E agora, o que devemos fazer?

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1 Corinthians 15:1–4 ARA
1 Irmãos, venho lembrar-vos o evangelho que vos anunciei, o qual recebestes e no qual ainda perseverais; 2 por ele também sois salvos, se retiverdes a palavra tal como vo-la preguei, a menos que tenhais crido em vão. 3 Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, 4 e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.
Acts 2:37–41 ARA
37 Ouvindo eles estas coisas, compungiu-se-lhes o coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos? 38 Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. 39 Pois para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe, isto é, para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar. 40 Com muitas outras palavras deu testemunho e exortava-os, dizendo: Salvai-vos desta geração perversa. 41 Então, os que lhe aceitaram a palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas.
A verdadeira exposição ao evangelho sempre gera uma pergunta de resposta pessoal, “que devemos fazer?”. Essa pergunta não termina na conversão, ela continua guiando todo aquele que, como Pedro, já foi restaurado e chamado a semear o evangelho sem medo. Que quem ainda não creu responda pessoalmente ao evangelho hoje, e que quem já creu recorde sua própria história com Cristo, fixe os olhos Nele e assuma de novo a responsabilidade de compartilhar o evangelho.
No dia de Pentecoste, Pedro prega um sermão simples: quem é Jesus, o que Ele fez, e o que Deus fez ao ressuscitá-lo. Não há técnica de persuasão, não há apelo emocional fabricado. E o resultado é imediato: “Ouvindo eles isto, compungiram-se em seu coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos?” (Atos 2:37). Milhares respondem naquele dia. Essa pergunta, “que devemos fazer”, não é só a porta de entrada da fé. Ela continua sendo a pergunta certa para quem já está dentro, sendo aperfeiçoado pelo Espírito Santo, dia após dia.

1) A PREGAÇÃO QUE GERA A PERGUNTA

Atos 2:37: “Ouvindo eles isto, compungiram-se em seu coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos?”
Atos 2:22-24,36 (o conteúdo pregado: Jesus crucificado, ressuscitado, feito Senhor e Cristo); Atos 16:30 (o carcereiro de Filipos: “que devo fazer para ser salvo?”); Romanos 10:14 (como ouvirão, se não há quem pregue?)
Acts 16:30 ARA
30 Depois, trazendo-os para fora, disse: Senhores, que devo fazer para que seja salvo?
Romans 10:14 ARA
14 Como, porém, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue?
Pedro não pregou uma opinião religiosa nem uma sensação. Ele expôs fatos: Jesus foi crucificado por vocês, Deus o ressuscitou, e Deus o fez Senhor e Cristo. O resultado natural de ouvir isso de verdade não é indiferença, é a pergunta compungida. A mesma coisa acontece com o carcereiro de Filipos em Atos 16: quando a realidade do evangelho toca alguém de verdade, a resposta é sempre alguma versão de “que devo fazer?”. Isso vale tanto para quem ainda não creu quanto para quem já creu: toda vez que a Palavra é exposta com clareza, ela deveria gerar essa mesma pergunta em nós de novo.

2) A MEMÓRIA QUE SUSTENTA A ESPERANÇA

Filipenses 3:12-14: “Esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo, rumo ao prêmio da vocação celestial de Deus em Cristo Jesus.”
Hebreus 12:1-2 (fixando os olhos em Jesus, autor e consumador da fé); 2 Pedro 3:11-12 (aguardando e apressando a vinda do Dia de Deus); Lucas 22:31-32 (Jesus avisa Pedro que Satanás pediu para peneirá-lo como trigo, mas ora por ele, “e você, quando se converter, fortaleça os seus irmãos”)
Depois da ressurreição, Pedro já tinha visto o Cristo ressuscitado, pelo menos duas vezes (João 20:19-23 e 20:26-29). Mesmo assim, em João 21:3, ele diz: “vou pescar.” Isso não é dúvida sobre a ressurreição. É vergonha pela negação. Pedro sabia que Jesus estava vivo e, ainda assim, recuou para o que conhecia, porque não conseguia lidar com o próprio fracasso. Precisamos, como Pedro precisou, lembrar constantemente de onde Cristo nos encontrou e do que Ele já fez, não para viver de culpa, mas para manter os olhos fixos na bondade dele, e não no que ainda não alcançamos. A esperança fica firme quando ancorada no Dia do Senhor, não em coisas passageiras: posição, aprovação, sucesso, ou até o próprio fracasso.

3) SOMOS ENCONTRADOS E TRANSFORMADOS POR JESUS, PARA CUMPRIR O IDE

João 21:15-17: “Simão, filho de João, você me ama? Apascenta as minhas ovelhas.”
João 16:8 (o Espírito convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo); Atos 4:13,20 (Pedro e João, mesmo intimidados, “não podemos deixar de falar do que vimos e ouvimos”); 2 Timóteo 1:7 (Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, amor e moderação)
Jesus não repreende Pedro por ter voltado a pescar. Ele o restaura com uma pergunta feita três vezes, “você me ama?”, espelhando as três negações, e devolve a Pedro a missão: “apascenta as minhas ovelhas.” A mesma boca que negou Jesus no pátio do sumo sacerdote é a boca que, semanas depois, prega em Atos 2 e vê milhares se converterem. Nossa parte não é convencer ninguém. É lançar a semente. Quem convence do pecado e da justiça é o Espírito Santo (João 16:8). Isso tira de nós o peso de “ter que convencer alguém” e devolve a coragem de falar sem medo.

“E AGORA, QUE DEVEMOS FAZER?” (Atos 2:37)

Há duas respostas diferentes hoje, para duas situações diferentes.
Para quem ainda não creu: A pergunta é pessoal e silenciosa, entre você e Deus, sem mecanismo público. “Que devo fazer?” A mesma pergunta que a multidão fez a Pedro é a pergunta que Deus está colocando no seu coração agora.
Para quem já creu, sendo aperfeiçoado pelo Espírito:Este chamado é diferente: é convocação para a obra, não decisão de salvação, e pode ter resposta pública. Como Pedro foi restaurado e reenviado, você é convidado a assumir novamente, publicamente, o compromisso de lançar a semente do evangelho sem medo, confiando que o Espírito Santo faz o resto.
A exposição verdadeira ao evangelho sempre produz uma pergunta de resposta. Para quem ainda não creu, a pergunta leva à salvação. Para quem já creu, a pergunta continua guiando: lembrar de onde Cristo nos encontrou, fixar os olhos Nele e assumir de novo a tarefa de semear.
Atos 2:41: “Os que aceitaram a palavra dele foram batizados; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas.”
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