As Marcas do Verdadeiro Perdão
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Vendo os irmãos de José que seu pai já era morto, disseram: É o caso de José nos perseguir e nos retribuir certamente o mal todo que lhe fizemos. Portanto, mandaram dizer a José: Teu pai ordenou, antes da sua morte, dizendo: Assim direis a José: Perdoa, pois, a transgressão de teus irmãos e o seu pecado, porque te fizeram mal; agora, pois, te rogamos que perdoes a transgressão dos servos do Deus de teu pai. José chorou enquanto lhe falavam. Depois, vieram também seus irmãos, prostraram-se diante dele e disseram: Eis-nos aqui por teus servos. Respondeu-lhes José: Não temais; acaso, estou eu em lugar de Deus? Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem, para fazer, como vedes agora, que se conserve muita gente em vida. Não temais, pois; eu vos sustentarei a vós outros e a vossos filhos. Assim, os consolou e lhes falou ao coração.
Texto: Gênesis 50.15–21
Tema: As Marcas do Verdadeiro Perdão
INTRODUÇÃO (PARTINDO DA CONCLUSÃO – v.21)
“Não temais; eu vos sustentarei…”
José está no topo.
Ele tem poder.
Ele tem autoridade.
Ele tem o controle da situação.
Mas antes disso, José sofreu e sofreu muito, ele foi humilhado e passou por situações terríveis por causa de seus irmãos……
a) Inveja profunda – seus irmãos o odiavam por causa do favoritismo de Jacó e dos sonhos (Gn 37.4-11)
a) Inveja profunda – seus irmãos o odiavam por causa do favoritismo de Jacó e dos sonhos (Gn 37.4-11)
B) Rejeição emocional – não conseguiam falar com ele pacificamente (Gn 37.4)
B) Rejeição emocional – não conseguiam falar com ele pacificamente (Gn 37.4)
C) Conspiração para matá-lo – planejaram tirar sua vida (Gn 37.18-20)
C) Conspiração para matá-lo – planejaram tirar sua vida (Gn 37.18-20)
D) Humilhação e violência – o lançaram numa cisterna (Gn 37.23-24)
D) Humilhação e violência – o lançaram numa cisterna (Gn 37.23-24)
E) Venda como escravo – o trataram como mercadoria (Gn 37.27-28)
E) Venda como escravo – o trataram como mercadoria (Gn 37.27-28)
F)Traição familiar – mentiram ao pai, encobrindo o crime (Gn 37.31-33)
F)Traição familiar – mentiram ao pai, encobrindo o crime (Gn 37.31-33)
G) Perda total da liberdade – foi levado para o Egito como escravo (Gn 37.28)
G) Perda total da liberdade – foi levado para o Egito como escravo (Gn 37.28)
Em resumo:
José foi odiado, rejeitado, traído, humilhado e descartado pelos próprios irmãos
E diante daqueles que o feriram profundamente…
Ele não se vinga.
Ele não cobra.
Ele não expõe.
Ele perdoa.
Isso nos leva à pergunta central do texto:
Existe uma falsa sensação de perdão, muitas pessoas acham que perdoam mais está longe de ser verdade………….
Existe o perdão falso e o verdadeiro, O verdadeiro deixa marcas, impressiona, Diante disso, quero destacar hj:
PERGUNTA HOMILÉTICA
Quais são as características do verdadeiro perdão?
As Marcas do Verdadeiro Perdão
1- O VERDADEIRO PERDÃO NÃO SE BASEIA NO COMPORTAMENTO DO OUTRO
Gênesis 50.15–17 “Vendo os irmãos de José que seu pai já era morto, disseram: É o caso de José nos perseguir e nos retribuir certamente o mal todo que lhe fizemos. Portanto, mandaram dizer a José: Teu pai ordenou, antes da sua morte, dizendo: Assim direis a José: Perdoa, pois, a transgressão de teus irmãos e o seu pecado, porque te fizeram mal; agora, pois, te rogamos que perdoes a transgressão dos servos do Deus de teu pai. José chorou enquanto lhe falavam.”
EXPOSIÇÃO
Após a morte de Jacó, os irmãos de José entram em desespero.
Eles pensam:
“Agora que nosso pai morreu… José vai se vingar.”
E o texto revela algo profundo:
eles não demonstram transformação
demonstram medo
Eles constroem uma estratégia:
– usam o nome do pai
– elaboram um discurso
– apelam emocionalmente
Mas o texto não mostra arrependimento genuíno.
mostra medo das consequências, não quebrantamento do coração
VERDADE
José não perdoa porque os irmãos mudaram.
ele perdoa apesar deles ainda serem imperfeitos
Perdão é para quem não merece.
Se fosse para quem merece… não seria perdão
seria justiça
CONEXÃO COM O NOVO TESTAMENTO
Isso se cumpre de forma perfeita em Cristo.
Lucas 23.34
“Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.”
Na cruz, Jesus está sendo:
injustiçado
humilhado
crucificado
E quem está ali…
não está arrependido
não está pedindo perdão
não está mudado
Mesmo assim…
Jesus perdoa
Isso revela o mesmo princípio:
o perdão não nasce da reação do outro
nasce da graça que já habita no coração
APLICAÇÃO
Se o seu perdão depende:
– da mudança do outro
– de um pedido perfeito
– de uma reparação completa
você nunca vai perdoar de verdade
Porque sempre vai faltar algo.
Perdão verdadeiro não é resposta ao outro…
é fruto do que Deus já fez em você
Quem foi alcançado pela graça…
aprende a liberar graça.
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1- O VERDADEIRO PERDÃO NÃO SE BASEIA NO COMPORTAMENTO DO OUTRO
2. O VERDADEIRO PERDÃO RENUNCIA O DIREITO DE VINGANÇA
Gn 50.18–19
“Não temais; acaso, estou eu em lugar de Deus?”
EXPOSIÇÃO
Os irmãos agora se prostram diante de José.
Eles se colocam como servos
Eles reconhecem sua vulnerabilidade
E, nesse momento, José está numa posição decisiva.
Ele poderia:
– punir
– expor
– retribuir
Humanamente, ele tinha esse direito.
Mas ele toma uma decisão profunda:
não ocupar o lugar de Deus
“Acaso estou eu em lugar de Deus?”
José entende algo que muda tudo:
justiça final não pertence a ele
VERDADE CENTRAL
Perdoar é abrir mão de ser juiz.
CONEXÃO COM O NOVO TESTAMENTO
O apóstolo Paulo reafirma esse mesmo princípio:
Romanos 12.19
“Não vos vingueis a vós mesmos… porque está escrito: A mim pertence a vingança; eu retribuirei, diz o Senhor.”
No Novo Testamento, Deus deixa claro:
justiça não é responsabilidade do homem
justiça é prerrogativa divina
E quando tentamos tomar isso para nós…
saímos do lugar de filhos
e tentamos ocupar o lugar de Deus
APLICAÇÃO PROFUNDA
Toda falta de perdão carrega essa raiz:
“Eu vou fazer justiça”
“Eu vou acertar isso”
Mas quando você segura a vingança…
você está tentando ser Deus
você está dizendo que o seu julgamento é melhor que o dEle
Perdoar não é dizer que está tudo certo…
é confiar que Deus julga melhor do que você
é descansar que nenhuma injustiça ficará sem resposta nas mãos de Deus.
1- O VERDADEIRO PERDÃO NÃO SE BASEIA NO COMPORTAMENTO DO OUTRO
2. O VERDADEIRO PERDÃO RENUNCIA O DIREITO DE VINGANÇA
3. O VERDADEIRO PERDÃO REINTERPRETA A DOR À LUZ DA SOBERANIA DE DEUS
3. O VERDADEIRO PERDÃO REINTERPRETA A DOR À LUZ DA SOBERANIA DE DEUS
Gn 50.20
“Vós intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem…”
EXPOSIÇÃO
José não romantiza o passado.
Ele reconhece:
– houve mal
– houve dor
– houve injustiça
Mas ele não para na ação dos homens.
Ele enxerga a mão de Deus por trás de tudo
VERDADE CENTRAL
Quem só vê a ação dos homens não consegue perdoar.
Quem vê a ação de Deus consegue
ILUSTRAÇÃO DA HISTÓRIA DA IGREJA
Um exemplo marcante disso aconteceu na vida de William Tyndale.
No século XVI, ele decidiu traduzir a Bíblia para o inglês comum — algo proibido na época.
Por causa disso:
foi perseguido
traído por alguém próximo
preso injustamente
E, finalmente…
foi condenado à morte e executado
Aparentemente…
tudo deu errado
o projeto acabou
a missão fracassou
Mas antes de morrer, ele fez uma oração:
“Senhor, abre os olhos do rei da Inglaterra.”
Anos depois…
Deus levanta circunstâncias políticas
o rei autoriza a tradução da Bíblia
e grande parte do trabalho de Tyndale é usada na famosa Bíblia em inglês
O que parecia derrota…
era plano de Deus
O que parecia perda…
era instrumento de redenção
APLICAÇÃO
Enquanto você interpreta sua dor assim:
“fizeram isso comigo”
o coração endurece
Mas quando você começa a enxergar assim:
“Deus usou isso para um propósito maior”
o coração é curado
o perdão nasce
Porque agora você não está mais preso ao que fizeram com você…
você está ancorado no que Deus está fazendo através disso
CONCLUSÃO DO PONTO
José entendeu isso.
Os irmãos agiram com maldade
mas Deus estava governando com propósito
E quando você enxerga a soberania de Deus…
a dor deixa de ser prisão
e se torna instrumento
O perdão nasce de uma visão teológica da vida.
CONCLUSÃO (RETORNANDO AO v.21)
Por isso José pode dizer:
“Não temais”
“Eu vos sustentarei”
“Eu vos consolarei”
O perdão dele não é apenas palavras.
é postura
é prática
é relacionamento restaurado
CRISTO COMO CUMPRIMENTO
José aponta para Jesus Cristo.
Na cruz:
os homens intentaram o mal
Deus realizou o bem
E ali vemos o verdadeiro perdão:
não baseado no mérito humano
não exigindo pagamento
mas fluindo da graça
