Quem sou
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O TEXTO
O TEXTO
Paulo está escrevendo para a igreja de Filipos. Esta carta é conhecida como a carta da alegria. Leia ela inteira (15 minutinhos) e veja quantas vezes essa palavra se repete. Mas claro, nem tudo é alegria. Paulo está tratando um probleminha, e esse probleminha não sabemos exatamente qual é, entretanto de uns ranço entre duas mulheres, Evódia e Síntique (4.2) que estavam se alfinetando lá.
Então Paulo tem tratado muito um detalhe, viver de forma a cuidar do outro produz alegria, sempre em contraste com o viver segundo seu próprio coração, seus próprios interesses.
O adolescente precisa entender que o "ranço", as indiretas e as brigas de ego no grupo não são meras incompatibilidades de gênio. Paulo está demonstrando que a falta de unidade drena a alegria do Espírito. Onde há disputa por espaço e autoafirmação, o inferno estende sua sombra, e a alegria do Evangelho bate em retirada. Cuidar do outro não é altruísmo humanista; é a manutenção do ambiente onde a alegria de Cristo habita.
O PROBLEMA (FCD)
O PROBLEMA (FCD)
O orgulho que nos separa dos irmãos reflete a identidade do caído.
O pecado mudou nossa identidade e forma de ver o mundo. Nos disse, por meio da serpente, que somos deuses, não mais representantes do Deus verdadeiro. E isso significa que vivemos para agradar nossos próprios desejos e vontades. Vivemos para nos sentirmos bem, para sermos aceitos pelo grande grupo. Vivemos olhando para aquilo que mais vai nos beneficiar, mas olhamos para esse benefício aqui e agora.
Sabe como?
A ilusão da autonomia: "ser eu mesmo", o que nada mais é do que o desejo de ser seu próprio mestre. Se o orgulho os separa dos irmãos, é porque eles consideram seu próprio julgamento, seu próprio gosto e sua própria imagem superiores ao Corpo de Cristo.
A "autenticidade" nada mais é do que a repetição do decreto de Satanás no Éden: “Não me curvarei”. Quando o jovem diz "esse é o meu jeito, minhas regras, meu gosto", ele está expulsando Cristo do trono e assentando a si mesmo. O orgulho dele prefere mutilar o Corpo de Cristo (afastando-se dos irmãos) a ter que crucificar o próprio gosto.
A "Falsa Humildade" (Modéstia Fingida): a humildade que busca ser elogiada. O adolescente pode fingir desprendimento ou adotar uma postura de "vítima" ou "incompreendido" apenas para atrair atenção para si. Isso ainda é o Caído operando. É o ego inflamado disfarçado de baixa estima.
O orgulho é sutil; quando não consegue se exaltar pela força, ele se exalta pela fraqueza. O adolescente que se faz de vítima, o "incompreendido" crônico, está apenas mendigando a atenção que não conseguiu por meio do destaque. É o ego inflamado disfarçado de baixa estima. Eles precisam ouvir a verdade nua e crua: sua autocompaixão não é sofrimento santo, é adoração ao próprio umbigo.
A Vanglória dos Grupos (Facções): As panelinhas e a exclusão mútua entre adolescentes são tratadas por Paulo como eritheia (ambição facciosa). O adolescente prefere a glória de pertencer a um grupo exclusivo (o topo da hierarquia social da escola ou da igreja) do que a glória de ser um servo invisível de Cristo.
As panelinhas são o mercado de valores do adolescente. Ali eles compram aceitação e vendem rejeição aos que estão de fora. Pertencer ao "topo" da hierarquia social do grupo de jovens ou da escola dá a eles a falsa sensação de divindade. Eles preferem reinar no inferno de uma panelinha exclusiva a serem servos invisíveis no Reino de Deus.
Essas são algumas formas que demonstramos nossa identidade, quem somos de verdade. Nós não vivemos pelo que dizemos, mas pelo que cremos. Esse é o ponto crucial da coisa. Não adianta dizer que é crente, tem que ser! E o que fazemos diz quem somos.
A SOLUÇÃO (Redenção)
A SOLUÇÃO (Redenção)
Em Cristo nossa identidade é ressignificada e refletida em nossos relacionamentos. A identidade do cristão é a de um escravo comprado.
E nós não conseguimos mudar quem somos pela força da nossa mente. Pela força do nosso braço. Podemos até, pelo orgulho, fingir bem que conseguimos abandonar nosso orgulho, maquiar o nosso pecado. Precisamos de Cristo, é Ele quem redefine quem somos.
Paulo fala um pouco daquilo que define a identidade do cristão, o mini cristo, ou ainda aquele que compreendeu sua total incapacidade de agradar a Deus e se colocou como servo de Cristo.
Paulo começa essa porção de texto tratando isso, de como nossa comunhão com Cristo ela ressignifica nossa comunhão com as pessoas.
Jesus mostra isso em sua vida, ele não apresenta nada de orgilho e ambição egoísta, mas antes se esvazia, é o que o texto continua falando (v. 5-11). Ele deixou sua posição de glória para ser escravo e ser entregue a morte por causa da nossa culta. Isso tem que redefinir nossa forma de pensar.
TENHAM TODOS O MESMO MODO DE PENSAR (v. 2,5).
RESPOSTA DESEJADA
RESPOSTA DESEJADA
Ter o coração/mente transformados para refletir a Cristo
Precisamos parar e pensar sobre aquilo que estamos fazendo. Será que estamos muito preocupados em seguir nossos sentimentos, satisfazer nossas vontades ou estamos mortificando isso para viver para Cristo?
Será que nosso individualismo, vivermos isolados, ou somente em um grupo excluindo aqueles que “não se encaixam” em um padrão é o certo a se fazer?
Vou deixar uma pergunta para pensarmos e respondermos na mensagem da noite: ATRAVÉS DOS OLHOS DE QUEM TEMOS VISTO O MUNDO?
