Efésios 4.1-16
Quem sou, aonde estou • Sermon • Submitted • Presented
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“Vivam de maneira digna”
“Vivam de maneira digna”
Introdução
Introdução
Bom dia meus irmãos, eu me chamo Guilherme, faço parte da liderança da Igreja Bíblica Urbana.
É uma alegria estar aqui mais uma vez, podendo trazer a palavra nessa manhã.
Irmãos, até aqui, nesta série de sermões no livro de Efésios, chamada “Quem sou, onde estou”, nós vimos, especialmente nos três primeiros capítulos, quem nós somos em Cristo.
Vimos que a nossa história começa antes de nós.
Que estávamos mortos, mas fomos vivificados.
Vimos que, em Cristo, fomos feitos um só povo.
E também que fazemos parte de um plano eterno de Deus.
Mas, a partir do capítulo 4, Paulo começa a responder a segunda pergunta da série: onde estou? Ou, dizendo de outra forma: o que fazemos com tudo isso?
E isso conversa muito com o nosso momento como igreja. Nós estamos completando um ano de Urbana. E é muito bom olhar para trás e ver o que Deus fez. É bom ver pessoas chegando, se aproximando, se enturmando, servindo e caminhando conosco.
Mas a pergunta que precisamos fazer é: como nós estamos depois de um ano?
Porque nós podemos nos enganar e pensar que o simples fato de termos mais pessoas chegando já significa que somos uma igreja madura.
Ou podemos cair no erro de medir maturidade pela performance do culto: o louvor, a palavra, a liturgia, a organização.
Ou ainda podemos tentar medir maturidade pelo que dizem de nós, por uma boa imagem pública, por uma rede social bem estruturada ou por aquilo que parece impressionar.
Mas não é assim que Paulo mede uma igreja madura.
Então a pergunta é: como nós medimos a maturidade de uma igreja?
Antes de chegarmos diretamente ao texto, há um filme muito interessante que nos ajuda a entrar nessa pergunta. O filme se chama Moneyball, em português Jogada de Risco, e é baseado em fatos reais.
Ele conta a história de Billy Beane, diretor do Oakland Athletics, um time de baseball que não tinha orçamento para competir com os clubes mais ricos.
Em uma das cenas, Billy se senta com os olheiros do time e percebe que eles estavam avaliando os jogadores pelos critérios errados. Eles olhavam para o nome, para a aparência, para o estilo, para aquilo que parecia importante… mas deixavam passar aquilo que realmente ajudava o time a vencer.
A virada acontece quando Billy para de medir apenas o que parecia valioso e começa a medir o que realmente importava.
E, de certa forma, é isso que Paulo faz em Efésios 4.
Escrevendo de dentro da prisão para uma igreja jovem em Éfeso, Paulo mostra quais são as marcas que realmente importam no crescimento da igreja. Ele não está preocupado em ensinar como uma igreja parece bem-sucedida aos olhos dos homens. Ele está mostrando como uma igreja cresce de maneira digna do evangelho.
E, no texto de hoje, Paulo vai nos mostrar que uma igreja madura é um corpo que caminha em unidade, serve com os dons que recebeu e cresce em direção a Cristo.
Então eu gostaria de ler com os irmãos Efésios 4:1-16 (NAA).
¹ Por isso eu, o prisioneiro no Senhor, peço que vocês vivam de maneira digna da vocação a que foram chamados,
² com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando uns aos outros em amor,
³ fazendo tudo para preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz.
⁴ Há somente um corpo e um só Espírito, como também é uma só a esperança para a qual vocês foram chamados.
⁵ Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo,
⁶ um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos.
⁷ E a graça foi concedida a cada um de nós segundo a medida do dom de Cristo.
⁸ Por isso diz: "Quando ele subiu às alturas, levou cativo o cativeiro e concedeu dons aos homens."
⁹ Ora, o que quer dizer "ele subiu", senão que também havia descido até as regiões inferiores da terra?
¹⁰ Aquele que desceu é também o mesmo que subiu acima de todos os céus, para encher todas as coisas.
¹¹ E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres,
¹² com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo,
¹³ até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, ao estado de pessoa madura, à medida da estatura da plenitude de Cristo,
¹⁴ para que não mais sejamos como crianças, arrastados pelas ondas e levados de um lado para outro por qualquer vento de doutrina, pela artimanha das pessoas, pela astúcia com que induzem ao erro.
¹⁵ Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo,
¹⁶ de quem todo o corpo, bem-ajustado e consolidado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio crescimento para a edificação de si mesmo em amor.
Vamos orar?
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Paulo, nesses versículos, nos apresenta quatro marcas de quem vive de maneira digna do chamado que recebeu...
Quatro características concretas de um corpo que cresce com maturidade.
E a primeira delas é:
O chamado que nasce por dentro (v1)
O chamado que nasce por dentro (v1)
Paulo começa o versículo 1 dizendo: "eu, o prisioneiro no Senhor, peço."
E meus irmãos, Paulo tem autoridade apostólica, dada por Deus. Ele poderia ter começado esse versículo de outra forma...
Ele poderia ter sido mais direto: “Vocês devem” ou “Você tem que”
Mas ele não faz isso. Ele pede.
Porque o que Paulo está prestes a pedir, não pode e nem deve ser imposto por ninguém. Não funciona assim:
Uma vida digna imposta pela força não é digna de nada. É só pura performance, não é real.
Nós não somos escravos que cumprem ordens, nós somos filhos que respondem por amor.
E isso acontece por causa do sacrifício de Cristo, e então Deus passou a nos tratar como seres livres.
E é exatamente por isso que a nossa resposta tem que ser do coração, tem que ser sincera.
Mas a ironia nisso tudo, é que Paulo está preso enquanto ele escreve tudo isso: Fisicamente, ele não tem liberdade nenhuma.
Mas a forma como ele vive, nos mostra que existe uma liberdade que nenhuma corrente alcança...
A prisão até limitou ele fisicamente, mas não limitou quem ele era em Cristo.
E então é por isso que ele pede: "vivam de maneira digna da vocação a que foram chamados."
E meus irmãos, O que é que significa viver de maneira digna?
E por incrível que pareça, essa pergunta é muito mais simples de responder do que a gente pode imaginar...
Porque viver de maneira digna, é viver de acordo com o que nós já somos...
É deixar tudo que o que Deus declarou sobre nós nos capítulos 1, 2 e 3 transborde para o nosso dia a dia. Paulo vai dizer lá no capitulo 5:1: "sejam imitadores de Deus, como filhos amados.", Viver dignamente é viver como quem sabe de quem é filho.
E isso tem que ser levado a sério por nós, porque isso não começa por fora, começa de dentro.
A dignidade que Paulo pede:
Não é uma roupa que a gente veste.
Não é uma postura que a gente assume quando as coisas estão indo bem.
Não é um personagem que a gente representa quando está sendo observado.
É uma realidade que transborda de dentro para fora.
E isso só acontece quando há um encontro real com Deus.
E eu não to falando de vir aqui aos domingos ou fazer uma oração mecânica antes de dormir.
Eu to falando de um encontro de verdade... onde você para tudo, onde você se expõe diante dele, onde você deixa a Palavra falar com você no silêncio do seu quarto.
Qual foi a última vez que você teve um encontro real com Deus?
São desses encontros que nasce a humildade que Paulo cita. A mansidão. A longanimidade. Como fruto de quem você está se tornando por dentro.
2ª marca — A unidade que Cristo fundou (vv. 2-6)
2ª marca — A unidade que Cristo fundou (vv. 2-6)
Paulo lista essas virtudes no versículo 2: humildade, mansidão, longanimidade e depois diz: "suportando uns aos outros em amor."
Repara que na ordem de Paulo, ele não começa pela unidade e sim pelo caráter.
A unidade é consequência do nosso relacionamento com Deus, a medida que Deus vai transformando a gente por dentro, isso inevitavelmente transborda nos nossos relacionamentos.
Todas as vezes que a gente fala de relacionamento, nós sabemos que não é fácil… E Paulo também sabe disso!
Porque no versículo 3 ele diz: "fazendo tudo para preservar a unidade." Preservar não é conquistar.
A unidade do nosso corpo já foi dada pelo Espírito, e o meu e o seu trabalho é não destruir essa unidade.
E meus irmãos, o que mais ameaça a nossa unidade, é a nossa tendência natural de achar que o nosso ponto de vista é o único que faz sentido.
Muitas vezes entramos num desentendimento e a primeira coisa que a gente faz é defender a nossa posição.
Paulo não está pedindo que você ceda sempre, ele pede que você comece por ouvir.
E isso é realmente difícil, para algumas pessoas, pode ser ainda mais.
E aí Paulo faz algo incrivel nos versículos 4 a 6, ele lista sete realidades: um só corpo, um só Espírito, uma só esperança, um só Senhor, uma só fé, um só batismo, um só Deus e Pai de todos.
por sete vezes ele diz: um.
Meus irmãos, sabe porquê Paulo faz isso? Porque ele é humano e ele sabe que a nossa tendência é se unir pelo que nós temos em comum: os gostos, os amigos, a comida, o futebol, a nacionalidade...
E isso não tem mal algum... esses grupos funcionam enquanto as coisas estão bem. Mas quando vem a pressão, quando vem o desentendimento, quando vem a diferença, muitas vezes esses laços não sustentam.
O que nos une como igreja, não é o que eu e você temos em comum: O que nos une é Cristo.
E é isso que ele confirma no versículo 6: "um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos."
Deus está no seu irmão...
Naquele irmão difícil.
Naquele com quem você discordou semana passada.
Naquele que você evita depois do culto.
Isso tira de você qualquer argumento para se achar superior.
Não somos melhores que o outro por nada,
porque o mesmo Deus que está em mim, está em você e está nele.
E é a partir dessa unidade que Paulo apresenta a terceira marca, porque o mesmo Cristo que nos une é o mesmo que equipou cada um de nós.
3ª marca — Os dons que Cristo distribuiu (vv. 7-12)
3ª marca — Os dons que Cristo distribuiu (vv. 7-12)
O versículo 7 diz assim: “E a graça foi concedida a cada um de nós segundo a medida do dom de Cristo.”
Paulo agora muda o foco, ele deixa de falar do que todos nós temos em comum e passa a falar daquilo que Cristo distribuiu de forma particular a cada um.
E isso é algo importante pra entendermos porque, a unidade da igreja não significa que todos são iguais em função.
A igreja tem que ser um corpo unido, mas não uniforme.
Nós não somos cópias uns dos outros, a Beleza de uma igreja local é a sua diversidade de pessoas e dons.
E é muito importante quando Paulo diz: “a graça foi concedida a cada um de nós.”
Porque esse "A cada um", significa que ninguém está fora dessa história.
Não existe membro inútil no corpo de Cristo.
Talvez você olhe hoje pra a igreja e pense:
“Mas eu não sei pregar.”
Ou: “Eu não sei cantar.”
A graça não foi concedida apenas aos que aparecem, ensinam ou lideram.
Entenda que, se você está em Cristo, você recebeu graça.
E se você recebeu graça, ela não foi dada para ficar parada.
Ela foi dada para edificar o corpo.
Meus irmãos, muitas vezes nós tratamos a igreja como se ela fosse sustentada por alguns poucos.
Como se determinadas pessoas fossem responsáveis por fazer a igreja acontecer, enquanto os outros apenas vem, sentam e assistem.
A visão de Paulo aqui, é de um corpo em que cada parte recebeu graça de Cristo para contribuir com o crescimento do todo.
A pergunta que você deve se fazer é: “como a graça que Cristo me deu pode servir para edificar o corpo?”
Porque os seus dons não são troféus espirituais, não são medalhas que você acumula ao longo do tempo, ou uma forma de você dizer: “olha como eu sou importante.”
Os dons são graça recebida para servir.
E Paulo continua nos versículos 8 a 10 dizendo:
“Por isso diz: ‘Quando ele subiu às alturas, levou cativo o cativeiro e concedeu dons aos homens.’ Ora, o que quer dizer ‘ele subiu’, senão que também havia descido até as regiões inferiores da terra? Aquele que desceu é também o mesmo que subiu acima de todos os céus, para encher todas as coisas.”
Aqui Paulo cita o Salmo 68, uma imagem de vitória.
A ideia é de um rei vitorioso que, depois de vencer a batalha, sobe triunfante e Paulo aplica essa imagem a Cristo. Cristo é o Rei vitorioso!
Ele desceu
se humilhou.
assumiu a nossa carne.
Ele foi até a cruz.
e experienciou a morte.
Mas ele ressuscitou.
subiu.
E venceu.
E hoje ele reina acima de todos os céus.
E agora, como um Rei vitorioso que distribui as riquezas ao seu povo, Cristo distribui dons a sua igreja.
Então, os nossos dons não são aleatórios.
Quando usamos os nossos dons, o nome de Cristo está sendo exaltado e glorificado e a igreja cresce porque Cristo continua equipando a sua igreja.
E isso muda a forma como olhamos para o serviço.
Porque servir a igreja não é simplesmente “ajudar numa necessidade”, é participar daquilo que Cristo está fazendo no seu corpo.
E no versículo 11, Paulo lista alguns dons: apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres. E ele diz no início do vs: "ele mesmo concedeu." Cristo concedeu.
O chamado e os dons não nascem de uma votação numa assembleia, nascem de Cristo. O que a membresia faz é reconhecer e confirmar o que Cristo já operou na vida daqueles que são chamados.
Mas é importante ressaltar que Deus levanta Pastores e lideres não para que eles façam todo o trabalho no lugar da igreja
Veja o versículo 12:
“com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo.”
Essa é essencial que fique claro pra nós porque, o papel dos pastores e lideres não é concentrar o ministério neles mesmos....
É preparar o corpo para servir.
É alimentar a igreja com a Palavra.
É apontar para Cristo.
É corrigir quando necessário.
É cuidar de vidas.
É ajudar cada membro a amadurecer e encontrar o seu lugar no corpo.
Igreja madura não é aquela onde poucos fazem tudo, Igreja madura é aquela onde os santos são equipados e o corpo inteiro começa a servir.
Por isso, uma igreja não deve ser medida apenas pela qualidade da pregação, da música, da organização ou da estrutura, essas coisas importam, mas não são a régua final.
A pergunta é: os santos estão sendo equipados?
O corpo está sendo edificado? (Laços criados)
As pessoas estão crescendo em Cristo?
Cada parte está servindo de acordo com a graça que recebeu?
Se a resposta é positiva, É exatamente isso que Paulo chama de um corpo maduro.
4ª Marca — A maturidade que o corpo alcança junto (vv. 13-16)
4ª Marca — A maturidade que o corpo alcança junto (vv. 13-16)
"até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, ao estado de pessoa madura, à medida da estatura da plenitude de Cristo."
Paulo usa uma expressão muito importante: "até que todos cheguemos." Não alguns. Não os líderes. Não os mais antigos. Todos.
Meus irmãos, Paulo é claro aqui, nós só chegaremos “à unidade da fé e do pleno conhecimento” JUNTOS.
A maturidade que ele descreve aqui não é individualista.
Claro que cada um precisa amadurecer diante de Deus também individualmente: crescer em santidade, conhecimento, amor, obediência...
Mas Paulo está falando da maturidade do corpo. A igreja não amadurece quando apenas alguns carregam o peso. Ela amadurece quando o corpo está unido e cresce junto.
E o alvo desse crescimento é muito claro: a medida da estatura da plenitude de Cristo.
A régua da maturidade da igreja não é outra igreja, não é ser um ministério famoso, É Cristo.
Uma igreja madura é uma igreja que se parece cada vez mais com ele, no caráter, na verdade, no amor, na forma como cuida dos fracos e trata os difíceis.
No versículo 14, Paulo mostra o contraste:
"para que não mais sejamos como crianças, arrastados pelas ondas e levados de um lado para outro por qualquer vento de doutrina, pela artimanha das pessoas, pela astúcia com que induzem ao erro."
Uma criança acredita no que o último adulto que falou com ela disse. A fé imatura funciona assim: ela é moldada pelo último pregador que ouviu, pelo último podcast, pelo último perfil que seguiu. Não porque seja má vontade, mas porque ainda não tem raiz própria.
E como é que essa pessoa é protegida? É o que diz o versículo 15:
"Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo."
Paulo não diz: "siga a verdade." e também não diz: "aja com amor." Ele junta as duas coisas: "seguindo a verdade em amor." Porque separadas, as duas se corrompem. A verdade sem amor afasta em vez de restaurar. O amor sem verdade vira mentira. Mas juntas, elas crescem em direção a Cristo.
E Paulo diz que, fazendo isso, crescemos naquele que é a cabeça: Cristo. A igreja não pertence aos pastores, não pertence aos membros mais antigos, não pertence a quem chegou primeiro. A igreja pertence a Cristo. É dele que vem a direção, a vida, o crescimento, a Palavra final sobre quem nós somos.
E Paulo fecha no versículo 16:
"de quem todo o corpo, bem-ajustado e consolidado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio crescimento para a edificação de si mesmo em amor."
O crescimento da igreja não acontece apenas pelo que é pregado no púlpito. Acontece quando cada membro cumpre o seu papel — quando alguém encoraja, ora, visita, discipula, acolhe quem chegou, corrige com amor, perdoa, abre a casa. Paulo não deixa espaço para uma igreja de espectadores. O corpo cresce quando cada parte coopera.
E o ambiente onde tudo isso acontece é o amor. Porque o alvo não é saber mais nem fazer mais — é crescer em Cristo. E não dá pra crescer em Cristo sem amor.
Fechamento
Então, depois de um ano, a pergunta não é apenas: quantos somos?
A pergunta é: estamos mais parecidos com Cristo? Estamos mais unidos, mais humildes, mais firmes na verdade, servindo melhor uns aos outros, crescendo em amor?
Isso é o que Paulo nos mostrou. Um corpo que começa por dentro, que preserva a unidade, que serve com os dons que Cristo distribuiu, e que caminha junto — porque ninguém chega à maturidade sozinho.
Nós Não somos uma igreja perfeita. Mas somos uma igreja que pertence a Cristo, sustentada por Cristo, equipada por Cristo e que cresce em direção a Cristo.
Nós vamos cantar uma música agora que fala:
“Recebi um novo coração do Pai.”
Um dia, quando fomos alcançados pela graça, nós recebemos um novo coração. Um coração transformado, que vem sendo moldado dia após dia por Cristo.
E a música também diz:
“Como fruto desse novo coração, preciosa é a nossa comunhão.”
Isso conversa diretamente com o texto de hoje.
Porque não dá para viver a fé cristã sozinho.
Igreja é feita de pessoas.
De comunhão.
De unidade.
De serviço.
De gente diferente sendo moldada pelo mesmo Cristo.
E que privilégio é podermos nos reunir como igreja.
Que privilégio é podermos vir aqui aos domingos, abrir a Palavra, cantar juntos, orar juntos, servir uns aos outros e lembrar que nós pertencemos ao mesmo corpo.
Então, meus irmãos, não tratem como secundário aquilo que Cristo colocou como essencial.
Priorizem o Reino.
Priorizem a comunhão.
Priorizem estar com o povo de Deus.
Priorizem aquilo que edifica a alma e fortalece o corpo.
E enquanto cantamos, não pense nessa música apenas como uma canção individual, entre você e Deus, de olhos fechados no seu lugar.
Ela também é uma declaração do corpo.
É uma música que nós cantamos como igreja, lembrando que fomos alcançados pelo mesmo Cristo, recebemos um novo coração do mesmo Pai, e agora caminhamos juntos como uma família da fé.
Então cante olhando também para os seus irmãos.
Cante lembrando que preciosa é a nossa comunhão.
Cante como quem pertence a Cristo e, por isso, pertence também a este corpo.
Mas antes eu queria orar com você...
