Quando os filhos de Deus se tornam filhos de Belial

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Introdução

I. Qual história da bíblia você acha mais bonita?

Muitas histórias da bíblia são lindas e envolventes. Oseias e Gomer inspiram filmes, livros e series até hoje. A história da criação é repetida em classes infantis e encanta as crianças.

II. Nem tudo é beleza?

No entanto, algumas histórias da bíblia são marcantes não por sua beleza, mas pelo horror que elas causam. Esse é o caso de Juizes 19. Mas esse horror não é gratuito, há um proposito para as cenas crueis nesse relato. Há uma mensagem a ser transmitida para nós hoje.

Uma história de alegria?

I. Resumo da história:

vv. 1-4 - história de reconciliação v. 5-9 - O sogro e a concubina se alegram com o levita. v. 10-14 - Escolheram passar a noite entre os filhos de Israel por ser mais seguro. v. 15-22a - foi recebido pelo efraemita para passar a noite

II. O tom da história:

O início dessa história é marcado por um tom alegre e de reconciliação. Poderia ser mais uma linda história de amor e perdão. Poderia ser este um sermão para familías e casais, ou para falar sobre hospitalidade. O narrador constantemente fala de alegria: O sogro se alegra ao ver o genro (v. 3), Ele convida o genro para ficar e se alegrar por duas vezes (v. 6, 9), há alegria na casa do efraemita (v. 22). Tudo parece caminhar para um final feliz.

Eis que… Quando o povo de Deus se parece com Sodoma.

I. Registro de um crime terrivel

v. 22-24 - O tom muda, o povo da cidade não é mais “filhos de Israel” (v. 12), são filhos de Belial. Nós já vimos essa história antes, essa narrativa retoma de forma intencional o pecado de Sodoma e Gomorra. Os benjamitas estavam com os mesmos costumes que um povo que recebeu o juízo de Deus. v. 25 - Se tornaram piores que Sodoma, eles concretizaram o pecado. v. 26-29 - Como se não pudesse ficar pior ainda, a história termina de forma a embrulhar o estômago. v. 30 - O narrador quer deixar claro: nunca foi feito algo semelhante em Israel. E a história termina com um apelo: ponderai nisso, considerai e falai.

II. Por que tanto horror?

Qual a necessidade de registrar um crime tão hediondo e odioso? As vezes estamos acostumados com o pecado que não nos horrorizamos mais. O texto quer nos causar choque para entendermos o quão terrivel é o pecado e quão longe o ser humano pode ir ao permitir o mal em sua vida.

Como chegaram a esse ponto?

I. Tudo começou com uma atitude pequena

Juízes 1.21Porém os filhos de Benjamim não expulsaram os jebuseus que habitavam em Jerusalém; antes, os jebuseus habitam com os filhos de Benjamim em Jerusalém, até ao dia de hoje.” - Não expulsaram os jebuseus, prefiriram conviver com o erro.
Juízes 2.1–4 “Subiu o Anjo do Senhor de Gilgal a Boquim e disse: Do Egito vos fiz subir e vos trouxe à terra que, sob juramento, havia prometido a vossos pais. Eu disse: nunca invalidarei a minha aliança convosco. Vós, porém, não fareis aliança com os moradores desta terra; antes, derribareis os seus altares; contudo, não obedecestes à minha voz. Que é isso que fizestes? Pelo que também eu disse: não os expulsarei de diante de vós; antes, vos serão por adversários, e os seus deuses vos serão laços. Sucedeu que, falando o Anjo do Senhor estas palavras a todos os filhos de Israel, levantou o povo a sua voz e chorou.” - Deus mais uma vez alerta para o perigo de manter os inimigos ali, o povo lamenta, mas não resolve o problema.

II. O perigo morra ao lado

Os bejamitas não acordaram um dia e pensaram: “Que tal se hoje organizarmos um estupro coletivo?”. Foi por conviver com os jebuseus que aos poucos foram aprendendo as suas práticas, foram tolerantes com mal pequeno, a tal ponto que se tornaram praticantes de males terriveis. O erro dos benjamitas foi conviver com o mal sem se incomodar, se dessensibilizaram com o pecado e o pecado se tornou normal.

Conclusão e apelo

Cuidado, o mesmo perigo nos rodeia

Estamos sujeitos ao mesmo perigo. O que antes eram motivo de escândalo, hoje é aceito e se tornou comum. Eu me lembro quando determinadas cenas eram exibidas na televisão e isso causava repudio entre os cristãos, hoje pagamos para assistir às mesmas cenas e até piores. Não podemos dessensibilizar-nos com o pecado, não podemos ser tolerantes com o mal. Não deixe entrar na sua vida praticas mundanas, por menores que sejam, pois essas práticas te levarão ao horror. O que começa com um copo, termina com morte em um acidente de carro. O que começa com uma brincadeira entre colegas de trabalho termina com filhos de pais divorciados. O que começa com clique “só para desestressar” termina em um vício incontrolavel. O que começa com uma piada imprópria termina em um coração dominado pela impureza. O que começa convivendo com o mundo termina parecendo com o mundo.
1Coríntios 15.33 “Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes.”
Tiago 4.4 “Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.”
Romanos 12.2 “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.”
Não sejamos tolerantes ao mal, não permita os costumes do mundo se tornarem os seus costumes. Expulse o inimigo de dentro da sua casa, para que sua história não tenha um final de horror.
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