SERVINDO AO SENHOR COM ALEGRIA
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A ALEGRIA QUE PRECISAMOS
A ALEGRIA QUE PRECISAMOS
Texto base:
Almeida Revista e Atualizada Capítulo 15
9 Como o Pai me amou, também eu vos amei; permanecei no meu amor. 10 Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; assim como também eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e no seu amor permaneço. 11 Tenho-vos dito estas coisas para que o meu gozo esteja em vós, e o vosso gozo seja completo.
INTRODUÇÃO
INTRODUÇÃO
Contextualização / Conexão
Contextualização / Conexão
“Servir-te, ó Deus, é mais que um privilégio, é desfrutar do teu amor real. Salvaste-nos, tornando-nos teus filhos. Servir-te, Pai, é graça sem igual.”
Jaime Júnior
Objetivo da mensagem
Objetivo da mensagem
- Vivemos em um mundo no qual os homens buscam desesperadamente alegria e felicidade. Entretanto, surge uma importante pergunta: será que encontraremos verdadeira alegria e felicidade neste mundo? Quais são, de fato, as verdadeiras fontes da alegria?
- Como devemos encarar a realidade dessa busca constante diante daquilo que Deus já nos concedeu? O objetivo desta mensagem é compreender a fonte da verdadeira alegria, aquela que capacita o filho de Deus a servi-lo de maneira alegre.
Qual a importância da mensagem?
Compreender quer é possível ser alegre verdadeiramente e que a verdadeira alegria nasce no coração de Deus e é concedida ao homem por meio de Cristo.
1 - A FONTE DA ALEGRIA
1 - A FONTE DA ALEGRIA
De onde provém a fonte de nossa alegria?
Fazer uma explanação sobre a natureza da alegria humana.
João 15.9 “Como o Pai me amou, também eu vos amei; permanecei no meu amor.”
Ilustração
1.1 - O amor de Deus - Fonte primária da Alegria
1.1 - O amor de Deus - Fonte primária da Alegria
O perfeito e infinito amor
- Antes da fundação do mundo, havia perfeita alegria, glória e amor entre as pessoas da Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo). Esse é o amor trinitário — infinito, sem começo, sem fim e sem oscilações. Quando Jesus diz "Como o Pai me amou", Ele está nos inserindo nessa realidade eterna. A fonte da nossa alegria não é um sentimento humano frágil, mas o decreto eterno de um Deus que escolheu nos amar com a mesma perfeição que ama o Seu próprio Filho.
O amor como um Pai
1João 3.1 “Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus. Por essa razão, o mundo não nos conhece, porquanto não o conheceu a ele mesmo.”
- A Doutrina da Adoção é um dos pilares mais doces da fé protestante. O amor de Deus não é o amor frio de um juiz que apenas perdoa um réu, mas o abraço caloroso de um Pai que adota órfãos rebeldes.
Nasce um sentimento filiativo;
O sentimento muda completamente;
Nasce a beleza de uma relação completa.
1.2 - Jesus comunica o amor de Deus
1.2 - Jesus comunica o amor de Deus
Romanos 5.10 “Porque, se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida;”
- Deus é santo, e nós, em nossa natureza caída, éramos inimigos de Deus (Romanos 5:10). Para que o amor do Pai chegasse até nós e se tornasse a fonte da nossa alegria, era necessária uma intervenção direta do Filho.
Jesus nos ama infinitamente - Sua obra
- A prova definitiva de que essa fonte de amor é real não está em nossos sentimentos, mas na história: a cruz do Calvário. Jesus diz
João 15.13 “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos.”
- A obra vicária (substitutiva) de Cristo na cruz — suportando a ira que nós merecíamos — é a comunicação máxima e o megafone do amor de Deus. A nossa alegria está fundamentada no sangue derramado, na justificação concluída e no túmulo vazio.
Hebreus 2.10–14 “Porque convinha que aquele, por cuja causa e por quem todas as coisas existem, conduzindo muitos filhos à glória, aperfeiçoasse, por meio de sofrimentos, o Autor da salvação deles. Pois, tanto o que santifica como os que são santificados, todos vêm de um só. Por isso, é que ele não se envergonha de lhes chamar irmãos, dizendo: A meus irmãos declararei o teu nome, cantar-te-ei louvores no meio da congregação. E outra vez: Eu porei nele a minha confiança. E ainda: Eis aqui estou eu e os filhos que Deus me deu. Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também ele, igualmente, participou, para que, por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo,”
Sua obra nos prepara para amar o Pai
- O homem natural está morto em pecados e é incapaz de amar a Deus ou se alegrar nEle.
Romanos 8.7 “Por isso, o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar.”
- A obra de Jesus não apenas pagou nossa dívida, mas, através do Espírito Santo, regenerou nosso coração. Ele removeu o coração de pedra e nos deu um coração de carne (Ezequiel 36:26). Cristo nos capacitou para que pudéssemos cumprir o imperativo: "permanecei no meu amor". Sem a obra dEle, não teríamos a capacidade espiritual de desfrutar do Pai.
1.3 - Aplicações
1.3 - Aplicações
A Estabilidade da Alegria nas Frustrações
- A nossa alegria não pode flutuar de acordo com as circunstâncias terrenas. Se a fonte da nossa alegria fosse o sucesso em áreas da vida, viveríamos em constante ansiedade. Mas se a fonte primária é o amor incondicional do Pai através de Cristo, nossa alegria permanece intacta mesmo quando os resultados não saem como planejamos.
Identidade antes da Produtividade
- Existe uma tendência moderna de medirmos nosso valor pelo que produzimos, seja no trabalho ou na igreja. A exortação de Jesus para "permanecer no meu amor" inverte essa lógica. Antes de ser qualquer coisa na vida, você é, acima de tudo, um filho amado de Deus.
Do campo da teoria para a prática
2 - FÓRMULA DA ALEGRIA
2 - FÓRMULA DA ALEGRIA
Como alcançar a verdadeira alegria?
João 15.10 “Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; assim como também eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e no seu amor permaneço.”
Ilustração
2.1 - Obediência através do amor
2.1 - Obediência através do amor
“Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor;
Entendendo os mandamento de Jesus
João 13.34 “Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros.”
João 15.12–13 “O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos.”
A base fundamental para servir é o amor
João 13.1 “Ora, antes da Festa da Páscoa, sabendo Jesus que era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim.”
2.2 - Jesus é a ancora do amor
2.2 - Jesus é a ancora do amor
assim como também eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e no seu amor permaneço.
Amar e servir são faces da mesma moeda
2.2.1 - O servo não é maior que seu Senhor
2.2.1 - O servo não é maior que seu Senhor
João 13.12–14 “Depois de lhes ter lavado os pés, tomou as vestes e, voltando à mesa, perguntou-lhes: Compreendeis o que vos fiz? Vós me chamais o Mestre e o Senhor e dizeis bem; porque eu o sou. Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros.”
- Jesus tinha ensinado muitas coisas aos seus discípulos, mas nesta hora Jesus demostrou o que era ser servo através de um ensino pratico, nosso Senhor serviu aos seus discípulos de uma maneira impactante. Jesus quis ensinar através do exemplo.
a. Mortificando nossa vontade
Compreenda a necessidade de aprender; - “Compreendeis o que vos fiz?”...
Mateus 11.29 “Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma.”
- Aprender, compreender e desenvolver um coração de um servo humilde é uma necessidade.
b. A vontade do Senhor
Compreenda a vontade de Jesus para você; - “Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros.”
1Pedro 4.10 “Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus.”
2.2.2 - Uma virtude desejada
2.2.2 - Uma virtude desejada
- Da mesma forma que a humildade é uma virtude a ser desejada o espirito servil também, nos discípulos de Cristo somos essencialmente servos.
a. Chamados para ser Servo
O espirito servil é uma marca dos grandes homens de Deus
Romanos 1.1 “Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado para ser apóstolo, separado para o evangelho de Deus,”
1Coríntios 4.1–2 “Assim, pois, importa que os homens nos considerem como ministros de Cristo e despenseiros dos mistérios de Deus. Ora, além disso, o que se requer dos despenseiros é que cada um deles seja encontrado fiel.”
b. A glória do servo ela é futura
O entendimento no processo servil
Mateus 20.26 “Não é assim entre vós; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva;”
Filipenses 2.8–9 “a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome,”
c. Queremos ser maiores que nosso Senhor?
João 13.16 “Em verdade, em verdade vos digo que o servo não é maior do que seu senhor, nem o enviado, maior do que aquele que o enviou.”
2.3 - Aplicações
2.3 - Aplicações
Servir é uma evidencia que seu coração foi alcançado pelo amor;
O espirito servil nasce dentro de um coração que ama;
Conseguiremos encontrar a alegria por outro meio? (Não)
3 - A MEDIDA DA ALEGRIA
3 - A MEDIDA DA ALEGRIA
Qual a medida da alegria que podemos ter?
João 15.11 “Tenho-vos dito estas coisas para que o meu gozo esteja em vós, e o vosso gozo seja completo.”
Imagine um pequeno copo sendo colocado debaixo da imensa queda d'água das Cataratas do Iguaçu. A força e o volume da água são infinitamente maiores do que a capacidade do recipiente. Em frações de segundo, o copo está totalmente cheio, transbordando por todos os lados, incapaz de conter toda a água que continua jorrando sobre ele. A água que cai é a alegria de Cristo; o copo somos nós. A medida da nossa alegria não é definida pelo tamanho do nosso "copo" (nossa capacidade emocional ou circunstâncias), mas pelo tamanho da "Catarata" (a alegria insondável do próprio Deus). É por isso que ela transborda.
3.1 - A Natureza do Gozo: Uma Alegria Imputada
3.1 - A Natureza do Gozo: Uma Alegria Imputada
- A teologia entende que não temos justiça própria; a justiça de Cristo nos é imputada (creditada). Da mesma forma, a alegria verdadeira não é algo que fabricamos de dentro para fora, mas algo que nos é dado de fora para dentro.
O "Meu Gozo" (A Alegria do Próprio Cristo)
“Tenho-vos dito estas coisas para que o meu gozo esteja em vós
Jesus não diz: "para que vocês encontrem a alegria de vocês". Ele diz: "para que o MEU gozo esteja em vós". Qual é o gozo de Cristo? É a alegria indescritível e eterna de estar em perfeita comunhão com o Pai e de fazer a vontade dEle. Quando o Espírito Santo habita em nós, Ele traz para dentro do nosso coração a exata mesma alegria que Jesus sente. Não é uma imitação terrena; é uma alegria de origem divina e celestial.
Sua satisfação
João 4.34 “Disse-lhes Jesus: A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra.”
João 17.13 “Mas, agora, vou para junto de ti e isto falo no mundo para que eles tenham o meu gozo completo em si mesmos.”
3.2 - A Plenitude do Gozo: Transbordante e Resiliente
3.2 - A Plenitude do Gozo: Transbordante e Resiliente
O Vosso Gozo Seja "Completo"
Salmo 16.11 “Tu me farás ver os caminhos da vida; na tua presença há plenitude de alegria, na tua destra, delícias perpetuamente.”
- A palavra grega usada para "completo" é pleroo, que significa encher até a borda, abarrotar, não deixar nenhum espaço vazio. Deus não quer que a Sua igreja viva uma religiosidade cinza e apática, aguardando o céu com tristeza. A alegria completa é a prova de que o Reino de Deus está em nós.
O Paradoxo da Alegria no Sofrimento
- Alegria completa não significa ausência de tristeza ou problemas. O apóstolo Paulo define o cristão com um dos maiores paradoxos da Bíblia:
2Coríntios 6.10 “entristecidos, mas sempre alegres; pobres, mas enriquecendo a muitos; nada tendo, mas possuindo tudo.”
A alegria humana é como uma poça d'água: o sol da aflição logo a seca. A alegria de Cristo é como o fundo do oceano: na superfície pode haver tempestades de luto, lutas financeiras ou perseguições, mas as profundezas permanecem calmas, firmes e inabaláveis.
3.3 - Aplicações
3.3 - Aplicações
A Cura para a Idolatria das Alegrias Menores
- Nós somos fábricas de ídolos, constantemente tentando encher nosso coração com coisas criadas em vez do Criador. Quando essas coisas dão errado, nos desesperamos. A verdadeira alegria completa destrói essa idolatria. Quando bebemos da Catarata do gozo de Cristo, a conquista deixa de ser o nosso "deus" e passa a ser apenas uma ferramenta para adorar o verdadeiro Deus. Não exigimos mais do mundo uma alegria que ele não pode dar.
A Alegria como a Maior Apologética da Igreja
- O mundo está exausto, ansioso e deprimido, tentando encontrar alívio em paliativos. A alegria completa de Cristo, exibida no meio da pressão, é um dos argumentos mais poderosos (apologética) para provar à sociedade que o Evangelho é a verdade absoluta.
4. CONCLUSÃO
4. CONCLUSÃO
Revisões das aplicações
Aplicações finais
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2° MENSAGEM
O SERVIÇO ALEGRE A DEUS
O SERVIÇO ALEGRE A DEUS
Texto base:
Almeida Revista e Atualizada Capítulo 2
8 Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; 9 não de obras, para que ninguém se glorie. 10 Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras,
INTRODUÇÃO
INTRODUÇÃO
Contextualização / Conexão
Contextualização / Conexão
“Servir-te, ó Deus, é mais que um privilégio, é desfrutar do teu amor real. Salvaste-nos, tornando-nos teus filhos. Servir-te, Pai, é graça sem igual.”
Jaime Júnior
- Aprendemos sobre a importância do amor como fonte da alegria para aqueles que estão dispostos a servir. Vimos que servir a Deus começa no interior do coração do crente, a partir do momento em que ele é alcançado pelo amor de Deus.
- Compreendemos também que, diante da obra de Cristo em nossa vida, podemos nos tornar instrumentos do Espírito Santo e aprender a reconhecer Deus como Pai.
- Além disso, contemplamos o exemplo do Senhor Jesus Cristo, que amou o Pai e também nos amou. À medida que assimilamos essa verdade, alcançamos a verdadeira alegria.
Objetivo da mensagem
Objetivo da mensagem
- Entendemos o que é servir e quais são as bases do serviço cristão. Entretanto, surge uma importante reflexão:
será que o serviço cristão acontece apenas no ambiente da igreja?
Servimos a Deus somente por meio de atividades religiosas ou o serviço a Deus abrange toda a nossa vida?
O objetivo desta mensagem é compreender como, diante da alegria de termos um Deus que nos ama, devemos agir perante Ele em todas as dimensões da nossa existência.
Qual a importância da mensagem?
Servi a Deus é uma dádiva da sua graça e isso deve atingir toda a nossa vida
1 - SERVIR PROVÉM DA GRAÇA DE DEUS
1 - SERVIR PROVÉM DA GRAÇA DE DEUS
Efésios 2.8–10 “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas.”
Imagine dois homens que cuidam do jardim de um palácio. O primeiro é um prisioneiro; ele trabalha duro todos os dias, de sol a sol, cumprindo uma sentença severa na esperança de um dia receber o perdão do rei e não ser executado. O segundo é o próprio filho do rei; ele também trabalha no jardim, mas faz isso porque sabe que o palácio lhe pertence por herança, e seu trabalho flui do amor que tem pelo pai. Externamente, ambos estão suando e plantando sementes. Internamente, a diferença é abissal. A religião sem graça produz trabalhadores como o prisioneiro: exaustos e trabalhando por medo ou para conquistar o favor divino. A Doutrina da Graça produz o filho: alguém que já tem todo o favor do Rei e trabalha movido por gratidão e alegria.
Avaliar a mudança de perspectiva
1.1 - O Serviço Antes e Depois da Graça (A Mudança de Condição)
1.1 - O Serviço Antes e Depois da Graça (A Mudança de Condição)
O Serviço Escravo ao Pecado
Romanos 6.17 “Mas graças a Deus porque, outrora, escravos do pecado, contudo, viestes a obedecer de coração à forma de doutrina a que fostes entregues;”
- O homem natural serve a si mesmo, aos seus desejos e ao sistema deste mundo. Qualquer aparente "boa obra" feita fora da graça e sem o objetivo de glorificar a Deus está manchada pelo egoísmo. Não havia alegria duradoura, apenas a fadiga da rebelião.
Vontade aprisionada;
Sem liberdade real;
O escravo de um senhor perverso;
O Novo Chamado como Feitura de Deus
Efésios 2.10 “Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas.”
- A palavra grega para feitura é poiema (obra-prima, poema). O serviço cristão não é uma tentativa de consertar nossa velha natureza, mas a expressão de uma nova criação. Servimos a Deus não porque fomos coagidos, mas porque fomos recriados. A Graça Eficaz mudou as afeições do nosso coração, substituindo a inimizade por amor a Deus.
Nova criatura, de vontade liberta;
Livres para servir por amor, a seu Pai e ao se Senhor
Romanos 6.6–8 “sabendo isto: que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos; porquanto quem morreu está justificado do pecado. Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos,”
1.2 - Graça não anula o Esforço, mas anula o Mérito
1.2 - Graça não anula o Esforço, mas anula o Mérito
O Serviço como Resposta, nunca como Raiz
- O serviço e as boas obras são o fruto da graça, e nunca a sua raiz. Quando tentamos inverter essa ordem, a alegria morre instantaneamente, pois o peso de tentar satisfazer a Deus pelos próprios méritos é insuportável (Gálatas 2:16). As exigências de Deus já foram plenamente asseguradas pela obra finalizada de Cristo na cruz. Nós servimos a partir da cruz, e não em direção à cruz.
A Graça que Capacita (O Suprimento Contínuo)
1Coríntios 15.10 “Mas, pela graça de Deus, sou o que sou; e a sua graça, que me foi concedida, não se tornou vã; antes, trabalhei muito mais do que todos eles; todavia, não eu, mas a graça de Deus comigo.”
- Paulo entendia que o seu próprio serviço ministerial não era mérito seu. A graça que nos salva é a mesma graça que opera em nós, fornecendo energia, dons e alegria para servir. Até mesmo a força para trabalhar duro no Reino é um dom de Deus.
1.3 - Aplicações
1.3 - Aplicações
O Teste do "Por quê?": Avaliando o Coração.
- Quando você arruma as cadeiras da igreja, ensina uma classe, ou canta no culto, qual é o motor oculto do seu coração? Você está servindo para provar o seu valor para os irmãos, para tentar diminuir a culpa por um pecado recente, ou para cobrar que Deus abençoe? Se a resposta for sim, o serviço será um fardo amargo.
Resposta
O antídoto é parar e repregar o Evangelho para si mesmo. A verdadeira alegria retorna quando o motivo do serviço passa a ser o puro assombro de que o Deus Santo perdoou alguém como nós.
O Combate à Murmuração (Síndrome do Irmão Mais Velho)
- Quando perdemos de vista a Doutrina da Graça, começamos a agir como o irmão mais velho da Parábola do Filho Pródigo (Lucas 15). Trabalhamos duro, mas ficamos ressentidos, julgando os outros irmãos que parecem servir menos do que nós, e nos sentimos injustiçados por Deus. O serviço com alegria desaparece na presença do orgulho espiritual.
Resposta
A cura para a murmuração no serviço ministerial é a compreensão de que não merecíamos estar na Casa do Pai, muito menos ter a honra de trabalhar na Sua seara.
2 - AMPLITUDE DO SERVIÇO A DEUS
2 - AMPLITUDE DO SERVIÇO A DEUS
Colossenses 3.23–24 “Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para homens, cientes de que recebereis do Senhor a recompensa da herança. A Cristo, o Senhor, é que estais servindo;”
- Durante a Idade Média, a igreja havia construído um muro imaginário separando o mundo em duas categorias: o "sagrado" (monges, padres, o trabalho dentro do templo) e o "secular" (agricultores, comerciantes, o trabalho cotidiano).
Há uma conhecida história sobre um sapateiro que perguntou a Lutero o que ele deveria fazer para servir a Deus. Esperando que o reformador o chamasse a abandonar a profissão para tornar-se um pregador ou missionário em tempo integral, aquele homem recebeu uma resposta diferente: “faça bons sapatos e venda-os por um preço justo”. Para sua surpresa, a sua própria atividade corriqueira seria um bom serviço a Deus, à medida em que fosse feita com excelência e honestidade.
Martinho Lutero
2.1 - A Quebra do Muro entre "Sagrado" e "Secular"
2.1 - A Quebra do Muro entre "Sagrado" e "Secular"
- Se a graça mudou o nosso coração (ponto 1), ela também muda a geografia da nossa adoração. O serviço cristão não se restringe à liturgia dominical.
Como você entende sua vida de serviço a Deus?
O Sacerdócio de Todos os Crentes
1Pedro 2.9 “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;”
- A Bíblia afirma que a igreja é um "sacerdócio real". No Antigo Testamento, o sacerdote era o mediador que trabalhava no templo. No Novo Testamento, Cristo, o Sumo Sacerdote, rasgou o véu. Agora, todo cristão é um sacerdote que tem acesso direto a Deus, e o mundo inteiro é o templo onde prestamos o nosso culto diário.
A Vocação como Chamado Divino
Salmo 24.1 “Ao Senhor pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam.”
- A palavra "vocação" (do latim vocare, chamar) foi resgatada pelos reformadores para descrever qualquer trabalho lícito. Deus chama homens e mulheres para glorificá-lo através das suas profissões. O serviço ao Senhor abrange todas as esferas da vida, pois Deus é soberano sobre toda a criação.
2.2 - A Qualidade e a Ética do Serviço (Como para o Senhor)
2.2 - A Qualidade e a Ética do Serviço (Como para o Senhor)
Um chamado para uma vida integral
Excelência como Testemunho dos Atributos de Deus
“Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração
- O cristão reflete um Deus que é organizado, íntegro e verdadeiro. Portanto, Seja em tudo que se pode fazer na igreja ou na ética no mercado de trabalho, são formas de proclamar as virtudes de Deus. Um trabalho mal feito ou negligente mancha o testemunho do evangelho.
A Mudança de Chefe (O Descanso da Aprovação Humana)
Explicar o conceito de CORAM DEO (Diante da face de Deus)
O crente não trabalha primariamente para agradar clientes ou acionistas terrenos. O texto diz: "A Cristo, o Senhor, é que estais servindo". A motivação mais profunda e a recompensa final vêm dEle. Isso nos liberta tanto do desespero de buscar o aplauso humano quanto da tentação de agir com desonestidade para obter lucro fácil.
Colossenses 3.22 “Servos, obedecei em tudo ao vosso senhor segundo a carne, não servindo apenas sob vigilância, visando tão somente agradar homens, mas em singeleza de coração, temendo ao Senhor.”
2.3 - Aplicações
2.3 - Aplicações
O Altar do Trabalho Ordinário
- A verdadeira espiritualidade se manifesta na segunda-feira. Quando a ética cristã todos os aspectos de nossa vida, o trabalho comum se transforma em adoração sagrada
O Ministério Solene no Lar
- A amplitude do serviço brilha de forma intensa dentro de casa, longe dos holofotes. O lar é o primeira um grande campo de atuação do Reino de Deus.
3 - O DESCANSO DO SERVIÇO A DEUS
3 - O DESCANSO DO SERVIÇO A DEUS
1Coríntios 3.6–7 “Eu plantei, Apolo regou; mas o crescimento veio de Deus. De modo que nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento.”
Um agricultor ele acorda de madrugada, ara a terra com esforço físico intenso, lança a semente no solo preparado e constrói canais para a irrigação. Ele trabalha até o limite das suas forças. Porém, ao final do dia, ele vai para casa, deita a cabeça no travesseiro e dorme. Ele descansa porque sabe que o milagre da vida, o brotar da semente e o romper da terra dependem do sol e da providência divina, coisas que ele não pode controlar.
3.1 - A Separação entre Dever e Fruto
3.1 - A Separação entre Dever e Fruto
Nossa Chamada é para a Fidelidade (O Plantio)
- Paulo planta e Apolo rega. Deus não nos isenta do suor. Somos chamados:
A pregar o evangelho com clareza;
Amar o próximo com ações concretas;
Manejar bem a Palavra da Verdade.
- O Senhor nos cobra fidelidade na execução da tarefa que nos foi confiada, usando os dons e recursos que Ele mesmo nos deu.
A Exclusividade de Deus no Resultado (O Crescimento)
- O crescimento, a conversão de um coração, o arrependimento e a expansão do Reino são obras exclusivas do Espírito Santo. O peso de "salvar" pessoas ou de fazer a igreja ter sucesso não está sobre os nossos ombros. Descansamos na certeza de que a vontade eletiva e soberana de Deus jamais será frustrada pelas nossas limitações.
3.2 - O Combate à Ansiedade e ao Orgulho
3.2 - O Combate à Ansiedade e ao Orgulho
O serviço ganha beleza e alegria
O Antídoto contra a Ansiedade (O Jugo Suave)
Salmo 127.1 “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela.”
- O serviço se torna um fardo insuportável quando tentamos carregar o mundo nas costas, esquecendo de Salmos 127:1: "Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam". A ansiedade no serviço é, na essência, uma falta de fé na providência de Deus. O descanso não é a ausência de trabalho, mas a ausência de ansiedade enquanto se trabalha.
O Antídoto contra o Orgulho (Nada Somos)
- Paulo destrói a vaidade ministerial no versículo 7: "De modo que nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega". Se servimos com excelência e vemos muitos frutos, a doutrina da Soberania nos impede de roubar a glória de Deus. Todo sucesso no serviço cristão é um empréstimo da graça divina, mantendo-nos humildes e com o coração voltado apenas para a adoração do Doador.
3.3 - Aplicações
3.3 - Aplicações
A Fé no Limite do Trabalho Diário
Salmo 127.2 “Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão que penosamente granjeastes; aos seus amados ele o dá enquanto dormem.”
4. CONCLUSÃO
4. CONCLUSÃO
Revisões das aplicações
Aplicações finais
