COMO A FAMÍLIA É EDIFICADA SOBRE A ROCHA?

UMA FAMÍLIA EDIFICADA SOBRE A ROCHA  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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O sermão ensina que a família somente é edificada sobre a Rocha ao ouvir a Palavra de Deus e colocá-la em prática. Baseando-se em Mateus 7.24-27, na parábola dos dois construtores, o sermão mostra que existem apenas dois fundamentos para a vida: a rocha da obediência ou a areia da desobediência. Jesus deixa claro que não basta apenas ouvir seus ensinamentos; é necessário obedecê-los. A verdadeira estabilidade, segurança espiritual e salvação eterna vêm da prática da Palavra de Deus, enquanto a desobediência conduz à ruína espiritual e à condenação. O sermão também alerta contra uma religiosidade superficial, em que muitos frequentam a igreja e escutam a Palavra, mas não vivem em obediência a ela. Assim, a diferença entre a casa firmada na rocha e a construída sobre a areia está na resposta dada às palavras de Cristo: os praticantes permanecem firmes nas tempestades da vida e do juízo divino, enquanto os desobedientes serão destruídos.

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Transcript

UMA FAMÍLIA EDIFICADA SOBRE A ROCHA: COMO A FAMÍLIA É EDIFICADA SOBRE A ROCHA?

Introdução:
Nos últimos sermões, vimos que Deus é a Rocha de que nós e a nossa família necessitamos para viver aqui na Terra e para viver lá no Céu, e vimos também que uma mãe edificada sobre a Rocha edifica seus filhos sobre a Rocha. No primeiro estudo, respondemos a três perguntas: (1) De que Rocha estamos falando? (2) Por que ser edificada sobre a Rocha? e (3) O que essa Rocha tem a ver com nossa família e com nossa vida cristã? Respondendo a essas perguntas, vimos que Deus é Aquele que pode nos dar firmeza, estabilidade, proteção e segurança, tanto física quanto espiritual; Nele, podemos firmar nossa confiança. Deus é o único fundamento sólido e confiável sobre o qual podemos e devemos estabelecer nossa vida e família. Deus dá estabilidade a nós e à nossa família, nos dá um padrão seguro, nos dá proteção espiritual e nos dá a verdadeira salvação. A pergunta que iremos responder hoje é: Como a família é edificada sobre a Rocha?
Lição: A família é edificada sobre a Rocha ao ouvir a Palavra de Deus e colocá-la em prática.
Texto: Mateus 7.24-27.
Contexto
Jesus está concluindo o seu discurso no monte, conhecido como Sermão do Monte ou Sermão da Montanha, iniciado em Mateus 5.1. Em seu discurso, Jesus trata do caráter justo dos súditos do Reino de Deus, do dever ético de viver com uma justiça superior, da prioridade que Deus deve ter na vida religiosa, da relação com os bens materiais e do relacionamento social dentro e fora da comunidade. A partir de Mateus 7.13, Jesus apresenta dois caminhos, duas árvores e dois fundamentos. Há o caminho da salvação e o caminho da perdição; há a árvore boa e a árvore má; e há o fundamento firme e o fundamento instável. Todos os três alertam contra o grande perigo de brincar com nosso destino eterno. Há apenas dois caminhos para seguir: ou a obediência inquestionável a Deus ou o mundo com seu desprezo a Deus. Há um dualismo judaico aqui, com derivados da sabedoria, que contrasta o sábio com o insensato. Os dois caminhos eram uma metáfora muito comum no judaísmo (Deuteronômio 30.15-19; Salmo 1.6; Provérbios 28.6, 18; Jeremias 21.8; Ezequiel 7.3-9). O que Jesus quer passar é que há apenas um caminho para a salvação, e qualquer outro caminho levará à destruição eterna.
Contexto literário
A linguagem aqui é um convite à obediência a Deus e uma advertência contra a desobediência. Encontramos aqui uma alternância entre prosa (vv. 24a-b, 26a-b) e poesia (vv. 24c-25, 26c-27). O propósito é levar os ouvintes a uma reflexão sobre em qual caminho estão e levá-los a uma decisão sábia de seguir o caminho da obediência a Deus. Aquele era o momento de decisão. Jesus deseja que entendamos a seriedade das nossas escolhas. Como diz certo comentarista: “O caminho para Deus é estreito e perigoso, mas é o único caminho a seguir.”
O contraste entre as portas, as árvores e os caminhos
O caminho da salvação é difícil, é apertado, e são poucos os que conseguem entrar. Mas o caminho da perdição é largo, e muitos são os que entram por ele. As árvores podem ser reconhecidas pelos seus frutos: as árvores boas produzem bons frutos, mas as árvores más produzem frutos maus. Após apresentar essas duas imagens sobre a salvação e o verdadeiro servo, Jesus, então, apresenta, através de uma parábola, a imagem de uma vida firme e segura em Deus. A imagem é de fundamentos. Há apenas dois fundamentos para escolhermos, e, dependendo de qual fundamento estejamos, isso resultará na vida eterna ou na morte eterna.
A importância tanto de ouvir quanto de praticar a Palavra de Deus
Havia um debate entre os rabinos sobre o que era mais importante: ouvir a Lei ou praticá-la. Alguns afirmavam que não tinha como praticá-la sem ouvi-la. Contudo, eles insistiam que ambas as ações eram necessárias. E é isso que Jesus também deixa claro: o importante são os dois, tanto ouvir quanto praticar.
O conhecimento popular do juízo divino pela desobediência
A imagem, para os que desobedecem à Palavra de Deus, é a da destruição eterna. Essa imagem de juízo por desobediência às Escrituras era bem conhecida naquela época, por passagens como Ezequiel 33.21-33. Então, era do conhecimento de todos que ouvir a Palavra de Deus e desobedecê-la levava ao juízo divino.
A igualdade autoritativa das palavras de Jesus com a Torá
Nenhum mestre judeu reivindicava tamanha autoridade para suas palavras; ou seja, não era a desobediência às suas palavras que traria juízo, mas a desobediência à Lei. A autoridade era exclusiva da Lei. Jesus, aqui, está igualando as suas palavras às Escrituras Sagradas. Em outras palavras, desobedecer às palavras de Jesus traz a mesma consequência que desobedecer à Palavra de Deus no Antigo Testamento.
Rabinos contavam uma parábola muito parecida com a de Jesus para enfatizar a obediência à Torá, mas Jesus conta esta parábola para enfatizar a obediência às suas palavras. Jesus está afirmando que as suas palavras têm a mesma autoridade que a Torá. A resposta positiva às palavras de Jesus era essencial para uma vida estável e segura.
A explicação e a mensagem da parábola
A parábola de Jesus apresenta dois homens: um sábio e um sem juízo. Os dois são semelhantes quanto a ouvir as palavras de Jesus, mas são diferentes quanto à resposta a elas. O contraste é entre a obediência às palavras de Jesus e a desobediência a elas. Um ouve as palavras de Jesus e as coloca em prática; o outro ouve, mas não as coloca em prática.
Jesus, então, compara cada caso a um construtor. O homem obediente é comparado a um construtor sábio que edificou a sua casa sobre a rocha, e, quando vieram a tempestade, as enchentes e os ventos fortes contra ela, não a destruíram; e Jesus enfatiza: “porque fora edificada sobre a rocha”. Já o homem desobediente é comparado a um construtor sem juízo que edificou a sua casa sobre a areia, e, quando vieram a tempestade, as enchentes e os ventos fortes contra ela, a destruíram totalmente; e Jesus enfatiza, dizendo: “sendo grande a sua ruína”. De fato, não existe maior ruína para uma pessoa e uma família do que a desobediência à Palavra de Deus.
A mensagem aqui é clara e simples: só existe um único fundamento que dá estabilidade, segurança e salvação ao homem e à sua família: a obediência à Palavra de Deus. Isso quer dizer que não é apenas ouvi-la, mas ouvi-la e praticá-la.
A rocha da parábola são as palavras de Jesus. Quem obedece às palavras de Jesus edifica sua vida sobre as palavras dele; e edificar sua vida sobre as palavras de Jesus significa edificar sua vida sobre a Rocha divina. Com essa parábola, Jesus chama seus ouvintes a uma escolha: obedecer às suas palavras e ter estabilidade, segurança e a salvação eterna; ou desobedecê-las e ter instabilidade terrena e a condenação eterna.
Reflexão:
Irmãos, vamos ser sinceros: está claro ou não está claro o que precisamos fazer para edificar nossa vida e nossa família sobre a Rocha? O que precisamos fazer? Obedecer, praticar a Palavra de Deus. A dificuldade não está em entender isso, mas em acreditar em Deus. O problema não é de entendimento; o problema é de fé. A incredulidade nos leva a querer viver a vida do nosso jeito, a seguir a nossa vontade, e a nossa vontade é que nossa vida continue edificada sobre a areia; em outras palavras, a nossa vontade não é praticar a Palavra de Deus, e a razão disso é a incredulidade.
Não se engane: dentro da igreja há os praticantes da Palavra e os não praticantes. Há aqueles que têm uma religião vã, que são frequentadores dos cultos, mas não são praticantes da Palavra. Até reconhecem que a mensagem foi boa, que foi edificante, que foi bem pregada, mas não a colocam em prática. Só buscam a Deus para conseguir benefícios de Deus.
As palavras de Isaías cabem muito bem aqui: “O Senhor disse: Visto que este povo se aproxima de mim e com a sua boca e com os seus lábios me honra, mas o seu coração está longe de mim, e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, que maquinalmente aprendeu” (Isaías 29.13). Isaías 48.1: “Ouvi isto, casa de Jacó, que vos chamais pelo nome de Israel e saístes da linhagem de Judá, que jurais pelo nome do SENHOR e confessais o Deus de Israel, mas não em verdade nem em justiça.”
Ezequiel 33.31-32Eles vêm a ti, como o povo costuma vir, e se assentam diante de ti como meu povo, e ouvem as tuas palavras, mas não as põem por obra; pois, com a boca, professam muito amor, mas o coração só ambiciona lucro. Eis que tu és para eles como quem canta canções de amor, que tem voz suave e tange bem; porque ouvem as tuas palavras, mas não as põem por obra.”
Uma das grandes marcas da religiosidade e da incredulidade é a rejeição, a rebeldia, a desobediência à Palavra de Deus.
Hoje, no mundo, há um número grande de cristãos; porém, há um número pequeno de praticantes da Palavra. Não é à toa que não é só a vida dos descrentes que está fundamentada sobre a areia, mas também a vida de muitos que se dizem crentes; porque, semelhantemente a muitos descrentes, esses não obedecem à Palavra de Deus. São apenas simples ouvintes, e não operosos praticantes (Tiago 1.25).
O triste disso tudo é que tais pessoas estão iludidas, pensando que estão edificadas sobre a Rocha, e só se darão conta do frágil fundamento sobre o qual estão vivendo quando vier a tempestade da ira de Deus, os rios do juízo divino e os ventos da condenação eterna; e, quando se derem conta, será tarde demais. Aos olhos humanos, os crentes parecem ser todos iguais, tanto o verdadeiro quanto o falso, mas há uma diferença, e essa diferença está no fundamento: uns estão edificado sobre a Rocha divina pela obediência à Palavra; outros estão edificados sobre a areia pela desobediência à ela. Em alguns casos, essa diferença só será vista na eternidade.
Porém, alguns fundamentos são revelados ainda neste mundo quando vêm as tempestades da vida. A questão aqui é: Quando vêm as doenças, quando vêm as crises familiares, quando vêm as dificuldades materiais, quando vêm as tribulações, quando vêm as perseguições, quando vêm as ansiedades, quando vêm os sofrimentos, quando vêm as separações, quando vêm as perdas, quando vêm as saudades, quando vêm as tristezas, em que nós e a nossa família estamos firmados: na Palavra de Deus, pela obediência, ou no nosso achismo, na nossa própria vontade?
Se nós e nossa família estamos sendo devastados pelas tempestades da vida, a razão é simples: é porque nós não estamos obedecendo à Palavra de Deus. Nós ouvimos a Palavra, mas não a colocamos em prática. Contudo, o pior não é a devastação terrena, mas a destruição eterna.
Aplicações:
Nem todo ouvinte da Palavra de Deus está fundamentado nela, mas somente os praticantes dela.
Nós e nossa família, por natureza, nascemos edificados na areia. Nós já nascemos no fundamento instável da rebeldia a Deus, da desobediência à Sua Palavra, das práticas abomináveis, da depravação do pecado.
Nós e nossa família só seremos edificados na Rocha divina quando ouvirmos a Palavra de Deus e a colocarmos em prática. Se não a colocarmos em prática, não nos enganemos achando que estamos seguros; nossa vida e nossa família serão abaladas nesta vida e condenadas na vida por vir.
Conclusão:
Você está ouvindo agora a Palavra de Deus e tem uma escolha a fazer: colocá-la em prática ou não. Diante de tudo o que vimos, está claro ou não está claro para nós o que precisamos fazer? Está, sim: é obedecer à Palavra de Deus. Então, entendemos claramente o que precisamos fazer; só precisamos fazer a escolha certa. Por exemplo, o jovem rico entendeu as palavras de Jesus; ele entendeu que precisava deixar o amor ao dinheiro e seguir Jesus; mas, infelizmente, ele fez a escolha errada. Você entendeu que, se quiser ser edificado sobre a Rocha divina, precisa ouvir a Palavra de Deus e colocá-la em prática. A questão aqui é: você deseja ou não ser edificado sobre a Rocha? Se deseja ser edificado sobre a Rocha, você já sabe o que fazer: ouvir a Palavra de Deus e colocá-la em prática. Qual será a sua escolha?
24 Assim, pois, todo aquele que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem sábio, que edificou a sua casa sobre a rocha. 25 Então caiu a chuva, vieram os rios, sopraram os ventos e bateram contra aquela casa, e ela não caiu, porque fora edificada sobre a rocha. 26 Mas todo aquele que, ouvindo estas minhas palavras e não as praticando, será comparado a um homem sem juízo, que edificou a sua casa sobre a areia. 27 Então caiu a chuva, vieram os rios, sopraram os ventos e bateram contra aquela casa, e ela caiu, e grande foi a sua ruína.
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