá como exilado — é exatamente neste ponto que começa a história do profeta Daniel;
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Daniel, ele é um personagem bíblico bastante curioso, até enigmático, de certa forma:
— tanto pela sua importância teológica / profética / escatológica / messiânica;
— seu nome e seu legado de justiça e sabedoria foram reconhecidos interbiblicamente em Ezekiel 14.14,20; 28.3;
— seu gênero literário inspirou as obras apocalípticas apócrifas (200 aC a 200 dC), bem como à Apocalíptica de João — Revelation 1;
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— bem como pelo pouco, ou nada, que sabemos de suas origens, o que é surpreendente para um personagem bíblico judaico;
— sabemos que Daniel é de Judá e que pertenceu à realeza ou à nobreza Israelita pelos critérios definidos pelo próprio rei da Babilônia;
— sabemos de sua provável idade pelas mesmas fontes, mas não fazemos ideia de quem foram seus pais, nem de onde vieram exatamente;
— Não há uma genealogia de Daniel como temos em outros profetas, não sabemos em que cidade nasceu, se era de fato um judaita, ele é uma incógnita, bem como seus amigos;
— mas à medida que avançamos no livro de Daniel, vamos conhecê-lo pelo seu comportamento, e pelo testemunho do próprio Deus a respeito dele;
— nas palavras do Anjo do Senhor, Daniel era homem “muito amado, pessoa muito querida, homem de altíssima estima” [Daniel 9.23; 10.11, 19];
— e não podemos nos esquecer que Daniel chegou na Babilônia, trazido contra sua própria vontade, foi um garoto, um adolescente, retirado de sua família, agora duas vezes;
Israel, no caso Judá, Reino do Sul, está agora na Babilônia por causa do seu pecado recorrente, insistente — e grande parte da população foi trazida, sem exceção;
Quem era este jovem que chamaria a atenção de um alto oficial do Rei para que fizesse parte de “Programa Avançado de Capacitação & Doutrinação Babilônica”?
E que programa seria este demandado pelo rei da Babilônia? Este oficial deveria providenciar um grupo seleto de jovens:
— Os quais deveriam ser: __ alguns dos filhos de Israel, tanto da linhagem real como dos nobres, 4 jovens sem nenhum defeito, de boa aparência;
— Com qual propósito? __ para que fossem: “instruídos em toda a sabedoria, doutos em ciência, versados no conhecimento e que fossem competentes para assistirem no palácio do rei e lhes ensinasse a cultura e a língua dos caldeus”;
— como parte da estratégia expansionista do império, ao dominar centenas de povos, Babilônia deveria adestrar jovens destas nações para que os ajudassem a administrar o império, impondo a cultura, a língua, os costumes e garantindo os ganhos do tesouro real;
— Foi exatamente neste lugar que Deus colocou Daniel e seus amigos! No centro do poder que havia conseguido fazer o impensável — subjugar o povo eleito;
3 — As finas iguarias da mesa do rei
3 — As finas iguarias da mesa do rei
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Daniel 1.5 (ARA) — Determinou-lhes o rei a ração diária, das finas iguarias da mesa real e do vinho que ele bebia, e que assim fossem mantidos por três anos, ao cabo dos quais assistiriam diante do rei.
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— O verso 5 diz que o próprio rei determinou qual seria a ração diária daqueles jovens selecionados para serem instruídos nas ciências e leis da Babilônia;
— Isso denota algo de extrema relevância por se tratar de uma definição advinda do próprio rei ao definir a dieta a que eles estariam expostas — finas iguarias e o vinho real;
— A Babilônia não considerava seus reis como deuses encarnados (como os egípcios), mas eles seriam “reis-divinos”, ou seja, seres humanos conectados aos seus deuses;
— Os reis-divinos seriam uma casta especialíssima de seres humanos cuja semente deveria ser resguardada, protegida e multiplicada para que houvesse paz e fertilidade na terra;
— Então tais homens, apesar de não serem deuses, eram tratados como se fossem, pois eram seus representantes exclusivos, a manifestação de sua vontade;
— A dieta destes homens, suas mulheres, suas roupas, suas casas, suas festas e rituais, tudo refletia a majestade e o poder dos deuses da terra a quem ele representava;
— Ao determinar a ração (dieta completa) destes jovens com as iguarias e bebidas da mesa do rei, a mensagem era clara;
— estes jovens seriam preparados para servir ao rei como oficiais, conselheiros, intérpretes, legisladores, juízes interfaceando o centro do poder com suas nações de origem;
— Daniel 1.5 (ARA) — Determinou-lhes o rei a ração diária, das finas iguarias da mesa real e do vinho que ele bebia, e que assim fossem mantidos por três anos, ao cabo dos quais assistiriam diante do rei.
Seriam três anos de treinamento intensivo preparatório para que eles “assistissem diante do rei” — [heb. estarem em pé diante do rei]
Então eis que Daniel entra em cena — a partir de sua seleção para esta “capacitação babilônica” surgem quatro jovens, com destaque para Daniel;
4 — Um testemunho de fé e coragem
4 — Um testemunho de fé e coragem
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Daniel 1.6-8 (ARA) Entre eles, se achavam, dos filhos de Judá, Daniel, Hananias, Misael e Azarias. 7 O chefe dos eunucos lhes pôs outros nomes, a saber: a Daniel, o de Beltessazar; a Hananias, o de Sadraque; a Misael, o de Mesaque; e a Azarias, o de Abede-Nego. 8 Resolveu Daniel, firmemente, não contaminar-se com as finas iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia; então, pediu ao chefe dos eunucos que lhe permitisse não contaminar-se.
— 9 Ora, Deus concedeu a Daniel misericórdia e compreensão da parte do chefe dos eunucos. 10 Disse o chefe dos eunucos a Daniel: Tenho medo do meu senhor, o rei, que determinou a vossa comida e a vossa bebida; por que, pois, veria ele o vosso rosto mais abatido do que o dos outros jovens da vossa idade? Assim, poríeis em perigo a minha cabeça para com o rei.
11 Então, disse Daniel ao cozinheiro-chefe, a quem o chefe dos eunucos havia encarregado de cuidar de Daniel, Hananias, Misael e Azarias: 12 Experimenta, peço-te, os teus servos dez dias; e que se nos deem legumes a comer e água a beber. 13 Então, se veja diante de ti a nossa aparência e a dos jovens que comem das finas iguarias do rei; e, segundo vires, age com os teus servos.
14 Ele atendeu e os experimentou dez dias. 15 No fim dos dez dias, a sua aparência era melhor; estavam eles mais robustos do que todos os jovens que comiam das finas iguarias do rei.
16 Com isto, o cozinheiro-chefe tirou deles as finas iguarias e o vinho que deviam beber e lhes dava legumes.
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— Lá estavam os quatro jovens (pré-adolescentes) que tiveram seus nomes trocados — sinal claro de perda de identidade e subserviência;
Os nomes refletem uma herança judaica.
Daniel —> "Deus é meu juiz" => mudou para: Beltessazar —> Bel “proteja o re”i ou Bel proteja sua vida (Bel é Marduk, o principal deus do panteão);
Hananias —> "o Senhor é misericordioso" => mudou para: Sadraque —> Sob o comando de Aku (o deus-lua dos caldeus);
Misael —>"quem é como Deus é?" => mudou para: Mesaque —> significado incerto, talvez o nome de algum deus caldeu;
Azarias —> "o Senhor ajudou" => mudou para: Abede-Nego —> Servo de Nego (Nebo ou Nabu, a segunda divindade mais importante do panteão babilônico);
Atribuir nomes babilônicos aos jovens hebreus pode ter sido uma tentativa de apagar de sua memória a sua herança israelita.
— Mas, “Resolveu Daniel, firmemente, não contaminar-se com as finas iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia” — agora temos um grande problema;
— Falamos da importância e da tamanha honraria que qualquer pessoa inserida na corte real da Babilônia se alimentar, usufruir dos mesmos manjares daquele que é um rei-divino;
— Não se trata de culinária (somente), ou de gostos, ou forma de preparo — mas há uma clara associação daquele que vive e fala em nome dos deuses e seus oficiais mais próximos;
— É uma honra espiritual, um subir de patamar na existência, abertura de portas de oportunidades, riqueza, poder, respeito e influência, legado, vida abundante, etc;
— E é uma condição oferecida pelo próprio rei a filhos de nações vencidas, como um ato de graça do rei da Babilônia em favor de jovens com um futuro incerto;
— O texto bíblico torna o assunto constrangedor, pois aquilo que seria a maior honraria (do ponto de vista babilònico) é visto como “contaminação” por Daniel — inversão total;
— Tentemos imaginar o risco que esses jovens correram ao propor uma dieta alternativa ao oficial — e muito pior, ao explicar a justificativa de tal alternativa;
— O que aconteceu? — “Deus concedeu a Daniel misericórdia e compreensão da parte do chefe dos eunucos” — ou seja, Deus interviu abrindo o coração daquele oficial em favor de Daniel;
— Somos ocidentais e provavelmente não entendemos o tamanho dos milagres que aconteceram ali:
— normalmente pensamos no milagre de quatro pré-adolescentes (de 14 a 17 anos - ou menos) comendo legumes e água por três anos (pensem no metabolismo de um adolescente);
— mas pensemos no milagre de um oficial babilônico, completamente aculturado, adestrado, admitir que aqueles garotos não “se contaminem” com a comida e a bebida do rei;
— pensemos no milagre de quatro pré-adolescentes expostos a toda aquela riqueza e sofisticação mantendo a sua fé intacta;
— pensemos no milagre que antecedeu tudo isso — porque Israel foi para o exílio? Por causa do pecado — mas estas crianças tiveram suas mentes e corações preservadas lá atrás;
— pensemos no milagre subsequente a toda esta narrativa de paradoxos e contraculturas:
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Daniel 1.17-20 (ARA) 17 Ora, a estes quatro jovens Deus deu o conhecimento e a inteligência em toda cultura e sabedoria; mas a Daniel deu inteligência de todas as visões e sonhos.
18 Vencido o tempo determinado pelo rei para que os trouxessem, o chefe dos eunucos os trouxe à presença de Nabucodonosor. 19 Então, o rei falou com eles; e, entre todos, não foram achados outros como Daniel, Hananias, Misael e Azarias; por isso, passaram a assistir diante do rei.
20 Em toda matéria de sabedoria e de inteligência sobre que o rei lhes fez perguntas, os achou dez vezes mais doutos do que todos os magos e encantadores que havia em todo o seu reino.
21 Daniel continuou até ao primeiro ano do rei Ciro.
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Vamos ao Encerramento da mensagem:
V. Encerramento - Vós sois minhas testemunhas
V. Encerramento - Vós sois minhas testemunhas
— Vós sois o sal da terra, vós sois a luz do mundo
— Vós sois o sal da terra, vós sois a luz do mundo
— A história de Daniel nos chama a uma grande responsabilidade;
— Responsabilidade que ultrapassa barreiras de idade, épocas, etc;
— Quatro pré-adolescentes / jovens se veem diante de um mundo novo, cheio de novidades e sofisticação;
— A eles é dada a oportunidade de brilhar naquela sociedade rica e poderosa;
— Mas há uma piedade, um temor, uma fé plantada no coração daqueles meninos que nos desafia, que nos constrage;
— É quase impossível que ainda estivessem com seus pais, até porque o exílio desestabilizava todas as estruturas sociais e familiares;
— E mesmo que não tivessem sido separados de seus pais, o que é pouco provável, quando foram selecionados, foram separados de todos os demais;
— Estes adolescentes tinham seus corações totalmente tomados pelos amor e temor a Yahweh — e isso certamente teve um berço!
— Suas famílias viveram em um Israel apostatado, ímpio, idólatra, mas seus filhos eram crentes — podemos supor que suas famílias eram igualmente piedosas e tementes ao Senhor;
— Estamos aqui para sermos sal e luz — brilharmos a luz de Cristo em um mundo de trevas — estamos em uma situação diferente da de Daniel?
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1 Timothy 4:12 (ARA) — 12 Ninguém despreze a tua mocidade; pelo contrário, torna-te padrão dos fiéis, na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza.
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2 Timothy 2:22 (ARA) — 22 Foge, outrossim, das paixões da mocidade. Segue a justiça, a fé, o amor e a paz com os que, de coração puro, invocam o Senhor.
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Hebrews 2:4 (ARA) “… dando Deus testemunho juntamente com eles, por sinais, prodígios e vários milagres e por distribuições do Espírito Santo, segundo a sua vontade.
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James 1:5 (ARA) 5 Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida.
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