Efésios 4.1-6
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Título: “PORQUE DEUS NOS UNIU NA ETERNIDADE, DEVEMOS EMPENHAR TODO NOSSO ESFORÇO NO PRESENTE PARA GUARDAR A UNIDADE DA IGREJA”
Texto bíblico: Efésios 4.1-6
Título: “PORQUE DEUS NOS UNIU NA ETERNIDADE, DEVEMOS EMPENHAR TODO NOSSO ESFORÇO NO PRESENTE PARA GUARDAR A UNIDADE DA IGREJA”
Texto bíblico: Efésios 4.1-6
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Introdução
O apóstolo continua seu discurso lembrando aos cristãos na macedônia que ele é um escravo do Senhor. Como declarou em Efésios 3.1. Ele é um prisioneiro do Senhor.
Assim, neste capítulo, no v.1, ele diz :
“Como prisioneiro no Senhor, rogo-lhes” (parte A);
O apóstolo tinha uma vocação, e ele foi chamado pelo Senhor para vivê-la. Como apóstolo ele tinha o papel de falar em nome do Senhor. Assim, ele tornaria audível a vontade de Deus para o seu povo.
Mas, claramente, ele não falava com autoridade de si mesmo. Ele falava com autoridade que vinha de Deus. Assim, ele inicia o texto com uma exortação. Uma palavra para animar os irmãos segundo o que apresentaria como proposta.
Desse modo, sua exortação revestiu-se de relevância, pelo fato de ele reforçar o conteúdo de sua proclamação com o empenho de sua vida. Que apontava para a forma que ele vivia: um prisioneiro do Senhor.
Assim ele continua no v.1:
“… que vivam de maneira digna da vocação que receberam.” (parte B);
Aqui, a exortação do apóstolo nomeia o parâmetro da ética cristã: “andem de maneira digna da vocação que receberam”.
O que, comentaristas, nos mostram que a vida cristã nunca decorre da observância de um código de conduta (o famoso: “posso ou não posso”), mas é expressão de um relacionamento pessoal com o Senhor.
Como está escrito em 1Coríntios 1.9:
“Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados à comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor.”
O texto que acabamos de citar, nos apresenta o resultado daquilo que Paulo fala em Efésios 2.4 onde lemos:
“Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou,”
Sim! Porque ele muito nos amou, fomos chamados à comunhão de Jesus Cristo, nosso Senhor. E assim, devemos viver de maneira digna desta vocação.
Os eleitos outrora caminhavam de uma forma, agora caminham doutra. O viver, ou caminhar de maneira digna, envolve a posição que um eleito tem diante de Deus.
Assim, devemos viver de maneira adequada, como se fossemos merecedores de algo. Mesmo não sendo, é claro. Pois a posição que recebemos foi pela graça do Senhor, mediante a obra de Cristo Jesus.
Se recebemos a posição que possuímos, foi pelo mérito. Mas não o nosso. Mas sim o de Cristo Jesus.
Realmente não somos merecedores. Mas o que você pensa que o Senhor espera de um eleito? Ele espera menos? Bom, veja o que o apóstolo fala no texto que segue.
No v.2 está escrito:
“Sejam completamente humildes e dóceis/mansos,” (parte A);
Aqui o apóstolo começa a desenvolver a ética cristã. Como um cristão deve viver.
No texto ele fala sobre humildade. O que já torna digno de nota, pois na literatura grega a humildade não é uma qualidade. Pelo contrário, ela recebe conotações negativas.
Partindo do adjetivo tapeinos, que traz a ideia de alguém que é “baixo, comum, insignificante, fraco, pobre etc.” O substantivo composto tapeinophrosyne também adquire um significado semelhante de algo como: “mentalidade servil e submissa”, o que alguns interpretam como “fraqueza ou covardia”.
O que na verdade é bem diferente da concepção bíblica. Tanto no AT como NT. É uma verdade que torna-se visível no rebaixamento do servo de Deus. Pois Cristo Jesus fez isso. Os irmãos recordam?
Em Filipenses 2.8 Paulo escreveu: “a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz.”
Por isso ele disse: “tenham o mesmo pensamento que Jesus Cristo” (Filipenses 2.5). Declaração que torna-se mais forte a luz de Filipenses 2.3, onde ele escreveu:
“Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo.”
Como disse certo comentarista bíblico:
“‘Humildade’ significa, portanto, a renúncia à imposição de interesses pessoais. Só assim a unidade da igreja poderá ser preservada. Nesse caso não se trata de um comportamento servil, e sim do reconhecimento de que somente um é o Senhor de sua igreja,”.
Como continuamos lendo em Efésios 4.2:
“e sejam pacientes, suportando uns aos outros com amor” (parte B);
A paciência aqui, também torna-se necessária quando se trata de “suportar uns aos outros com amor”. Ou seja, suportar-se mutuamente. O suportar aqui não é algo unilateral.
Como disse certo comentarista sobre este versículo: “Todo cristão também é pessoalmente uma carga para outros”.
Esse suportar que o apóstolo fala não é algo que o colocará diante de uma contrariedade. De maneira nenhuma você suportará o outro porque “deve” suportá-lo. Mas, deve fazê-lo com amor. Não com um pesar nas costas.
Até porque, não é somente aquele que suporta que deve aprender, mas o que é suportado também. Pois isso precisa ser feito mutuamente. Como disse Paulo.
Nisso não deve faltar humildade, docilidade/mansidão, paciência. Tudo isso com amor.
Mas a pergunta que surge é: Isto é suficiente? Resposta: Não!
Assim o apóstolo continua no v.3:
“Façam todo o esforço para conservar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz”.
Então o ato de “suportar” traz uma ideia de “aguentar”, tolerar etc. Já neste versículo, o v.3, o apóstolo convoca os irmãos a agirem ativamente.
O que ele visava conclamando os irmãos a empenharem-se nisso? Estabelecer a “unidade do Espírito”? Não! “Porque não?!”
Porque, como está escrito em 1Coríntios 12.4–6:
“Ora, os dons são diversos, mas o Espírito é o mesmo. E também há diversidade nos serviços, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade nas realizações, mas o mesmo Deus é quem opera tudo em todos.”
Assim, há um único Senhor e cabeça, do qual a unidade da Igreja emana. O único Deus que opera tudo em todos.
Desse modo, a maneira que devemos conservar a unidade é também dedicando-se com “todo esforço”. Assim, devo buscar unidade, mas não somente parecendo que estou fazendo.
Devo me esforçar para que isso aconteça. Principalmente se a unidade está em risco.
O vocábulo no original, o qual está traduzido como “esforço”, faz parecer que devemos usar a força pela força. Algo nesse sentido. Até porque a raiz do verbo “spoude” significa “pressa”.
Mas que nos leva ao nosso verbo esforço, ou a depender da tradução: diligência. Assim, quem vê de fora pode incomodar-se por ver seu esforço. Achando que está rápido demais, ou demorado.
Mas no seu caso, você trabalha, com diligência. Como nos declara o texto. Sabendo que o tempo não determina o resultado, mas o fato de confiar no Senhor e trabalhar. Isso sim determina o resultado.
Na realidade a ideia que Paulo nos comunica envolve a diligência. O empenhar todos os esforços para conservar a unidade.
Assim, precisamos de diligência para conservar/guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz.
Agora, como desfrutar de unidade do Espírito sem ter sido selado por Ele? Não é possível. Assim, somente os eleitos poderão desfrutar. Uma marca deles será a luta para desfrutar do vínculo da paz.
Paz que nos une através da obra de Cristo. E somente!
Mas há algo curioso nisso. Se é algo que acontece no Espírito, como veremos? Resposta: Através dos sinais que seguem. Como lemos no texto.
No v.4 está escrito:
“Há um só corpo e um só Espírito” (parte A);
Aqui o apóstolo falou da singularidade do corpo e Espírito. Este, sobre o qual a Igreja está alicerçada e do qual resulta sua unidade.
E continua no mesmo versículo:
“… assim como a esperança para a qual vocês foram chamados é uma só;” (parte B);
Perceba como aqui Paulo com suas palavras alcança algo que poucas vezes refletimos a respeito: A esperança. Esperança que nos aponta a vida eterna. O que está seguro no presente e que desfrutaremos plenamente no futuro.
Bom, mas alguém pode alegar:
“Mas ele está falando da vida presente pastor!”
Para este eu respondo:
“Mas está tudo conectado meu amado irmão!”
Aqui, parece que Paulo une o presente com o futuro e nos faz lembrar que estamos unidos não somente hoje. Mas de hoje até a eternidade. E que “não poderemos obter vida eterna sem vivermos em mútua harmonia neste mundo”.
Assim ele continua a lista, onde no v.5 lemos:
“há um só Senhor,” (parte A);
Nesta primeira declaração no v.5, Paulo destaca pelo termo Senhor, o governo de Deus. Mas aqui, especificamente ele refere-se a Cristo, que fora designado pelo Pai para ser nosso Senhor (O Cabeça, em Efésios 1.22), e a cujo governo não podemos sujeitar-nos, a menos que vivamos em unidade.
Assim, cabe a nós cultivar uma santa unidade.
Tendo a Igreja “uma só fé” (parte B do versículo);
Fé esta que é fundamentada na verdade de Deus. Não em subjetivismos. Não é um “você tem a sua fé e eu tenho a minha, vamos somar isso e ver qual será o resultado”.
Paulo fala sobre sobre professarmos a mesma fé e fundamentarmos a nossa casa sobre ela. E habitarmos juntos. Em comunhão. Em catolicidade.
Do mesmo modo o batismo. Como diz o apóstolo:
“um só batismo” (parte C do versículo);
Alguém ao ler este versículo pode entender que o batismo cristão não pode ser repetido. Mas se assim compreender encontra-se em equívoco. Pois o apóstolo não afirma essa possibilidade, ou muito menos nega.
O batismo é comum a todos os cristãos, pois através dele somos iniciados numa só alma e num só corpo.
Por isso nossa confissão declara no cap. 28:
“2. O elemento exterior, usado neste sacramento, é água, com a qual um ministro do Evangelho, legalmente ordenado, deve batizar o candidato em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
3. Não é necessário imergir na água o candidato, mas o batismo é corretamente administrado por efusão ou aspersão.”
Desse modo percebemos que eles focam no elemento e na fórmula (trinitária). Na seção 3 falasse da não necessidade da imersão. Afirmando que a maneira correta da administração do mesmo é aspersão ou efusão.
Na história da Igreja, os teólogos de Westminster não negaram a validade do batismo por imersão. Enfatizando o elemento e a fórmula. Assim como a Igreja Presbiteriana do Brasil faz.
Assim o batismo cristão possui uma fórmula que o torna único; diferente das seitas que circundam o cristianismo, a formula trinitária, torna o batismo cristão especial.
Quando se invoca o Nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo, no batismo, temos a prova de que possuímos união com Ele e com os irmãos. Sendo este admitido na Igreja.
O apóstolo continua no v.6 declarando:
“um só Deus e Pai de todos,” (parte A);
Eis aqui o fundamento para tudo que fora apresentado até aqui pelo apóstolo. Esse é o argumento primordial.
Donde procede a fé? O batismo? O governo de Cristo sob cujas diretrizes somos unidos?
Resposta: de Deus!
Ele é o Pai daqueles em quem gerou nova vida. Para outros ele não é Pai. Estes são suas criaturas, quer sejam animadas ou inanimadas.
Aqui acredito que Paulo fala sobre governo do Senhor sobre os seus eleitos e não sobre os ímpios e criaturas irracionais. Que encontramos em outros textos como Provérbios 21.1, onde lemos:
“Como ribeiros de águas assim é o coração do rei na mão do Senhor; este, segundo o seu querer, o inclina.”
Ou no Salmo 33.10–11 quando lemos:
“O Senhor frustra os desígnios das nações e anula os intentos dos povos. O conselho do Senhor dura para sempre; os desígnios do seu coração, por todas as gerações.”
Este texto nos mostra como o Senhor governa sobre tudo e todo. Quem negará isso?
Mas em Efésios 4.6, especificamente, ele fala do governo do Senhor sobre o Seu Povo e como o poder do Senhor se manifesta no meio dos chamados filhos, a saber a Igreja.
Assim, seu poder e governo se manifestará entre eles/nós a medida que testemunharmos e vivermos esses itens que encontramos nesta lista.
Tudo isso que o apóstolo apresenta aqui, nos leva a concluir que:
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“PORQUE DEUS NOS UNIU NA ETERNIDADE, DEVEMOS EMPENHAR TODO NOSSO ESFORÇO NO PRESENTE PARA GUARDAR A UNIDADE DA IGREJA”
(Repetir 2x)
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Transição:
Assim, apresentarei pontos que são encontrados no texto para observarmos e guardarmos a unidade da Igreja:
Passemos ao primeiro ponto:
1º: O PARÂMETRO DA NOSSA CAMINHADA:
No v.1b está escrito:
“… que vivam de maneira digna da vocação que receberam.” (NVI).
Viver de maneira digna é viver em resposta a um relacionamento, não a um código. Em resposta a uma relacionamento com o Deus pactual, e não um código que manterá sua salvação intacta.
Entenda. Afirmar isso não levará você a negar a lei de Deus como padrão para sua vida. Mas você nunca deve esquecer que por Cristo a Lei do Senhor santifica a sua vida.
Infelizmente muitos por aí não compreendem assim. Os doutores da lei viviam como estes.
Aqui nós tratamos sobre unidade, não sobre soteriologia/a doutrina da salvação. Mas esses tópicos doutrinários estão conectados.
Pois, como um cristão viverá segundo a regra de Cristo, se não confia em Cristo, mas em si mesmo?
O parâmetro/a medida de nossa caminhada em unidade é Cristo Jesus, que humildemente encarnou e caminhou entre os homens.
Aplicações:
Você é o tipo de pessoa que os outros gostam de estar próximo? Aqui eu falo dos irmãos, não dos ímpios.
Pois algum dos irmãos podem pensar: “Se não gostam de mim é porque falo a verdade”. Será somente por isso? Se eu fosse você não me levaria tão em alta conta.
Qual o parâmetro/a medida da sua caminhada?
Cristo aproximava de si pecadores. Não somente gentios, mas também fariseus. Como é o caso de Nicodemus.
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Transição:
Passemos ao segundo ponto:
2º: AS FERRAMENTAS DA UNIDADE:
No v.2 está escrito:
“Sejam completamente humildes e dóceis, e sejam pacientes, suportando uns aos outros com amor.” (NVI).
Eis aí três ferramentas:
(a) Humildade (para renunciar o ego);
(b) Mansidão (para tratar o irmão);
(c) Paciência (para ouvi-lo).
Como disse Calvino: “Para alcançarmos a unidade a humildade é o primeiro passo.” Pois é nela que você renunciará seu ego, e mansamente será paciente com o seu irmão.
Donde procede a rudeza, a soberba e a linguagem desdenhosa lançada contra os irmãos? Donde procede os conflitos, os insultos e as censuras, senão do fato de cada um amar excessivamente a si próprio e de buscar em demasia seus próprios interesses?
Assim, aquele que se desfaz da arrogância e cessa de agradar a si próprio se tornará manso e acessível.
Mas a ordem estabelecida pelo apóstolo deve ser seguido. Pois, como disse certo comentarista: “Será inútil prescrever a paciência, a menos que corrijamos sua disposição; tanto como será inútil ensinar a mansidão, a menos que tenhamos iniciado com a humildade.”
Aplicações:
Você pode achar que alguém por ser calmo e sereno possui necessariamente estas ferramentas. Mas está enganado.
Este pode esconder no seu interior orgulho, acidez e impaciência.
Todas essas ferramentas devem estar ativas, para suportar/carregarmos uns aos outros mutuamente. E estarem ativas significa que você deve colocá-las em ação.
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Partimos então para o terceiro ponto:
3º: A URGÊNCIA DA DILIGÊNCIA:
No v.3 está escrito:
“Façam todo o esforço para conservar a unidade do Espírito pelo vínculo da Paz.” (NVI).
A unidade já existe no Espírito. Pois Ele, o Senhor, assim o fez. O nosso papel é sermos diligentes para não deixá-la quebrar.
Um calvinista responderia: “Mas ela não quebrará! Pois essa unidade não será perdida mesmo que eu faça loucuras.”
Outro calvinista responderia: “Se quebrar é porque o Senhor determinou e nada pode impedir. Mesmo que eu faça loucuras.”
Em nenhum desses casos os irmãos em questão levam em consideração a advertência da parte da Deus para que a unidade seja mantida.
Quem é orgulhoso não dá atenção a advertências. Pois se vale da sua própria inteligência.
Aplicações:
A urgência da diligência é pra já!
Não há porque esperar, nós precisamos lutar pela unidade.
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Conclusão:
Não esqueça que PORQUE DEUS NOS UNIU NA ETERNIDADE, DEVEMOS EMPENHAR TODO NOSSO ESFORÇO NO PRESENTE PARA GUARDAR A UNIDADE DA IGREJA.
Assim, devemos observar O PARÂMETRO DA NOSSA CAMINHADA, tanto como AS FERRAMENTAS DA UNIDADE e se estamos utilizando. E não esquecermos A URGÊNCIA DA DILIGÊNCIA.
Nós que somos coluna e baluarte da verdade, não podemos lançar mão desses pilares.
