SOBRE O CASAMENTO

1 Coríntios  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
0 ratings
· 3 views
Notes
Transcript

LEITURA DO TEXTO

1 Corinthians 7:1–7 NAA
Quanto ao que vocês me escreveram — “é bom que o homem não toque em mulher” —, digo que, por causa da imoralidade, cada homem tenha a sua esposa, e cada mulher tenha o seu próprio marido. Que o marido conceda à esposa o que lhe é devido, e também, de igual modo, a esposa, ao seu marido. A esposa não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim o marido; e também, de igual modo, o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim a esposa. Não se privem um ao outro, a não ser talvez por mútuo consentimento, por algum tempo, para se dedicarem à oração. Depois, retomem a vida conjugal, para que Satanás não tente vocês por não terem domínio próprio. E digo isto como concessão e não como mandamento. Gostaria que todos os homens fossem como eu. No entanto, cada um tem de Deus o seu próprio dom; um, na verdade, de um modo; outro, de outro.

INTRODUÇÃO

Nos dois capítulos anteriores (5 e 6), Paulo escreveu a respeito do incesto, dos litígios e da imoralidade sexual. Ele condenou com indignação a frouxidão moral dos coríntios e os incentivou a viverem vidas saudáveis para glorificar a Deus. No entanto, ele ainda não havia tocado no assunto do casamento, da separação, da virgindade e do celibato. Numa carta da igreja de Corinto, Paulo recebeu o pedido de aconselhamento sobre problemas matrimoniais na igreja. Nesse capítulo ele discute a conduta apropriada de casais, a fidelidade duradoura no casamento, o decoro de virgens e o autocontrole para manter-se puro sexualmente na solteirice. Com a exceção de algumas passagens em outra parte no Novo Testamento, esse capítulo é singular em apresentar diretrizes básicas para aqueles que são casados, aqueles que desejam ser casados ou que no passado foram casados, e aqueles que querem permanecer solteiros.
Ficaremos nessa noite apenas com a primeira parte dessa abordagem do apóstolo Paulo: o casamento.
Jonathan Leeman, em seu livro “Autoridade redimida” definiu assim as atribuições do marido no casamento:
Cultivar a união, liderando e amando sua esposa no trabalho compartilhado de exercer domínio sobre a terra, e confiando em sua ajuda, competência e sabedoria.

EXPOSIÇÃO DO TEXTO

1Coríntios 7.1–7 “Quanto ao que vocês me escreveram — “é bom que o homem não toque em mulher” —, digo que, por causa da imoralidade, cada homem tenha a sua esposa, e cada mulher tenha o seu próprio marido. Que o marido conceda à esposa o que lhe é devido, e também, de igual modo, a esposa, ao seu marido. A esposa não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim o marido; e também, de igual modo, o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim a esposa. Não se privem um ao outro, a não ser talvez por mútuo consentimento, por algum tempo, para se dedicarem à oração. Depois, retomem a vida conjugal, para que Satanás não tente vocês por não terem domínio próprio. E digo isto como concessão e não como mandamento. Gostaria que todos os homens fossem como eu. No entanto, cada um tem de Deus o seu próprio dom; um, na verdade, de um modo; outro, de outro.”
Quero destacar algumas lições:
1- A relação conjugal é plena apenas quando há relação sexual (v.1-2).
Aqui, “ter” não é possuir como as relações moldadas pelo pecado, mas é uma exortação em tom de encorajamento para que ambos busquem juntos (em parceria) a plenitude da vida conjugal que é uma dinâmica de relações sexuais regulares para o bem do outro e para a glória de Deus.
2- O casamento, como uma das maiores expressões relacionais do evangelho, é sempre orientado ao “outro”. Não é a esposa que deve aceitar o domínio do marido em relação ao seu corpo, ela deve aceitar exercer o domínio sobre o corpo do marido — e vice-versa (v.3-4).
No casamento, o valor do homem e da mulher é reconhecido como igual. Um tem autoridade sobre o corpo do outro — logo, ninguém tem autoridade sobre o próprio corpo. Quem é casado deve cuidar de encontrar a própria satisfação sexual na satisfação sexual do seu cônjuge.
3- Não é uma prática bíblica a abstinência sexual no casamento, assim como não é uma prática bíblica a prática da porneia para “compensar” a abstinência sexual no casamento. (v.5)
Se o corpo é para o Senhor (1Coríntios 6.12-20), então o Senhor recebe glória em nosso corpo quando ele se entrega apenas para a relação sexual no casamento bíblico (um homem e uma mulher deixando pai e mãe e se tornando uma só carne). Quem é casado e se abstém do sexo sem ser para a exceção que é para uma dedicação maior à oração e ainda assim isso deve ser praticado “por algum tempo”, certamente está pecando por agir sem vigilância quanto aos ataques do Tentador.
4- Tanto casamento quanto celibato são charisma (palavra grega para dom gracioso de Deus ou dom espiritual). Existe um senso de mutualidade que precisa ser respeitado na vida conjugal para que o nome de Deus receba glória.
O casamento é tão espiritual quanto o celibato. Importante dizer: celibatários são aqueles que recebem o dom de Deus de não possuir desejo sexual, logo, não carecem do casamento e podem se dedicar mais exclusivamente a Deus. Quem possui desejo sexual, seja qual for, significa que não possui o dom espiritual do celibato. Solteiro que possui desejo sexual precisa procurar em Deus uma mulher solteira para se casar, e vice-versa.
No casamento é que se aprende a viver a máxima do evangelho com mais intimidade, intensidade e verdade: negar a si mesmo. Quem é casado e se recusa continuamente e crescentemente a negar a si mesmo, é uma bomba-relógio no matrimônio e uma hora vai explodir. Nenhum adultério ou prostituição em geral nasce do acaso. Tudo tem uma raiz que vai crescendo com o tempo e com a falta de fé verdadeira em Cristo Jesus.
O casamento e celibato são dons espirituais para a igreja viver a plenitude da vida com Deus. Os espirituais são aqueles celibatários que se dedicam ao ministério e entregam tudo para a causa do Reino de Deus e aqueles casados que morrem todos os dias para si mesmos a fim de que seus cônjuges vivam e sejam felizes na presença de Deus.
A relação matrimonial espelha o evangelho quando um se entrega em amor ao outro a não quer mais priorizar a si e sim o outro. É assim que se vive a vontade de Deus no ambiente familiar.

APLICAÇÕES

1- Casados: como está a vida sexual de vocês? Não é sobre obrigação, mas sobre a responsabilidade de buscar a plenitude e preservar os corações do pecado e do Tentador.
2- Você entende que o seu corpo não é seu, mas é do Senhor e ele te ordena por esse texto da Escritura que você o entregue para o prazer livre do seu cônjuge? Estou falando com maridos e esposas, pois este conselho pastoral paulino é para ambos porque a questão sexual é uma das mais fortes no evangelho para destruir o pecado que hierarquiza homem sobre a mulher em termos de valor e dignidade. Ambos são iguais perante Deus nesse sentido.
3- Não deixe o pecado tirar os seus olhos do seu cônjuge para colocar em outra coisa ou pessoa. Se arrependa da porneia e creia no evangelho da santidade matrimonial.
4- Você não é mais espiritual quando não pratica sexo no casamento, sendo você casado. É justamente o contrário. Viva plenamente no casamento pois somos chamados a glorificar a Deus em nossos corpos (1Coríntios 6.20 “Porque vocês foram comprados por preço. Agora, pois, glorifiquem a Deus no corpo de vocês.” ).

CONCLUSÃO

O corpo de Cristo está unido à sua igreja num sentido individual (cada membro do corpo de Cristo é “membro de Cristo”) e isso exige de nós mais comunhão com Cristo e mais santidade no dia-a-dia. Mas Cristo está unido à igreja também no sentido comunitário, onde Efésios 5.25-33 vai dizer:
Ephesians 5:25–33 NAA
Maridos, que cada um de vocês ame a sua esposa, como também Cristo amou a igreja e se entregou por ela, para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra, para a apresentar a si mesmo como igreja gloriosa, sem mancha, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito. Assim também o marido deve amar a sua esposa como ama o próprio corpo. Quem ama a esposa ama a si mesmo. Porque ninguém jamais odiou o seu próprio corpo. Ao contrário, o alimenta e cuida dele, como também Cristo faz com a igreja; porque somos membros do seu corpo. Eis por que “o homem deixará o seu pai e a sua mãe e se unirá à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne”. Grande é este mistério, mas eu me refiro a Cristo e à igreja. No entanto, também quanto a vocês, que cada um ame a própria esposa como a si mesmo, e que a esposa respeite o seu marido.
O marido que ama a esposa está amando a si mesmo. Isso é evangelho! Quando eu amo a Cristo, estou exercendo o meu amor-próprio. Quando Cristo me ama, ele se ama porque ele morreu para nos tornar UM.
De dois se formam um. O casamento é o pilar da família cristã. Sem casamento feliz, não existe família abençoada. Casamento é ideia de Deus e família é um projeto de Deus. Você precisa entender que Jesus viveu perfeitamente aqui na terra, morreu pelos nossos pecados, ressuscitou dos mortos e subiu aos céus para que pudéssemos receber o Seu Espírito que nos faz viver a vida com plenitude de santidade e isso passa pela experiência do casamento ou do celibato (para os pouquíssimos que possuem este dom espiritual).
O casamento é dom espiritual também e deve ser praticado no contexto da igreja nos termos da Escritura e para o louvor da glória de Deus.
Um homem e uma mulher numa relação de uma só carne com a bênção de Deus e da igreja é uma das expressões maiores e mais puras da nova vida que Cristo dá à sua esposa, a igreja e faz com que Deus abençoe e mundo testemunhe que a luz da graça e da verdade habitam no meio do povo que professa fé no Rei Crucificado.
Ao Senhor Jesus, o redentor de homens e mulheres e das instituições casamento e família, seja a honra e a glória, para todo o sempre, amém.
Vamos orar.
Related Media
See more
Related Sermons
See more
Earn an accredited degree from Redemption Seminary with Logos.