ONDE ESTÁS? DEUS AINDA CHAMA!

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1° MENSAGEM - DA ORDEM PARA A DESORDEM

Texto base:

25 Ora, um e outro, o homem e sua mulher, estavam nus e não se envergonhavam.

3  1 Mas a serpente, mais sagaz que todos os animais selváticos que o SENHOR Deus tinha feito, disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim? 2 Respondeu-lhe a mulher: Do fruto das árvores do jardim podemos comer, 3 mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Dele não comereis, nem tocareis nele, para que não morrais. 4 Então, a serpente disse à mulher: É certo que não morrereis. 5 Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal. 6 Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido, e ele comeu. 7 Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si. 8 Quando ouviram a voz do SENHOR Deus, que andava no jardim pela viração do dia, esconderam-se da presença do SENHOR Deus, o homem e sua mulher, por entre as árvores do jardim. 9 E chamou o SENHOR Deus ao homem e lhe perguntou: Onde estás?

INTRODUÇÃO

Contextualização / Conexão

- Quando olhamos para o mundo, e não precisamos ir muito longe, para rapidamente perceber isso, vemos de maneira muito espantosa o que poderíamos chamar de “Uma desordem aparente” em todos os âmbitos da atuação humana.
Politica
Famílias
Nos negócios
Nos relacionamentos
Para a humanidade ainda ecoa um “onde está?”

Objetivo da mensagem

- Durante esses três dias, iremos mergulhar no curso da história bíblica para compreender como a ordem foi transformada em desordem. Veremos como o problema do pecado e a desordem por ele introduzida foram amplamente enfrentados por Deus por meio de seu chamado e da manifestação da sua graça.
Qual a importância da mensagem? (1)
O pecado é a raiz de toda a desordem da criação!

1 - PONTO DE VISTA SEM O PECADO

Gênesis 2.25 “Ora, um e outro, o homem e sua mulher, estavam nus e não se envergonhavam.”
Ilustração

1.1 -A beleza da imagem de Deus - Interior

Gênesis 1.26 “Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra.”
Identidade pessoal
- O ser humano (adam) foi criado como uma unidade psicossomática, formada do pó da terra (adamá) e do sopro vital de Deus. Essa dotação singular permitia ao homem entrar em uma relação pessoal com o Criador, diferenciando-o de todas as outras criaturas.
Mente;
Emoções;
Sentimentos;
Ser pessoal;
A liberdade
Gênesis 2.16–17 “E o Senhor Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.”
- O homem foi dotado de autoconsciência e o privilégio da escolha. A proibição da árvore do conhecimento não era arbitrária, mas servia para validar o homem como um ser moralmente responsável, capaz de amar a Deus por livre vontade e não mecanicamente.
Santidade - pureza
Eclesiastes 7.29 “Eis o que tão somente achei: que Deus fez o homem reto, mas ele se meteu em muitas astúcias.”
- A nudez original (Gn 2.25) simbolizava uma vida de inocência, em perfeita harmonia consigo mesmo, com o próximo e com Deus, sem qualquer sentimento de culpa ou medo

1.2 - A ordem e perfeição - Exterior

O progresso do governo
tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra.”
- O domínio sobre a natureza era um aspecto da imagem de Deus. O homem foi estabelecido como vice-regente para "sujeitar" e "guardar" a criação, agindo como mordomo responsável de tudo o que Deus colocou sob seu cuidado
Gênesis 2.19 “Havendo, pois, o Senhor Deus formado da terra todos os animais do campo e todas as aves dos céus, trouxe-os ao homem, para ver como este lhes chamaria; e o nome que o homem desse a todos os seres viventes, esse seria o nome deles.”
Estruturação familiar
Gênesis 2.21–24 “Então, o Senhor Deus fez cair pesado sono sobre o homem, e este adormeceu; tomou uma das suas costelas e fechou o lugar com carne. E a costela que o Senhor Deus tomara ao homem, transformou-a numa mulher e lha trouxe. E disse o homem: Esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne; chamar-se-á varoa, porquanto do varão foi tomada. Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.”
- A criação da mulher a partir da costela do homem estabeleceu a unidade essencial da humanidade. O casamento foi instituído por Deus como uma união exclusiva, permanente e de auxílio mútuo, onde ambos se tornam "uma só carne"

1.3 - Aplicações

Deus criou a ordem perfeita
Deus é ponto de referência infinito
CONEXÃO DA TENTAÇÃO

2 - PONTO DE VISTA APÓS O PECADO

Gênesis 3.7 “Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si.”
Ilustração

2.1 - Compreensão do mal - interno

“Abriram-se, então, os olhos de ambos;
A invasão do Pecado
- Embora tenham escolhido comer o fruto, a consequência (a entrada do pecado no ser) é uma invasão avassaladora. Eles abriram a porta pela desobediência, mas o que entrou foi um "exército" que eles não puderam controlar.
Estabelece o domínio e controle;
Natureza da tirania;
João 8.34 “Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: todo o que comete pecado é escravo do pecado.
Vontade aprisionada;
Desejos corrompidos;
Compreensão influenciada;
Efésios 2.1–3 “Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência; entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais.”
Impacto interno
- Abriram-se os olhos" não trouxe a divindade prometida, mas um despertar rude da consciência para a culpa. O resultado foi a separação do homem de si mesmo, manifestada assustador vazio olhar interno.
Alienação do “EU”
- Quando o pecado invade, ele não apenas quebra o relacionamento vertical (com Deus) e o horizontal (com o próximo), mas causa uma fragmentação interna. O homem torna-se um estranho para si mesmo.
Perderam a lente correta para enxergarem a si mesmos.
- O conhecimento de Deus e o conhecimento de nós mesmos estão interligados.
Efésios 4.17–18 “Isto, portanto, digo e no Senhor testifico que não mais andeis como também andam os gentios, na vaidade dos seus próprios pensamentos, obscurecidos de entendimento, alheios à vida de Deus por causa da ignorância em que vivem, pela dureza do seu coração,”
A Aniquilação do Sentido
- O homem foi criado para ser habitado pela glória de Deus. A invasão do pecado expulsa essa glória, deixando o que você descreveu como um "vazio". Esse vazio é a percepção da própria finitude e corrupção sem o amparo do Criador. (Aspecto da morte espiritual).
Romanos 3.23 “pois todos pecaram e carecem da glória de Deus,”
Eclesiastes 3.11 “Tudo fez Deus formoso no seu devido tempo; também pôs a eternidade no coração do homem, sem que este possa descobrir as obras que Deus fez desde o princípio até ao fim.”

2.2 - A percepção do mal - externo

e, percebendo que estavam nus
- Na perspectiva bíblica, a "nudez" aqui não é apenas a falta de roupas, mas a percepção da perda da retidão original.
Percepção do pecado
O Conhecimento Experimental do Mal
Antes da queda, o homem conhecia o mal apenas como uma possibilidade teórica (a proibição de Deus). Após a invasão, ele conhece o mal experimentalmente. O pecado "abre os olhos" para uma realidade que o homem não foi criado para carregar.
Mudança da percepção do mundo ao seu redor;
Mateus 6.22–23 “São os olhos a lâmpada do corpo. Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso; se, porém, os teus olhos forem maus, todo o teu corpo estará em trevas. Portanto, caso a luz que em ti há sejam trevas, que grandes trevas serão!”
Impacto externo
Tiago 4.1–2 “De onde procedem guerras e contendas que há entre vós? De onde, senão dos prazeres que militam na vossa carne? Cobiçais e nada tendes; matais, e invejais, e nada podeis obter; viveis a lutar e a fazer guerras. Nada tendes, porque não pedis;”
O Fim da Intimidade Plena:
- Havia transparência total entre o homem, a mulher e Deus. O impacto externo imediato da percepção do mal é a criação de muros.
O Surgimento da Vergonha (Pudor):
- A vergonha é a prova externa de que algo está errado por dentro. Eles se escondem um do outro. O pecado fragmentou a unidade do casal.

2.3 - Aplicações

O pecado nos torna mentirosos para nós mesmos. O "vazio" que sentimos não é falta de "autoestima", mas falta de "justiça". Só podemos suportar o olhar interno quando somos revestidos pela justiça de Cristo. O vazio só é preenchido quando o "Invasor Maldito" (o pecado) é destronado pelo "Hóspede Bendito" (o Espírito Santo).
A Invasão Social: O pecado nunca fica restrito ao indivíduo. A percepção do mal em Adão afetou imediatamente como ele olhava para Eva. O "impacto externo" é que agora o outro é visto como uma ameaça ou como um objeto a ser controlado, e não mais como um auxílio idôneo.

3 - A CHEGADA DA DESORDEM

Gênesis 3.7 “Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si.”
Ilustração

3.1 - Marcas do desespero

Obras vazias
- As folhas de figueira representam os expedientes humanos que são insuficientes para cobrir a vergonha e a culpa do pecado.
Tito 3.5não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo,”
2Timóteo 1.9 “que nos salvou e nos chamou com santa vocação; não segundo as nossas obras, mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos,”
Isaías 64.6 “Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades, como um vento, nos arrebatam.”
Soluções impróprias e desesperada
- O desespero é gerado, e o homem busca se esconder de Deus, tentando lidar com as consequências do pecado através de seus próprios esforços.
No vazio do desespero

3.2 - Grito de socorro

A desordem completa
- A desordem atingiu todas as esferas: o trabalho tornou-se fadiga, o parto tornou-se dor, e o relacionamento matrimonial foi marcado pela tensão entre desejo e domínio
Fadigas no trabalho
Sofrimentos no parto
Submissão dolorosa da mulher
Relacionamentos destruídos
Terra estéril
Morte
Incapacidade Espiritual
- O homem tornou-se incapaz de restaurar sua própria inocência ou de reverter a sentença de morte.
Solução
- Ele precisa de uma "cobertura" providenciada pelo próprio Deus (as túnicas de peles), que prefigurava o sacrifício redentor

3.3 - Aplicações

Sobre a desordem
Compreender que vivemos em um mundo "anormal", onde o sofrimento e a morte não faziam parte da ordem original, mas são resultados da queda
Sobre a esperança (Onde estás)
- Deus busca o homem e desordem completa para o conduzir a sua graça.
Admitir que a única solução para a desordem do pecado é o plano de Deus em Cristo, o "segundo Adão", que resolveu a desordem e restaurou o caminho para a presença divina.
Jesus é a resposta final para o “grito” de socorro.
Jesus é a "semente da mulher" que esmaga a cabeça da serpente, restaurando o espaço sagrado e possibilitando que a humanidade funcione novamente conforme o plano original de Deus.

4. CONCLUSÃO

Lucas 5.31–32 “Respondeu-lhes Jesus: Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes. Não vim chamar justos, e sim pecadores, ao arrependimento.”
Revisões das aplicações
Aplicações finais

////////

2° MENSAGEM - A DESORDEM E A GRAÇA DO CHAMADO

Texto base:

8 Quando ouviram a voz do SENHOR Deus, que andava no jardim pela viração do dia, esconderam-se da presença do SENHOR Deus, o homem e sua mulher, por entre as árvores do jardim. 9 E chamou o SENHOR Deus ao homem e lhe perguntou: Onde estás? 10 Ele respondeu: Ouvi a tua voz no jardim, e, porque estava nu, tive medo, e me escondi. 11 Perguntou-lhe Deus: Quem te fez saber que estavas nu? Comeste da árvore de que te ordenei que não comesses? 12 Então, disse o homem: A mulher que me deste por esposa, ela me deu da árvore, e eu comi. 13 Disse o SENHOR Deus à mulher: Que é isso que fizeste? Respondeu a mulher: A serpente me enganou, e eu comi.

INTRODUÇÃO

Contextualização / Conexão

Aprendemos, por meio da exposição de como a desordem entrou na raça humana, que o ponto de partida era um homem sem pecado, desfrutando da beleza da imagem de Deus e da perfeita ordem em diversos aspectos de sua vida, tanto exteriores quanto interiores.
Contudo, vimos também que, com a entrada do pecado, a desordem invadiu a raça humana de maneira avassaladora, levando o homem a conhecer aquilo que antes não conhecia: o mal. Esse mal passou a atuar em seu interior, produzindo não apenas uma nova compreensão da realidade, mas também uma percepção distorcida de si mesmo e do mundo ao seu redor.
À medida que a desordem se estabelece, surgem consequências profundas, dentre as quais se destacam a alienação do homem em relação a si mesmo e a alienação do homem em relação a Deus. Diante dessa condição, emerge um grande clamor por socorro. Esse clamor nasce da profunda necessidade de redenção diante da realidade da desordem introduzida pelo pecado.

Objetivo da mensagem

- O objetivo desta mensagem é analisar os efeitos da desordem nos relacionamentos do homem com Deus e, posteriormente, em seus relacionamentos com o próximo, estabelecendo, assim, a dimensão da necessidade expressa nesse clamor por redenção.
- Após a compreensão dessas duas vertentes, demonstraremos também como Deus, em sua infinita misericórdia, estabelece a sua graça como o ponto de retorno à ordem.
Qual a importância da mensagem?
Diante da grande desordem trazida pelo pecado, Deus prover ordem por meio do chamado da sua graça.

1 - MARCAS DA DESORDEM - A COM DEUS

O ROMPIMENTO COM A GLÓRIA
Gênesis 3.8 “Quando ouviram a voz do Senhor Deus, que andava no jardim pela viração do dia, esconderam-se da presença do Senhor Deus, o homem e sua mulher, por entre as árvores do jardim.”
Gênesis 3.10 “Ele respondeu: Ouvi a tua voz no jardim, e, porque estava nu, tive medo, e me escondi.”
Ilustração

1.1 - O afastamento do desejo de Deus - Interno

A mudança de sentimento
Quando ouviram a voz do Senhor Deus, que andava no jardim pela viração do dia...
- O pecado corrompeu os sentidos e a percepção; ao ouvirem o som de Deus no jardim, a comunhão irrestrita foi substituída por uma consciência pesada que projetou mal sobre a inocência.
A voz de Deus trás sentimentos ruis - aversão
Mudança de sentimento em relação ao divino
2Timóteo 4.2–4 “prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina. Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas.”
O desejo da comunhão quebrada
“Quando ouviram a voz do Senhor Deus, que andava no jardim pela viração do dia, esconderam-se da presença do Senhor Deus
- O ato de se esconderem entre as árvores simboliza a morte espiritual e a alienação; o homem, agora em rebelião, passa a enxergar seu Criador como um rival ou inimigo de quem deve fugir

1.2 - O afastamento da presença de Deus - Externo

O medo como resposta
“Ele respondeu: Ouvi a tua voz no jardim, e, porque estava nu, tive medo...
- O medo mencionado por Adão não é um temor reverente, mas um pavor servil que surge da culpa verdadeira e da quebra da integridade do ser diante de Deus
A fuga proposital
e, porque estava nu, tive medo, e me escondi.”
- A tentativa de esconder-se atrás da natureza é um reconhecimento implícito de culpa; o homem tenta inutilmente escapar daquele que é onisciente e que o confronta pessoalmente em seu esconderijo

1.3 - Aplicações

Reconhecer que o medo da presença de Deus é o sintoma primário de um coração em desordem e alienado da sua Fonte de vida
Compreender que nenhum disfarce humano ou "árvore do jardim" pode ocultar nossa condição moral diante de um Deus que busca o pecador para o acerto de contas

2 - AS MARCAS DA DESORDEM - COM O PRÓXIMO

O ROMPIMENTO COM OS RELACIONAMENTOS
Gênesis 3.12 “Então, disse o homem: A mulher que me deste por esposa, ela me deu da árvore, e eu comi.”
Gênesis 3.13 “Disse o Senhor Deus à mulher: Que é isso que fizeste? Respondeu a mulher: A serpente me enganou, e eu comi.”

2.1 - A corrupção da ordem criacional

Família
disse o homem: A mulher que me deste por esposa,
Quebra harmonia da responsabilidade
- Adão, que recebeu a ordem direta de Deus antes da criação de Eva (Gn 2.15-17), falhou em sua liderança e, em vez de proteger sua esposa, seguiu-a na desobediência e depois a usou como escudo para sua culpa
Contexto de Gn 2
Ordem a adão
- A ordem é dada a Adão antes da criação de Eva
Gênesis 2.8 “E plantou o Senhor Deus um jardim no Éden, na direção do Oriente, e pôs nele o homem que havia formado.”
Gênesis 2.15–17 “Tomou, pois, o Senhor Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar. E o Senhor Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.”
Criação da mulher
Gênesis 2.18 “Disse mais o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea.”
Gênesis 2.22 “E a costela que o Senhor Deus tomara ao homem, transformou-a numa mulher e lha trouxe.”
A Inversão da Justiça
disse o homem: A mulher que me deste por esposa...
- Quando Adão diz: "A mulher que “tu” me deste...", ele está construindo um silogismo (argumento lógico dedutivo) culposo:
O erro foi da mulher.
Mas quem colocou a mulher aqui foi Deus.
Se Deus não tivesse me dado essa mulher, eu não teria pecado.
Logo, o erro final é de Deus.
- Adão questiona a bondade e a sabedoria de Deus. Ele sugere que o provimento de Deus foi defeituoso ou perigoso.
Tiago 1.13 “Ninguém, ao ser tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele mesmo a ninguém tenta.”
Isaías 5.20 “Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz, escuridade; põem o amargo por doce e o doce, por amargo!”

2.2 - A corrupção da conduta moral

Gênesis 3.12 “Então, disse o homem: A mulher que me deste por esposa, ela me deu da árvore, e eu comi.”
Traição da confiança
- A harmonia Moral/social foi destruída; o homem agora vê o próximo (mesmo o cônjuge) como um objeto de exploração ou um alvo para descarregar a própria culpa
A Queda da Afetividade
- O amor, que deveria ser livre e puro, torna-se contaminado por desejo de domínio e possessividade, transformando o companheirismo em uma luta de poder e controle
Gálatas 5.19–21 “Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam.”

2.3 - Aplicações

Vigiar contra a tendência pecaminosa de culpar as circunstâncias ou outras pessoas por nossas falhas morais deliberadas
Buscar em Cristo a restauração da dignidade e do amor sacrificial nos relacionamentos familiares, revertendo a desordem do egoísmo
RESTAURAR ESTES DOIS ASPECTOS

3 - O CHAMADO A ORDEM - A GRAÇA

Gênesis 3.9 “E chamou o Senhor Deus ao homem e lhe perguntou: Onde estás?”
Gênesis 3.11 “Perguntou-lhe Deus: Quem te fez saber que estavas nu? Comeste da árvore de que te ordenei que não comesses?”
Como um pastor que busca a ovelha perdida, o SENHOR Deus não abandonou Suas criaturas à própria sorte, mas entrou no jardim em busca dos transgressores trêmulos...

3.1 - A Iniciativa divina a base da graça

E chamou o Senhor Deus ao homem e lhe perguntou: Onde estás?”
A graça busca o perdido que não quer
- “Onde estás” Esta pergunta não busca informação (pois Deus é onisciente), mas é um ato de livre graça que visa induzir a confissão e atrair o pecador de volta à luz
Intertextualidade - Reforça a verdade
Romanos 3.10–12 “como está escrito: Não há justo, nem um sequer, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer.”
Salmo 14.1–3 “Diz o insensato no seu coração: Não há Deus. Corrompem-se e praticam abominação; já não há quem faça o bem. Do céu olha o Senhor para os filhos dos homens, para ver se há quem entenda, se há quem busque a Deus. Todos se extraviaram e juntamente se corromperam; não há quem faça o bem, não há nem um sequer.”
A graça provém verdadeiro amor de Deus
- A graça busca o perdido que, em sua cegueira, não quer ser encontrado; é a misericórdia dirigindo a justiça para iniciar o processo de redenção.
Romanos 5.6 “Porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios.”
Romanos 5.8 “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.
Romanos 5.10 “Porque, se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida;”

3.2 - O caminho da graça - A consciência do pecado

A graça traz a luz a vergonha - o pecado
“Perguntou-lhe Deus: Quem te fez saber que estavas nu?
- Ao perguntar "Quem te fez saber?", Deus confronta a nova consciência de nudez do homem, para mostrar que sua percepção do mal é resultado da quebra da relação com Ele.
Hebreus 4.12–13 “Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração. E não há criatura que não seja manifesta na sua presença; pelo contrário, todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos daquele a quem temos de prestar contas.”
Eu Sou a luz - Do que esta em trevas trevas
Eu Sou o caminho - Do que está perdido
Eu Sou a verdade - Do que é enganado pela mentira
A graça confronta do pecado
Comeste da árvore de que te ordenei que não comesses?”
- A pergunta "Comeste da árvore?" é um chamado à responsabilidade pessoal; Deus exige que o homem admita seu ato/pecado para que a graça possa ser aplicada e a ordem restaurada.
Atos dos Apóstolos 3.19 “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados,”
Romanos 2.4 “Ou desprezas a riqueza da sua bondade, e tolerância, e longanimidade, ignorando que a bondade de Deus é que te conduz ao arrependimento?”
2Coríntios 7.10 “Porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação, que a ninguém traz pesar; mas a tristeza do mundo produz morte.”

3.3 - Aplicações

Entender que a iniciativa da salvação e do reatamento da amizade sempre parte de Deus, que nos busca através de Sua Palavra
Responder ao chamado de Deus com uma confissão honesta. O verdadeiro arrependimento

4. CONCLUSÃO

- O pecado trouxe uma desordem radical: internamente (medo e vergonha), socialmente (acusação e domínio) e externamente (natureza hostil). No entanto, a desordem não tem a última palavra, Deus chama o homem para a sua graça.
Tito 2.11–12 “Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente,”
Revisões das aplicações
Aplicações finais

////////

3° MENSAGEM - A RECONCILIAÇÃO DA GRAÇA

Texto base:

14 Então, o SENHOR Deus disse à serpente: Visto que isso fizeste, maldita és entre todos os animais domésticos e o és entre todos os animais selváticos; rastejarás sobre o teu ventre e comerás pó todos os dias da tua vida. 15 Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar. 16 E à mulher disse: Multiplicarei sobremodo os sofrimentos da tua gravidez; em meio de dores darás à luz filhos; o teu desejo será para o teu marido, e ele te governará. 17 E a Adão disse: Visto que atendeste a voz de tua mulher e comeste da árvore que eu te ordenara não comesses, maldita é a terra por tua causa; em fadigas obterás dela o sustento durante os dias de tua vida. 18 Ela produzirá também cardos e abrolhos, e tu comerás a erva do campo. 19 No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás.

20 E deu o homem o nome de Eva a sua mulher, por ser a mãe de todos os seres humanos. 21 Fez o SENHOR Deus vestimenta de peles para Adão e sua mulher e os vestiu.

INTRODUÇÃO

Contextualização / Conexão

Objetivo da mensagem

Qual a importância da mensagem?
Resposta

1 - A RECONCILIAÇÃO ATRAVÉS DESCENDENTE

Gênesis 3.15 “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.”
Ilustração

1.1 - O ultimo adão - “Seu descendente”

Um novo representante
Um representante capaz

1.2 - Obras do ultimo adão

O ultimo adão vence a serpente
O ultimo adão vende a morte

1.3 - Aplicações

Apl 1
Apl 2

2 - A RECONCILIAÇÃO ATRAVÉS DO SANGUE

Gênesis 3.21 “Fez o Senhor Deus vestimenta de peles para Adão e sua mulher e os vestiu.”
Ilustração

2.1 - A benção da redenção

Uma oferta em troca de nós - Sangue
Uma oferta eterna

2.2 - A mudança de essência

Um de nós
- A obra vicária (substitutiva) de Cristo na cruz — suportando a ira que nós merecíamos — é a comunicação máxima da graça Deus. A nossa recociliação está fundamentada no sangue derramado, na justificação concluída.
Hebreus 2.10–14 “Porque convinha que aquele, por cuja causa e por quem todas as coisas existem, conduzindo muitos filhos à glória, aperfeiçoasse, por meio de sofrimentos, o Autor da salvação deles. Pois, tanto o que santifica como os que são santificados, todos vêm de um só. Por isso, é que ele não se envergonha de lhes chamar irmãos, dizendo: A meus irmãos declararei o teu nome, cantar-te-ei louvores no meio da congregação. E outra vez: Eu porei nele a minha confiança. E ainda: Eis aqui estou eu e os filhos que Deus me deu. Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também ele, igualmente, participou, para que, por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo,”
Chave 2

2.3 - Aplicações

Apl 1
Apl 2

3 - DEUS CHAMA A RECONCILIAÇÃO

2Coríntios 5.18–19 “Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação.”
Quando a Segunda Guerra Mundial terminou, em 1945, o Japão assinou a rendição. A paz foi estabelecida. O problema é que havia dezenas de soldados japoneses espalhados em ilhas remotas do Pacífico que não sabiam que a guerra havia acabado. O caso mais famoso é o de Hiroo Onoda, que continuou escondido nas Filipinas, lutando e sobrevivendo na selva por quase 30 anos após o fim da guerra, porque não acreditava que a paz havia sido feita.

3.1 - Desenvolvimento (a)

Chave 1
Chave 2

3.2 - Desenvolvimento (b)

Chave 1
Chave 2

3.3 - Aplicações

Apl 1
Apl 2

4. CONCLUSÃO

Revisões das aplicações
Aplicações finais
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