Sol, Lua, Estrelas e eu GN 1:14-19

No princípio Deus... E eu com isso?  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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LEITURA

Gênesis 1.14–19 “14 Então Deus disse: “Haja luzes no céu para separar o dia da noite e marcar as estações, os dias e os anos.
15 Que essas luzes brilhem no céu para iluminar a terra”. E assim aconteceu.
16 Deus criou duas grandes luzes: a maior para governar o dia e a menor para governar a noite, e criou também as estrelas.
17 Deus colocou essas luzes no céu para iluminar a terra,
18 para governar o dia e a noite e para separar a luz da escuridão.
E Deus viu que isso era bom. 19 A noite passou e veio a manhã, encerrando o quarto dia.”

ORAÇÃO

INTRODUÇÃO

No ultimo dia 1º ocorreu o primeiro voo tripulado do programa Artêmis II da NASA.
A missão Artêmis II não foi uma ida com pouso à lua, mas apenas um sobrevoo lunar tripulado.
Ela teve duração de 9 dias, 1 hora e 32 minutos
Haviam 4 tripulantes
O comandante - Reid Wiseman
O piloto - Victor Glover
E dois especialistas - Christina Koch e Jeremy Hansen
O piloto Victor Glover falou diretamente do espaço durante a missão:
Veja o que ele disse:
Estamos tão longe da terra e olhando para ela, a beleza da criação. Para mim, uma das perspectivas pessoais mais importantes aqui de cima é que eu consigo ver a terra como uma coisa só.
E quando eu leio a bíblia e observo todas as coisas incríveis que foram feitas para nós, que fomos criados. Vocês têm esse lugar extraordinário, essa nave espacial.
Vocês estão falando com a gente porque estamos em uma nave espacial muito distante da terra, mas vocês também estão em uma nave espacial chamada Terra, que foi criada para nos dar um lugar para viver no universo, no cosmo.
Talvez a distância em que estamos de vocês faça parecer que o que estamos fazendo é especial, mas estamos à mesma distância de vocês. E eu estou tentando dizer: acreditem em mim, vocês são especiais! Vocês têm esse oásis, esse lugar bonito onde podemos existir juntos.
Ao entrarmos no domingo de Páscoa, penando em todas as culturas ao redor do mundo, celebrem ou não, acreditem em Deus ou não, essa é uma oportunidade para lembrarmos onde estamos, quem somos, e que somos a mesma coisa e que precisamos atravessar isso juntos.
Transição e conexão:
Eu penso que quando Victor esteve voando em direção à Lua e lá de cima ele contemplava a Terra diversos textos das Escrituras podem ter vindo à sua mente. Mas, especificamente dentro do contexto da missão Artêmis II ele deve ter lembrando e refletido sobre o texto que acabamos de ler.
Portanto, quero entrar nessa missão de hoje, na qual viajaremos pelo cosmo e contemplaremos o momento em que Deus trouxe a existência os dois grandes luzeiros que conhecemos hoje como Sol e Lua e também as Estrelas.

EXPOSIÇÃO

v. 14a
Então Deus disse:
Esta é a quarta vez que o texto repete a expressão “Então Deus disse”
Ela aparece 20 vezes em todo o livro de Genesis.
9 delas estão na narrativa da criação (1:1-29)
Aplicação:
Essa não é apenas uma frase simples, mas carrega um sentido que precisamos nos apropriar.
Esse “Deus disse” aponta para o fundamento da fé cristã.
No sentido em que a fé é em si mesma a confiança e a convicção de que aquilo que Deus pronuncia não pode deixar de acontecer.
Portanto eis a nossa fonte de esperança o fato de Deus ter nos dado sua palavra.
E a palavra de Deus sempre é poderosa, portanto sempre confiável.
Deus simplesmente ordena assim como fez nos dias anteriores
Repare no v.14b
“Haja luzes no céu. (Luzeiros, luminares)
Transição
E estas luzes criadas pela palavra de Deus desempenham papeis fundamentais na criação.
O texto destaca 4 papeis
Os primeiros dois estão no v.14 (1. separar 2. marcar)
v.14c
para separar (fazer distinção)
o dia
da noite
e marcar (servir de sinais no sentido de apontar)
as estações,
os dias
e os anos.
Explicação:
Esses dois primeiros papeis mostram que os luzeiros exercerem funções ordenadas no mundo criado por Deus.
Em resumo, estas funções estão relacionadas à marcação do tempo.
Estações, dias e anos apontam para o fato de que há ordem no mundo criado, reforçado pela diferenciação dos tempos. De maneira que esta ordem e diferença aponta para o Criador.
Transição
Mas, há ainda um 3º papel ou uma 3ª Função
1º. Separar - 2º. Marcar - 3º. iluminar
v.15a
Que essas luzes brilhem no céu
para iluminar a terra”.
Transição
Portanto no v.14
Deus ordena por sua palavra
Estabelece papeis para as luzes
E não diferente dos dias anteriores a sequencia é:
v.15 Final
E assim aconteceu.
Aplicação
Essa frase aparece 6 vezes na narrativa da criação.
Ela nos traz uma mensagem simples, mas profunda sobre o poder de Deus.
E que mensagem é essa?
O Deus que cria também nos chama a descansar n’Ele, confiar n’Ele. Permanecer n’Ele e esperar n’Ele pois sua palavra é infalível.
Eu não sei irmão e irmã o que você tem passado ou enfrentado.
Eu não conheço suas angústias nem sei suas dores, frustações e inquietações.
Mas, eu posso te dizer que se você confia no Senhor e se lança em seus braços achará descanso, pastos verdejantes, águas tranquilas de tal forma que as frustações, inquietações e dores ou serão eliminadas ou serão usadas por esse Deus para sua instrução, disciplina. edificação, consolação e santificação. De tal maneira que até mesmo as dores, frustrações, inquietações e e desilusões serão usadas por Ele para que em ti o caráter de Cristo Jesus seja formado.
Transição
o 4º papes dos luzeiros está no v.16
1º. Separar - 2º. Marcar - 3º. Iluminar - 4º. Governar
v.16
Deus criou duas grandes luzes:
a maior (O sol)
para governar o dia
e a menor (a lua)
para governar a noite,
v.16 Final
e criou também as estrelas.
Explicação:
Governar aqui não significa que Sol e Lua têm poderes sobrenaturais. Mas, sim que cada um ocupa uma função distinta na alternância entre dia e noite.
Podemos ler o texto simplesmente como:
"Ele fez a luz maior, brilhar fortemente durante o dia e a luz menor brilhar durante a noite".
Nas demais narrativas da criação existentes entre os povos antigos o Sol e a Lua eram as principais divindades.
Em Ur (cidade natal de Abraão) a Lua era adorada e associada à ordem e sabedoria.
Os egípcios consideravam o Sol (Rá o deus supremo) como o arquiteto e o governador do universo. As estrelas também eram vistas como seres divinos e eram utilizadas para adivinhação.
Mas, há distinção clara entre a narrativa de Genesis e as demais.
O Sol e a Lua não são divindades.
cf. Eles nem sequer são chamados de Sol e Luz, mas simplesmente de “Luminares”
São apenas criaturas subordinadas à palavra de Deus
Assim também as estrelas foram criadas por Deus e ser estão sujeitas à sua palavra.
Não há nelas nada que devamos buscar para servir de orientação.
Portanto, não faz sentido adorarmos Sol, Lua e Estrelas, antes cabe-nos adorar àquele que os criou “O Senhor Forte e Poderoso”.
A ele seja toda Gloria. Que Ele seja nosso guia.
Salmo 119.105 “105 Tua palavra é lâmpada para meus pés e luz para meu caminho.”
Transição
O papel dos luzeiros foi dito no v.14 (Separar e Marcar).
Expandido no v.15 e v.16 - Iluminar e Governar
Mas, repetido em 17 e 18
Repare a Repetição
v.17
Deus colocou essas luzes no céu
para iluminar a terra,
Repare a ênfase do texto ao dizer: “Deus colocou essas luzes no céu”
v.18a
para governar o dia e a noite
e para separar a luz da escuridão.
Talvez para um leitor despercebido pareça que o texto é repetitivo e que o autor está perdido em seus argumentos.
Aplicação:
Eu creio que o Senhor ao se revelar ao autor bíblico quis usar essa repetição de maneira proposital e didática para que tanto os leitores daquela época quanto nós hoje tivéssemos clareza de que os astros não são deuses, mas apenas parte da criação; portanto, não devem ser adorados.
Deus desde o início está declarando que somente Ele é digno de ser adorado e cultuado.
“Os luzeiros foram criados não para serem adorados, mas para ordenar o mundo e conduzir a criatura à adoração do Criador.”
Veja que no v.18 o Sol, Lua e Estrelas são vistos por Deus como bons.
v.18 Final
E Deus viu que isso era bom.
Isso aponta para o fato de que eles complementam a criação. Eles preenchem o céu que antes estava vazio.
Transição
Sol, Lua e Estrelas fecham o 4º dia
V.19
A noite passou
e veio a manhã,
encerrando o quarto dia.
Aplicação: A terra está pronta para ser preenchida e habitada.

CONCLUSÃO/APLICAÇÃO

Este texto não apenas descreve ao criação do Sol e da Lua. Ele também confronta o nosso coração.
Porque, ao olhar para o Sol, para a Lua e para as estrelas, não vemos apenas a grandeza da criação; vemos também o quão pequenos nós somos.
Foi exatamente esse o impacto que Davi sofreu ao contemplá-los.
Salmo 8.3–4 “3 Quando olho para o céu e contemplo a obra de teus dedos, a lua e as estrelas que ali puseste, pergunto: 4 Quem são os simples mortais, para que penses neles? Quem são os seres humanos, para que com eles te importes?”
“Quando Gênesis 1:14–19 nos manda olhar para os grandes luzeiros, ele não nos ensina apenas sobre ordem, governo e função, mas também sobre proporção.
Basta olhar para o céu com honestidade para perceber o que somos: diante da Lua, quase nada; diante da Terra, imperceptíveis; diante do Sol, desaparecemos.
E, se olharmos para as estrelas, veremos que nem o Sol é a maior das realidades criadas. O
texto, portanto, nos humilha, nos tira do centro e nos lembra que não somos a medida de todas as coisas, mas criaturas pequenas, frágeis e dependentes.”
“E essa pequenez precisa ser sentida e deve impactar nossa mente e coração.
Porque o homem caído, embora pequeno, é arrogante. É pó, mas quer ser trono. É criatura, mas deseja autonomia.
Por isso, os luzeiros nos prestam um grande serviço: eles ferem o nosso orgulho. Eles nos ensinam a baixar a cabeça e a reconhecer: eu não sou grande. Grande é o Senhor.”
Mas é exatamente aqui que o evangelho brilha com mais força:
o que o Criador fez por criaturas tão pequenas como nós?
A resposta é assombrosa:
o Filho eterno de Deus, por meio de quem todas as coisas foram feitas, Aquele que fez o Sol, a Lua e as estrelas humilhou-se, assumiu a forma de servo e desceu à nossa miséria para nos resgatar.”
“Nós, que somos quase invisíveis diante da grandeza da criação, nunca fomos invisíveis para o amor redentor de Deus.
Cristo desceu para nos livrar da condenação do pecado, restaurar o nosso culto, reconciliar-nos com o Pai e devolver-nos a nossa vocação de criaturas que vivem para a glória do Criador.
Por isso, a resposta correta diante dos luzeiros não é exaltação do homem, mas adoração. O Deus que colocou os luminares nos céus é o mesmo Deus que, em Cristo, veio buscar pecadores como nós para nos levar à glória.”
Uma glória tão elevada, cuja fonte de luz não será o Sol nem a Lua, mas o próprio Deus na pessoa de Jesus Cristo ressuscitado e exaltado.
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