DECADÊNCIA REBELDE (Parte 5) 2 Samuel 18

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Notes
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Grande ideia: No coração rebelde germina a semente da decadência generalizada.
Estrutura: o triste fim de um rebelde (vv. 1-18) e o choro sincero de um pai ausente (vv. 19-33).
Lou Priolo:
Este processo da ira para rebeldia muitas vezes pode ser identificado em cinco passos distintos. Estes cinco passos na escada para a destruição são: mágoa, amargura, ira, teimosia, e finalmente rebeldia.
Psalm 63 NAA
Salmo de Davi, quando estava no deserto de Judá Ó Deus, tu és o meu Deus; eu te busco ansiosamente. A minha alma tem sede de ti; meu corpo te almeja, como terra árida, exausta e sem água. Assim, quero ver-te no santuário, para contemplar a tua força e a tua glória. Porque a tua graça é melhor do que a vida; os meus lábios te louvam. Assim, eu te bendirei enquanto viver; em teu nome, levanto as mãos. Como de saborosa comida se farta a minha alma; e, com júbilo nos lábios, a minha boca te louva, no meu leito, quando de ti me recordo e em ti medito, durante as vigílias da noite. Porque tu tens sido o meu auxílio; à sombra das tuas asas, eu canto de alegria. A minha alma apega-se a ti; a tua mão direita me ampara. Porém os que procuram destruir a minha vida descerão às profundezas da terra. Serão entregues ao poder da espada e virão a ser pasto dos chacais. Mas o rei se alegrará em Deus; quem por ele jura se gloriará, pois se tapará a boca dos que proferem mentira.
Triste fim de um rebelde. (vv. 1-18)
O texto no capítulo anterior termina no relato da provisão de Deus através de amigos leiais de Davi.
2 Samuel 17:28–29 NAA
trouxeram camas, bacias e vasilhas de barro, além de trigo, cevada, farinha, grãos torrados, favas e lentilhas; também mel, coalhada, ovelhas e queijos de leite de vaca. Levaram isso a Davi e ao povo que estava com ele, para que comessem, porque disseram: “Este povo no deserto está faminto, cansado e sedento.”
Davi organiza seu exército pessoal (ele já estava acostumado a isso, pelo tempo que viveu em fuga de Saul).
Henry, Matthew.:
Josefo diz que foram ao todo cerca de quatro mil homens. Esses ele dividiu em regimentos e companhias, aos quais nomeava os devidos oficiais, e então os dispôs, como de costume, em três grupos: a ala direita, a ala esquerda e o centro, dois dos quais ele confiou a dois generais experientes, Joabe e Abisai, e o terceiro grupo ao seu novo amigo Itai.
Seus comandantes (Joabe, Abisai e Itai) não permitem que ele os acompanhassem: “o senhor vale por dez mil de nós”.
Davi parece que prevê o pior: “Por amor a mim, tratem com brandura o jovem Absalão”. E essa fala foi testemunhada por todo o povo.
MacArthur, John.:
18: 5 tratem bem. Davi ordenou que seus três comandantes não prejudicassem Absalão. Os quatro usos da expressão “o jovem Absalão” (vv. 5,12,29,32) implicam que Davi via Absalão, de forma afetiva, como um jovem rebelde que poderia ser perdoado.
Davi vai se referir a Absalão como “jovem”: (vv. 5, 12, 29, 32).
Léxico Hebraico, Aramaico e Grego de Strong 05288 נער na ̀ar

נער na ̀ar

procedente de 5287; DITAT - 1389a; n m

1) menino, moço, servo, jovem, criado

1a) menino, moço, jovem

1b) servo, criado

Foram perdidas 20 mil vidas, nessa batalha entre irmãos. Tudo neste cenário pitoresco: a floresta de Efraim.
Qual a importância da Floresta de Efraim na história de Davi?
A Floresta de Efraim foi decisiva para a vitória de Davi contra a rebelião de Absalão, funcionando como um elemento estratégico que inverteu uma desvantagem militar significativa. Absalão comandava forças superiores em número, deixando claro que os homens de Davi estavam amplamente superados, mas Davi escolheu esse terreno acidentado especificamente para neutralizar a superioridade numérica do adversário, pois o ambiente favorecia guerreiros experientes a pé em detrimento da cavalaria e combatentes menos preparados.
É provável que Davi e Joabe tenham propositalmente atraído Absalão para uma armadilha, usando Maanaim como quartel-general estratégico que permitia explorar as características do terreno adequadas à guerra de guerrilha que especializava os guerreiros de Davi. As tropas reais aproveitaram o relevo irregular e as áreas florestadas para emboscadas, ataques simulados que atraíram soldados para precipícios e uádis, deixando os homens de Absalão desorientados, isolados e vulneráveis.
O resultado foi devastador para o exército rebelde. A afirmação bíblica de que “a floresta matou mais que a espada” provavelmente reflete como o terreno facilitou o massacre pelos guerreiros de Davi. Além da derrota tática, a morte de Absalão no local—preso pela cabeça em uma árvore enquanto sua mula o abandonava—carregava simbolismo de perda do poder real, selando não apenas a vitória militar, mas o fim da rebelião.
É triste que o que se destacava em Absalão se tornou seu ponto mais vulnerável.
2 Samuel 14:25–26 NAA
Em todo o Israel não havia homem tão celebrado por sua beleza como Absalão. Desde a planta do pé até o alto da cabeça, não havia nele defeito algum. Quando cortava o cabelo — e isto se fazia no fim de cada ano, porque o cabelo lhe ficava pesado demais —, seu peso era de mais de dois quilos, segundo o peso real.
2 Samuel 18:9 NAA
Absalão, montado em sua mula, encontrou-se com os homens de Davi. Quando a mula passou debaixo dos ramos de um grande carvalho, a cabeça de Absalão ficou presa nos ramos. Ele ficou pendurado entre o céu e a terra, enquanto a mula, que ele montava, passou adiante.
Joabe enxerga nessa situação, uma(a) oportunidade para se livrar de Absalão (embora Davi tenha pedido para tratá-lo com brandura).
Mas, o servo de Joabe teve mais temor do que o próprio Joabe: “Poupem o jovem Absalão”.
Triste a atitude de Joabe de alvejar um homem que já estava rendido. Sua postura foi de covardia (imprópria para um guerreiro).
Absalão foi sepultado como um indigno: “grande cova na floresta”.
Henry, Matthew.:
Agora, onde está a beleza da qual tinha tanto orgulho e que foi motivo de tanta admiração? Onde ficaram os seus ambiciosos projetos e os castelos que havia construído no ar? Seus pensamentos pereceram junto com ele. E, para indicar quão pesada a sua iniqüidade estava sobre os seus ossos, de acordo com a expressão do profeta (Ez 32.27), eles levantaram sobre ele um mui grande montão de pedras, para se tornar um monumento de sua vileza e para indicar que deveria ter sido apedrejado como filho rebelde (Dt 21.21). Os viajantes dizem que o lugar é conhecido até o dia de hoje, e que é comum os passantes jogarem uma pedra sobre o montão, com a seguinte expressão: Amaldiçoado seja a memória do rebelde Absalão, e amaldiçoado para sempre sejam todos os filhos perversos que se levantam em rebelião contra seus pais.
Deuteronomy 21:18–21 NAA
— Se alguém tiver um filho teimoso e rebelde, que não obedece à voz de seu pai nem à voz de sua mãe e, mesmo quando castigado, não lhes dá ouvidos, seu pai e sua mãe o pegarão e o levarão aos anciãos da cidade, junto ao portão daquele lugar, e dirão: “Este nosso filho é rebelde e teimoso, não dá ouvidos à nossa voz, é comilão e beberrão.” Então todos os homens da cidade o apedrejarão até que morra. Assim vocês eliminarão o mal do meio de vocês; todo o Israel ouvirá e temerá.
Diferente da coluna que ele havia erguido no vale do Rei.
2 Samuel 18:18 NAA
Ora, quando ainda vivia, Absalão tinha levantado para si uma coluna, que está no vale do Rei, porque dizia: “Não tenho nenhum filho para conservar a memória do meu nome.” E deu o seu próprio nome à coluna, que até hoje se chama o Monumento de Absalão.
MacArthur, John.:
18: 18 monumento para si mesmo. Absalão prestou homenagem a si mesmo ao erguer um monumento em sua própria honra (cf. a ação de Saul em 1Samuel 15: 12). Hoje, existe um monumento denominado “túmulo de Absalão” (talvez no mesmo local), no qual os judeus ortodoxos cospem ao passar. vale do Rei. Tradicionalmente, o vale de Cedrom, imediatamente a leste da cidade de Jerusalém. nenhum filho. De acordo com 14: 27, Absalão teve três filhos, não nomeados no texto, e todos haviam morrido antes dele.
2. Choro sincero de um pai ausente. (vv. 19-33)
Aimaás quer dar a noticia a Davi. Ele tem o entendimento correto neste ponto: “o Senhor Deus já o livrou das mãos dos seus inimigos”.
Mas Joabe teme por conta da sua desobediência em relação ao pedido do rei: ele não tratou brandamente a Absalão.
Joabe manda um etíope dar a notícia. Mas Aimaás insiste em ir também.
A cena é tocante: Davi entre os portões da entrada da cidade. E fica a imaginar: qual será a notícia?
Logo que pergunta sobre Absalão, Aimaás evita dizer o que havia acontecido, mas o etíope é o portador dessa má notícia.
2 Samuel 18:32 NAA
Então o rei perguntou ao etíope: — Vai bem o jovem Absalão? O etíope respondeu: — Que aquilo que aconteceu com aquele jovem aconteça com os inimigos do rei, meu senhor, e todos os que se levantam contra ele.
“Vai bem o jovem Absalão?”.
Bíblia de Estudos e Sermões de C. H. Spurgeon: Notas Capítulo 18

Muitos pais e muitas mães morrem, assassinados, não com faca ou veneno, mas com palavras e atos cruéis de seus próprios filhos. Muitos e muitos túmulos podem muito bem ser regados pelas lágrimas de filhos e filhas, porque eles prematuramente encheram essas sepulturas com sua conduta ingrata. Pensemos todos, que ainda temos pais, quanto devemos a eles. E que seja a nossa alegria, se não pudermos recompensá-los de qualquer forma, dar-lhes conforto tanto por nossa conduta quanto pela demonstração de nossa gratidão. Que eles tenham tal alegria em nós, que nunca se arrependam das ansiedades dos últimos anos, mas que seus corações tenham a alegria de terem trazido ao mundo tais filhos e filhas. Se tivemos pais que cuidaram de nós e disseram ansiosamente: “Eles estão bem?”, agradeçamos a Deus e que nunca subestimemos Sua misericórdia tratando a Sua dádiva com desprezo.

O choro de Davi é de comover a nossa alma: “Meu filho Absalão, meu filho, meu filho Absalão!”.
MacArthur, John.:
18: 33 meu filho. Expressão repetida cinco vezes nesse versículo. Davi lamentou a morte de Absalão, seu filho (cf. 9: 5). Apesar de todo o mal que Absalão lhe causara, Davi estava preocupado com sua perda pessoal de maneira melancólica, o que parece ser coerente com sua fraqueza na condição de pai. Era um zelo injustificado em relação a um filho tão sem valor e uma advertência para os resultados lamentáveis do pecado.
Jesus, o filho de Davi também chorou por nós. Mas o seu choro não foi de um arrependimento por algum erro cometido, mas foi expressão de graça perdoadora.
Jesus chora em poucas passagens bíblicas, cada uma revelando diferentes dimensões de sua humanidade e compaixão:
João 11:35 é a mais breve e direta: “Jesus chorou.” Ocorre quando Jesus se aproxima do túmulo de Lázaro, seu amigo. O choro aqui reflete sua tristeza genuína diante da morte e do sofrimento humano, bem como a dor dos que o rodeavam—Maria e Marta, irmãs de Lázaro.
Lucas 19:41-44 registra Jesus chorando sobre Jerusalém. Ao aproximar-se da cidade, ele chora prevendo sua destruição futura. Seu choro é motivado pela rejeição de Jerusalém ao seu ministério e pelas consequências que se seguiriam. Jesus lamenta: “Se ao menos você soubesse, neste dia, o que traria paz! Mas agora isto está oculto aos seus olhos.”
Hebreus 5:7 oferece outra perspectiva: “Durante os dias de sua vida na terra, Jesus ofereceu orações e súplicas com altos brados e lágrimas àquele que podia salvá-lo da morte.” Essa passagem refere-se provavelmente ao sofrimento de Jesus no Getsêmani, quando enfrentava sua paixão iminente.
Essas passagens são significativas porque mostram que Jesus não era insensível ao sofrimento. Seu choro demonstra empatia genuína, tristeza legítima e uma resposta humana profunda aos eventos ao seu redor. Não são lágrimas de fraqueza, mas expressões de amor, compaixão e preocupação com o bem-estar daqueles que amava e com o destino de seu povo. Revelam que a divindade de Cristo não anulou sua humanidade, mas a aperfeiçoou.
3. Outras aplicações:
(a) Quando Deus quer tratar alguém ele expõe seu orgulho, e o mata. Nada arrebenta mais um homem ou uma mulher do que a soberba.
Daniel 4:28–33 NAA
Tudo isso, de fato, aconteceu com o rei Nabucodonosor. Passados doze meses, quando estava passeando no terraço do palácio real da cidade da Babilônia, o rei disse: — Não é esta a grande Babilônia que eu construí para a casa real, com o meu grandioso poder e para glória da minha majestade? Enquanto o rei ainda falava, veio uma voz do céu, que disse: — A você, rei Nabucodonosor, se anuncia o seguinte: Este reino lhe foi tirado. Você será expulso do meio das pessoas, e a sua morada será com os animais selvagens; você comerá capim como os bois, e passarão sete tempos, até que você reconheça que o Altíssimo tem domínio sobre os reinos do mundo e os dá a quem ele quer. No mesmo instante, se cumpriu a palavra sobre Nabucodonosor. Ele foi expulso do meio das pessoas e começou a comer capim como os bois. O seu corpo foi molhado pelo orvalho do céu, até que lhe cresceram os cabelos como as penas da águia, e as suas unhas, como as garras das aves.
John Piper:
Não conhecer o governo absoluto de Deus sobre os reis da terra e não se regozijar nisso são um sinal de que estamos nos tornando semelhantes a animais, e não a humanos. A experiência de Nabucodonosor tornando-se semelhante a um animal é uma lembrança vívida de que a autoexaltação é o exato oposto do que parece ser. “E foi expulso de entre os homens e passou a comer erva como os bois” (Dn 4.33). Por quê? Porque ele disse: “Não é esta a grande Babilônia que eu edifiquei para a casa real, com o meu grandioso poder?” (Dn 4.30). No momento de sua autoexaltação, ele comeria grama como um animal. A palavra de Deus para nós é esta: não desça à perversão da humanidade; deleite-se na providência.
(b) Pais choram pelos seus filhos rebeldes. Não se trata de buscar culpados nesta questão. A rebeldia pune a família como um todo. Que Deus nos livre dela!
Ephesians 4:30–32 NAA
E não entristeçam o Espírito de Deus, no qual vocês foram selados para o dia da redenção. Que não haja no meio de vocês qualquer amargura, indignação, ira, gritaria e blasfêmia, bem como qualquer maldade. Pelo contrário, sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando uns aos outros, como também Deus, em Cristo, perdoou vocês.
Ilustr.:
História
Era uma vez um rei muito vaidoso que só se preocupava com roupas novas e luxuosas. Dois falsos alfaiates apareceram e disseram que podiam fazer um tecido especial: ele seria invisível para qualquer pessoa tola ou incapaz.
O rei achou a ideia genial, porque isso lhe permitiria descobrir quem era inteligente e quem era ignorante na sua corte. Os vigaristas, então, fingiram trabalhar, pediram materiais caros e foram recebendo ouro, seda e atenção, mas não faziam roupa nenhuma.
Depois, o rei mandou seus ministros verem o tecido. Como eles não viam nada, ficaram com vergonha de admitir isso e elogiaram a “obra” para não parecerem tolos. O mesmo aconteceu com o próprio rei.
Quando a roupa ficou “pronta”, o rei saiu em desfile diante do povo, completamente nu, mas todos continuaram fingindo ver uma roupa magnífica. Só uma criança disse a verdade: “O rei está nu!”.
Sentido da história
A lição principal é que a vaidade, o medo de parecer ignorante e a pressão social podem fazer pessoas inteligentes aceitarem uma mentira evidente. O conto também critica a bajulação e a falta de coragem para dizer a verdade.[observatoriodaimprensa.com]
Origem
A história é de Hans Christian Andersen e foi publicada em 1837. Em português, ela aparece tanto como “O rei está nu” quanto como “A roupa nova do imperador”.
Genesis 3:7 NAA
Então os olhos de ambos se abriram; e, percebendo que estavam nus, costuraram folhas de figueira e fizeram cintas para si.
Genesis 3:9–10 NAA
E o Senhor Deus chamou o homem e lhe perguntou: — Onde você está? Ele respondeu: — Ouvi a tua voz no jardim, e, porque estava nu, tive medo, e me escondi.
Genesis 3:21 NAA
O Senhor Deus fez roupas de peles, com as quais vestiu Adão e sua mulher.
Isaiah 61:3 NAA
e a pôr sobre os que choram em Sião uma coroa em vez de cinzas, óleo de alegria em vez de pranto, manto de louvor em vez de espírito angustiado. Eles serão chamados carvalhos de justiça, plantados pelo Senhor para a sua glória.
2 Corinthians 5:21 NAA
Aquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós, para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.
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