Quando o Sim Vale Sim
Sermão do Monte • Sermon • Submitted • Presented
0 ratings
· 5 viewsNotes
Transcript
Quando o Sim Vale Sim
33 Também ouvistes que foi dito aos antigos: Não jurarás falso, mas cumprirás rigorosamente para com o Senhor os teus juramentos.
34 Eu, porém, vos digo: de modo algum jureis; nem pelo céu, por ser o trono de Deus;
35 nem pela terra, por ser estrado de seus pés; nem por Jerusalém, por ser cidade do grande Rei;
36 nem jures pela tua cabeça, porque não podes tornar um cabelo branco ou preto.
37 Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar vem do maligno.
Ilustração Inicial
Ilustração Inicial
Quero vos contar a história de um vendedor.
Como o fazia todos os dias e várias vezes por dia, ele agora bateu à porta de uma casa para vender um aspirador.
Quando uma senhora gentilmente abriu a porta, ele despejou um balde cheio de estrume no tapete da sala.
A senhora ficou horrorizada, creio que qualquer um de nós ficaria assim, por melhor que fosse o aspirador.
O vendedor cheio de orgulho no equipamento disse:
— Minha senhora, este aspirador é tão poderoso que, se não limpar tudo isto em dois minutos, eu próprio como o que ficar no chão!
A senhora respondeu calmamente:
— Quer ketchup ou mostarda?
— Porquê?
— Porque não temos eletricidade desde ontem.
O problema daquele homem não era a falta de confiança no produto; era o excesso de promessas.
Vivemos numa sociedade onde as pessoas prometem mais do que cumprem. Diz-se:
"Podes confiar em mim."
"Dou-te a minha palavra."
"Juro que vou fazer."
Mas muitas vezes as palavras valem menos do que uma folha de papel limpa.
Jesus ensina que o cidadão do Reino não precisa de reforçar a sua palavra com juramentos extravagantes. A sua vida deve ser tão íntegra que o simples "sim" seja suficiente.
Ele procura homens e mulheres cuja palavra seja confiável porque o seu carácter é confiável.
E poucos homens ilustram isso tão bem como José.
Introdução
Introdução
A lei mosaica continha várias proibições quanto ao jurar falso em nome de Deus (Lv 19:12; Nm 30:2; Dt 23:21).
Jurar em nome de Deus significava que ele era sua testemunha e que a pessoa estava a falar a verdade.
Para evitar o risco de tomar o nome de Deus em vão, os judeus recorriam a subterfúgios nos seus juramentos, invocando o céu, a terra, Jerusalém ou a própria cabeça.
Jurar pelo céu é jurar pelo trono de Deus. Jurar pela terra é jurar pelo estrado de seus pés. Jurar por Jerusalém é jurar pela capital real. Até mesmo jurar pela própria cabeça envolve Deus, pois ele é o criador de tudo.
Os escribas e fariseus por tudo isto tinham transformado os juramentos numa arte religiosa.
Criaram categorias. Criaram exceções. Criaram formas de parecer honestos sem necessariamente serem honestos.
Mas Jesus conduz os seus ouvintes para uma questão mais profunda.
O problema não é o juramento.
O problema é a integridade.
Por que razão alguém precisa constantemente de reforçar aquilo que diz?
Porque as palavras perderam credibilidade.
Lembro ainda hoje as muitas vezes que ouvia a minha palavra vale mais que um papel assinado.
Conheci muitas pessoas que eram assim, pessoas de palavra, integras, sérias.
Hoje, quantos contratos são quebrados, quantos contratos têm condições de proteção unilateral.
Será que existem pessoas de palavra nos nossos dias?
Como os outros me vêm, confiam na minha palavra, ou tenho que fazer juramentos?
O discípulo de Cristo deve viver de tal forma que a sua palavra seja suficiente.
E quando olhamos para José, vemos precisamente isso.
Desde a juventude até ao governo do Egipto, a sua vida revela um homem cuja integridade permaneceu firme em todas as circunstâncias.
1. O DISCÍPULO DEVE VIVER DIANTE DE DEUS E NÃO DIANTE DOS HOMENS
1. O DISCÍPULO DEVE VIVER DIANTE DE DEUS E NÃO DIANTE DOS HOMENS
34 Eu, porém, vos digo: de modo algum jureis; nem pelo céu, por ser o trono de Deus;
35 nem pela terra, por ser estrado de seus pés; nem por Jerusalém, por ser cidade do grande Rei;
36 nem jures pela tua cabeça, porque não podes tornar um cabelo branco ou preto.
Jesus ensina que tudo pertence a Deus.
Não existe espaço neutro.
Não existe momento em que Deus não esteja presente.
José aprendeu isso muito cedo.
Quando foi vendido pelos irmãos, arrancado da sua família e levado para o Egipto, poderia pensar que Deus o tinha abandonado.
Mas a Escritura repete várias vezes:
"E o Senhor estava com José."
Na casa de Potifar ninguém conhecia o Deus de Abraão.
Mas José sabia que Deus continuava presente.
Mais tarde, quando a mulher de Potifar tentou seduzi-lo, José respondeu:
"Como, pois, faria eu tamanha maldade e pecaria contra Deus?" (Gn 39.9)
Vamos ver alguns aspetos importantes nesta cena:
Ela estava a falar de um encontro secreto - Ninguém via.
José estava a pensar em Deus - Nada lhe é oculto.
Ela falava de privacidade - oculto ao olho humano.
José falava da presença divina - Omnipresença de Deus.
É impossível compreender a integridade de José sem compreender a sua consciência de Deus.
Aplicação
Aplicação
A verdade floresce quando vivemos conscientes de que Deus vê aquilo que mais ninguém vê, será que para nós Deus é confiável.
Frase que fica no ouvido:
Frase que fica no ouvido:
"Quem vive diante dos olhos de Deus não precisa de representar diante dos homens."
2. O DISCÍPULO DEVE SER ÍNTEGRO EM TODAS AS CIRCUNSTÂNCIAS
2. O DISCÍPULO DEVE SER ÍNTEGRO EM TODAS AS CIRCUNSTÂNCIAS
37 Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar vem do maligno.
"Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não."
José passou por mudanças radicais.
Foi filho amado. levou a ser odiado pelos seus irmãos
Depois escravo, sem qualquer regalia ou privilégio
Depois preso, como qualquer criminoso.
Depois governador sem igual.
Mas a sua integridade permaneceu a mesma, as circunstancias não ditavam quem José era.
Na casa de Potifar foi fiel, mesmo custando sua liberdade.
Na prisão foi fiel, mesmo reconhecendo que esse foi o motivo que o levou à prisão.
No palácio foi fiel, mesmo atingindo o topo do poder.
A maioria das pessoas muda quando as circunstâncias mudam.
José não.
O seu carácter não dependia da posição que ocupava.
Quando era escravo servia com fidelidade.
Quando governava o Egipto servia com fidelidade.
Por isso conquistou a confiança de todos.
Potifar confiou nele.
O carcereiro confiou nele.
Faraó confiou nele.
A credibilidade de José não nasceu de discursos impressionantes.
Nasceu de uma vida coerente.
Aplicação
Aplicação
O carácter não é revelado pelos momentos extraordinários.
É revelado pela consistência diária, a nossa fidelidade a Deus é evidenciado dia-a-dia, pois todos os dias estamos diante Dele.
Frase que fica no ouvido:
Frase que fica no ouvido:
"A integridade é permanecer fiel quando a vida muda de cenário."
3. O DISCÍPULO DEVE REFLECTIR O CARÁCTER VERDADEIRO DE DEUS
3. O DISCÍPULO DEVE REFLECTIR O CARÁCTER VERDADEIRO DE DEUS
37 Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar vem do maligno.
"Pois o que passa disso vem do Maligno."
Toda a Bíblia apresenta Deus como o Deus da verdade.
José refletiu esse carácter.
Quando interpretou os sonhos de Faraó, não procurou glória pessoal.
Disse:
"Isso não está em mim; Deus dará resposta favorável a Faraó."
Ele recusou apropriar-se daquilo que pertencia a Deus, a quem damos crédito de termos chegado até aqui.
Quando professamos a verdade, quando vivemos a verdade, anunciamos Aquele que é a verdade, Jesus Cristo. Por outro lado quando não o fazemos, estamos a tomar partido do usurpador, do pai da mentira, daquele que é o inimigo de Deus.
Tornasse muito importante nós termos consciência disso como José demostrou ter .
A história de José não terminou com ele ser bem sucedido, ainda existia mais um desafio.
Anos mais tarde, quando os irmãos apareceram diante dele, tinha poder para se vingar.
Mas escolheu falar a verdade acompanhada de graça.
Disse-lhes:
"Vós intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem."
José conseguia ver a mão soberana de Deus por detrás das ações humanas.
A sua confiança estava na verdade de Deus e não nas circunstâncias, para José Deus é confiável, e para ti, e para mim, para nós.
Aplicação
Aplicação
Uma pessoa marcada pela verdade não manipula, não engana e não procura construir uma imagem falsa.
A sua segurança está em Deus, sua confiança está em Deus.
Frase que fica no ouvido:
Frase que fica no ouvido:
"Quem confia na soberania de Deus não precisa de recorrer à manipulação dos homens."
Conclusão
Conclusão
Voltemos ao vendedor da nossa ilustração.
Ele acreditava que precisava de uma grande promessa para convencer aquela senhora.
Mas acabou por descobrir que promessas exageradas não substituem a realidade.
Muitas pessoas vivem assim.
Fazem promessas enormes.
Criam juramentos impressionantes.
Tentam compensar com palavras aquilo que falta em carácter.
Ao olharmos para José percebemos algo extraordinário.
Durante toda a sua vida, foi traído, esquecido, acusado injustamente e provado de muitas formas.
Mas ninguém conseguiu destruir a sua integridade.
Porque o seu carácter não estava construído sobre as circunstâncias.
Estava construído sobre Deus.
José não precisou de juramentos para convencer as pessoas.
A sua vida selavam as suas palavras.
Mas José aponta-nos para alguém maior, pois toda a sua vida revelam que o que José fez de forma menor, Jesus completou na sua plenitude.
José foi vendido por moedas pelos seus irmãos.
Cristo também foi vendido por um dos seus.
José sofreu injustamente.
Cristo foi condenado injustamente.
José perdoou os seus ofensores.
Cristo orou pelos Seus ofensores.
José salvou muitos da fome física.
Cristo salva multidões da morte eterna.
Frase Final
Frase Final
"José ganhou a confiança dos homens pela sua integridade; Cristo conquistou a nossa salvação pela Sua perfeita fidelidade."
PAUSA
Transição para a Ceia do Senhor
Transição para a Ceia do Senhor
Irmãos, aquilo que acabámos de ouvir na Palavra de Deus leva-nos agora naturalmente à Mesa do Senhor.
Se há alguém cujo "sim" sempre foi verdadeiramente "sim", esse alguém é Jesus Cristo.
Nós muitas vezes falhamos nas nossas palavras.
Prometemos e não cumprimos.
Dizemos que confiamos e, tantas vezes, vivemos dominados pelo medo.
Dizemos que amamos, mas o nosso amor é imperfeito.
Mas Cristo é o Filho fiel.
Cada promessa do Pai encontrou o seu cumprimento nele.
A sua obediência foi perfeita.
O seu amor foi até ao fim.
E a cruz é a maior declaração de que Deus nunca volta atrás na Sua Palavra.
O pão que vamos receber recorda-nos o corpo de Cristo entregue por nós.
O cálice recorda-nos o sangue da nova aliança derramado para remissão dos nossos pecados.
Não nos aproximamos desta mesa porque somos homens e mulheres de integridade perfeita.
Aproximamo-nos porque pertencemos Àquele que foi perfeitamente íntegro no nosso lugar.
É pela fidelidade de Cristo que pecadores como nós podem estar diante de um Deus Santo.
Convite ao exame pessoal
Convite ao exame pessoal
A Palavra de Deus diz em 1 Coríntios 11:28:
"Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma deste pão e beba do cálice."
Vamos por alguns momentos colocar o nosso coração diante do Senhor.
O mesmo Deus que via José na casa de Potifar, o mesmo Deus que conhece todos os lugares secretos da nossa vida, também vê o nosso coração neste momento.
Há alguma área onde o nosso "sim" não tem sido verdadeiro?
Há alguma palavra que precisamos de corrigir?
Alguma mentira que precisamos de abandonar?
Alguma falta de fidelidade que precisamos de confessar?
Vamos em silêncio confessar os nossos pecados ao Senhor, lembrando-nos que o sangue de Cristo é suficiente para nos purificar de toda a injustiça.
(Momento de silêncio)
Oração
Oração
Distribuição dos elementos - hino
Distribuição dos elementos - hino
Irmãos, vai ser distribuído o pão e o cálice enquanto cantamos.
Peço que recebam ambos os elementos e os guardem.
Após todos terem recebido, participaremos juntos como uma só família em Cristo.
(Distribuição do pão e do cálice)
Participação no pão
Participação no pão
A Palavra do Senhor diz:
"Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; e, tendo dado graças, o partiu e disse: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim."
Este pão lembra-nos que Cristo entregou o Seu corpo para que nós pudéssemos ser reconciliados com Deus.
Participemos juntos do pão em memória do nosso Senhor Jesus Cristo.
(Comer o pão)
Participação no cálice
Participação no cálice
Do mesmo modo, depois da ceia, tomou também o cálice, dizendo:
"Este cálice é a nova aliança no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim."
O sangue de Cristo é a garantia de que Deus cumpriu a Sua promessa de salvação.
A nossa esperança não está na nossa fidelidade, mas na fidelidade daquele cujo "sim" é eterno.
Participemos juntos do cálice em memória do Senhor.
(Beber o cálice)
Oração final de gratidão
Oração final de gratidão
Senhor Jesus,
Obrigado porque a Tua palavra nunca falha.
Obrigado porque quando nós éramos incapazes de cumprir, Tu cumpriste tudo em nosso favor.
Que ao sairmos deste lugar, não sejamos apenas participantes da Tua mesa, mas também testemunhas da Tua verdade.
Que o nosso "sim" seja "sim" e o nosso "não" seja "não", porque pertencemos Àquele que é o caminho, a verdade e a vida.
Em Teu nome oramos.
Amém.
