O CARÁTER DO PASTOR

Em Defesa da Sã Doutrina  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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LEITURA DO TEXTO

1 Timothy 3:1–7 NAA
Fiel é a palavra: se alguém deseja o episcopado, excelente obra almeja. É necessário, pois, que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher, moderado, sensato, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar; não dado ao vinho, nem violento, porém cordial, inimigo de conflitos, não avarento; e que governe bem a própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito. Pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus? Que o bispo não seja recém-convertido, para não acontecer que fique cheio de orgulho e incorra na condenação do diabo. É necessário, também, que ele tenha bom testemunho dos de fora, a fim de não cair na desonra e no laço do diabo.

INTRODUÇÃO

A igreja é o tesouro mais precioso de Cristo Jesus. Ele morreu por ela. Como a esposa é para o marido, assim é a igreja para Cristo. Por isso a existência desta carta de Paulo a Timóteo. Uma carta de pastor para pastor tendo em vista a saúde da igreja. Paulo começa alertando Timóteo sobre o perigo dos falsos mestres que estavam se infiltrando em Éfeso e o perigo da ausência de disciplina eclesiástica bíblica na igreja. Ele orienta que é responsabilidade da igreja combater os falsos mestres com os seus falsos ensinos, e disciplinar e até remover da comunhão da igreja aqueles que se desviavam conscientemente da Sã Doutrina e procuravam perverter o evangelho.
Paulo sabe que só o evangelho pode gerar vida no povo de Deus. Fomos lavados, santificados e justificados em o nome de Jesus Cristo e pelo Espírito Santo de Deus e isso por meio do evangelho. A mensagem da graça redentora de Deus em Cristo Jesus não pode ser substituídas por fábulas e genealogias (e nos dias atuais por mensagens de autoajuda centrada única e exclusivamente no bem estar emocional e terreno do ser humano). O centro de tudo é a verdade de que Deus em Cristo viveu uma vida perfeita, morreu carregando os nossos pecados numa cruz maldita, ressuscitou ao terceiro dia para estabelecer a nossa liberdade do pecado e da morte, subiu aos céus prometendo um retorno triunfal e rogou ao Pai que, em unidade com ele, derramou o Santo Espírito que agora opera salvação e nos mantem unidos a Cristo e em plena comunhão com Deus para que possamos manifestar sua glória e o seu caráter no mundo através da prática das boas obras que implicam em santidade pessoal, serviço ao próximo, proclamação fiel do evangelho e ensino prático no discipulado daqueles que se convertem ao Salvador e Senhor Jesus Cristo.
No capítulo 2 desta epístola, Paulo cuida do culto público e orienta a Timóteo para que ensine a igreja a orar por todas as pessoas, sem distinção de classe social — “ore pelos reis e autoridades, não somente pelo povo”, é mais ou menos o que ele quis dizer. A oração e a proclamação fiel do evangelho são marcas de uma igreja saudável.
Ele ainda trata do culto público ajustando a postura pública de homens e mulheres e estabelecendo os papeis de cada um na igreja de Cristo. O homem não deve ser escravo do autoritarismo nem da violência ou da ira, e a mulher não deve ser escrava da vaidade nem do orgulho que faz com que ela caia no erro da insubmissão e provocação da discórdia no meio da igreja. É quando ele esboça e pavimenta um caminho para tratar mais especificamente da liderança da igreja.
Como Mark Dever vai destacar, a mulher é muito valorizada na Bíblia, em contraposição às culturas antigas. Se seguirmos a Cristo como a Escritura revela, vamos honrar e valorizar a mulher e defender que ambos os gêneros são iguais em valor e dignidade diante de Deus — e assim deve ser no mundo. Contudo, temos de reconhecer também que, apesar dos gêneros serem iguais em valor e dignidade, os papeis de cada gênero na ordem da criação (no contexto da família) e na ordem da redenção (no contexto da igreja) devem ser distintos. O homem é o cabeça da mulher (na criação) e Cristo é o cabeça da Igreja (na redenção).
Dever continua exemplificando no seu livro “Nove Marcas de Uma Igreja Saudável”:
“As mulheres são altamente honradas nas Escrituras. Homens e mulheres são feitos à imagem de Deus. Além disso, Deus usou mulheres de maneira singular para expressar a verdade sobre ele. Miriã cantou (Êx 15); Ana orou (1Sm 2); e Maria glorificou ao Senhor (Lc 1.46-51). Débora foi criada como juíza no Israel do Antigo Testamento (Jz 5) (embora essa não fosse uma nomeação normal para uma mulher). Isabel e Ana profetizaram publicamente sobre a vinda de Cristo (Lc 1.42-45; 2.38). (É interessante observar como muitos desses casos têm a ver com o parto, parte do papel especial de Deus para as mulheres; veja 1Tm 2.15.) As Escrituras não apresentam impedimentos para as mulheres ensinarem os homens por meio de orações e profecias ocasionais (1Co 12), nem em conversas pessoais (como com Áquila e Priscila e Apolo em Atos 18.26).”
Mas a escolha de homens como pregadores públicos da Palavra de Deus é coerente com o papel que Deus lhes designou para levarem sua imagem como presbíteros e maridos. A maioria dos homens não são presbíteros. Muitos homens (como Paulo e até o próprio Jesus) não são casados. Mas maridos e presbíteros devem espelhar algo da própria autoridade de Deus, de modo que isso é ecoado — em vez de contradito — quando o ministério de ensino de adultos de uma igreja é conduzido por homens qualificados e talentosos.
Em nossa era igualitária, devemos abraçar sem intimidação o gênero como um com de Deus, como Gênesis 1 e 2 demonstram claramente. Além disso, os dois gêneros em seus papéis complementares são um sinal e uma pista sobre o sentido maior da vida. Isso é o que Paulo diz em Efésios 5. Na verdade, ele parece dizer que Deus não nos deu a igreja para nos ensinar sobre o casamento; ele nos deu o casamento para nos ensinar sobre o amor de Cristo pela igreja.
E agora chegamos ao terceiro capítulo da Epístola de Paulo a Timóteo, e ele vai orientar o atual pastor da igreja de Éfeso sobre o caráter do pastor/bispo/presbítero. Se a igreja deve ser liderada por homens que ocupam o ofício pastoral, ela precisa 1) assumir a sua responsabilidade na escolha, 2) confiar em Deus e no pastor eleito por ela, 3) ficar atenta ao ensino tanto para obedecer o que é certo quanto para rejeitar e até resistir o que é errado e 4) honrar e cuidar com amor destes homens dotados e escolhidos por Deus para o santo ministério da Palavra.

EXPOSIÇÃO DO TEXTO

1Timóteo 3.1 “Fiel é a palavra: se alguém deseja o episcopado, excelente obra almeja.”
O episcopado (ofício de bispo) tem no grego original a expressão ἐπισκοπή episkopē que significa “supervisor”. É a segunda vez que Paulo utiliza a “fórmula da palavra fiel” (pistos ho logos) — a primeira aparece em 1Timóteo 1.15 com o acréscimo das expressões gregas kai pasēs apodochēs axios: “Esta palavra é fiel e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal.” .
Witherington (2006, 202) destaca sobre essa fórmula o seguinte: "a função da própria frase é destacar e dar autoridade e solenidade a um pronunciamento de algum tipo, e pode ser de uma variedade de tipos". No caso de 1Tm 3, essa fórmula introduz uma seção sobre a salvação que termina no versículo 16. 1Tm 3.16
1 Timothy 3:16 NAA
Sem dúvida, grande é o mistério da piedade: “Aquele que foi manifestado na carne foi justificado em espírito, visto pelos anjos, pregado entre os gentios, crido no mundo, recebido na glória.”
Ou seja, o que Paulo está falando é mais do que sobre os oficiais da igreja, mas dos propósitos redentores de Deus que incluem a igreja e sua liderança. Veja 1Tm 3.15
1 Timothy 3:15 NAA
Mas, se eu demorar, você saberá como se deve proceder na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, coluna e fundamento da verdade.
Paulo mostra que é fundamental que a igreja possua uma liderança bíblica e fiel ao evangelho. Portanto, as qualificações do bispo devem ser observadas para que alguém assuma ou permaneça no ministério pastoral.
Outro ponto importante a se destacar é que não apenas Deus escolhe, mas parte da escolha divina inclui o desejo do candidato ao episcopado. Não adianta ter as demais qualificações dos versículos 2 a 7 se a pessoa “não deseja o episcopado”. Quando a igreja é pastoreada por um homem ou por homens que não encontram prazer neste ofício ou pior, não desejavam estar nessa posição, ela acaba sofrendo de várias formas.
Definitivamente a primeira qualificação de um presbítero, bispo ou pastor é desejar o ofício.
1Timóteo 3.2–7 “É necessário, pois, que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher, moderado, sensato, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar; não dado ao vinho, nem violento, porém cordial, inimigo de conflitos, não avarento; e que governe bem a própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito. Pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus? Que o bispo não seja recém-convertido, para não acontecer que fique cheio de orgulho e incorra na condenação do diabo. É necessário, também, que ele tenha bom testemunho dos de fora, a fim de não cair na desonra e no laço do diabo.”
Vamos abordar cada qualificação:
Irrepreensível: não significa ser perfeito, mas provavelmente cumprir cada uma das demais qualificações com excelência. Espera-se que todos os discípulos de Cristo sejam irrepreensíveis, essa é a obra do Espírito Santo na igreja (Efésios 1.4, Filipenses 2.15, Colossenses 1.22, 1Tessalonicenses 5.23), mas dos líderes certamente se é esperado num grau ainda mais elevado. Se irrepreensível é andar numa vida de crescente santidade e manifestar uma maior semelhança com o caráter de Jesus Cristo.
Esposo de uma só mulher: o bispo é um exemplo de um seguidor de Jesus. Logo, sua vida privada deve honrar a fidelidade que Cristo tem com a sua noiva, a igreja. Homens divorciados em casos muito raros conseguem ainda ser exemplo para a comunidade cristã local, mas aqueles que caem em adultério ou se divorciam fora dos limites aceitáveis na Escritura ficam reprovados para continuarem pastoreando o rebanho de Deus.
Moderado: a melhor tradução que encontrei para essa palavra grega νηφάλιος nēphalios é a expressão “cauteloso”. Um homem que não alimenta vícios (outra tradução para essa palavra é “não misturado ao vinho”), que não se expõe ao andar em ambientes que possam comprometer sua reputação nem mesmo manter conversas e relacionamentos que tragam esse tipo de dano.
Sensato: aqui a ideia é de um homem equilibrado, que domina bem a sua língua, seus sentimento, seus ímpetos e impulsos carnais. Um bispo deve exercer domínio próprio num nível mais alto do que os demais membros da igreja.
Modesto: aqui eu traduzi a palavra grega κόσμιος kosmios por alguém respeitável, que possui um comportamento exemplar. É como Paulo vai dizer aos coríntios em 1Coríntios 11.1 “Sejam meus imitadores, como também eu sou imitador de Cristo.”. Um pastor precisa assumir essa posição diante da igreja: “pode olhar a minha vida, a maneira como eu me comporto, e imitar porque estou olhando a vida de Jesus e procurando fazer o mesmo”.
Hospitaleiro: essa palavra φιλόξενος philoxenos traz a ideia de “amar os estrangeiros”. O pastor/presbítero/bispo deve ter a marca profunda do amor ao próximo, mesmo aqueles que ainda não pertencem à nova aliança. Deve amar as pessoas, literalmente gostar de gente. Deve gostar de visitar as pessoas e também receber visitas em sua casa. É uma pessoa marcada profundamente pelo acolhimento e pela solidariedade com os de perto mas também com os “de longe”.
Apto para ensinar: a palavra διδακτικός didaktikos é meio que autoexplicativa, porém a ideia vai um pouco além de ser didático ou habilidoso para ensinar, mas possuir um ensino consistente e que se traduz na prática de sua própria vida. O ensino aqui transcende a transmissão de informações; é um ensino encarnacional, mimético, prático, dramático. O pastor ensina com palavras, mas principalmente com a própria vida. Sua vida de oração é didática; seu pregação é inflamada pelo fogo do Espírito Santo; seu amor e zelo pela obra de Deus é uma fonte de influência espiritual para a igreja. Uma igreja que possui um pastor fiel cresce espiritualmente de maneira inevitável, a não ser que não queira crescer, pois tem um homem que confirma o próprio ensino com o modo de viver e agir na comunidade, em casa e na sociedade em geral.
Não dado ao vinho: πάροινον paroinon = o pastor não pode ser viciado em nada. O vinho é um parâmetro, mas pode ser açúcar, dinheiro, drogas lícitas como remédios ou ilícitas, pornografia, masturbação, comidas em geral e eu vou um pouco além: vício em rede social, internet, celular também podem reprovar um bispo. Ele precisa ser exemplo e se encontrar em luta franca contra toda fraqueza viciante. Geralmente uma pessoa viciada é uma pessoa muito orgulhosa e fraca na fé — e essa condição vai afetar a comunidade inevitavelmente.
Nem violento: aqui eu traduzi a palavra πλήκτης plēktēs por “brigão”. O bispo carrega a bem-aventurança de ser um pacificador. Como filho de Deus, quer espelhar o caráter manso e humilde do Filho Jesus Cristo e o caráter misericordioso de Deus Pai e ainda quer carregar o fruto do Espírito Santo que é paz. Imagina um pastor que gosta de confusão, treta, divisão, inimizade, ódio, brigas? Certamente a Bíblia recomenda que um líder da igreja seja exemplo de promoção da paz em todos os relacionamentos.
Porém cordial: ἐπιεικής epieikēs eu traduzi por “um homem justo, bom e pronto para perdoar”. Cordato. Uma pessoa gentil, que não grita para impor sua autoridade. Que tem suavidade no trato com as ovelhas de Cristo. O presbítero não pode ser um mau exemplo no sentido de agir motivado pela ira, raiva, vingança, ódio. Ele não pode devolver as ofensas que recebe, mas ele é justo. Ele é bom. Ele perdoa todo aquele que pede perdão. Ele está sempre pronto para rever os seus caminhos e os seus conceitos. Ele não é o dono da verdade e não quer se temido, mas tão somente respeitado e amado.
Inimigo de conflitos: ἄμαχος amachos eu traduzi por “invencível no sentido de não ser vencido pela tentação de buscar as contendas”. Ele não quer ficar nos corredores falando mal dos outros. Não quer colocar uma pessoa contra a outra. Não quer manipular ninguém. Não gosta dessas fofocas. Não quer ver o circo pegar fogo. Odeia a vingança e a injustiça. Ele prefere sempre a reconciliação, o perdão e a paz.
Não avarento: aqui temos a palavra grega ἀφιλάργυρος aphilargyros que significa que não ama o dinheiro. O pastor não pode ser um homem cobiçoso em relação ao dinheiro, principalmente quando esse dinheiro é sujo. Paulo tem isso em mente. Um líder da igreja não se mete em negócios ilícitos e não ganha dinheiro oriundo do mundo do crime.
Que governe bem a própria casa: aqui temos a palavra προΐστημι proistēmi que indica a ideia de presidência da casa. O pastoreio começa dentro de casa. Paulo mesmo amplia o argumento quando traz essa qualificação dizendo “(…) criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito. Pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?”. Isso é tão evidente, meus irmãos, que pouco acredito que posso explicar. Em outras palavras: se o pastor não tem o respeito dos próprios filhos, se ele não gerencia bem a própria família, ele não é apto para supervisionar a igreja de Deus. Seu testemunho falho será uma pedra de tropeço para que ele exerça o ofício. A igreja tem que olhar para a vida do pastor, de sua esposa e filhos. É claro que um filho ou uma filha pode chegar a uma idade onde possuirá maior autonomia e decidir não seguir a Cristo, mas ainda assim o teste do respeito ao pai terá de ser feito para que a própria igreja avalie o caráter desse bispo.
Não seja recém-convertido: νεόφυτος neophytos. Não pode ser um neófito, um novo na fé. Aqui traz a ideia na tradução de “planta jovem”. É preciso que o candidato ao ministério pastoral tenha raiz na fé e na vida da igreja, em especial na igreja em que ele pretende ser eleito pastor. E quando a igreja procura um pastor fora do seu arraial, é preciso ter um processo de sucessão pastoral que compreenda uma boa avaliação de sua jornada espiritual e de suas qualificações ministeriais. Quem se converteu recentemente está no momento de aprender, não de ensinar. E mais: Paulo ainda vai explicar um pouco mais dizendo que o neófito pode acabar deixando a semente maligna do orgulho brotar em seu coração e ele perverter o ministério deixando de servir aos outros para servir a Satanás ao servir a si mesmo. Muito cuidado com quem você vota para liderar sua vida! O complemento de Paulo para essa qualificação é extremamente autoexplicativo: “para não acontecer que fique cheio de orgulho e incorra na condenação do diabo”.
Tenha bom testemunho dos de fora: μαρτυρία martyria. A ideia aqui é ter um bom registro, uma boa reputação. Os “de fora” aqui pode ser o vizinho desse que almeja o episcopado, ou parente, ou mesmo a comunidade em torno da igreja local. O pastor precisa se apresentar à comunidade e gozar de um bom prestígio no bairro em que sua igreja está plantada. As pessoas não podem ter algo de negativo a falar que ele tenha causado. Paulo complementa dizendo que esse pastor que tem um mau testemunho cai em desonra (no original traz a ideia de desgraça, desprezo, vergonha) e cai no laço (armadilha) do diabo, o Difamador.
O pastor precisa servir as pessoas, amar, ser um modelo de Cristo para todos e sua reputação precisa ser a reputação de alguém que está unido a Cristo, ou seja, ele deve ser um grande defensor e preservador da reputação de Cristo.

APLICAÇÕES

1- As qualificações de liderança não estabelecem um padrão mais elevado para os cristãos viverem. Elas apenas lembram àqueles que são ou buscam ser líderes que existe um padrão ético para todos os crentes. Quando você está ou busca estar em uma posição de liderança, viver esse ideal ético é essencial para um ministério eficaz no corpo de Cristo.
2- A liderança da igreja no Novo Testamento é exercida por bispos/presbíteros/pastores e diáconos/diaconisas. E quem quer esses ofícios tem que querer também as responsabilidades que estão inerentes.
3- Percebe que o pastor precisa ter maturidade e caráter aprovado? Ele certamente precisa das orações, do amor, apoio, honra e confiança da igreja. Você tem orado pelo seu pastor? Você o ama? Você tem apoiado o seu ministério? Tem procurado honrá-lo (respeitá-lo)? Você confia na autoridade que Deus deu a ele?
4- Agora que você sabe o que deve esperar do seu pastor, observe a vida dele e confronte-o quando necessário e se submeta quando ele estiver ensinando e vivendo de maneira fiel ao evangelho e a Cristo Jesus.

CONCLUSÃO

Olhar para esse texto é ainda e acima de tudo olhar para Jesus, o bom pastor que deu a sua vida pelas ovelhas. Ele é o Sumo Pastor. Ele é o modelo a ser seguido por todos nós! Jesus precisa ser visto no pastor, no diácono ou diaconisa e em toda a membresia. Os que foram salvos por Jesus agora precisam manter os olhos fixos nele e percebe que o ministério pastoral nada mais é que uma extensão do amor, do serviço altruísta e do cuidado que Cristo continua a exercer sobre a Igreja por meio de homens pecadores mas que vivem pela graça de Deus.
Seu pastor não é Jesus, mas Jesus precisa ser visto cada vez mais na vida dele. Seu pastor não é perfeito, mas ele precisa imitar mais e mais Jesus e você também! Portanto, não é ideal que um fique com um senso de desconfiança e inimizade com o outro. Que o seu pastor te ame e que você ame o seu pastor! Que haja um ambiente da graça e da misericórdia no meio da igreja para que ela cresça de maneira saudável.
Uma igreja saudável é liderada por homens piedosos que servem a Cristo servindo o seu povo através do ensino fiel do evangelho, da administração fiel das ordenanças e da disciplina eclesiástica bíblica. Que Jesus receba a glória através do ministério pastoral desta igreja que esta igreja possa muito em breve reconhecer, juntamente com o seu pastor e o próprio Deus Espírito Santo, outros homens qualificados para santo ministério da Palavra.
1Timóteo 3.1 “Fiel é a palavra: se alguém deseja o episcopado, excelente obra almeja.”
1Pedro 5.1–3 “Aos presbíteros que há entre vocês, eu, presbítero como eles, testemunha dos sofrimentos de Cristo e, ainda, coparticipante da glória que há de ser revelada, peço que pastoreiem o rebanho de Deus que há entre vocês, não por obrigação, mas espontaneamente, como Deus quer; não por ganância, mas de boa vontade; não como dominadores dos que lhes foram confiados, mas sendo exemplos para o rebanho.”
Vamos orar.
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