197 - ... Sê tu uma benção

O Evangelho de Jesus no AT  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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Reflexão bíblica textual / temática sobre a interação de fé de Abrão com Deus ao longo de sua jornada e como isso o levou a se tornar um dos, se não, o mais importante personagem do AT que aponta para Cristo e o plano eterno de Deus para a redenção da humanidade caída e sem esperanças. A promessa de Deus em dar a terra de suas peregrinações e o próprio Deus passando entre as partes dos animais sacrificados e divididos, assumindo o lugar do mais fraco como garantidor de sua promessa nos mostram mais uma vez como Deus decidiu pagar o alto preço de nossa redenção entregando-se a si mesmo no altar do sacrifício e poupando a vida daquele que é insuficiente para salvar a si mesmo, a saber, n[os mesmos.

Notes
Transcript

— … Eu sou o Senhor que te tirei de Ur dos Caldeus [Genesis 12.1-3; 15.7-17]

I. Introdução:

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— Hoje daremos continuidade à mensagem que demos início no dia 03/maio em Genesis 15;
Quando falamos sobre profundas revelações do plano de redenção em um diálogo entre Deus e Abrão, o patriarca,
Momento no qual o texto bíblico revela acerca da justificação imputada por Deus por causa de sua fé;
Justiça imputada esta que se tornou um modelo tangível da redenção da humanidade caída pela fé em Cristo;
Isto aconteceu após seu retorno de uma batalha da qual libertou seu sobrinho Ló levado cativo com sua família;
Também houve seu encontro com o rei de Sodoma, com quem Abrão recusou qualquer tipo de associação;
Bem como com Melquisedeque, que encontrou Abrão com pão e vinho e recebeu dele o dízimo de tudo.
A partir do verso 7, veremos algo que vai além, pois;
até o verso 6 o tema em pauta é do filho que viria de seus lombos com sua esposa Sarai;
Abrão, um velho homem, amortecido, com sua esposa Sarai, tão anciã quanto ele, porém estéril desde sempre;
Deus extrai vida nova de corpos amortecidos pela natureza (mortos) — um tipo profético poderoso de tudo o que viria no porvir;
Mas a promessa do Senhor vai além, da descendência, pois Deus prometeu fazer de Abrão uma grande nação, então “a terra prometida”;
Quando Deus chama a Abrão de sua terra, em Ur dos Caldeus, Deus lhe envia ao desconhecido, veremos isso em Genesis 12.1-3;
Vamos aos textos áureos:
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II. Texto Áureo:

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Genesis 12:1–3 (ARA) — 1 Ora, disse o SENHOR a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei; 2 de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção!
3 Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra.
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Genesis 15:7–21 (ARA) — 7 Disse-lhe mais: Eu sou o SENHOR que te tirei de Ur dos caldeus, para dar-te por herança esta terra.
8 Perguntou-lhe Abrão: SENHOR Deus, como saberei que hei de possuí-la?
9 Respondeu-lhe: Toma-me uma novilha, uma cabra e um cordeiro, cada qual de três anos, uma rola e um pombinho.
10 Ele, tomando todos estes animais, partiu-os pelo meio e lhes pôs em ordem as metades, umas defronte das outras; e não partiu as aves.
11 Aves de rapina desciam sobre os cadáveres, porém Abrão as enxotava.
12 Ao pôr do sol, caiu profundo sono sobre Abrão, e grande pavor e cerradas trevas o acometeram; 13 então, lhe foi dito: Sabe, com certeza, que a tua posteridade será peregrina em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos. 14 Mas também eu julgarei a gente a que têm de sujeitar-se; e depois sairão com grandes riquezas. 15 E tu irás para os teus pais em paz; serás sepultado em ditosa velhice. 16 Na quarta geração, tornarão para aqui; porque não se encheu ainda a medida da iniquidade dos amorreus.
17 E sucedeu que, posto o sol, houve densas trevas; e eis um fogareiro fumegante e uma tocha de fogo que passou entre aqueles pedaços.
18 Naquele mesmo dia, fez o SENHOR aliança com Abrão, dizendo: À tua descendência dei esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates: 19 o queneu, o quenezeu, o cadmoneu, 20 o heteu, o ferezeu, os refains, 21 o amorreu, o cananeu, o girgaseu e o jebuseu.
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A “Palavra” do Senhor veio a Abrão numa visão — em dado momento esta visão se funde com algo muito tangível;
Vamos ao Desenvolvimento da mensagem:

III. Desenvolvimento

— Veio a palavra do Senhor a Abrão, numa visão,

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Genesis 15:7–8 (ARA) 7 Disse-lhe mais: Eu sou o Senhor que te tirei de Ur dos caldeus, para dar-te por herança esta terra.
8 Perguntou-lhe Abrão: Senhor Deus, como saberei que hei de possuí-la?”
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— Depois destes acontecimentos, veio a palavra do Senhor a Abrão, numa visão…
Abrão estava em sua tenda, então Deus o chama para fora para que olhasse as estrelas;
Aquele apinhado incontável de corpos celestes apontava para a amplitude demográfica de sua descendência ao longo da história;
Deus promete e lhe garante o impensável, o impossível, e Abrão crê, e Deus o declara justo — mas isso não para por aí;
Há uma promessa mais estruturante em curso;
— Deus tirara Abrão de sua terra;
— Agora Deus revela a este homem o que tem reservado para ele além do alcance;
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Genesis 15:7 (ARA) … Eu sou o Senhor que te tirei de Ur dos caldeus, para dar-te por herança esta terra
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— Eis a promessa — “esta terra”, — a terra das tuas peregrinações será tua e de tua descendência;
Alinhado com a cosmovisão de seu tempo, Abrão pede a Deus um sinal de que a promessa seria cumprida — como uma garantia legal!
— Isso pode parecer estranho para nós, como cristãos pós-pentecostes;
— Mas Deus sempre deu sinais como a 2ª testemunha na ratificação de uma palavra declarada;
— Então o pedido de Abrão por um sinal que confirmasse a promessa não é somente compreensível, mas até mesmo esperado;
Qual foi o sinal proposto por Deus?
Vejamos: Deus chama a Abrão a um pacto de sangue!

— A celebração de um pacto de sangue

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Genesis 15:9–11 (ARA) 9 Respondeu-lhe: Toma-me uma novilha, uma cabra e um cordeiro, cada qual de três anos, uma rola e um pombinho.
10 Ele, tomando todos estes animais, partiu-os pelo meio e lhes pôs em ordem as metades, umas defronte das outras; e não partiu as aves.
11 Aves de rapina desciam sobre os cadáveres, porém Abrão as enxotava.”
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— Ao oferecer a Abrão um sinal de que sua promessa seria garantidamente cumprida, Deus propõe um ritual muito estranho aos nossos olhos atuais;
— Literalmente, uma aliança, quando estabelecida, era declarada como “.. cortar uma aliança ou um pacto”, um compromisso de vida ou morte;
Nos tempos antigos, no Antigo Oriente Próximo onde Abrão viveu, reis e povos rivais faziam alianças de sangue como estas, chamadas de “Pactos de Suserania”;
Um rei ou povo mais poderoso oferecia ao povo ao qual estava sob seu domínio uma aliança civil na qual:
— o povo menor, inferior ou mais fraco pagava impostos da terra, oferecia benesses, recursos, riquezas, mulheres e homens para seus exércitos e interesses;
— em troca o povo mais poderoso oferecia paz, segurança, proteção e possibilidade de negócios, troca de favores, etc;
— esta aliança seria cortada (firmada) de forma parecida ao que Deus propôs para Abrão, através de uma cerimônia de sangue;
— animais eram mortos e dividos ao meio, colocados lado a lado em um corredor sangrento;
— este corredor estava preparado para que os representantes legais passassem por ele — mas quais representantes?
— em um Pacto de Suserania, quem passava entre as partes era o lado mais fraco, que não teria como se defender, então assumia o papel do vencido;
— este estranho ritual trazia consigo um sério compromisso e uma maldição auto-inflingida;
— a saber, que se faça conosco, e como os nossos, como se fizeram a estes animais se não guardarmos a palavra e os compromissos desta aliança;
— este foi o ritual, a cerimônia, o corte de uma aliança que Deus propôs a Abrão diante de seu pedido por um sinal como garantia da promessa da terra;
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Vide: Jeremiah 34:18 (ARA) 18 Farei aos homens que transgrediram a minha aliança e não cumpriram as palavras da aliança que fizeram perante mim como eles fizeram com o bezerro que dividiram em duas partes, passando eles pelo meio das duas porções …
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Porém, aves de rapina tentam sabotar a cerimônia e Abrão usa de suas limitadas forças para impedir chegando à exaustão no verso 12
— Lembremos: __ Abrão está numa visão;
Do verso 12 ao verso 15 “… caiu profundo sono sobre Abrão, e grande pavor e cerradas trevas o acometeram…” e;
— Deus abre um parêntese para falar do futuro de suas descendência, antes da posse da terra prometida;
— … fala da descida da futura família de Abrão para o Egito, sua posterior escravidão;
— … fala de sua libertação poderosa e sua saída do Egito com grandes riquezas;
— … afirma que Abrão teria uma longa vida, morreria em paz, em ditosa velhice;
— … Deus então declara que sua descendência, numerosa como as estrelas do céu, voltariam para a terra e tomariam posse dela;
— … Mas isso só aconteceria quando a iniquidade dos povos de Canaã atingissem o ápice e Deus estivesse pronto para julgá-los;
E naquele momento, o ritual, a cerimônia de passagem entre as partes cortadas e sangrentas dos animais chega à sua conclusão;
… porém de um modo completamente inesperado, impossível de ter sido imaginado por um homem natural;

— … eis que uma tocha de fogo passou entre as partes!

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Genesis 15:17 “E sucedeu que, posto o sol, houve densas trevas; e eis um fogareiro fumegante e uma tocha de fogo que passou entre aqueles pedaços.”
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— Lembrando: __em um Pacto de Suserania, quem passava entre as partes era o lado mais fraco, que não teria como se defender, assumindo o papel do vencido;
— Este ritual trazia consigo um sério compromisso, e uma maldição auto-inflingida;
— a saber, que se faça conosco, e como os nossos, como se fizeram a estes animais se não guardarmos a palavra e os compromissos desta aliança;
— Em um pacto entre homens, reis humanos, o povo mais fraco, o rei menos poderoso, passaria entre as partes;
— Mas no pacto proposto por Deus a Abrão, como testemunha fiel e verdadeira de que Ele cumpriria o que prometeu, — Quem passou entre as partes?
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Genesis 15:17 “E sucedeu que, posto o sol, houve densas trevas; e eis um fogareiro fumegante e uma tocha de fogo que passou entre aqueles pedaços.”
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— Quem passou entre as partes assumindo a posição do vulnerável, do condenado, do maldito? __ Deus passou entre as partes!!!
— Em uma relação desequilibrada — O Deus Eterno, Todo-Poderoso, Criador dos céus e da terra ao lado de um simples mortal, Abrão, um verme;
Deus assumiu o local do desfavorecido, pois somente ele poderia garantir o cumprimento de todas as promessas;
em dar a Abrão, um velho amortecido casado com uma velha estéril, um filho gerado de si mesmo;
em fazer deste menino, um povo numeroso com as estrelas do céu e o pó da terra;
em dar a este povo numeroso uma terra totalmente povoada por povos fortes, aguerridos e protegidos pela maior maior potência militar da terra;
em fazer deste povo numeroso uma grande nação, uma nação relevante, poderosa, influente, permanente que abençoaria todas as nações da terra;
Como o frágil e finito Abrão poderia garantir o cumprimento de toda a aliança para que todas estas promessas fossem cumpridas?
Tarefa impossível, não somente para Abrão, mas para qualquer homem que tenha existido na terra;
Então, somente Deus poderia ser o “garantidor” do pacto, mais ninguém!
— Evangelho revelado em uma estranha cerimônia, realizada em visão, entre Deus e o pai da fé!

— … fez então o SENHOR aliança com Abrão

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Genesis 15:18 “Naquele mesmo dia, fez o Senhor aliança com Abrão, dizendo: À tua descendência dei esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates:”
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— A uma descendência até então inexistente, pois até aquele momento Eliezer de Damasco, um escravo nascido em casa era o potencial herdeiro de Abrão;
— À descendência do filho que Deus prometeu, e Abrão creu, Deus garante uma terra, uma importante porção de terra, uma verdadeira ponte entre impérios;
— E para garantir o cumprimento da promessa da terra, que está conectada à promessa do descendente e da futura descendência numerosa:
Deus assume a posição do vulnerável e toma para si o peso do cumprimento de todas as coisas;
Como está escrito pelo autor de Hebreus:
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Hebrews 6:17 (ARA) — 17 Por isso, Deus, quando quis mostrar mais firmemente aos herdeiros da promessa a imutabilidade do seu propósito, se interpôs com juramento,
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Homens finitos, pecadores, frágeis, não podem prometer a infalibilidade para Deus;
— e Deus sabe disso, e por esta razão, — Ele assumiu o nosso lugar;
— E isso está implícito nas duas ordenanças do Senhor reconhecidas e praticadas pela sua Igreja:
— o Batismo nas águas
— a Ceia do Senhor
Esta manhã tivemos um batismo abençoador onde jovens testemunharam diante de Deus e dos homens seu compromisso com Cristo;
Morrendo com ele ao serem sepultados para este mundo enquanto desciam às águas;
Ressuscitando para uma nova vida, suportados pelo Espírito Santo, ao se levantarem das águas do batismo;
Agora teremos a Ceia do Senhor onde celebraremos a sua morte, porque — Ele assumiu o nosso lugar no corredor de sangue, o sangue da aliança;
Vamos ao Encerramento da mensagem:

V. Encerramento

— Porque eu recebi do Senhor, o que também vos entreguei

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1 Corinthians 11:23–32 (ARA) — 23 Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; 24 e, tendo dado graças, o partiu e disse: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim. 25 Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim. 26 Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha. 27 Por isso, aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor, indignamente, será réu do corpo e do sangue do Senhor. 28 Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e, assim, coma do pão, e beba do cálice; 29 pois quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si. 30 Eis a razão por que há entre vós muitos fracos e doentes e não poucos que dormem.
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Como sempre pergunto: __ Porque celebramos a morte do Senhor?
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