Sermão em Lucas 18.31-34 - 07/06/2026
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Texto Bíblico
Texto Bíblico
31 Chamando os doze para um lado, Jesus lhes disse:
— Eis que subimos para Jerusalém, onde se cumprirá tudo o que está escrito por meio dos profetas a respeito do Filho do Homem. 32 Ele será entregue aos gentios, que vão zombar dele, insultá-lo e cuspir nele. 33 Depois de açoitá-lo, eles o matarão, mas, ao terceiro dia, ressuscitará.
34 Eles, porém, não entenderam nada disso. O significado dessas palavras lhes era encoberto, e eles não sabiam do que Jesus estava falando.
Introdução:
Introdução:
Há coisas surpreendentes na Palavra de Deus, uma delas é como o Senhor nos ensina como o domínio de todo o curso da história está em suas mãos. Isso fica muito claro em sua Palavra. Há um aspecto na revelação bíblica que é a progressividade dessas revelações.
Deus achou por bem, revelar-nos aspectos da história da redenção à medida que a história ia se desenrolando até o seu clímax.
E uma das formas que O Senhor usou para anunciar a redenção e predizer o seu clímax foi por meio de tipos e sombras. Isto é, alguns acontecimentos e algumas pessoas em suas histórias próprias, registradas nas Escrituras, apontavam para uma realidade futura superior, isso aconteceu diversas vezes na Palavra de Deus.
Um bom exemplo disso é a história do patriarca José. Nós conhecemos a sua história.
Ele foi rejeitado pelos seus irmãos e foi alvo da conspiração deles, que o entregaram nas mãos de um povo estrangeiro, vendendo-o como um escravo por apenas 20 moedas de prata. Eles achavam que estavam fazendo mal a José e se livrando de sua presença incômoda, mas foi assim, pelo infortúnio de José que Deus preservou o seu povo. E pelo sofrimento e desamparo dele Israel e todos os seus filhos foram salvos da grande fome e seca, pelo próprio irmão traído.
Assim Deus preservou o seu povo escolhido, lá nas terras do Egito. Vocês conseguem imaginar uma história semelhante?
Sem sombra de dúvidas José foi o que nós chamamos de um tipo de Cristo. Ele não era o Messias, mas alguém que apontava para o Messias em sua missão de preservar a sua geração eleita, bem como Moisés, o libertador do cativeiro egípcio que tipificou o Senhor Jesus na sua missão de libertador do cativeiro do pecado.
O Antigo Testamento está repleto de tipos de Cristo e isso nos ensina algo muito importante. Deus estava comunicando ao seu povo sobre a necessidade de um verdadeiro Messias, que muito mais que trazer liberdade, perdão e preservação temporais, ou pontuais, traria tanto preservação, libertação e salvação eternas.
São muitos os tipos de Cristo apresentados pedagogicamente nas Escrituras! Ou vocês pensam que foi por acaso que:
Deus cobriu a nudez de Adão e Eva após o pecado com peles em lugar de vegetais?
Ou que Ele proveu o cordeiro para sacrifício, para Abraão em lugar de Isaque?
Ou que usou Josué como o guia e conquistador para a terra prometida?
Ou que levantou Boaz como o resgatador de Rute, uma moabita, e que da descendência deles viria o rei segundo o coração de Deus, Davi?
Ou foi por acaso que Deus ensinou na Lei a necessidade de que um cordeiro inocente deveria morrer pelo pecado dos homens?
Vocês acham mesmo que os três dias que Jonas passou no ventre daquele grande peixe foi uma mera coincidência?
Tudo isso nos ensina como o Senhor tinha um plano de redenção bem definido desde a fundação do mundo, de modo que muitos e muitos séculos antes de Jesus Ele já vinha pedagogicamente instruindo o seu povo a confiar em suas promessas e nos seus caminhos.
Esta é a 1ª lição de hoje: O NOSSO DEUS TEM A HISTÓRIA SOB CONTROLE.
E o fato dessas coisas estarem registradas para nós desse modo tão sublime deve nutrir em nós uma grande confiança e um grande apreço pela revelação das Escrituras, de modo que não podemos servir a Deus com fidelidade se não amarmos o conteúdo perfeito de sua Palavra.
Como vamos compreender a ação soberana de Deus na história se não nos debruçarmos na sua revelação?
Como vamos cumprir as ordens de Cristo se não a conhecermos?
Como vamos nutrir um relacionamento com Deus se não levarmos em conta como Ele se revela para nós em sua Palavra?
Jamais podemos esquecer do testemunho que o apóstolo Paulo dá das escrituras à Timóteo em sua segunda carta.
(COMENTAR)
16 Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, 17 a fim de que o servo de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.
Mais uma vez temos em Jesus o perfeito exemplo para as nossas vidas. Em nossa passagem de hoje fica claro como o próprio Cristo tinha um grande apego pelas escrituras e em nenhum momento deixava elas de lado.
Em 1º lugar: Tudo está Escrito! (31)
Em 1º lugar: Tudo está Escrito! (31)
É surpreendente o valor que Jesus dá a revelação Escrita. Isso certamente é de grande valia para nós.
Então, aqui está a 2ª lição: APEGUE-SE A PALAVRA DE DEUS. (SUFICIÊNCIA)
Afinal, absolutamente tudo de que você realmente necessita saber está lá.
O apego de Jesus as Escrituras é notável. Em todo tempo, em cada debate e em cada ensino o Senhor demonstra não só conhecimento, como apreço pela revelação de Deus. Jesus usou as Escrituras até nos momentos mais difíceis do seu ministério, como quando foi diretamente tentado pelo diabo por três vezes e em todas elas, rebateu a velha serpente iniciando sempre a sua fala com “Está escrito:”...
(Não só de Pão viverá o homem, Adore somente ao Senhor seu Deus, Não tentarás ao Senhor).
Agora, diante dos seus discípulos o Senhor demonstra mais uma vez a confiança na INFALIBILIDADE da Palavra de Deus, pois entendia, e quer que também entendamos que Ela procede do próprio Deus infalível, por isso são palavras vivas.
31 Chamando os doze para um lado, Jesus lhes disse:
— Eis que subimos para Jerusalém, onde se cumprirá tudo o que está escrito por meio dos profetas a respeito do Filho do Homem.
Depois daquela cena triste com o jovem rico, que preferiu os recursos do mundo em lugar da Graça de Deus Jesus se volta aos seus discípulos mais uma vez.
É nesse ponto que Lucas começa a relatar os últimos acontecimentos da trajetória de Jesus até o seu sacrifício em Jerusalém. A sua ida para lá não era acidental, mas proposital, pois Ele sabia o que tinha de ser feito. Ele já havia proclamado isso aos seus discípulos algumas vezes, mas é nesse discurso que Ele traz uma maior quantidade de detalhes do que estava prestes a acontecer com Ele.
Mas, o que a princípio nos chama a atenção é que Jesus não prediz sua morte apenas com base em sua onisciência, com base no seu saber divino. Mas Ele chama os discípulos para um lado, o que nos dá a entender que tinham mais gente ali, provavelmente para ouvir os seus ensinos e ver alguns milagres, e então Jesus testemunha sobre a revelação das Escrituras.
“Foi isso que os profetas registraram, e tudo está prestes a acontecer.”
“É em Jerusalém que tudo o que Deus revelou em sua Palavra, a respeito de mim, se cumprirá.”
Ele já tinha dito:
33 Porém, preciso caminhar hoje, amanhã e depois, porque não se espera que um profeta morra fora de Jerusalém.
Esse é precisamente o Clímax da história da redenção. Ou melhor, da história de todo o mundo! E amorosamente Jesus anuncia isso aos seus discípulos para fortalecer a fé deles. E como sabia que eles tinham uma dificuldade com assuntos delicados Jesus explicitamente diz o que haveria de acontecer com Ele.
Em 2º lugar: O anúncio da Morte e Ressureição do Cordeiro. (32-33)
Em 2º lugar: O anúncio da Morte e Ressureição do Cordeiro. (32-33)
32 Ele será entregue aos gentios, que vão zombar dele, insultá-lo e cuspir nele. 33 Depois de açoitá-lo, eles o matarão, mas, ao terceiro dia, ressuscitará.
O versículo seguinte nos informa que os discípulos não entenderam o que Jesus queria dizer, mas o Senhor foi bastante claro. Na verdade, Deus já vinha revelando essas coisas há séculos, como o próprio Jesus diz.
Aqui temos a 3ª lição: É FUNDAMENTAL SABER DISSO: A MORTE DE JESUS NÃO FOI UM ACIDENTE.
Jesus veio perfeitamente para isso. O Verbo encarnou para morrer, para que muitos mortos pudessem viver. Ele veio ser ultrajado por causa do pecado, como cordeiro substituto e inocente deveria morrer em lugar dos pecadores, isto é a maior expressão de amor e ao mesmo tempo da justiça de Deus.
Nós conhecemos o desfecho da história e sabemos que tudo aconteceu exatamente como Ele predisse:
Jesus foi entregue aos gentios. (Os judeus que não podiam aplicar pena de morte entregaram Ele aos romanos)
Mateus 27.1–2 “1 Ao romper o dia, todos os principais sacerdotes e os anciãos do povo entraram em conselho contra Jesus, para o matarem; 2 e, amarrando-o, levaram-no e o entregaram ao governador Pilatos.”
Jesus foi zombado e escarnecido, insultado e cuspido.
Mateus 27.27–31 “27 Logo a seguir, os soldados do governador, levando Jesus para o Pretório, reuniram em torno dele toda a tropa. 28 Tiraram a roupa de Jesus e o vestiram com um manto escarlate. 29 E, tecendo uma coroa de espinhos, a puseram na cabeça dele, e colocaram um caniço na sua mão direita. E, ajoelhando-se diante dele, zombavam, dizendo: — Salve, rei dos judeus! 30 E, cuspindo nele, pegaram o caniço e batiam na cabeça dele. 31 Depois de terem zombado dele, tiraram-lhe o manto e o vestiram com as suas próprias roupas. Então o levaram para ser crucificado.”
Ele foi açoitado.
João 19.1 “1 Por isso, Pilatos tomou Jesus e mandou açoitá-lo.”
Ele foi morto, crucificado.
João 19.17–18 “17 Jesus, carregando ele mesmo a sua cruz, saiu para o lugar chamado Calvário, Gólgota em hebraico. 18 Ali o crucificaram e com ele outros dois, um de cada lado, e Jesus no meio.”
Ele ressuscitou ao terceiro dia.
Atos dos Apóstolos 2.24 “24 Porém Deus o ressuscitou, livrando-o da agonia da morte, porque não era possível que fosse retido por ela.”
Cada uma dessas coisas aconteceu, e nós sabemos exatamente como ocorreram. Mas onde elas estavam escritas?
Em vários relatos proféticos do A.T. Mas eu quero convidá-los para lermos um deles, um dos mais surpreendentes e lindos, escritos pelo rei Davi por volta de 1000 anos antes de Cristo, um salmo messiânico. Salmo 22. Davi como um tipo de Cristo escreveu esse salmo como se estivesse se referindo a si mesmo, mas nós também conhecemos a história de Davi e sabemos que nada parecido aconteceu com a sua própria vida, de modo que esse registro é um registro profético daquele que tipifica Cristo como Rei, o Rei dos Reis que tem semana após semana nos ensinado em sua palavra o que é ser habitante do seu Reino.
(COMENTAR)
1 Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?
Por que se acham longe de minha salvação as palavras de meu gemido?
2 Deus meu, clamo de dia, e não me respondes;
também de noite, porém não tenho sossego.
3 Contudo, tu és santo,
entronizado entre os louvores de Israel.
4 Nossos pais confiaram em ti;
confiaram, e tu os livraste.
5 A ti clamaram e escaparam;
confiaram em ti e não foram envergonhados.
6 Mas eu sou verme e não um ser humano;
afrontado pelos homens e desprezado pelo povo.
7 Todos os que me veem zombam de mim;
fazem caretas e balançam a cabeça, dizendo:
8 “Confiou no Senhor! Ele que o livre!
Salve-o, pois nele tem prazer.”
9 Contudo, tu és quem me fez nascer;
e me preservaste, estando eu ainda ao seio de minha mãe.
10 A ti me entreguei desde o meu nascimento;
desde o ventre de minha mãe, tu és o meu Deus.
11 Não te distancies de mim,
porque a tribulação está próxima,
e não há quem me ajude.
12 Muitos touros me cercam,
fortes touros de Basã me rodeiam.
13 Contra mim abrem a boca,
como faz o leão que despedaça e ruge.
14 Derramei-me como água,
e todos os meus ossos se desconjuntaram;
meu coração fez-se como cera,
derreteu-se dentro de mim.
15 Secou-se o meu vigor, como um caco de barro,
e a língua se me apega ao céu da boca;
assim, me deitas no pó da morte.
16 Cães me cercam;
um bando de malfeitores me rodeia;
traspassaram-me as mãos e os pés.
17 Posso contar todos os meus ossos;
os meus inimigos estão olhando para mim e me encarando.
18 Repartem entre si as minhas roupas
e sobre a minha túnica lançam sortes.
19 Tu, porém, Senhor, não te afastes de mim;
força minha, apressa-te em me socorrer.
Como não amar a Palavra de Deus?
Como não confiar no Deus que tem o domínio tal da história?
Como não se entregar aos seus braços amorosos que fez tudo isso por amor?
O Senhor quer se relacionar com gente como nós e quer nos transformar e nos conformar a imagem do seu Filho amado. Por isso mesmo o entregou, não por acidente, mas porque somente um sacrifício perfeito seria capaz de nos substituir. Temos aqui perfeita justiça e perfeito amor revelados desde os antigos anúncios até a entrega de Jesus.
16 Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
Não há nada nesse mundo mais precioso do que esse amor!
Mas:
Em 3º lugar: Eles não entendiam. (34)
Em 3º lugar: Eles não entendiam. (34)
34 Eles, porém, não entenderam nada disso. O significado dessas palavras lhes era encoberto, e eles não sabiam do que Jesus estava falando.
Estranhamente, mesmo instruídos na Lei de Deus, e Jesus sendo tão claro em sua exposição do Evangelho e de tudo que estava para acontecer brevemente, eles foram incapazes de entender. As suas mentes não estavam preparadas ainda, na verdade eles estavam preocupados com coisas sem sentido.
O relato de Marcos dessa mesma passagem é assustador quanto a imaturidade deles. ABRA A SUA BÍBLIA EM MARCOS 10.
(COMENTAR)
32 Estavam a caminho, subindo para Jerusalém, e Jesus ia adiante dos seus discípulos. Estes se admiravam e o seguiam tomados de apreensões. E Jesus, chamando outra vez os doze para um lado, começou a revelar-lhes as coisas que deviam acontecer com ele, dizendo:
33 — Eis que subimos para Jerusalém, e o Filho do Homem será entregue aos principais sacerdotes e aos escribas. Eles vão condená-lo à morte e entregá-lo aos gentios. 34 Vão zombar dele, cuspir nele, açoitá-lo e matá-lo; mas, depois de três dias, ressuscitará.
35 Então se aproximaram dele Tiago e João, filhos de Zebedeu, dizendo:
— Mestre, queremos que o senhor nos conceda o que vamos pedir.
36 E Jesus lhes perguntou:
— O que querem que eu lhes faça?
37 Eles responderam:
— Permite-nos que, na sua glória, nos assentemos um à sua direita e o outro à sua esquerda.
38 Mas Jesus lhes disse:
— Vocês não sabem o que estão pedindo. Será que podem beber o cálice que eu bebo ou receber o batismo com que eu sou batizado?
39 Eles responderam:
— Podemos.
Então Jesus lhes disse:
— Vocês beberão o cálice que eu bebo e receberão o batismo com que eu sou batizado. 40 Quanto a sentar à minha direita ou à minha esquerda, não me compete concedê-lo, pois é para aqueles a quem está preparado.
41 Quando os outros dez discípulos ouviram isso, começaram a ficar indignados com Tiago e João. 42 Mas Jesus, chamando todos para junto de si, disse:
— Vocês sabem que os que são considerados governadores dos povos os dominam e que os seus maiorais exercem autoridade sobre eles. 43 Mas entre vocês não é assim; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vocês, que se coloque a serviço dos outros; 44 e quem quiser ser o primeiro entre vocês, que seja servo de todos. 45 Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.
CONCLUINDO:
Pouco tempo depois os discípulos de Jesus entenderam tudo que Ele lhes havia dito. As escamas que cobriam os seus olhos caíram e eles perceberam que o Reino de Deus é simplesmente perfeito e que não temos nem um fio de dignidade sequer que em nós mesmos que nos faça merecê-lo.
Eles viram com os próprios olhos cada profecia se cumprir e creram.
Mas nós vivemos após esses fatos. E como devemos agir mediante Eles?
Com fé! Crendo e confiando no Senhor amável e perfeito, que cumpriu tudo em nosso lugar, que foi desamparado e escarnecido para que nós recebêssemos o abraço de Deus e a sua salvação.
O CHAMADO DESSA NOITE É: CONFIEMOS NO SENHOR E EM SUA PALAVRA PERFEITA!
Amém!!!
