OS PRESBÍTEROS

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LEITURA DO TEXTO

1 Timothy 5:17–25 NAA
Devem ser considerados merecedores de pagamento em dobro os presbíteros que presidem bem, especialmente os que se esforçam na pregação da palavra e no ensino. Pois a Escritura declara: “Não amordace o boi quando ele pisa o trigo.” E, ainda: “O trabalhador é digno do seu salário.” Não aceite denúncia contra presbítero, a não ser exclusivamente sob o depoimento de duas ou três testemunhas. Quanto aos que vivem no pecado, repreenda-os na presença de todos, para que também os demais temam. Diante de Deus, de Cristo Jesus e dos anjos eleitos, peço com insistência que você guarde estes conselhos, sem discriminação, nada fazendo com espírito de parcialidade. Não tenha pressa para impor as mãos sobre alguém. Não seja cúmplice dos pecados dos outros. Conserve-se puro. Não beba somente água; beba também um pouco de vinho, por causa do seu estômago e das suas frequentes enfermidades. Os pecados de alguns são notórios, mesmo antes do juízo, mas os de outros só se manifestam mais tarde. Do mesmo modo também as boas obras se evidenciam e aquelas que ainda não são manifestas não poderão ficar escondidas.

INTRODUÇÃO

Quem lidera a igreja de Deus? Em 1Timóteo 3.1-7, o apóstolo Paulo apresenta as qualificações do Episkopos (Bispo) e agora em 1Timóteo 5.17-19 ele ensina sobre a necessiade de se honrar, sustentar financeiramente e proteger os Presbyteros (Presbítero ou Ancião). O uso de ambos os títulos ainda em outra carta pastoral (Tito 1.5-9) para descrever o mesmo ofício sugere que os termos são essencialmente intercambiáveis; ou seja, quando Paulo fala do Bispo, do Presbítero ou do Pastor está falando de apenas um ofício que possui essas características distintivas.
Titus 1:5–9 NAA
Foi por esta causa que deixei você em Creta: para que pusesse em ordem as coisas restantes, bem como, em cada cidade, constituísse presbíteros, conforme prescrevi a você: alguém que seja irrepreensível, marido de uma só mulher, que tenha filhos crentes que não são acusados de devassidão, nem são insubordinados. Porque é indispensável que o bispo, por ser encarregado das coisas de Deus, seja irrepreensível, não arrogante, alguém que não se irrita facilmente, não apegado ao vinho, não violento, nem ganancioso. Pelo contrário, o bispo deve ser hospitaleiro, amigo do bem, sensato, justo, piedoso, deve ter domínio de si, ser apegado à palavra fiel, que está de acordo com a doutrina, para que possa exortar pelo reto ensino e convencer os que contradizem este ensino.
O Bispo é o supervisor, o que administra a igreja. O Presbítero é o ancião, o exemplo e o que lidera a igreja. O Pastor é o guia, o que alimenta pelo ensino e protege a igreja dos lobos (falsos mestres e falsos convertidos).
Essa perícope (ou esse conjunto de versículos que organizam um argumento textual) ainda vai tratar de conselhos pastorais que se aplicam não apenas ao pastor/bispo/presbítero Timóteo, mas a toda a igreja. Vamos observar então a exposição do texto.

EXPOSIÇÃO DO TEXTO

1Timóteo 5.17–20 “Devem ser considerados merecedores de pagamento em dobro os presbíteros que presidem bem, especialmente os que se esforçam na pregação da palavra e no ensino. Pois a Escritura declara: “Não amordace o boi quando ele pisa o trigo.” E, ainda: “O trabalhador é digno do seu salário.” Não aceite denúncia contra presbítero, a não ser exclusivamente sob o depoimento de duas ou três testemunhas. Quanto aos que vivem no pecado, repreenda-os na presença de todos, para que também os demais temam.”
Paulo então vai instruir Timóteo sobre como tratar os presbíteros em três áreas: sustento, disciplina e ordenação. Podemos verificar nestes versículos alguns princípios que devem nos conduzir numa boa relação com aqueles que estão sobre nós para nos liderar e que temos a responsabilidade de cuidar.
1- Sustento (5.17-18)
“(… ) merecedores de pagamento em dobro”: a igreja é chamada tanto a sustentar financeiramente as viúvas que não tem amparo na família biológica quanto os presbíteros que se esforçam na pregação da palavra e no ensino.
Após afirmar as qualificações do bispo, ele agora avança para questões de sua remuneração, disciplina e ordenação.
1 Timothy 3:1–7 NAA
Fiel é a palavra: se alguém deseja o episcopado, excelente obra almeja. É necessário, pois, que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher, moderado, sensato, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar; não dado ao vinho, nem violento, porém cordial, inimigo de conflitos, não avarento; e que governe bem a própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito. Pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus? Que o bispo não seja recém-convertido, para não acontecer que fique cheio de orgulho e incorra na condenação do diabo. É necessário, também, que ele tenha bom testemunho dos de fora, a fim de não cair na desonra e no laço do diabo.
Veja: quem deseja liderar a igreja de Deus, “excelente obra almeja”.
Em 1Tm 5.18, Paulo cita o Antigo Testamento e as palavras de Jesus.
Deuteronomy 25:4 NAA
— Não amarrem a boca do boi quando estiver pisando o trigo.
Luke 10:7 NAA
Fiquem na mesma casa, comendo e bebendo do que eles tiverem; porque o trabalhador é digno do seu salário. Não fiquem mudando de casa em casa.
Com certeza, se Paulo cita o Evangelho de Lucas e de Mateus como “Escritura”, isso significa que tais livros (Marcos, Mateus e Lucas) ou rascunhos deles já circulavam nas igrejas quando Paulo escreveu esta carta a Timóteo e ele reconhece que são textos inspirados pelo Espírito Santo — ou seja, a viva e bendita Palavra de Deus escrita.
Interessante percebermos que tanto o trabalho do boi junto ao lagar de trigo e o trabalho agrícola que Jesus utiliza como exemplo ao enviar os discípulos para a obra missionária são tidos por trabalhos árduos, pesados, que exigem um elevado custo pessoal. A ideia não é comparar os tipos de trabalho (se é braçal ou intelectual), mas demonstrar a semelhança do esforço de trabalho que um presbítero que investe tempo e vida para exercer o ministério da Palavra, do ensino e do pastoreio com essas ocupações trabalhistas.
1 Corinthians 9:9–14 NAA
Porque na Lei de Moisés está escrito: “Não amarre a boca do boi quando ele pisa o trigo.” Por acaso Deus está preocupado com bois? Será que não é certamente por nossa causa que ele está dizendo isso? É claro que é por nossa causa que isso está escrito. Pois quem lavra deve fazê-lo com esperança e o que colhe deve fazê-lo na esperança de receber a parte que lhe é devida. Se nós semeamos entre vocês as coisas espirituais, será muito recolhermos de vocês bens materiais? Se outros participam desse direito sobre vocês, não o temos nós em maior medida? Entretanto, não fizemos uso desse direito. Pelo contrário, suportamos tudo, para não criarmos qualquer obstáculo ao evangelho de Cristo. Vocês não sabem que os que prestam serviços sagrados se alimentam do próprio templo e que os que servem ao altar participam do que é oferecido sobre o altar? Assim também o Senhor ordenou aos que pregam o evangelho que vivam do evangelho.
Apesar de Paulo mesmo se ocupar com o trabalho de fazer tendas, ele não estabelece esse padrão para todos. Ele deixa claro que o ideal para uma igreja local é ter um pastor ou mais pastores que tenham um sustento ministerial integral vindo da igreja: “Assim também o Senhor ordenou aos que pregam o evangelho que vivam do evangelho”. Essa frase está no contexto de uma reivindicação paulina acerca do direito que possuía de receber o sustento material/financeiro da igreja de Corinto — o que eles procuravam negar naquele momento.
Galatians 6:6 NAA
Mas aquele que está sendo instruído na palavra compartilhe todas as coisas boas com aquele que o instrui.
O “pagamento em dobro” ou em outras traduções, “a dupla honra” significa tanto o sustento financeiro quanto o respeito devido ao oficial da igreja que se ocupa da função do ensino, da liderança, da administração e do pastoreio do rebanho de Cristo Jesus.
Ele também faz referências à leis deuteronômicas que exigem duas ou três testemunhas em 1Tm 5.19.
Deuteronomy 19:15 NAA
— Uma só testemunha não poderá se levantar contra alguém por qualquer iniquidade ou por qualquer pecado, seja qual for que cometer; pelo depoimento de duas ou três testemunhas se estabelecerá o fato.
2- Disciplina (5.19-20)
Paulo agora passa de bons pastores que merecem apreço para maus que podem merecer uma repreensão. Ele se dirige ao que chamamos de ‘procedimentos de reclamação’, pois a situação prevista é aquela em que uma queixa ou acusação é feita a Timóteo sobre um presbítero. Paulo lhe dá duas direções complementares, primeiro quando um presbítero é acusado de algo (19) e, segundo, quando ele é considerado culpado (20).
Esta regulamentação prática é necessária para a proteção dos líderes pastorais, que são vulneráveis à calúnia. "Ninguém está mais exposto a calúnias e insultos", escreveu Calvino, "do que os mestres piedosos." Eles podem desempenhar suas funções de forma correta e conscienciosa, mas "nunca evitam mil críticas". Pois os inimigos do evangelho frequentemente se vingam dos ministros do evangelho. Uma campanha de difamação pode arruinar completamente o ministério de um líder. Assim, a primeira palavra de Paulo a Timóteo é que ele nunca deve ouvir fofocas sobre líderes, ou mesmo uma acusação séria se for feita por apenas uma pessoa. Toda acusação deve ser endossada por várias pessoas responsáveis antes mesmo de ser ouvida. A adesão a este princípio bíblico teria silenciado muitos fofoqueiros maliciosos e salvado muitos pastores de críticas injustas e sofrimento desnecessário.
Em segundo lugar, se uma acusação contra um presbítero não é apenas confirmada por duas ou três testemunhas, mas é 'realmente provada' (JBP), e se (está implícito) os presbíteros em questão, embora admoestados privadamente, recusam-se a arrepender-se, mas 'persistem no pecado' (como a RSV traduz o tempo presente), então a tristeza e o escândalo de um confronto público não podem ser evitados. Os ofensores devem ser repreendidos publicamente, para que os outros sirvam de advertência (20). Tal repreensão pública, embora um impedimento eficaz, deve ser o último recurso, no entanto. É uma regra segura que os pecados privados devem ser tratados privadamente, e apenas os pecados públicos publicamente. Não é certo nem necessário tornar público o que é privado, até que todas as outras possibilidades tenham sido esgotadas.
Os versículos 19 e 20, portanto, pertencem juntos. Timóteo não deve dar ouvidos a acusações sem profundidade ou fundamento nem se recusar a levar a sério situações graves. Na área da disciplina, ele deve ser perfeitamente justo, 'cauteloso ao acusar e corajoso ao repreender', conforme a situação exigir.
1Timóteo 5.21–25 “Diante de Deus, de Cristo Jesus e dos anjos eleitos, peço com insistência que você guarde estes conselhos, sem discriminação, nada fazendo com espírito de parcialidade. Não tenha pressa para impor as mãos sobre alguém. Não seja cúmplice dos pecados dos outros. Conserve-se puro. Não beba somente água; beba também um pouco de vinho, por causa do seu estômago e das suas frequentes enfermidades. Os pecados de alguns são notórios, mesmo antes do juízo, mas os de outros só se manifestam mais tarde. Do mesmo modo também as boas obras se evidenciam e aquelas que ainda não são manifestas não poderão ficar escondidas.”
Temos cinco lições para aprendermos com esses verscíulos.
1- A liderança não deve ser exercida com discriminação ou parcialidade.
O pastor não deve tratar as pessoas com diferenciação de proximidade relacional. Não tem que fazer vista grossa porque é um amigo seu no nível pessoal. O pastor tem que tratar a todos com graça e com verdade.
2- O pastor não deve ter pressa de ordenar novos pastores.
É preciso treinar, experimentar, aconselhar e conhecer mais profundamente no dia-a-dia para que se recomende à igreja para ordenação. O presbítero precisa ser um homem que demonstra conhecimento teológico (pregação expositiva e teologica bíblica), maturidade cristã (experiência no ato de imitar a Cristo), sabedoria bíblica e humana, vida de oração, amor pelas pessoas, domínio próprio entre outras qualificações.
3- Pastores precisam cuidar de si mesmos, tanto da piedade (vida e doutrina) quanto da saúde física.
O bispo tem que observar que o seu corpo não é uma máquina, e ele então precisa de descanso até como ato de imitar ao Deus que no sétimo dia descansou de suas obras.
Quanto mais vivo, maiores são as concessões às enfermidades humanas. Exijo mais de mim mesmo, e menos dos outros.
John Wesley (fundador do movimento Metodista)
Como Paulo já disse a Timóteo no capítulo anterior, 1Timóteo 4.16 “Cuide de você mesmo e da doutrina. Continue nestes deveres, porque, fazendo assim, você salvará tanto a si mesmo como aos que o ouvem.”. A regra do evangelho para um pastor fiel é cuidar bem de si para poder cuidar bem do povo de Deus. Entra aí o descanso, o lazer, o tempo para a esposa e o tempo para a esposa e os filhos, o investimento na saúde emocional, a nutrição de boas amizades, o encontro ministerial com outros pastores com o propósito de aprender com eles e dividir as cargas do ministério — e tudo isso no sentido do cuidado de si mesmo.
Definitivamente o cuidado com a mente e o corpo importa e muito para um exercício saudável do ofício pastoral.
Regulamentos sobre dieta e higiene revelavam o cuidado de Javé pela saúde e bem-estar de Seu povo, ao mesmo tempo em que retratavam o alto valor da vida e seu custo expresso em sacrifícios substitutivos.
Carlos Osvaldo Cardoso Pinto
Já no sentido de cuidar da doutrina, entra a rotina de oração pessoal, leitura da Palavra devocional, a rotina de oração pela membresia, a rotina de estudos bíblicos e teológicos, a rotina de preparação de sermões com profundidade e clareza bíblica, a rotina de liderança ministerial em geral e administração eclesiástica. Se o presbítero não observa o seu ensino e sua própria vida no discipulado cristão, certamente está caminhando para o fracasso no ministério. É possível ter sucesso ministerial aos moldes humanos e carnais e ser um absoluto fracasso aos moldes divinos e espirituais — e ser um sucesso aos moldes divinos e espirituais começa com a fidelidade e o próprio Deus se encarrega de prover os resultados que agradam ao seu próprio coração. Lembremos de 1Coríntios 4.1–2 “Assim, pois, importa que todos nos considerem como ministros de Cristo e encarregados dos mistérios de Deus. Ora, além disso, o que se requer destes encarregados é que cada um deles seja encontrado fiel.”.
Cuidem-se, para que seu exemplo não contradiga sua doutrina, e não coloquem pedras de tropeço diante dos cegos que possam causar sua ruína; que vocês não neguem com sua vida o que dizem com sua língua; e ser o maior obstáculo para o sucesso de seu próprio trabalho.
Richard Baxter (Religioso Puritano)
Devemos também manter nosso temperamento sob controle. Um temperamento vigoroso não é totalmente um mal. Homens que são tão fáceis quanto um sapato velho geralmente têm o mesmo valor. Eu não diria a vocês: “Queridos irmãos, tenham um temperamento”, mas digo: “Se vocês o têm, controlem-no com cuidado.” Agradeço a Deus quando vejo um ministro ter temperamento suficiente para se indignar com o que é errado, e ser firme pelo que é certo; ainda assim, o temperamento é uma ferramenta afiada, e muitas vezes corta o homem que o manuseia.
Charles Spurgeon
4- Há pecados (como também há boas obras) que são evidentes e notórios antes mesmo de se impor as mãos para se ordenar um pastor (isso vale também para membros que talvez nunca serão ordenados — a aplicação vale para toda a igrejam, não só para os presbíteros). Porém, há pecados que o pastor que ordena outro não pode “julgar” no sentido de discernir ou conhecer, pois estes só se manifestarão após a ordenação; contudo, nada pode ficar oculto por muito tempo — seja o pecado ou sejam as boas obras.
Em 1Timóteo 5.22-25 Paulo está recomendando Timóteo a ter critérios bem definidos na escolha de um candidato ao ministério pastoral que será treinado e recomendado à igreja para a ordenação e eleição. É necessário se viver um tempo significativo de se ensinar e treinar, buscar a direção do Espírito Santo em oração e praticar a paciência tanto do pastor quanto a do canditato. Sem essas coisas, o risco de se ordenar alguém desqualificado para o santo ministéro da Palavra é alto.
Contudo, há pastores que não vencem o orgulho e se alongam demais nesse processo e isso para não admitirem que não querem assumir o risco que infelizmente pertence ao exercício da liderança. Delegar autoridade sempre é sempre será um risco, mas precisa ser assumido. Também há o risco do candidato se tornar um presbítero mais excelente que o pastor que o ordenou, e esse risco precisa também ser assumido. Bispos precisam ser desapagados de si mesmos e de sua imagem e honra própria — quem tem que honrar o pastor são os outros, e não ele mesmo. Só o reino de Deus é quem ganha com mais pastores fiéis sendo ordenados e eleitos para liderarem a igreja de Cristo Jesus.

APLICAÇÕES

1- Qual é o nível de honra que você tem dado ao seu pastor? Você lembra dele em suas orações?
2- Pastores não estão acima da crítica e não deixam de ser pecadores quando são ordenados ao ofício. A igreja saudável possui uma cultura de discipulado que não permite que pastores se tornem donos da igreja nem que membros ou grupo de membros se tornem os donos da igreja porque a igreja só tem um dono e o nome do dono da igreja é Jesus Cristo.
3- Uma igreja saudável forma presbíteros ou pastores e é liderada por um ministério plural de bispos. Esse ministério plural protege o presbítero que sofre acusação injusta de um membro ou mais membros da igreja e protege a igreja de um pastor que se desvia do evangelho e que talvez não queira se arrepender nem deixar o ofício.
4- Uma igreja saudável é composta de membros que cuidam dos seus pastores e de pastores que não adoecem em nome de cuidar dos membros.
Robert Murray McCheyne, um teólogo e pastor escocês, nunca foi conhecido por ter boa saúde, mas ao longo dos seus sete anos de ministério, ele foi forçado a tirar folgas periodicamente devido ao excesso de trabalho e à exaustão. Robert Murray McCheyne disse a um amigo quando estava a morrer, tendo trinta anos de idade: “Deus deu-me uma mensagem para entregar e um cavalo para montar. Infelizmente, matei o cavalo e agora não posso entregar a mensagem.” O cavalo a que ele se referia era o seu próprio corpo.
5- Não é possível negociar princípios. “Timóteo, conserve-se puro”. Cristão, conserve-se puro. “Timóteo, cuide de sua saúde física”. Cristão, cuide do seu corpo, da sua mente e da sua comunhão com Deus. Caso contrário, não serão as boas obras visíveis nem se manifetarão com o tempo, mas sim os pecados. Isso vale para os presbíteros, mas vale também para os diáconos e para toda a membresia da igreja.

CONCLUSÃO

Olha esse texto é perceber que a Sã Doutrina do Evangelho não omite as responsabilidades do discipulado cristão. O amor uns aos outros é uma marca tão fundamental que Cristo afirma ser essa marca que demonstrará ao mundo que a igreja tem o poder de revelar o caráter de Deus a uma sociedade espiritualmente corrompida.
John 13:34–35 NAA
Eu lhes dou um novo mandamento: que vocês amem uns aos outros. Assim como eu os amei, que também vocês amem uns aos outros. Nisto todos conhecerão que vocês são meus discípulos: se tiverem amor uns aos outros.
Olhando para Jesus, o bom Pastor que dá a vida pelas ovelhas, o chamado pastoral é um chamado não para dar a vida literalmente como Cristo deu, mas simbolicamente por meio de uma liderança sacrificial, que estende a paciência, investe pesado na misericórdia, multiplica a cultura da graça e materializa crescentemente o amor. Pastores não salvam ninguém, mas são instrumentos vivos na salvação de muitos. Um líder da igreja precisa ver em Jesus o seu modelo de imitação. Assim como Cristo ama a Igreja e cuida dela, assim deve ser o pastor. Assim como Cristo disciplinou os religiosos, assim deve ser o pastor, procurando afastar do rebanho os lobos vestidos como ovelhas. Assim como Cristo vivifica a Igreja, assim o pastor faz a manutenção da vida do povo de Deus pelo ensino fiel da Palavra de Deus.
Honrar um pastor fiel e piedoso é honrar a Jesus e ao evangelho. Um pastor fiel e piedoso perseverar na fidelidade e na piedade é honrar a Jesus e ao evangelho. O mundo precisa de igrejas bíblicas, fieis e centradas no evangelho. A igreja precisa de pastores bíblicos, fieis e centrados no evangelho. Que o mundo conheça a cada dia mais o ministério da Primeira Igreja Batista do Mendanha e que o nome de Cristo Jesus seja glorificado através de nós. Que Jesus e sua glória sejam vistos em mim, nos candidatos ao ministério pastoral e em cada membro desta igreja local.
Amém.
Vamos orar.
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