CANÇÕES E CONVERSAS DO CAMINHO Da peregrinação do povo ao caminho da cruz - Sermão 2 - Quando a cruz confronta nossas expectativas Texto: Evangelho de Marcos 27–38
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Transcript
Então Jesus e os seus discípulos foram para as aldeias de Cesareia de Filipe. No caminho, perguntou-lhes:
— Quem os outros dizem que eu sou?
Os discípulos responderam:
— Uns dizem que é João Batista; outros dizem que é Elias; e ainda outros dizem que é um dos profetas.
Então Jesus perguntou:
— E vocês, quem dizem que eu sou?
Respondendo, Pedro lhe disse:
— O senhor é o Cristo.
Então Jesus os advertiu de que a ninguém dissessem tal coisa a seu respeito.
Então Jesus começou a ensinar-lhes que era necessário que o Filho do Homem sofresse muitas coisas, fosse rejeitado pelos anciãos, pelos principais sacerdotes e pelos escribas, fosse morto e que, depois de três dias, ressuscitasse. E isto ele expunha claramente. Então Pedro, chamando-o à parte, começou a repreendê-lo. Mas Jesus, voltando-se e vendo os seus discípulos, repreendeu Pedro e disse:
— Saia da minha frente, Satanás! Porque você não leva em consideração as coisas de Deus, e sim as dos homens.
A CRUZ QUE CONFUNDE NOSSAS EXPECTATIVAS (vv.27–33)
A CRUZ QUE CONFUNDE NOSSAS EXPECTATIVAS (vv.27–33)
Introdução
Introdução
Jesus conduz os discípulos a um ponto de decisão: não apenas sobre o que Ele faz, mas sobre quem Ele é.
A pergunta deixa de ser teórica e se torna pessoal:
“E vós, quem dizeis que eu sou?”
1. A confissão certa, mas uma compreensão incompleta (vv.27–30)
1. A confissão certa, mas uma compreensão incompleta (vv.27–30)
Jesus pergunta primeiro sobre a opinião das multidões:
João Batista;
Elias;
um profeta.
Mas então Ele direciona aos discípulos:
“E vós?”
Pedro responde:
“Tu és o Cristo.”
Exegese
Exegese
“Cristo” (χριστός) significa:
o Ungido;
o Messias prometido;
o Rei esperado.
Pedro acerta a identidade.
Mas ainda não compreende o significado dessa identidade.
Aplicação
Aplicação
É possível ter uma confissão correta e ainda uma expectativa errada sobre Jesus.
Podemos dizer:
“Jesus é o Senhor”
e ainda querer que Ele governe segundo nossos termos.
2. O Messias que sofre contradiz a lógica humana (vv.31–32)
2. O Messias que sofre contradiz a lógica humana (vv.31–32)
Jesus então começa a ensinar algo inesperado:
“É necessário (δεῖ) que o Filho do Homem sofra…”
Exegese
Exegese
“É necessário” indica:
plano divino inevitável;
propósito soberano;
caminho redentivo estabelecido.
A cruz não é acidente.
É necessidade teológica.
O choque
O choque
Pedro não aceita isso.
Ele começa a repreender Jesus.
O discípulo tenta corrigir o Mestre.
3. O pensamento humano pode se opor ao plano de Deus (v.33)
3. O pensamento humano pode se opor ao plano de Deus (v.33)
Jesus responde com dureza:
“Arreda, Satanás!”
Exegese
Exegese
Jesus não está chamando Pedro de Satanás literalmente, mas identificando a origem da lógica:
oposição ao plano da cruz;
pensamento humano desalinhado com Deus.
“Não cogitas das coisas de Deus, mas das dos homens.”
Aplicação
Aplicação
O problema não é apenas ignorância.
É resistência ao caminho de Deus.
Muitas vezes queremos um Cristo sem cruz,
mas Deus não oferece esse Cristo.
