17. A natureza da fé de Abraão (Rm 4.17-22)
Romanos: O evangelho é o poder de Deus para salvação • Sermon • Submitted • Presented
0 ratings
· 13 viewsNotes
Transcript
Arranjo do sermão
Arranjo do sermão
Dedutivo.
Ideia exegética
Ideia exegética
Paulo afirma que a fé atribuída a Abraão como justiça foi a fé que recebeu a promessa de Deus confiando no Deus que dá vida aos mortos e é poderoso para cumprir o que prometeu, mesmo diante da impossibilidade humana.
Perguntas de desenvolvimento
Perguntas de desenvolvimento
O que isso significa?
O que isso significa?
Será necessário explicar que Paulo descreve a fé de Abraão como a fé paradigmática dos filhos da promessa: uma fé que recebe a promessa de Deus confiando no Deus que dá vida aos mortos, permanece firme quando acaba a esperança humana, encara a impossibilidade sem se render à incredulidade, fortalece-se no Deus da promessa e é atribuída como justiça.
Isso é verdade?
Isso é verdade?
A lógica de Romanos 4 mostra que a fé não justifica por poder ou mérito próprio; ela é o meio pelo qual a promessa é recebida, para que a justificação seja segundo a graça. Abraão foi considerado justo não porque sua fé fosse uma obra superior, mas porque confiou no Deus que vivifica os mortos e cumpre o que promete.
Que diferença isso faz?
Que diferença isso faz?
Os ouvintes devem abandonar tanto a autossuficiência quanto o desespero, deixando de medir a fidelidade de Deus pela impossibilidade das circunstâncias e recebendo pela fé a justiça segundo a graça, confiando no Deus que cumpriu sua promessa em Cristo.
Ideia teológica
Ideia teológica
A fé verdadeira recebe a justiça pela graça ao confiar no Deus que dá vida aos mortos e cumpre sua promessa, mesmo diante da impossibilidade humana.
Ideia homilética
Ideia homilética
Pela fé, recebemos a justiça segundo a graça, confiando no Deus que cumpre sua promessa, mesmo diante do impossível.
Propósito do sermão
Propósito do sermão
Ao final deste sermão, espero que os ouvintes deixem de medir a fidelidade de Deus pela impossibilidade das circunstâncias e recebam pela fé a justiça segundo a graça, confiando no Deus que cumpriu sua promessa em Cristo e é poderoso para cumprir tudo o que prometeu.
17 como está escrito: “Eu o constituí por pai de muitas nações” — diante daquele em quem Abraão creu, o Deus que vivifica os mortos e chama à existência as coisas que não existem. 18 Abraão, esperando contra a esperança, creu, para vir a ser pai de muitas nações, segundo lhe havia sido dito: “Assim será a sua descendência.” 19 E, sem enfraquecer na fé, levou em conta o seu próprio corpo já amortecido, tendo ele quase cem anos, e a esterilidade do ventre de Sara. 20 Não duvidou, por incredulidade, da promessa de Deus; mas, pela fé, se fortaleceu, dando glória a Deus, 21 estando plenamente convicto de que Deus era poderoso para cumprir o que havia prometido. 22 Assim, também isso lhe foi atribuído para justiça.
Introdução
Introdução
Introdução
Introdução
[Capte a atenção]
[Capte a atenção]
Como um pecador pode ser considerado justo diante de Deus?
Paulo já vem respondendo a essa questão nos caps. 3 e 4 de Romanos:
Essa justiça não vem pelo desempenho religioso.
Não vem pelas obras da lei.
Não vem pela circuncisão.
Não vem pela herança étnica.
Não vem pelo histórico espiritual.
A justiça de Deus é recebida pela fé, segundo a graça.
Mas Paulo sabe que essa afirmação precisa passar por Abraão.
Abraão era o patriarca dos judeus, o pai do povo da aliança.
Se Abraão foi aceito por Deus pelas obras, pela circuncisão ou pela lei, então o argumento de Paulo cai.
Mas se Abraão foi considerado justo pela fé, então Abraão não contradiz o evangelho; Abraão confirma o evangelho.
E agora Paulo dá um passo a mais.
Ele não mostra apenas que Abraão creu.
Ele nos mostra que tipo de fé Abraão teve.
Se Abraão é pai dos que creem, então precisamos entender a fé de Abraão.
[Exponha a necessidade]
[Exponha a necessidade]
Essa pergunta não é apenas histórica.
Ela também alcança cada um de nós.
Porque muitos ainda procuram segurança diante de Deus no lugar errado.
Alguns procuram segurança no próprio desempenho.
Outros procuram segurança na tradição religiosa.
Outros procuram segurança na intensidade da própria fé.
Outros olham para sua culpa, fraqueza e impossibilidade espiritual e concluem que não há mais esperança.
Mas Romanos 4.17–22 nos ensina que a fé pela qual recebemos a justiça segundo a graça não olha para o que há em nós, mas para o Deus que dá vida onde há morte e cumpre o que prometeu.
[Oriente para o texto e para a ideia]
[Oriente para o texto e para a ideia]
Em Romanos 4.17–22, Paulo descreve a fé de Abraão.
Essa fé crê no Deus que dá vida onde há morte.
Essa fé se apega à promessa quando acaba a esperança humana.
Essa fé encara a impossibilidade sem se render à incredulidade.
Essa fé se fortalece no Deus da promessa.
E essa fé é atribuída como justiça segundo a graça.
[Ideia central:]
[Ideia central:]
Pela fé, recebemos a justiça segundo a graça, confiando no Deus que cumpre sua promessa, mesmo diante do impossível.
I. A fé de Abraão crê no Deus que dá vida onde há morte (v. 17).
I. A fé de Abraão crê no Deus que dá vida onde há morte (v. 17).
Explicação
Explicação
Paulo começa a descrever a fé de Abraão olhando primeiro para o Deus em quem Abraão creu.
Deus prometeu: “Eu o constituí por pai de muitas nações.”
Abraão creu antes de ver o cumprimento da promessa.
O Deus em quem Abraão creu é aquele que “vivifica os mortos” e “chama à existência as coisas que não existem”.
No contexto, isso aponta para a incapacidade de Abraão e Sara gerarem vida por si mesmos.
A fé de Abraão não se apoia na possibilidade humana, mas no Deus que cria vida onde há morte.
Essa fé, a fé verdadeira, olha para Deus antes de olhar para as circunstâncias.
Ela começa com quem Deus é, não com o que o ser humano consegue produzir.
Prova
Prova
Interessante que o texto coloca o objeto da fé, que é Deus, antes da experiência de Abraão.
Paulo não exalta a fé como força interior; ele exalta o Deus em quem a fé repousa.
Aplicação
Aplicação
Não procure em si mesmo o fundamento da sua segurança diante de Deus.
Olhe para o Deus que cumpriu sua promessa em Cristo e dá vida onde só havia morte.
A fé de Abraão crê no Deus que dá vida onde há morte; agora Paulo mostra que essa fé se apega à promessa quando acaba a esperança humana.
II. A fé de Abraão se apega à promessa quando acaba a esperança humana (v. 18).
II. A fé de Abraão se apega à promessa quando acaba a esperança humana (v. 18).
Explicação
Explicação
Paulo diz que Abraão, “esperando contra a esperança, creu”.
Do ponto de vista humano, não havia esperança: Abraão era idoso, Sara era estéril, e a promessa parecia impossível.
Mas Abraão não creu no vazio; ele creu “segundo lhe havia sido dito”.
A fé de Abraão se apega à palavra de Deus, não a uma possibilidade visível.
A esperança humana dizia: “não há como”.
A promessa de Deus dizia: “assim [numerosa] será a sua descendência”.
Abraão creu porque a promessa vinha do Deus que havia prometido.
Prova
Prova
O texto liga a fé de Abraão diretamente à palavra prometida: “segundo lhe havia sido dito”.
Isso mostra que fé bíblica não é otimismo religioso, nem desejo pessoal elevado à categoria de promessa.
Fé se apega ao que Deus disse, porque confia em quem Deus é.
Aplicação
Aplicação
Não transforme seus desejos em promessas de Deus.
Mas também não trate a impossibilidade humana como palavra final quando Deus já falou.
Receba pela fé aquilo que Deus prometeu e cumpriu em Cristo: justiça, graça, vida e pertencimento ao seu povo.
A fé de Abraão se apega à promessa quando acaba a esperança humana; agora Paulo mostra que essa fé encara a impossibilidade sem se render à incredulidade.
III. A fé de Abraão encara a impossibilidade sem se render à incredulidade (vv. 19–20a).
III. A fé de Abraão encara a impossibilidade sem se render à incredulidade (vv. 19–20a).
Explicação
Explicação
Paulo diz que Abraão levou em conta o seu próprio corpo já amortecido e a esterilidade do ventre de Sara (“amortecido” no v. 19).
Abraão não ignorou os fatos.
A fé de Abraão não foi negação da realidade, nem pensamento positivo.
Ele viu a impossibilidade humana com clareza.
Mas ele não permitiu que a impossibilidade humana anulasse a promessa de Deus.
Por isso Paulo diz que ele “não duvidou, por incredulidade, da promessa de Deus”.
A incredulidade não é apenas perceber a dificuldade; é tratar a dificuldade como mais definitiva do que Deus.
Prova
Prova
O texto mantém as duas coisas juntas: Abraão levou em conta a impossibilidade e, mesmo assim, não se rendeu à incredulidade.
Isso mostra que fé bíblica não é fechar os olhos para a realidade.
Fé é olhar para a realidade sem deixar que ela tenha mais autoridade do que a promessa de Deus.
Aplicação
Aplicação
Não finja que suas fraquezas, pecados, medos e impossibilidades não existem.
Mas também não transforme essas coisas na palavra final sobre sua vida diante de Deus.
A sua impossibilidade não é maior do que a graça de Deus revelada em Cristo.
Receba pela fé a justiça segundo a graça, sem se render à incredulidade diante daquilo que você vê em si mesmo.
A fé de Abraão encara a impossibilidade sem se render à incredulidade; agora Paulo mostra que essa fé se fortalece no Deus da promessa.
IV. A fé de Abraão se fortalece no Deus da promessa (vv. 20b–21).
IV. A fé de Abraão se fortalece no Deus da promessa (vv. 20b–21).
Explicação
Explicação
Paulo diz que Abraão, “pela fé, se fortaleceu”.
Essa fé não se fortaleceu olhando para dentro de si mesma, mas olhando para o Deus da promessa.
Abraão foi fortalecido “dando glória a Deus”.
Dar glória a Deus, aqui, é tratar Deus como digno de confiança, fiel à sua palavra e poderoso para cumprir o que prometeu.
Paulo também diz que Abraão estava “plenamente convicto” do poder de Deus.
A fé de Abraão se fortaleceu porque estava persuadida de que Deus era poderoso para cumprir sua promessa.
Prova
Prova
O texto mostra que a fé fortalecida tem duas marcas: ela dá glória a Deus e permanece convicta do seu poder.
A fé não glorifica a si mesma; a fé glorifica Deus.
Abraão não confiou na força da própria fé, mas no poder do Deus que havia prometido.
Aplicação
Aplicação
Não procure força espiritual olhando apenas para a intensidade da sua fé.
A fé se fortalece quando olha para o Deus da promessa.
Permaneça convicto de que o Deus que cumpriu sua promessa em Cristo é poderoso para cumprir tudo o que prometeu.
A fé de Abraão se fortalece no Deus da promessa; agora Paulo mostra a conclusão teológica dessa fé: ela foi atribuída como justiça segundo a graça.
Ponto IV aprovado.
Agora avançamos ao ponto V, mantendo o formato enxuto:
V. Por isso, a fé de Abraão é atribuída como justiça segundo a graça (v. 22).
V. Por isso, a fé de Abraão é atribuída como justiça segundo a graça (v. 22).
Explicação
Explicação
Paulo conclui: “Assim, também isso lhe foi atribuído para justiça.”
O v.22 não é apenas mais uma característica da fé de Abraão; é a conclusão teológica da perícope.
A fé descrita nos vv.17–21 é a fé atribuída como justiça.
Abraão não foi considerado justo por obras, mérito, circuncisão ou desempenho religioso.
Sua fé foi o meio pelo qual recebeu a justiça segundo a graça.
Isso mantém Romanos 4.17–22 conectado ao argumento maior de Romanos 3–4.
16 Essa é a razão por que provém da fé, para que seja segundo a graça, a fim de que a promessa seja garantida para toda a descendência, não somente à descendência que está no regime da lei, mas também à descendência que tem a fé que Abraão teve — porque Abraão é pai de todos nós,
Paulo está mostrando que Abraão confirma o evangelho da justificação pela fé, e não o contradiz.
Prova
Prova
O “assim” do v.22 abrange todo o argumento anterior.
Porque Abraão creu no Deus da promessa, sua fé lhe foi atribuída como justiça.
Isso não significa que a fé tenha mérito em si mesma.
Significa que Deus justifica pela graça mediante a fé.
Aplicação
Aplicação
Não confie na força da sua fé como se ela fosse o fundamento da sua aceitação diante de Deus.
A fé é um meio, um instrumento para recebermos a justiça de Deus (nossa justificação) segundo a graça.
A segurança do crente não está no tamanho da sua fé, mas no Deus que cumpriu sua promessa em Cristo.
A fé de Abraão foi atribuída como justiça; agora Paulo nos levará, nos versículos seguintes, a ver que essa mesma fé olha para o Deus que ressuscitou Jesus, nosso Senhor, dentre os mortos.
Conclusão
Conclusão
[Retome a ideia central]
[Retome a ideia central]
Romanos 4.17–22 nos mostrou a fé de Abraão.
Ela crê no Deus que dá vida onde há morte.
Ela se apega à promessa quando acaba a esperança humana.
Ela encara a impossibilidade sem se render à incredulidade.
Ela se fortalece no Deus da promessa.
E essa fé é atribuída como justiça segundo a graça.
[Ideia central:]
[Ideia central:]
Pela fé, recebemos a justiça segundo a graça, confiando no Deus que cumpre sua promessa, mesmo diante do impossível.
[Confronte a resposta necessária]
[Confronte a resposta necessária]
Não procure segurança na intensidade da sua fé, na sua obediência ou na sua história religiosa.
Receba pela fé a justiça segundo a graça.
Confie no Deus que dá vida onde há morte e cumpre o que prometeu.
[Encerre com foco em Cristo e na promessa]
[Encerre com foco em Cristo e na promessa]
Paulo não encerra Romanos 4 em Abraão.
Ele aponta para nós, que cremos naquele que ressuscitou Jesus dentre os mortos.
Cristo foi entregue por causa das nossas transgressões e ressuscitou por causa da nossa justificação.
Nossa justiça e segurança estão no Deus que cumpriu sua promessa em Cristo.
Você já tem a mesma fé de Abraão?
