SANTA CEIA - O amor, a herança de Cristo (5)
Sermon • Submitted • Presented
0 ratings
· 3 viewsNotes
Transcript
IGREJA PRESBITERIANA DE APIAÍ
PLANEJAMENTO PASTORAL – SERMÕES EXPOSITIVOS
MAIO/2026
Rev. Mateus Lages
Saudação
Leitura bíblica - Salmos 4.6-8
Oração inicial
Hino 17 - Deus seja louvado
Leitura bíblica - João 14.16-17
Oração de confissão e preparação para a Mesa do SENHOR
Hino 67 - Coração quebrantado
Sermão:
PROPÓSITO TEMÁTICO: A proposta do tema para 2026 é “O amor, a herança de Cristo”, fundamentado em 1Coríntios 13.
Por meio desse tema, seremos conduzidos a compreender que a verdadeira marca dos que pertencem ao Senhor não está apenas na doutrina, mas também na demonstração concreta do que Cristo deixou como evidência de Sua obra redentora em nós, o amor (Jo 13.34; 1Co 13.13; 1Jo 4.7).
Esse tema nos chama a olhar para a cruz como fonte dessa herança, lembrando que fomos alcançados pela graça para viver um amor que edifica, suporta, perdoa, serve e busca o bem do outro. Assim, a Igreja será chamada a evidenciar ao longo de séries em 1Coríntios 13, 1Coríntios e 1João esse amor que molda relacionamentos, decisões, serviços e a comunhão cristã.
O material teórico que fundamenta as exposições é o livro de Philip Ryken: Amar como Jesus ama - um novo olhar sobre 1Co 13.
Dia 03/05: SANTA CEIA - O amor, a herança de Cristo: O amor se alegra com a verdade (1Co 13.6)
Dia 03/05: SANTA CEIA - O amor, a herança de Cristo: O amor se alegra com a verdade (1Co 13.6)
Introdução/Contexto
Introdução/Contexto
Irmãos, existem dois tipos de alegria. Uma produzida pela impiedade e outra pela verdade.
Quem recebe alegria por praticar más ações é aquele fofoqueiro que ama contar os segredos das vidas das outras pessoas; ou o ladrão que tem prazer em tomar o que pertence a outra pessoa; ou o mentiroso que ama iludir as outras pessoas e assim por diante. Porém, no texto lido, o significado é um pouco diferente, porque Paulo diz que op amor não se alegra “com” a impiedade, ou seja, quer dizer que aquele que ama não festeja, mas também se recusa a festejar a prática de pecado de outra pessoa. E isso é bastante interessante!
Romanos 1.32 “Embora conheçam a sentença de Deus, de que os que praticam tais coisas são passíveis de morte, eles não somente as fazem, mas também aprovam os que as praticam.”
Então, aquele que ama ou que recebeu do amor, porque se importa com a santidade de Deus, e, portanto cuida para evitar ser praticar certas coisas, também evita motivar outros a praticar esses pecados, ao menos, deixando de incentivá-los, pois sua alegria não está na injustiça, mas na verdade.
Assim, diferente do que pensamos muitas vezes, quando a Bíblia afirma que a verdade é o que agrada a Deus, não afirma que a falsidade o desagrada, mas que tudo o que se relaciona contrário a verdade o aborrece, ou seja, que tudo o que envolve a impiedade, no sentido de contrapor a verdade, mancha e fere a glória de Deus. Então, o contraponto de verdade, na Escritura, não é tão somente mentira, mas tudo o que é mau e contrário a vontade de Deus: 1João 1.6 “Se dissermos que mantemos comunhão com ele e andarmos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade.”; 3João 3 “Pois fiquei muito alegre quando os irmãos vieram e deram testemunho de que você é fiel à verdade e vive de acordo com a verdade.” 2Coríntios 13.8 “Porque nada podemos contra a verdade, senão a favor da verdade.” Portanto, biblicamente, a verdade é tudo de bom e correto, na fé e na prática.
Tafera para as crianças: A verdade alegra o coração de Deus e o nosso. Faça o desenho de uma Bíblia com rosto, braços e pernas.
Tafera para as crianças: A verdade alegra o coração de Deus e o nosso. Faça o desenho de uma Bíblia com rosto, braços e pernas.
Essa tarefa ensina que quando alguém faz algo errado, como mentir ou machucar alguém, isso não agrada a Deus. Mas quando falamos a verdade e fazemos o que é certo, isso mostra o amor de Deus em nós.”
Vamos ao tema: O amor se alegra com a verdade (1Co 13.6)
Lucas 7.36–50 apresenta dois tipos de coração diante de Jesus: o religioso e o pecador arrependido. A pergunta é: onde me coloco em relação a Jesus? — mais parecido com Simão, o fariseu, ou com a mulher pecadora.
Simão convida Jesus para jantar, aparentemente para avaliá-lo como profeta. Durante a refeição, ocorre um encontro inesperado: uma mulher conhecida por sua vida pecaminosa entra, aproxima-se de Jesus e realiza um ato extraordinário de amor e devoção. Chorando, ela molha os pés de Jesus com lágrimas, enxuga-os com seus cabelos, beija-os repetidamente e os unge com um perfume caro. Seu gesto revela profundo arrependimento, amor e entrega total — ela oferece o que tem de mais precioso.
Esse ato é ainda mais impactante considerando o contexto cultural: tocar os pés era tarefa de escravos, e uma mulher soltar os cabelos em público era algo extremamente íntimo e vergonhoso. Assim, ela ultrapassa todas as barreiras sociais para expressar sua devoção a Cristo.
Enquanto isso, Simão reage internamente com julgamento. Ele questiona o caráter de Jesus, concluindo que, se fosse profeta, não permitiria que uma mulher pecadora o tocasse. Seu erro não está apenas em avaliar mal a mulher, mas principalmente em não reconhecer quem Jesus é. Além disso, ao classificar a mulher como pecadora, ele se coloca implicitamente como justo, revelando orgulho espiritual.
O texto mostra que, embora Simão estivesse correto ao reconhecer o pecado da mulher, ele estava completamente errado sobre si mesmo e sobre Jesus. Sua atitude demonstra alguém que “se alegra com o mal” — não no sentido de praticá-lo, mas de usar o pecado alheio para reforçar sua própria sensação de justiça.
Por outro lado, a mulher sabe que é pecadora e, por isso, se aproxima de Jesus em busca de perdão. Seu amor intenso nasce da consciência da graça recebida. Já Simão, confiando em sua própria justiça, não percebe sua necessidade de graça e, assim, permanece distante do verdadeiro amor.
A conclusão implícita é que o maior pecado de Simão não era a imoralidade externa, mas o orgulho espiritual — considerar-se justo e não necessitado da graça de Deus. Assim, o texto ensina que o verdadeiro amor por Jesus nasce de um coração que reconhece profundamente seu pecado e experimenta o perdão, enquanto o orgulho religioso impede tanto o amor quanto a alegria na graça.
CONCLUSÃO/APLICAÇÃO
Concluímos nossa terceira mensagem no novo tema anual: O amor, a herança de Cristo, pensando sobre O amor se alegra com a verdade (1Co 13.6)
Irmãos, sei que existem muitos momentos em que estamos cansados da maldade e do pecado no mundo, mas nosso papel não é tolerá-lo, nem nos alegrarmos com ele. Não podemos deixá-lo produzir em nós qualquer tipo de alegria, mas profunda tristeza e constante intercessão. Como isso será possível? Onde poderemos encontrar mais amor por este mundo perdido? Como poderemos aprender a amar do jeito que Jesus ama?
Simão não entendia bem o amor porque não tinha a correta dimensão do quanto precisava ser perdoado. Ele achava que não tinha tantos pecados quanto tinha aquela mulher. Se achava superior a ela. Por isso, se via como alguém mais amado por Deus e alguém que podia escolher amar ou não amar aquela mulher. O que Simão precisava e todos nós precisamos é a experiência final daquela mulher pecadora. Jesus a amou e a perdoou. Alegrando-se com a verdade da graça de Deus, Jesus disse: Seus pecados estão perdoados (48). Vá em paz (50).
Essa mensagem de amor gratuito atrai seu coração? Chama a sua atencão? Ao receber a convicção de que Jesus perdoou você,em quê você pensa? O quê você sente?
A partir do momento em que você sabe o que significa ser perdoado, você nunca mais precisa olhar com desprezo para qualquer outra pessoa. Não precisa agir com superioridade contra ninguém. Você foi recebido de graça diante da presença do Rei dos reis. Quem é você para se negar a receber quem quer que seja?
A partir do momento que você recebe a notícia de que Deus te ama do keito que você é, você se torna livre para fazer uma escoha determinante: não se alegrar com as más ações, mas se alegrar com a verdade de que Deus derrama a graça sobre os pecadores.
RECEPÇÃO DE NOVOS MEMBROS
Felipe
Mayra
SANTA CEIA (1Co 11.23-26)
Hino 336 - Transformação
ORAÇÃO FINAL E BÊNÇÃO
