19. Título exegético: Esperança nos sofrimentos (Rm 5.1-5)
Romanos: O evangelho é o poder de Deus para salvação • Sermon • Submitted • Presented
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1 Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio do nosso Senhor Jesus Cristo, 2 pelo qual obtivemos também acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e nos gloriamos na esperança da glória de Deus. 3 E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança, 4 a perseverança produz experiência e a experiência produz esperança. 5 Ora, a esperança não nos deixa decepcionados, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi dado. 6 Porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. 7 Dificilmente alguém morreria por um justo, embora por uma pessoa boa alguém talvez tenha coragem para morrer. 8 Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de Cristo ter morrido por nós quando ainda éramos pecadores. 9 Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. 10 Porque, se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida! 11 E não apenas isto, mas também nos gloriamos em Deus por meio do nosso Senhor Jesus Cristo, mediante o qual recebemos, agora, a reconciliação.
Anotações preliminares
Anotações preliminares
Estudo os comentários de Douglas Moo e de Tomas Schreiner para o estudo exegético da perícope.
Utilizo NAA como tradução bíblica de referência para o sermão.
Estudo exegético da perícope
Estudo exegético da perícope
1. O Contexto
1. O Contexto
A. Relacione a perícope à unidade literária maior da qual é parte.
A. Relacione a perícope à unidade literária maior da qual é parte.
Douglas Moo assim intitula a seção de Rm 5.1—8.39: “A segurança fornecida pelo evangelho: a esperança da salvação”.
Nesta carta aos Romanos, Paulo explica e defende seu evangelho a uma comunidade cristã que ele não fundou nem visitou, mas é sua esperança recrutá-la para apoiar uma campanha missionária no Mediterrâneo Ocidental. Com o objetivo de alcançar esse propósito, Paulo escreve uma carta em estilo de “tratado”, com uma estrutura cuidadosa e lógica. Após se apresentar como alguém “separado para o evangelho” e anunciar seus planos de levar essas “boas-novas” a Roma (1.1-15), ele justifica seus compromisso com o evangelho afirmando que a razão disso é que o evangelho transmite “o poder de Deus para [que produz] a salvação” (1.16). E por que o evangelho tem esse poder? Porque, Paulo explica, ele revela a atividade justificadora de Deus — e todos os que respondem a essa atividade com fé se tornam “justos” diante dele (1.17). Esse ensino de “justificação pela fé”, tão básico ao evangelho de Paulo, é o tema principal da primeira seção da carta (1.18-4.25).
Como o cap. 5 se encaixa na estrutura geral da carta é disputado. O cap. 5 dá continuidade ao argumento de Paulo? Uma vez que Paulo continua mencionando a justificação (5.1, 9, 16-19, 21) e somente em 6.1 interrompe o curso do argumento com uma pergunta retórica. Embora não devamos estabelecer uma linha divisória muito acentuada entre os capítulos 4 e 5, a evolução do argumento de Paulo revela que aqui ocorre uma transição no tema.
B. Relacione a perícope ao seu contexto imediato.
B. Relacione a perícope ao seu contexto imediato.
Tanto 5.1-11 quanto 8.18-39 afirmam, contra a ameaça de tribulação e sofrimento, a certeza da salvação final do cristão por causa do amor de Deus, da obra de Cristo e do ministério do Espírito Santo. Esse tema — a “esperança de participar da glória de Deus” (5.2; 8.18, 30) — forma a moldura de todo o trecho dos capítulo 5—8. Certeza da glória é, então, o tema abrangente dessa segunda seção principal de Romanos. O veredito da justificação, que os judeus entendiam que seria dado no dia do julgamento, já foi — Paulo proclama — pronunciado sobre a pessoa que crê em Jesus. Mas pode esse veredito, “escondido” aos sentidos, garantir que uma pessoa será liberta da ira de Deus quando ela for derramada no julgamento? Sim, afirma Paulo. Nada pode atrapalhar isso: nem a morte (5.12-21), nem o pecado (cap. 6), nem a Lei (cap. 7) — nada! (cap. 8). O que Deus começou, ao nos justificar e reconciliar, será levado por Ele a uma conclusão triunfante, e Ele nos salvará da ira.
Assim como 8.18-39 compartilha de um tema comum com 5.1-11, assim 8.1-17 tem muito em comum com 5.12-21. E entre essas passagens está 6.1-7.25. Aqui Paulo foca na situação do cristão nesta vida — uma situação de alguma tensão e conflito porque, embora sejamos transferidos por meio de nossa justificação para o novo domínio do reino de Deus, os poderes do antigo domínio, ao qual não mais pertencemos, continuam nos influenciando.
Certa mudança de foco fica clara quando passamos do capítulo 4 ao capítulo 5. Mas a imagem jurídica não é abandonada nessa nova seção — não é como se Paulo substituísse o jurídico pelo participativo. Em vez disso, Paulo amplia e desenvolve o foco forense nos capítulos 1—4 ao extrair as implicações da nossa condição correta e justa diante de Deus e o expande para incluir outros modos de perscrutar as riquezas de nosso novo relacionamento.
O tema que distingue Romanos 5—8 de 1—4 é a esperança. O tema da esperança permeia todos os capítulos 5—8. O dia touto que introduz o paralelo Adão-Cristo em 5.12-19 está conectado mais diretamente a 5.9-11, onde Paulo enfatiza que aqueles que tem sido justificados e reconciliados têm o livramento da ira escatológica de Deus assegurado.
Ao longo dos capítulos 5—8, Paulo emprega a metáfora de dominar, ou reinar, para conceituar a situação do cristão. Em 5.12-21, ele esboça, numa linguagem geral e impessoal, dois “domínios”: o do pecado e da morte, fundado por Adão; e o da justiça e da vida, fundado por Cristo. Todas as pessoas pertencem a um ou outro desses domínios. Uma vez que, da perspectiva da história da salvação, o domínio de Cristo foi instituído após o de Adão, também podemos falar sobre categorias temporais e chamar o domínio de Adão de “antiga era”, e o de Cristo, de “nova era”. Esse conceito é uma premissa básica de grande parte do que Paulo tem a dizer em Romanos 6, 7 e 8. Ele agora personaliza essa concepção de “dois domínios” ou “duas eras” proclamando que os cristãos são transferidos de um domínio para o outro e mostrando como essa transferência cria uma nova relação com o pecado (cap. 6) e com a Lei (cap. 7). Estamos usando a palavra “domínio” porque ela capta bem a ênfase nesses capítulos de que a transferência de Adão para Cristo, da antiga era para a nova, envolve particularmente uma troca de senhores.
Paulo argumenta em Rm 6 que a graça comunicada aos crentes é tão poderosa que a tirania do pecado é decisivamente quebrada para aqueles que morreram e ressuscitaram com Cristo.
A lei, que foi mencionada em 5.20, aparece novamente em 6.14-15, pois o comentário sobre a lei em 5.20 exige uma explicação posterior.
Nos capítulos 5—8, então, Paulo convida o cristão a se reunir a ele em uma alegre ação de graças pelo que o evangelho oferece — uma nova vida dedicada ao serviço de Deus nesta vida e uma esperança segura e gloriosa na vida vindoura e, ao mesmo tempo, continua a defender seu evangelho. Seus oponentes (provavelmente em sua maioria judeus) atacavam a sua mensagem como sendo nada mais do que uma ficção legal — a “declaração” de um relacionamento que não pode ser demonstrado e que não causa nenhuma mudança nesta vida -- e não exige nenhuma mudança! — e não oferece segurança alguma em relação ao dia do juízo. Ao contrário, Paulo afirma, a pessoa que experimentou o evangelho como a atividade justificadora de Deus (veja 1.17) está segura de haver encontrado o evangelho que é verdadeiramente o “poder de Deus para a salvação” (veja 1.16) — poder para a erradicação do serviço cristão nesta vida e para a libertação de todas as forças do mal e do juízo na vida futura.
Divisão em seções menores da seção maior III da carta aos Romanos (5.1—8.39):
A. A esperança da glória (5.1-21)
B. Libertos da escravidão ao pecado (6.1-23)
C. Libertos da escravidão à Lei (7.1-25)
D. A segurança da vida eterna no Espírito (8.1-30)
E. A celebração da segurança do cristão (8.31-39)
D. Examine os detalhes da perícope.
D. Examine os detalhes da perícope.
Em Rm 5.1-11, Paulo nos convida a celebrar com ele os benefícios maravilhosos conferidos ao crente justificado. Três consequências da justificação são articulados: paz, acesso à graça e esperança. No entanto, desses três temas (Moo indicou apenas dois temas, “paz com Deus” e “esperança”. Prefiro Schreiner, que aponta os três citados), é “esperança” que predomina no texto.
O foco da passagem é resumido no v. 2b — “nos gloriamos na esperança da glória de Deus” — e versículo 5a — “esperança não nos deixa decepcionados”. Paulo convida os cristãos a se orgulharem alegremente (“nos gloriamos”) no que Deus lhes deu e, especialmente, ele quer que tenhamos plena certeza de que Deus nos libertará do derramamento final de Sua ira no dia do juízo.
V. 1
A expressão inicial de Romanos 5 é transicional. “Tendo, pois, sido justificados pela fé” (tradução de Moo) não somente resume o ensino central de Romanos 1—4, mas apresenta-o com uma bênção experimentada pelos leitores da carta. Nesse contexto, Paulo fala da justificação em uma declaração de justificação definitiva no passado. O ato justificador inicial de Deus confere ao crente uma nova condição. Mas quais são as implicações dessa condição para o cristão que move “entre os tempos”, que se vê na tensão “já/ainda não” da escatologia inaugurada? É dessa questão que Paulo trata nessa seção e nos capítulos 5—8 como um todo.
A primeira implicação da nossa justificação é que “temos paz com Deus”. Paulo não apenas exorta os crentes a terem paz com Deus, mas celebra essa paz com Deus. “Paz” é uma palavra que precisa ser entendida de acordo com seu uso na LXX, em que ela traduz a palavra hebraica shalom por uma ampla variedade de significados. No AT a paz é o dom do fim dos tempos, quando Deus cumprirá Sua aliança prometida ao Seu povo:
Is 9.6-7 fala do Príncipe da Paz que trará paz eterna;
Ez 36.26 aponta que Deus faria uma nova aliança, uma aliança eterna de paz;
Mq 5.5-10 profetiza que o Messias será a nossa paz;
Ag 2.9 trata da paz que Deus nos daria no Segundo Templo; etc.
“Paz” adquire uma nuança mais positiva — o bem-estar, a prosperidade ou a salvação do povo de Deus. Especialmente importante para Paulo é o uso que os profetas do AT fazem do termo “paz” para caracterizar a salvação que Deus levaria a Seu povo nos “últimos dias”. Assim, Paulo quer dizer com “paz com Deus” não um sentimento interior de bem-estar ou de “se sentir em paz”, mas a situação exterior de estar em um relacionamento de paz com Deus. “Paz”, ou “reconciliação”, então, forma a moldura do parágrafo (vv. 1 e 11 — achei mais didático cortar esse parágrafo ao meio para explicar melhor as duas partes. Focarei agora nos vv. 1-5).
A paz com Deus vem por meio de — e somente por meio de — “nosso Senhor Jesus Cristo”. Cristo é Aquele por meio de quem o pecador que crê recebe justificação (Rm 3.25, 26). O fato de que tudo o que Deus reserva para nós deve ser encontrado “em” ou “por meio de” Jesus Cristo nosso Senhor é um tema constante em Romanos 5—8: paz com Deus vem “por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (5.1); gloriar-se em Deus se dá “por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (5.11); a graça reina por meio da justiça, resultando em vida eterna “por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor” (7.25); o amor de Deus, do qual nada jamais pode separar o cristão, está “em Cristo Jesus, nosso Senhor” (8.39). Um foco definitivo nessa questão é evidente aqui nessa seção (caps. 5—8).
V. 2
A segunda bênção que os crentes têm através de Cristo Jesus é “acesso a esta graça na qual estamos firmes”. Em vez de tornar “Deus” o objeto de “acesso”, Paulo escolhe “graça”. Mas não é somente à “graça”, mas a “esta graça na qual estamos firmes”. Aqui, graça tem uma nuança um pouco diferente, significando não o modo de Deus agir, ou a dádiva de Deus, mas o “estado” ou “domínio” ao qual a obra redentora de Deus transfere o crente. É o domínio em que “a graça reina” (5.21), um domínio em oposição ao domínio da Lei (6.14-15; Gl 5.4). Embora esse estado de graça inclua a nossa justificação, como o elemento chave, a noção vai além da justificação, para incluir tudo o que Deus nos transmite em Cristo.
Incluída nessa panóplia de bênçãos está a esperança. Enquanto nos versículos 1 e 2a Paulo olha para a presente situação do cristão à luz do passado, agora ele começa a contemplar essa situação à luz do futuro. Essa é a nota que dominará esse parágrafo, e “nos gloriamos na esperança da glória de Deus” é a afirmação central da passagem. O verbo “gloriar-se” sugere aqui confiança e alegria. Talvez pudéssemos traduzir por “estamos alegremente confiantes de...”. “Orgulho” [vanglória] por feitos humanos está excluído pelo evangelho (3.27; veja 4.2), mas “orgulho” por causa da provisão graciosa de Deus em Cristo é inteiramente apropriado. Uma confiança alegre dessa perspectiva, superando a frustração pela nossa presente incapacidade de ser tudo o que Deus gostaria que fôssemos, deve ser a marca de todo crente.
V. 3a
Provavelmente para evitar a crítica a seu ensino, Paulo introduz aqui o problema do sofrimento. Podemos imaginar os objetores ao evangelho de Paulo questionando-o veementemente sobre sua afirmação de que o cristão está desfrutando de “paz com Deus” quando esse mesmo cristão está enfrentando doenças, perseguições e dificuldades de todo tipo. O cristão deve gloriar-se “não somente” na esperança da glória de Deus, “mas também” nas aflições. Isso não significa simplesmente que devemos exultar “em meio às” aflições, mas que devemos exultar “nas” próprias tribulações; isto é, vê-las como uma base para a confiança adicional em nossa condição redimida.
Quais são essas “aflições”? Na verdade, todos os sofrimentos são “em prol de Cristo”. Se são respondidos com incerteza quanto à bondade e à promessa de Deus, ou amargura para com outros, ou desespero e até mesmo resignação, esses sofrimentos podem levar o crente à derrota espiritual. Mas, se são respondidos com a atitude de confiança e alegria que o apóstolo encoraja aqui, eles resultarão naquelas qualidades espirituais valiosas listadas por Paulo nos versículos 3b e 4.
Vv. 3b, 4
A razão de os crentes poderem “se regozijar nas aflições” é que eles “sabem” que a aflição “produz” perseverança; a perseverança, “um caráter provado” (tradução do Moo para “experiência” na NAA); e um caráter aprovado, por sua vez, “produz esperança”. Dois outros textos do NT tratam de sequências desse tipo: 1Pe 1.6b, 7; Tg 1.2-4). Como em Tg 1.3, a primeira virtude da lista é “perseverança”, palavra que denota a firmeza espiritual que se sustenta no sofrimento e, de fato, torna-se ainda mais forte por meio dele, o que sugere a necessária atitude de não desistir, a fim de que a palavra de Deus produza fruto em nós (Lc 8.15). A “perseverança”, por sua vez, produz um “caráter aprovado”. Os sofrimentos, em vez de ameaçarem ou enfraquecerem nossa esperança, como poderíamos imaginar, na verdade aumentarão nossa certeza nessa esperança. A esperança, como um músculo, não será forte se não for usada. É no sofrimento que devemos exercitar, com deliberação e firmeza, a nossa esperança, e a reafirmação constante de esperança em meio a circunstâncias aparentemente desprovidas dela nos dará uma convicção cada vez mais profunda da realidade e a certeza daquilo que esperamos (Rm 4.18-19).
Alguns comentaristas frequentemente destacam que essa cadeia lógica funciona somente se a pessoa responder aos problemas da forma apropriada. Paulo não nega isso aqui, mas não trata disso nesse texto. O motivo é que Ele pressupõe que Deus vencerá a tendência dos crentes de sucumbir à pressão. O paralelo com Rm 8.28—39 aqui é crucial. Aqueles que estão justificados serão seguramente glorificados: nada separará os crentes do amor de Cristo. Inserir a condição nesse ponto, então, é enganoso, porque implica que essa cadeia lógica pode ser quebrada. Isso prejudica a intenção de Paulo, pois aqueles que estão justificados certamente serão glorificados, e os frutos da justificação serão manifestos a eles. Essa certeza, como o capítulo 6 mostrará, não é base para a frouxidão moral.
V. 5
Este versículo deixa claro que “esperança” é o foco de 5.1-11. Podemos nos regozijar na esperança, sabendo que ela não nos decepcionará por causa da “maravilhosa graça” do amor de Deus (vv. 5b-8).
A primeira parte do v. 5 remete a passagens do AT. A última frase do versículo é causal: os cristãos estão seguros de que não serão envergonhados “porque o amor de Deus foi derramado em nosso coração pelo Espírito Santo que nos foi dado”. O verbo “derramar” indica uma efusão abundante e “extravagante”: “ele não fiz ‘dado’, mas ‘derramado abundantemente em nosso coração’ mostrando desse modo a profusão disso” (Crisóstomo). Paulo usa esse mesmo verbo para se referir ao “derramamento” do Espírito de Deus (Tt 3.6). Isso levanta a possibilidade de que o real sujeito de “derramar” seja o Espírito Santo, que testemunha em nosso coração o amor de Deus. Mas devemos respeitar “o amor de Deus” como sujeito do verbo. Paulo está afirmando duas cosias de uma só vez: que o amor de Deus foi derramado em nosso coração no passado e que esse amor está agora em nós.
Pela primeira vez em Romanos, Paulo menciona o amor de Deus, um tema mais proeminente em Paulo do que em geral notamos (Morris). Paulo realça que o amor de Deus por nós é ativo — é um amor que Ele nos dá e que representa tudo o que Deus fez e fará por nós (veja 8.5). É a sensação interior e subjetiva — sim, até mesmo emocional — do cristão de que Deus, de fato, nos ama — amor expresso e tornado vital em ações reais e concretas em nosso favor — que nos dá a certeza de que a “esperança não nos deixa decepcionados”.
