O Outono Espíritual
Vivendo as Estações com Cristo • Sermon • Submitted • Presented
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· 10 viewsO sermão expõe o tempo de renúncia como representando o outono espiritual do crente. Tal estação o prepara para o tempo de prova da fé - inverno espiritual.
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Vivendo as 4 Estações
Vivendo as 4 Estações
O Outono Natural
O Outono Natural
O principal gatilho para o ínicio dessa estação na natureza é a redução da incidência da luz solar, que ocorre quando o sol ultrapassa a linha do equador no hemisfério sul, passando para o hemisfério norte. Menos luz resulta em dias mais curtos, noites mais longas e temperaturas mais baixas.
Mudanças na natureza: Queda das folhas, mudanças das cores, frutos que caem.
Muitas pessoas tomam a estação do outono como uma estação de morte. Na verdade, é um tempo de preparação para que aja vida no futuro. A morte de folhas e frutos são renúncias necessárias para que a árvore sobreviva quando vierem os tempos difíceis.
2. O Outono Espiritual - Tempo de renúncias.
2. O Outono Espiritual - Tempo de renúncias.
Ao contrário do outono natural, o outono espiritual é, muitas vezes, iniciado pela iluminação do Espírito Santo, ao nos deparamos com a Palavra de Deus. Este momento, não raro, coincide com a conversão.
Compreenção sobre os mistérios de Deus, sobre as Escrituras e a vida cristã.
Porque Deus, que disse: Das trevas resplandecerá a luz, ele mesmo resplandeceu em nosso coração, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Cristo.
A conversão de Lídia nos mostra um bom exemplo da ação iluminadora do Espírito Santo. Segunda viagem missionária de Paulo, quando fundou a igreja em Filipos
Tendo, pois, navegado de Trôade, seguimos em direitura a Samotrácia, no dia seguinte, a Neápolis e dali, a Filipos, cidade da Macedônia, primeira do distrito e colônia. Nesta cidade, permanecemos alguns dias. No sábado, saímos da cidade para junto do rio, onde nos pareceu haver um lugar de oração; e, assentando-nos, falamos às mulheres que para ali tinham concorrido. Certa mulher, chamada Lídia, da cidade de Tiatira, vendedora de púrpura, temente a Deus, nos escutava; o Senhor lhe abriu o coração para atender às coisas que Paulo dizia. Depois de ser batizada, ela e toda a sua casa, nos rogou, dizendo: Se julgais que eu sou fiel ao Senhor, entrai em minha casa e aí ficai. E nos constrangeu a isso.
A nova vida que surge após a revelação de Cristo por obra do Espirito Santo leva à:
Com os olhos abertos, podemos ver a fragilidade dos pilares de segurança do mundo.
Dinheiro, beleza, erudição, popularidade, currículo de vida, habilidades esportivas, cargos e funções (tanto na igreja quanto em nossa vida profissional). Esses pilares começam a rachar, lentamente.
Mudança de foco - do mundo para Cristo.
Redirecionamento de forças - deixamos de gastar energias com coisas vâs e nos dedicamos à Cristo e ao relacionamento com o Criador.
A cruz de Cristo como o único pilar de segurança real - nos desfazemos os falsos pilares de segurança e nos apegamos a Cristo.
Renúncias por amor - compreendemos que nada é mais importante em nossa vida do que o Senhor, e por amor à Ele, renunciamos ao mundo e entregamos nossas vidas à Ele.
Em Cristo, morremos para o pecado
“… como viveremos ainda no pecado, nós os que para ele morremos? Ou, porventura, ignorais que todos nós que fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte? Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida.
Em novidade de vida, devemos andar como ressurretos em Cristo.
E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências.
Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito.
3. A nova natureza do homem e as dores da renúncia (a conversão é apenas o começo).
3. A nova natureza do homem e as dores da renúncia (a conversão é apenas o começo).
As tendências pecaminosas não são aniquiladas; o pecado perdeu seu controle sobre nós—mas isso não significa que o potencial para o pecado desapareceu.
Por causa dos prazeres do pecado e da fraqueza de nossa carne remanescente, sem vigilância e controle, podemos ceder ao pecado. A tirania e a punição do pecado foram anuladas, mas seu potencial de expressão ainda não foi completamente removido.
A luta interna entre os anseios da carne remanescente e a inclinação da nossa nova identidade em Cristo causam um conflito interno, que Paulo descreve ao escrever aos Romanos.
Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço. Mas, se eu faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, e sim o pecado que habita em mim.
Este conflito entre carne e espírito provoca certa perturbação em nós. Quando renunciamos aos desejos e paixões do mundo, desencadeando este conflito, é frequente e comum sentirmos as dores da renúncia em nossos momento de fraqueza.
Contudo, em Cristo, iluminados pelo Espírito Santo, passamos a encarar esse conflito e essas dores (como a tristeza pela perda de amigos e a renúncia a antigos prazeres) sob uma nova perspectiva. Essas provações passam a ser expressões do amor de Deus para conosco. A luta interna, de que Paulo trata em Romanos 7, quando obtém resposta positiva da nossa parte, se tornam um exercício, que fortalece a fé e produz perseverança. Tiago trata deste assunto:
Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança. Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes.
Portanto:
As renúncias, embora pareçam dolorosas e difíceis no início, nos dão oportunidade de crescer, de amadurecer (amadurecimento espiritual e fortalecimento da fé).
Pense em uma árvore frutífera. Para produzir os melhores frutos, é necessário podá-la. Assim acontece em nossa vida espiritual: o Senhor muitas vezes nos pede para renunciarmos a coisas que até podem parecer boas, mas que nos impedem de alcançar o nosso potencial. Ao renunciar a um relacionamento tóxico, por exemplo, pode-se descobrir uma nova liberdade e uma vida mais abundante em Cristo. Essa poda traz amadurecimento e fortalece nossa fé.
Escrevendo aos Hebreus - As renúncias como forma de nos desembaraçarmos do “peso” que nos impede de correr rumo à linha de chegada.
O autor, no capítulo 11, fala sobre a nuvem de testemunhas, que viveram pela fé, no passado, e que hoje, nos encoraja a também confiar nas promessas de Deus. No capítulo 12, escreve:
Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta,
Imagine um corredor em uma maratona, carregando um pesado fardo em suas costas. Ele se esforça, mas a tarefa se torna insuportável. Quando ele decide largar o peso, imediatamente sua corrida se torna mais leve e rápida. Assim somos nós: quando deixamos de lado nossos pecados e fardos, encontramos a força e a liberdade para seguir em direção à Salvação.
4. Desembaraçados do mundo, nos achegamos a Cristo.
4. Desembaraçados do mundo, nos achegamos a Cristo.
O cego Bartimeu e sua capa, na saída da cidade Jericó. Bartimeu clavama pelo milagre de Jesus. Ao ser chamado, abandonou, imediatamente o que ele tinha de mais valioso, que era a sua capa, para se aproximar do Cristo. Marcos conta em:
Parou Jesus e disse: Chamai-o. Chamaram, então, o cego, dizendo-lhe: Tem bom ânimo; levanta-te, ele te chama. Lançando de si a capa, levantou-se de um salto e foi ter com Jesus. Perguntou-lhe Jesus: Que queres que eu te faça? Respondeu o cego: Mestre, que eu torne a ver. Então, Jesus lhe disse: Vai, a tua fé te salvou. E imediatamente tornou a ver e seguia a Jesus estrada fora.
Pedro, André e os flhos de Zebedeu também renunciaram às suas vidas em nome de Jesus.
Uma vez que as renúncias são realizadas, temos uma visão mais clara da Cruz de Cristo. Compreendemos quem ele é, a profundidade do seu amor e as exigências de nos tornar seus servos. Nos tornamos ávidos pelo alimento espiritual que vem Dele.
Portante, renunciar o que nos afasta de Cristo, ou limita nosso acesso à ele, como hábitos, pessoas, pré-conceitos e costumes era comum e necessário naquele tempo. E ainda o é hoje.
Uma vez desembaraçados do mundo e das coisas que nos afastam de Jesus, nossos olhos, coração, alma e entendimento se voltam totalmente para Ele.
Passamos a ter um desejo ávido pela compreensão de sua mensagem;
Passamos a conhecê-lo e a amá-lo de forma cada vez mais intensa;
Passamos a querer serví-lo cada vez mais e a cada dia mais.
Todo esse processo nos torna mais fortes:
Nossa fé se torna mais sólida e ancorada na verdade das Escrituras;
Nossa maturidade espiritual começa a se desenvolver e começamos a entender a “voze de Deus”;
Pela compreensão da Sua Palavra, nossas raízes ficam cada vez mais profundas;
Nossa confiânça nas promessas de Deus começa a se tornar realmente sólida.
Este é o Outono Espiritual. Onde as renúnicas se fazem necessárias para que, quando vierem os tempos difíceis, sejamos capazes de manter nossos olhos voltados para a Cruz de Jesus, com perseverança, com confiança e com a certeza de que Ele, apesar do aparente silêncio, está conosco.
5. O Inverno Natural
5. O Inverno Natural
A estação que se segue ao outono é o inverno. Nesta estação, o sol se afasta para o mais longe possível do hemisfério sul e a incidência da luz solar é a mais fraca do ano. O clima é frio e hostil em muitos lugares.
Estratégias de sobrevivência das árvores - toda a energia preservada pela perda das folhas, pela regulação das cores das folhas que ficam, pela perda dos frutos amadurecidos, agora servem a único propósito: sustentar a árvore durante o período mais difícil do ano.
Introdução para as estratégias de sobrevivência espirituais nos tempos difíceis:
Para nós, todas as renúncias que fizemos, toda a mudança do foco de nossas vidas, toda a dedicação na compreensão da Palavra de Deus, todo o redirecionamento de nossas prioridades, colocando Jesus Cristo como o centro de nossas vidas, durante nosso Outono Espiritual, nos servirá de combustível para os dias difíceis.
Todos nós passaremos, ou já estamos passando, por dias difíceis. Essa estação, o inverno espíritual, se repete e se repetirá por toda a nossa jornada.
6. O Inverno Espiritual (características)
6. O Inverno Espiritual (características)
Orações não respondidas, dores e sofrimentos diversos, apesar da dedicação e vida de santificação, solidão, dúvidas sobre nossa própria fé, sobre nosso propósito, sobre se estamos ou não servindo a Deus da forma certa, se Ele está se agradando ou não de nós.
O aparente silêncio de Deus frente aos nossos medos, frustrações, decepções (dentro e fora da igreja), perdas e lutas.
O caso Elias no Monte Carmelo e na caverna, no Monte Horebe
A vitória sobre os profetas de Baal:
Então, caiu fogo do Senhor, e consumiu o holocausto, e a lenha, e as pedras, e a terra, e ainda lambeu a água que estava no rego. O que vendo todo o povo, caiu de rosto em terra e disse: O Senhor é Deus! O Senhor é Deus! Disse-lhes Elias: Lançai mão dos profetas de Baal, que nem um deles escape. Lançaram mão deles; e Elias os fez descer ao ribeiro de Quisom e ali os matou.
A frustração de Elias após a vitória no Carmelo:
Acabe fez saber a Jezabel tudo quanto Elias havia feito e como matara todos os profetas à espada. Então, Jezabel mandou um mensageiro a Elias a dizer-lhe: Façam-me os deuses como lhes aprouver se amanhã a estas horas não fizer eu à tua vida como fizeste a cada um deles.
Elias foge para Horebe, frustrado, triste, isolado. 40 dias e 40 noites de Inverno Espiritual:
Ele mesmo, porém, se foi ao deserto, caminho de um dia, e veio, e se assentou debaixo de um zimbro; e pediu para si a morte e disse: Basta; toma agora, ó Senhor, a minha alma, pois não sou melhor do que meus pais.
Rumo a Horebe:
Levantou-se, pois, comeu e bebeu; e, com a força daquela comida, caminhou quarenta dias e quarenta noites até Horebe, o monte de Deus.
Na caverna, Elias chegou ao ápice de sua tristeza.
Apesar de tudo o que Elias estava sentido, Deus não o abandonou. Ao contrário, trabalhou nele de forma visível e invisível.
Na caverna, extraiu o medo e a tristeza de Elias, questionando-o sobre o seu propósito (repetição da pergunta).
Ao ver que o profeta ainda estava preso em sua tristeza, Deus o reposicionou, lhe deu uma nova missão e o colocou novamente em marcha.
As incertezas frente ao aparente declínio inevitável da vida.
A metodologia divina para o crescimento espiritual - o fogo que refina e purifica o ouro.
O preparo no outono, que mantém o fogo do espírito aceso no inverno.
O perigo de uma preparação falha, que apaga a chama do Espírito Santo, enfraquece a fé e congela o coração.
O benefício da perseverança, ancorada na fidelidade de Deus às suas promessas - Perseverança, confiança, prática das boas obras (1Co 15:58).
Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão.
7. O Apelo.
7. O Apelo.
Permanecer fiéis ao Senhor, mesmo em meio ao aparente silência, em meio à hostilidade dos tempos e das pessoas.
Ainda que a vida pareça ir de mal à pior, mantenhamos a fé e a certeza de que Deus, por meioda prova da nossa fé, deseja qeu saiamos fortalecidos, maduros, completos e perfeitos.
