A união pelo Evangelho - Gálatas 2:11-14

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Transcript

Introdução

Aprendemos que o Evangelho muda nossa perspectiva sobre nosso relacionamento com Deus, aprendemos que a transformação é tão profunda, que somos aceitos como filhos amados de Deus. Através do sacrifício de Cristo, temos a possibilidade de ser chamados filhos de Deus, tendo um relacionamento mais profundo e mais significativo do que qualquer coisa nesta vida.
Através da vida que Deus dá, o homem pode cumprir o que Jesus mesmo disse ser o maior dos mandamentos Marcos 12.30 “Ame o Senhor, seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todo o seu entendimento e com toda a sua força.” Com isso, no entanto, precisamos deixar claro que há uma obrigação dentro do mesmo mandamento de Amarmos o nosso próximo, esta talvez seja uma das grandes bençãos vindo da ação do Evangelho, a Igreja do Senhor passa a ser um instrumento no mundo para unidade comunitária.
Isso é tão verdade, que após a descida do Espírito Santo em Atos, temos a passagem célebre que diz Atos dos Apóstolos 2.45–46 “Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade. Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração,”
Unidade marcante, quebrando barreiras sociais e econômicas. É interessante perceber isso, pois o mundo busca unidade através de diversas campanhas, formas novas são inventadas, até mesmo os esportes buscam isso, mas somente o Evangelho genuíno é capaz de trazer esta realidade para nós. Por isso, hoje, aprenderemos a rejeitar a desunião, a individualidade egoísta pois “Viver no Evangelho produz unidade e comunhão”

Estrutura

Viver no Evangelho produz unidade e comunhão
Vs. 11-13 - A ação sem o Evangelho da Graça impede a comunhão plena
Um dos principais confrontos da Igreja Gálata não estava apenas em rejeitar o Evangelho da Graça, mas o fato de que os mestre judaizantes estavam criando inimizades dentro do corpo de Cristo, fazendo com que houvesse um sistema onde os circuncidados eram melhores e os incircuncisos, crentes de segunda classe. Esta forma de apresentação evangélica gera um grande embate na Igreja da Galácia, fato esse que Paulo chama de Evangelho judaizante.
No capítulo 2, Paulo utiliza de um encontro que teve em Jerusalém para demonstrar como esse Evangelho judaizante era uma forma corrompida de adicionar mais formas humanas de salvação, minimizando a graça de Deus. Entenda, esse foi um dos mais fortes embates, pois Pedro, Tiago e João poderiam ter recusado o apostolado de Paulo, julgando como inimigo de Cristo, simplesmente por ele ter aceito crentes não circuncidados. (É sempre bom lembrarmos, que para um Judeu, a Circuncisão era uma das maiores expressões da aliança passada de Abraão até aqueles dias, ou seja, era uma forma de comunhão com Deus, mantendo a pureza dentro do povo).
Paulo utiliza desta tensão, para explicar justamente como este Evangelho judaizante gerava embate e constante afastamento dentro do corpo de Cristo. É dito pelo apóstolo, que em um encontro com Pedro em Antioquia da Síria, em meio a comunhão daquela Igreja, ao receberem a visita de irmãos que eram cuidados e guiados por Tiago, Pedro teria segregado aquele povo por simplesmente não serem puros segundo a lei judaica, contudo, realizar tal separação era admitir que a comunhão não viria da união com Cristo que todo aquele que crê recebe, mas apenas de um segundo passo, de uma comunhão que viria através da identificação na carne, tal prática é reprovada, pois somente em Cristo, e unicamente por meio de sua obra que podemos adentrar no reino de Deus. Isso é tão marcante, que Paulo diz que tal atitude é hipócrita e contrária a verdade do evangelho como dito nos versos 1-10 do capítulo 2.
Vs. 14 - A vida no Evangelho produz unidade e comunhão plena
Tal ponto traz uma repreensão de Paulo a Pedro. Aqui entra um importante aspecto, nem mesmo um apóstolo está isento de seus erros e falhas quando ao invés de seguir o Evangelho, teme a opinião do próximo. Pedro como uma grande autoridade poderia ter utilizando-se de sua influência para pastorear aqueles corações, mas seguindo seus próprios modos e mentalidade nacionalista judaica, quase se torna uma pedra de tropeço para causa do Evangelho.
Aprendemos a partir desta perspectiva que as práticas da Lei ainda estavam profundamente arraigadas na mente dos cristãos de origem judaicas, era um ataque direto, uma ação avassaladora contra o princípio de grande valia, a comunhão e unidade que só o Evangelho poderá criar.
É por isso que Paulo termina expondo seu ponto de vista a Pedro, como uma ideia para que ele fuja desta aparência hipócrita, a qual busca redenção e comunhão sem Cruz.

APLICAÇÃO

Quais lições tiramos destes versos? Podemos nos tornar cada vez mais religiosos a medida que nos acostumamos a viver a vida da Igreja e não na perspectiva do Evangelho. Enquanto por nossa própria natureza tendemos a nos reunir com apenas aqueles que tem certas características que julgamos se alinhar as nossas preferências, o Evangelho nos desafia a amar e ter comunhão com aqueles que o mundo e nossa comunidade rejeita, não estou falando apenas daquelas pessoas que realmente enfrentam problemas, estou falando de você buscar como um todo, viver o Evangelho onde todos, como Igreja, buscam viver uma unidade, de maneira intencional, buscando se reunir e conviver sendo sensível ao próximo.
Até mesmo o crente mais espiritual poderá em algum momento da sua vida ser provado a excluir e evitar conviver com pessoas meramente por suas preferências, foi assim com Pedro, contudo, para esses uma Palavra franca de repreensão deve ficar claro, muito cuidado para que você não seja um impedimento para que pessoas não consiga encontrar o caminho da vida. Se perdermos o Cristianismo em regras intermináveis e fora do que realmente Deus instituiu, podemos acabar sendo como os Fariseus, que botaram cargas pesadas as quais Deus nunca desejou para aqueles que o desejam seguir, por isso, se depender de você, deixe claro o caminho que Deus já pavimentou e que tudo que uma pessoa deve fazer para chegar-se a Deus é confiar nos méritos de Cristo e não de si mesmo.
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