Devocional Provérbios 6:1-11
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Grande Ideia
Grande Ideia
Os benefícios da sabedoria para evitar os problemas em questões de dinheiro e trabalho (6.1–11).
1. A sabedoria protege da armadilha de ser fiador (6.1–5).
1. A sabedoria protege da armadilha de ser fiador (6.1–5).
Os primeiros cinco versículos advertem acerca de ser fiador, isto é, comprometer-se a saldar a dívida de outra pessoa, caso esta não consiga pagar.
Suponha que um conhecido queira comprar um carro à prestação, porém não tenha crédito suficiente e a financiadora exija a assinatura de um fiador como garantia da transação. Nesse caso, seu colega pede que você assine os papéis e se comprometa a pagar a dívida, caso ele não consiga efetuar o pagamento.
No versículo, o companheiro é seu colega, e o estranho é a financiadora com a qual você se comprometeu.
6:2 — Depois de assinar a garantia, você está enredado com o que dizem os seus lábios, está preso com as palavras da sua boca. Em outras palavras, caso tenha se comprometido precipitadamente, cometeu um grande erro e caiu em uma armadilha.
6:3 — Nesse caso, a melhor coisa a fazer é se livrar do compromisso. Tente de todas as maneiras persuadir seu companheiro a remover sua assinatura do acordo.
6:4–5 — O assunto é tão importante que você não deve descansar até que o acordo seja cancelado. Empregue todos os esforços para libertar-se como a gazela […] do caçador ou como a ave […] do passarinheiro.
Por que a Bíblia alerta de modo tão direto contra a fiança? Por acaso não se trata de uma gentileza para beneficiar um amigo ou um colega? Talvez pareça um favor, mas no fundo pode não ser, pois:
1. Talvez esteja ajudando seu colega a comprar algo que não é da vontade de Deus.
2. Talvez esteja incentivando-o a se tornar um esbanjador, alimentando um comportamento irresponsável, contraindo mais e mais dívidas.
3. Se por acaso ele não saldar a dívida e você tiver de pagar por algo que não lhe pertence, a amizade acabará em amargura.
Caso se trate de uma necessidade legítima, é melhor ajudá-lo com uma doação em dinheiro. Contudo, seja qual for o caso, não se comprometa como fiador.
2. A sabedoria protege da loucura da preguiça (6.6–11).
2. A sabedoria protege da loucura da preguiça (6.6–11).
Uma advertência contra a preguiça é apropriada após a discussão sobre a insensatez de garantir a dívida de outra pessoa, já que, com frequência, as pessoas preguiçosas é que requerem garantias.
Os versículos 6–11 consistem num protesto contra a preguiça. O autor chama a atenção para o exemplo da formiga, que está sempre trabalhando e geralmente carrega muito peso.
A formiga realiza uma série de tarefas sem a supervisão de um chefe ou gerente. Para um observador humano, ela parece se mover freneticamente em todas as direções, porém suas atividades são direcionadas e intencionais, ainda que aparentemente não haja uma cadeia de comando.
Essa criatura pequena e diligente trabalha na sega durante o verão (estio) a fim de ajuntar mantimento. A ênfase, entretanto, não está em acumular recursos para o futuro, mas no trabalho.
Essa passagem serve para ensinar os cristãos a guardarem alguns recursos para eventuais períodos de vacas magras, porém a Bíblia condena o acúmulo de riquezas terrenas (Mt 6:19).
As formigas juntam recursos para o futuro, e, nesse sentido, é lícito ao cristão planejar o futuro. A diferença, entretanto, é que o futuro da formiga diz respeito a este mundo, enquanto o futuro do cristão está no céu. Cristãos sábios, portanto, trabalham para acumular tesouros no céu, não na terra.
Os versículos seguintes descrevem o proceder e o fim trágico
6:9 O preguiçoso gosta de ficar deitado o dia todo. Quando afinal desperta do sono, pensa: “Vou dormir só mais um pouco, tirar uma soneca básica, um soninho da beleza”.
V. 11 — Figuras de linguagem: um assaltante [...] homem armado. O preguiçoso, com sua devoção desordenada ao sono, em vez de trabalhar, aprende tarde demais; assim, chega à pobreza inescapável, tal qual a vítima é dominada por um ladrão. Embora a preguiça leve à pobreza , nem sempre é sua causa (cf. 14:31; 17:5; 19:1,17,22; 21:12; 28:3,11).
A formiga é um exemplo de trabalho, diligência e planejamento (vv. 7,8), servindo como forma de repreensão a um preguiçoso (uma pessoa preguiçosa que não tem autocontrole).
Se entregar a preguiça é uma demonstração inegável de falta sabedoria. Deus deu o trabalho como uma benção para o homem, esse é o plano de Deus desde o início. Ver Gn 2.15
Tomou, pois, o Senhor Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar.
Não trabalhar é um pecado contra Deus, foi ele que instituiu a jornada 6x1. Em Ex 20.9-12 há o mandamento do descanso, mas há também o mandamento do trabalho antes e Deus é o padrâo.
No NT Paulo exorta duramente os crentes que deixaram de trabalhar para ficarem ociosos. Ver 2Ts 3.10
Porque, quando ainda convosco, vos ordenamos isto: se alguém não quer trabalhar, também não coma.
Trabalho é uma benção, Deus abençoa seus servos através do trabalho. Ver Salmo 128.1-2
Bem-aventurado aquele que teme ao Senhor e anda nos seus caminhos! Do trabalho de tuas mãos comerás, feliz serás, e tudo te irá bem.
