O QUE SIGNIFICA SEGUIR JESUS?
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Handout
Texto: Evangelho de Mateus 4.18–22
Tema:
Seguir Jesus não é acrescentá-Lo à nossa vida; é entregar-Lhe completamente a nossa vida.
Proposição
Todo verdadeiro discípulo responde ao chamado de Cristo com uma rendição completa, permitindo que Ele transforme sua identidade, seus valores e sua maneira de viver.
INTRODUÇÃO
INTRODUÇÃO
Quando harmonizamos os Evangelhos, percebemos que o chamado de Mateus 4 18-22 não foi o primeiro encontro entre Jesus e aqueles pescadores.
A sequência mais provável é esta:
Evangelho de João
Em João 1.35–42, André e provavelmente João conhecem Jesus através do testemunho de João Batista. André leva Pedro até Jesus. Há um primeiro contato, mas eles ainda não abandonam definitivamente sua profissão.
Evangelho de Lucas
Depois ocorre o episódio narrado em Lucas 5.1–11, com a pesca maravilhosa. Pedro presencia um dos maiores milagres de Jesus, reconhece sua pecaminosidade ("Afasta-te de mim, Senhor, porque sou pecador") e recebe um chamado mais claro para tornar-se pescador de homens.
Evangelho de Mateus
Mateus 4.18–22 registra o chamado ao discipulado permanente, enfatizando a resposta imediata daqueles homens.
Portanto, eles já conheciam Jesus, já haviam ouvido Seu ensino, já tinham visto Seu poder e já haviam experimentado Sua graça.
INTRODUÇÃO (versão exegética)
INTRODUÇÃO (versão exegética)
Meus irmãos,
imaginem que, depois de algum tempo convivendo com uma pessoa, observando seu caráter, ouvindo seus ensinamentos e testemunhando aquilo que ela é capaz de fazer, ela olhe para você e diga apenas duas palavras:
"Siga-me."
Essa decisão mudaria completamente sua vida.
Você deixaria seu trabalho?
Seus planos?
Sua segurança?
Sua família?
Foi exatamente isso que aconteceu com Pedro, André, Tiago e João.
É importante observarmos que esse não foi o primeiro encontro deles com Jesus.
Os outros Evangelhos mostram que eles já O conheciam.
Já tinham ouvido Suas palavras.
Já haviam visto Seus milagres.
Pedro, inclusive, já havia presenciado a pesca maravilhosa (Lc 5 1-11) e se prostrado diante de Cristo dizendo:
"Senhor, afasta-te de mim, porque sou pecador."
Ou seja, quando Jesus diz:
"Sigam-me."
Ele não está falando a estranhos.
Está chamando homens que já conheciam Seu caráter, Seu poder e Sua autoridade.
Mas existe algo extraordinário aqui.
Conhecer Jesus não era suficiente.
Era preciso tomar uma decisão.
Eles precisavam deixar de ser apenas homens impressionados com Cristo para se tornarem discípulos comprometidos com Cristo.
E essa continua sendo a grande diferença ainda hoje.
Muitas pessoas conhecem Jesus.
Conhecem Suas histórias.
Conhecem Seus milagres.
Conhecem Seus ensinos.
Mas conhecer Jesus não é o mesmo que segui-Lo.
O discipulado começa quando aquilo que sabemos sobre Cristo transforma a maneira como vivemos para Cristo.
É por isso que a pergunta desta noite não é:
"Você conhece Jesus?"
A maioria das pessoas nesta igreja responderia que sim.
A verdadeira pergunta é:
"Jesus governa completamente a sua vida?"
Porque existe uma enorme diferença entre conhecer Cristo...
e pertencer a Cristo.
E aqui há uma riqueza exegética que poucas pregações exploram.
E aqui há uma riqueza exegética que poucas pregações exploram.
Os três textos mostram um crescimento no relacionamento dos discípulos com Jesus.
Em João 1:
Eles conhecem Jesus.
Em Lucas 5:
Eles reconhecem quem Jesus é.
Em Mateus 4:
Eles deixam tudo para seguir Jesus.
Perceba a progressão:
Conhecimento → Convencimento → Compromisso
Ou, de outra forma:
Encontro → Convicção → Discipulado
Isso é extremamente pastoral.
Há muitas pessoas em nossas igrejas que estão na fase de João 1.
Conhecem Jesus.
Outras chegaram à experiência de Lucas 5.
Reconhecem Seu poder.
Mas Jesus não quer apenas admiradores impressionados com Seus milagres.
Ele chama homens e mulheres para a experiência de Mateus 4:
deixar tudo e segui-Lo.
FRASE DE TRANSIÇÃO PARA O PONTO 1
FRASE DE TRANSIÇÃO PARA O PONTO 1
"Voltemos, então, às margens do Mar da Galileia. Pedro, André, Tiago e João não estavam procurando uma nova profissão nem planejando mudar de vida. Era apenas mais um dia comum. Redes nas mãos, barcos na água e peixes para pescar. Mas Deus costuma realizar Seus maiores milagres nos dias mais comuns. Foi naquele cenário simples que Jesus pronunciou um chamado capaz de mudar não apenas a vida daqueles homens, mas a história do mundo. E isso nos leva ao primeiro ensinamento desta passagem: Jesus chama pessoas comuns para uma missão extraordinária."
PONTO 1
PONTO 1
JESUS CHAMA PESSOAS COMUNS PARA UMA MISSÃO EXTRAORDINÁRIA
JESUS CHAMA PESSOAS COMUNS PARA UMA MISSÃO EXTRAORDINÁRIA
"Caminhando junto ao mar da Galileia, viu dois irmãos..." (Mt 4.18)
Observe quem Jesus escolheu.
Não eram sacerdotes.
Não eram escribas.
Não eram membros do Sinédrio.
Não eram estudiosos famosos.
Eram pescadores.
Homens simples.
Levantavam-se antes do nascer do sol.
Trabalhavam com as mãos.
Conheciam o peso das redes.
O cheiro dos peixes.
O esforço físico.
Viviam de um trabalho duro.
Para muitos da sociedade, eram homens comuns.
Mas Jesus viu muito além da profissão.
Ele viu discípulos.
Meus irmãos, isso é maravilhoso.
Meus irmãos, isso é maravilhoso.
Porque Deus nunca chama pessoas prontas.
Porque Deus nunca chama pessoas prontas.
Ele chama pessoas dispostas.
Ele chama pessoas dispostas.
Pedro ainda seria impulsivo.
Tiago e João ainda tinham temperamento explosivo.
Mais tarde seriam chamados de "filhos do trovão".
Tomé ainda lutaria contra dúvidas.
Mateus ainda carregaria o peso de seu passado como cobrador de impostos.
Nenhum deles era perfeito.
Mas todos estavam dispostos a aprender.
Essa é uma das maiores esperanças do Evangelho.
Jesus não procura currículo.
Procura corações disponíveis.
EXEGESE - Comparar Mt.4 18 com Lc. 5 1-9
EXEGESE - Comparar Mt.4 18 com Lc. 5 1-9
Entre os versículos 18 e 19 de Mt.4 aconteceu o que esta escrito em Lc. 5 1-9
Além do milagre, os pescadores responderam ao chamado direto e pessoal de Jesus. Ele não ofereceu explicações elaboradas ou propostas negociáveis; simplesmente disse “Segue-me” com uma autoridade que não tinha como dizer “NÃO”.
O que isso nos leva pensar:
O que isso nos leva pensar:
O chamado nunca começa em nossa iniciativa.
Foi Cristo quem tomou a iniciativa.
Foi Cristo quem encontrou aqueles homens.
Assim também aconteceu conosco.
Nós não encontramos Jesus.
Foi Ele quem nos encontrou primeiro.
Como disse o próprio Senhor:
"Não foram vocês que me escolheram; pelo contrário, eu os escolhi..." (João 15.16).
ILUSTRAÇÃO
ILUSTRAÇÃO
Um escultor experiente consegue olhar para um bloco de mármore e enxergar uma obra-prima que ninguém mais consegue ver.
Quem passa ao lado vê apenas uma pedra pesada.
O artista vê uma escultura.
Assim é Cristo.
Quando olhou para Pedro, os outros viram apenas um pescador.
Jesus viu um pregador que anunciaria o Evangelho no dia de Pentecostes.
Quando olhou para João, os outros viram um jovem impulsivo.
Jesus viu o apóstolo que escreveria sobre o amor de Deus.
Quando olhou para Mateus, os outros viram um publicano desprezado.
Jesus viu o homem que escreveria o primeiro Evangelho.
Cristo vê aquilo que Sua graça pode produzir em nós.
APLICAÇÃO
APLICAÇÃO
Talvez alguém nesta noite pense:
"Pastor, eu não tenho muito a oferecer."
"Minha história é complicada."
"Meu passado me condena."
"Minha fé ainda é pequena."
Olhe para os discípulos.
Nenhum deles impressionava o mundo.
Mas todos foram transformados porque colocaram suas vidas nas mãos de Cristo.
Não é a capacidade do discípulo que faz a diferença.
É o poder do Mestre.
É por isso que Paulo escreveu:
2Coríntios 4.7 “Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós.”
2Coríntios 4.7 “Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós.”
APLICAÇÃO PASTORAL
APLICAÇÃO PASTORAL
Talvez você esteja esperando tornar-se "bom o suficiente" para servir a Deus.
Isso nunca acontecerá.
Nenhum discípulo começou preparado.
Todos começaram disponíveis.
Deus não está procurando perfeição.
Está procurando rendição.
E há uma diferença enorme entre essas duas coisas.
Quem busca perfeição sempre encontra uma desculpa para não servir.
Quem se rende permite que Deus faça a obra ao longo da caminhada.
FRASE DE TRANSIÇÃO PARA O PRÓXIMO PONTO
FRASE DE TRANSIÇÃO PARA O PRÓXIMO PONTO
Até aqui, fomos impactados por quem Jesus chamou.
Mas existe algo ainda mais impressionante do que o chamado.
É a resposta daqueles homens.
Porque, quando compreenderam quem era Jesus, fizeram algo que parece impossível aos olhos humanos.
Eles deixaram tudo para segui-Lo.
E é exatamente isso que veremos no próximo momento da mensagem.
PONTO 2
PONTO 2
O VERDADEIRO DISCÍPULO ENTREGA O CONTROLE DA SUA VIDA
O VERDADEIRO DISCÍPULO ENTREGA O CONTROLE DA SUA VIDA
Texto: Mateus 4.20-22
"Então eles deixaram imediatamente as redes e o seguiram... E eles, no mesmo instante, deixando o barco e seu pai, seguiram Jesus."
Meus irmãos, existe uma palavra no original “οἱ δὲ εὐθέως” que aparece duas vezes nesse texto e que não pode passar despercebida.
Mateus diz:
"Imediatamente..."
Depois repete:
"No mesmo instante..."
O Espírito Santo não inspirou Mateus a escrever isso por acaso.
Ele quer que percebamos que a resposta dos discípulos foi imediata.
Não porque eles fossem impulsivos.
Mas porque reconheceram quem estava diante deles.
EXEGESE
EXEGESE
Observe cuidadosamente o texto.
Jesus não faz uma proposta.
Ele não diz:
"Pensem durante alguns dias."
Ele não diz:
"Quando vocês terminarem a pesca..."
Ele não diz:
"Depois de organizar a vida de vocês."
Ele apenas diz:
"Sigam-me."
E eles seguem.
Por quê?
Porque o chamado de Cristo exige uma resposta.
Ninguém permanece neutro diante de Jesus.
Quando Cristo chama, existem apenas duas possibilidades:
ou seguimos...
ou rejeitamos.
Não existe uma terceira opção.
O abandono imediato de tudo refletia a convicção de que encontraram algo infinitamente mais valioso do que suas posses e ocupações.
Não era renúncia por obrigação moral abstrata, mas resposta espontânea ao reconhecimento de que estavam diante do próprio Messias, aquele cuja presença e chamado superavam qualquer outra consideração.
ILUSTRAÇÃO
ILUSTRAÇÃO
Imagine que um médico experiente examina um paciente.
Após realizar todos os exames, ele olha para o paciente e diz:
"Você precisa ser operado hoje."
O paciente responde:
"Vou pensar durante alguns meses."
O que acontecerá?
Talvez nem esteja vivo quando decidir.
Existem decisões que não admitem adiamento.
O chamado de Cristo é assim.
Toda vez que adiamos a obediência, já estamos escolhendo desobedecer.
APLICAÇÃO
APLICAÇÃO
Quantas pessoas vivem exatamente assim?
"Pastor...
quando eu me aposentar...
vou servir mais."
"Quando meus filhos crescerem..."
"Quando minha situação financeira melhorar..."
"Quando eu resolver alguns problemas..."
Mas Jesus nunca chamou pessoas para segui-Lo "mais tarde".
Sempre chamou para segui-Lo agora.
A fé sempre responde no presente.
UMA OBSERVAÇÃO IMPORTANTE
UMA OBSERVAÇÃO IMPORTANTE
Muita gente conhece Jesus.
Muita gente conhece Jesus.
Poucos pertencem verdadeiramente a Ele.
Poucos pertencem verdadeiramente a Ele.
O QUE ELES DEIXARAM?
O QUE ELES DEIXARAM?
Mateus faz questão de mencionar três coisas.
Primeiro
Primeiro
Eles deixaram as redes.
Eles deixaram as redes.
As redes representavam seu trabalho.
Seu sustento.
Sua segurança financeira.
Seu futuro.
As redes eram aquilo que lhes dava estabilidade.
Jesus não estava condenando o trabalho.
O problema nunca foi possuir redes.
O problema seria deixar que as redes possuíssem o coração.
APLICAÇÃO
APLICAÇÃO
Hoje nossas "redes" podem ser diferentes.
Podem ser:
Nossa profissão.
Nossa empresa.
Nossa estabilidade.
Nosso patrimônio.
Nossa carreira.
Nada disso é pecado.
O problema começa quando essas coisas passam a controlar nossas decisões.
Quando o trabalho vale mais que Cristo.
Quando o dinheiro ocupa o lugar da confiança em Deus.
Quando a carreira determina mais nossa vida do que a Palavra de Deus.
Jesus continua perguntando:
"O que prende o seu coração?"
"O que prende o seu coração?"
ILUSTRAÇÃO
ILUSTRAÇÃO
Imagine um alpinista escalando uma montanha.
Em determinado momento, ele escorrega.
Fica pendurado por uma corda.
Para sobreviver, precisa soltar a mochila pesada que está presa ao corpo.
Mas dentro da mochila estão seus equipamentos mais caros.
Enquanto insiste em segurá-la, perde forças.
Se não soltá-la, morrerá.
Às vezes Deus pede que soltemos aquilo que imaginamos nos sustentar.
Não porque deseja nos empobrecer.
Mas porque deseja nos salvar.
SEGUNDO
SEGUNDO
Eles deixaram o barco.
Eles deixaram o barco.
O barco era muito mais que um meio de transporte.
Era o patrimônio da família.
Era investimento.
Era patrimônio construído ao longo dos anos.
Era símbolo de estabilidade.
Jesus estava mostrando que nenhum patrimônio pode ocupar Seu lugar.
TERCEIRO
TERCEIRO
Eles deixaram o pai.
Eles deixaram o pai.
Aqui precisamos tomar muito cuidado.
Jesus nunca ensinou desprezo pela família.
A própria Bíblia ordena honrar pai e mãe.
Então o que Mateus quer mostrar?
Que, naquele momento, a prioridade absoluta passou a ser Cristo.
A família continua sendo importante.
Mas Cristo ocupa o primeiro lugar.
Aliás...
É justamente quando Cristo ocupa o primeiro lugar que aprendemos a amar melhor nossa família.
ILUSTRAÇÃO
ILUSTRAÇÃO
Pense em um sistema solar.
Todos os planetas permanecem em equilíbrio porque giram ao redor do Sol.
Imagine se um planeta resolvesse girar ao redor de outro planeta.
O caos seria inevitável.
Assim acontece conosco.
Quando Cristo deixa de ser o centro, tudo perde o equilíbrio.
Casamento.
Filhos.
Ministério.
Finanças.
Emoções.
Relacionamentos.
Mas quando Cristo ocupa o centro, todas as demais áreas começam a encontrar seu verdadeiro lugar.
É exatamente isso que Jesus ensina em Mateus 6.33:
"Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça..."
A GRANDE LIÇÃO
A GRANDE LIÇÃO
Observe que Mateus não enfatiza o que eles perderam.
Ele enfatiza quem eles ganharam.
Normalmente perguntamos:
"O que preciso abandonar para seguir Jesus?"
Essa não é a melhor pergunta.
A pergunta correta é:
Quem eu ganho quando sigo Jesus?
Os discípulos perderam redes.
Ganharam o Reino.
Perderam barcos.
Ganharam a vida eterna.
Perderam uma profissão.
Ganharam um chamado eterno.
Perderam segurança humana.
Ganharam a presença do Filho de Deus.
É exatamente isso que o apóstolo Paulo diria anos depois:
Filipenses 3.7–8 “Mas o que, para mim, era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo. Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo”
Percebem?
Paulo não fala de perda com tristeza.
Ele fala de troca.
Ele encontrou algo infinitamente superior.
APLICAÇÃO PASTORAL
APLICAÇÃO PASTORAL
Irmãos, talvez esta seja a pergunta que o Espírito Santo queira fazer à nossa igreja nesta noite:
O que ainda ocupa o lugar que pertence somente a Cristo?
Talvez não sejam redes.
Talvez seja o orgulho.
Talvez um relacionamento.
Talvez um pecado escondido.
Talvez o dinheiro.
Talvez a necessidade de controlar tudo.
Talvez um sonho que você nunca entregou a Deus.
Jesus continua chamando homens e mulheres.
E continua dizendo:
"Siga-me."
A questão não é se Jesus vale a pena.
A questão é se estamos dispostos a confiar que nada do que deixamos por amor a Ele se compara ao que recebemos em Sua presença.
FIM DA PRIMEIRA PARTE DO SERMÃO
FRASE DE TRANSIÇÃO PARA O PONTO 3
FRASE DE TRANSIÇÃO PARA O PONTO 3
Até aqui aprendemos que seguir Jesus exige deixar o controle da nossa vida.
Mas talvez alguém pergunte:
"Pastor, até onde vai essa entrega?"
A resposta é dada pelo próprio Senhor alguns capítulos depois.
Jesus explica que o discipulado não termina quando deixamos as redes.
Na verdade, ali ele apenas começa.
Porque seguir Jesus exige algo ainda mais profundo:
morrer para nós mesmos.
Esse será o tema do próximo ponto, baseado em Mateus 16.24–25, onde Jesus revela o verdadeiro custo do discipulado. Nele veremos que a cruz não é apenas um símbolo da fé cristã, mas o caminho diário de todo aquele que deseja viver sob o senhorio de Cristo.
PONTO 3
PONTO 3
O VERDADEIRO DISCÍPULO MORRE PARA SI MESMO
O VERDADEIRO DISCÍPULO MORRE PARA SI MESMO
Texto: Evangelho de Mateus 16.24-25
"Então Jesus disse aos seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Porque quem quiser salvar a sua vida a perderá; e quem perder a vida por minha causa a encontrará."
FRASE DE TRANSIÇÃO
FRASE DE TRANSIÇÃO
Até este momento vimos os discípulos deixando redes, barcos e família.
Mas alguém poderia pensar:
"Pastor, então seguir Jesus significa apenas abrir mão de algumas coisas?"
Jesus responde:
Não.
Seguir Jesus significa abrir mão da única coisa que insiste em ocupar o lugar de Deus:
o nosso próprio eu.
CONTEXTO
CONTEXTO
É interessante observar onde Jesus faz essa declaração.
No capítulo 16 Pedro acabara de fazer uma das maiores confissões da Bíblia.
"Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo."
Logo depois Jesus anuncia Sua morte.
Pedro tenta impedir.
Então Jesus responde:
"Arreda, Satanás."
E imediatamente ensina aos discípulos:
"Se alguém quer vir após mim..."
Percebam a lógica.
Jesus está dizendo:
"Se vocês querem ser meus discípulos, não podem apenas admirar minha glória.
Precisam participar também da minha cruz."
Não existe discipulado sem cruz.
A PRIMEIRA EXIGÊNCIA
A PRIMEIRA EXIGÊNCIA
"Negue-se a si mesmo."
"Negue-se a si mesmo."
Esta talvez seja uma das frases mais mal compreendidas do Evangelho.
Negar-se não significa deixar de comer chocolate.
Não significa abandonar apenas alguns hábitos.
Jesus está falando de algo infinitamente maior.
No grego, o verbo utilizado significa:
renunciar completamente aos próprios direitos sobre si mesmo.
É dizer:
"Eu já não sou o dono da minha vida."
É abrir mão do governo do próprio coração.
ILUSTRAÇÃO
ILUSTRAÇÃO
Imagine uma casa.
Durante muitos anos você foi o único morador.
Você escolhia as cores.
Os móveis.
Os horários.
As regras.
Tudo era decidido por você.
Agora imagine que essa casa foi vendida.
O novo proprietário chega.
Ele tem autoridade para mudar tudo.
Ele pode reformar.
Pode retirar móveis.
Pode pintar paredes.
Por quê?
Porque agora a casa pertence a ele.
Quando nos convertemos, acontece exatamente isso.
Nossa vida muda de proprietário.
Já não pertence ao "eu".
Pertence a Cristo.
É exatamente isso que Paulo declara:
"Vocês não são de vocês mesmos." (1 Coríntios 6.19)
APLICAÇÃO
APLICAÇÃO
Vivemos numa cultura que ensina exatamente o contrário.
O mundo diz:
"Siga seu coração."
A Bíblia diz:
"Entregue seu coração."
O mundo diz:
"Faça sua vontade."
Jesus diz:
"Seja feita a tua vontade."
O mundo diz:
"Você merece ser feliz."
Jesus diz:
"Quem perder a sua vida por minha causa a encontrará."
Percebem?
O Evangelho confronta a cultura do "eu".
ILUSTRAÇÃO
ILUSTRAÇÃO
Se alguém perguntasse hoje:
Qual é o maior ídolo do século XXI?
Talvez responderíamos:
dinheiro...
sexo...
poder...
Mas penso que existe um ídolo ainda maior.
Nós mesmos.
Vivemos a geração da selfie.
Da autopromoção.
Da autoimagem.
Da autorrealização.
Do "eu mereço."
Do "faça o que lhe faz feliz."
Nunca houve uma geração tão apaixonada por si mesma.
E justamente para essa geração Jesus diz:
"Negue-se."
O Evangelho começa exatamente onde o orgulho termina.
SEGUNDA EXIGÊNCIA
SEGUNDA EXIGÊNCIA
"Tome a sua cruz."
"Tome a sua cruz."
Aqui existe um enorme equívoco.
Muitos dizem:
"Minha cruz é minha sogra."
"Minha cruz é meu chefe."
"Minha cruz é minha enfermidade."
Mas não era isso que os discípulos entenderam.
Precisamos voltar ao primeiro século.
Hoje usamos cruzes em colares.
Nas paredes das igrejas.
Nos púlpitos.
Mas, naquela época, a cruz era o instrumento de execução mais cruel do Império Romano.
Quando um condenado carregava sua cruz pelas ruas...
Todos sabiam.
Ele nunca voltaria.
Era uma caminhada sem retorno.
Quando Jesus diz:
"Tome a sua cruz."
Os discípulos entendem imediatamente.
Ele está dizendo:
"Vocês precisam morrer para vocês mesmos."
ILUSTRAÇÃO HISTÓRICA
ILUSTRAÇÃO HISTÓRICA
Quando um condenado carregava a cruz pelas ruas de Jerusalém, ele não discutia seu futuro.
Não fazia planos para daqui a vinte anos.
Não pensava na próxima colheita.
Sua antiga vida havia terminado.
Da mesma maneira, o discípulo entende que sua vida pertence inteiramente a Cristo.
APLICAÇÃO
APLICAÇÃO
Carregar a cruz significa morrer diariamente para aquilo que Deus condena.
Quando escolho perdoar...
Estou carregando minha cruz.
Quando escolho permanecer fiel ao meu casamento...
Estou carregando minha cruz.
Quando digo "não" ao pecado...
Estou carregando minha cruz.
Quando devolvo o mal com o bem...
Estou carregando minha cruz.
Quando escolho obedecer às Escrituras, mesmo que isso me custe amizades, oportunidades ou reconhecimento...
Estou carregando minha cruz.
A cruz não é sofrimento por qualquer motivo.
A cruz é sofrimento por permanecer fiel a Cristo.
ILUSTRAÇÃO — O VOLANTE
ILUSTRAÇÃO — O VOLANTE
Permitam-me ilustrar.
Imagine um pai dirigindo seu carro numa estrada.
Ao lado dele está seu filho de cinco anos.
Em determinado momento, o menino diz:
"Papai...
deixa eu dirigir."
O pai sorri.
Mas responde:
"Não."
O filho insiste.
Chora.
Fica irritado.
Por que o pai não entrega o volante?
Porque ama o filho.
Ele sabe que, se entregar o controle, ambos morrerão.
Agora pense em quantas vezes fazemos exatamente isso com Deus.
Quando tudo está bem...
Entregamos o volante.
Mas quando aparece uma crise...
Queremos tomar novamente a direção.
Queremos controlar.
Resolver.
Manipular.
Planejar tudo.
É exatamente aí que nasce a ansiedade.
A ansiedade muitas vezes é a tentativa de assumir um controle que nunca pertenceu a nós.
A fé, por outro lado, é permanecer no banco do passageiro, confiando que Cristo sabe exatamente para onde está conduzindo nossa vida.
É interessante lembrar daquilo que vimos na introdução.
Aqueles adolescentes acreditavam em Deus, mas tentavam aliviar a dor pelas próprias mãos.
Muitas vezes fazemos algo semelhante.
Talvez não nos cortemos fisicamente.
Mas tentamos controlar tudo.
Confiamos mais na nossa inteligência do que na providência de Deus.
Mais nos nossos cálculos do que nas promessas de Cristo.
Mais na nossa força do que na graça do Senhor.
Seguir Jesus significa tirar as mãos do volante e dizer:
"Senhor...
a vida pertence ao Senhor.
Conduza-me."
A TERCEIRA EXIGÊNCIA
A TERCEIRA EXIGÊNCIA
"Siga-me."
"Siga-me."
Observe algo maravilhoso.
Jesus não diz apenas:
Negue-se.
Tome a cruz.
Ele acrescenta:
"Siga-me."
A vida cristã não consiste apenas em abandonar coisas.
Consiste em caminhar com uma Pessoa.
O cristianismo não é uma filosofia.
Não é um conjunto de regras.
Não é um sistema religioso.
É relacionamento.
É caminhar diariamente com Cristo.
Os discípulos literalmente passaram três anos andando atrás de Jesus.
Dormiam onde Ele dormia.
Comiam onde Ele comia.
Aprendiam observando Sua vida.
É isso que significa discipulado.
Não é apenas aprender o que Jesus ensinou.
É aprender a viver como Jesus viveu.
ILUSTRAÇÃO
ILUSTRAÇÃO
Quando um filho pequeno caminha na praia com o pai, muitas vezes tenta colocar os pés exatamente sobre as pegadas do pai.
Ele sabe que nunca conseguirá fazer pegadas iguais.
Mas seu desejo é andar exatamente por onde o pai passou.
Esse é o retrato do discípulo.
Não caminhamos inventando nosso próprio caminho.
Procuramos colocar nossos pés onde Cristo colocou os dEle.
Como escreveu Pedro:
"Cristo sofreu em favor de vocês, deixando exemplo para que sigam os seus passos." (1 Pedro 2.21)
A GRANDE PARADOXO DO EVANGELHO
A GRANDE PARADOXO DO EVANGELHO
Jesus termina dizendo algo que parece contraditório.
"Quem quiser salvar a sua vida a perderá; e quem perder a vida por minha causa a encontrará."
O mundo diz:
"Segure sua vida."
Jesus diz:
"Entregue-a."
O mundo diz:
"Acumule."
Jesus diz:
"Doe."
O mundo diz:
"Exalte-se."
Jesus diz:
"Humilhe-se."
O mundo diz:
"Viva para você."
Jesus diz:
"Viva para mim."
E, surpreendentemente, é justamente quem entrega a vida a Cristo que descobre o verdadeiro sentido de viver.
Como afirmou Jim Elliot pouco antes de ser martirizado no Equador:
"Não é tolo aquele que abre mão do que não pode conservar para ganhar o que jamais poderá perder."
Jim Elliot compreendeu o que Jesus ensinou em Mateus 16.
A vida entregue a Cristo nunca é uma vida desperdiçada.
APLICAÇÃO PASTORAL
APLICAÇÃO PASTORAL
Irmãos, talvez muitos de nós já deixamos algumas "redes".
Talvez já abandonamos certos pecados.
Talvez sejamos fiéis na igreja.
Mas a pergunta desta noite é mais profunda.
Quem governa seu coração?
Quem toma as decisões?
Quem dirige seus sonhos?
Quem controla suas finanças?
Quem determina seus relacionamentos?
Quem conduz seu casamento?
Quem estabelece suas prioridades?
Porque o maior concorrente de Cristo nunca foi Satanás.
O maior concorrente de Cristo sempre foi o nosso próprio "eu".
E enquanto o "eu" permanecer sentado no trono, Jesus será apenas um visitante da nossa vida, quando deseja ser o Senhor de toda ela.
FRASE DE TRANSIÇÃO PARA O PONTO 4
FRASE DE TRANSIÇÃO PARA O PONTO 4
Mas alguém pode ouvir tudo isso e pensar:
"Pastor, isso parece pesado demais."
Negar a mim mesmo.
Carregar uma cruz todos os dias.
Entregar completamente minha vida...
Será que vale a pena?
É exatamente essa pergunta que responderemos no último ponto.
Porque aquilo que Cristo nos pede jamais se compara àquilo que Ele nos oferece.
Quando nos rendemos completamente ao Senhor, descobrimos que não perdemos a vida.
Finalmente encontramos a verdadeira vida.
PONTO 4
PONTO 4
UMA VIDA RENDIDA PRODUZ UMA VIDA TRANSFORMADA
UMA VIDA RENDIDA PRODUZ UMA VIDA TRANSFORMADA
Texto principal: Epístola aos Gálatas 2.20
"Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que agora tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim."
FRASE DE TRANSIÇÃO
FRASE DE TRANSIÇÃO
Até agora Jesus nos mostrou o que devemos deixar.
Mas surge uma pergunta inevitável.
O que acontece quando alguém realmente se entrega a Cristo?
Será que Deus apenas tira?
Será que seguir Jesus significa viver uma vida de perdas?
A resposta do apóstolo Paulo é extraordinária.
Quem entrega sua vida a Cristo não perde sua identidade.
Encontra sua verdadeira identidade.
A CRUZ NÃO É O FIM.
A CRUZ NÃO É O FIM.
ELA É O COMEÇO.
ELA É O COMEÇO.
Observe como Paulo descreve sua própria vida.
Ele não diz:
"Eu melhorei."
Não diz:
"Eu fiquei mais religioso."
Também não diz:
"Passei a frequentar uma sinagoga."
Ele afirma algo muito mais profundo.
"Já não sou eu quem vive."
Isso é impressionante.
Paulo continua existindo.
Sua personalidade continua.
Sua inteligência continua.
Seu temperamento continua sendo moldado.
Mas agora existe um novo governo.
Cristo passou a ocupar o centro da sua existência.
É exatamente isso que Jesus queria ensinar aos discípulos.
O discipulado não consiste apenas em mudar hábitos.
Consiste em trocar de senhor.
EXEGESE
EXEGESE
Observe o contraste.
Antes:
eu vivo.
Agora:
Cristo vive em mim.
A expressão "vive em mim" indica uma presença contínua.
Cristo não visita o discípulo apenas aos domingos.
Ele habita nele.
Ele governa sua mente.
Seus afetos.
Suas decisões.
Seus desejos.
Sua consciência.
O verdadeiro discípulo não pergunta mais:
"O que eu quero fazer?"
Ele pergunta:
"O que Cristo deseja que eu faça?"
Essa mudança é a essência da santificação.
APLICAÇÃO
APLICAÇÃO
É exatamente aqui que muitos confundem a vida cristã.
Pensam que santidade significa apenas evitar determinados pecados.
Mas santidade é muito maior.
Santidade é permitir que Cristo molde todas as áreas da nossa existência.
Ele transforma nossa maneira de falar.
Nossa maneira de tratar o cônjuge.
Nossa maneira de educar os filhos.
Nossa maneira de trabalhar.
Nossa maneira de gastar dinheiro.
Nossa maneira de enfrentar o sofrimento.
Quando Cristo governa o coração, toda a vida começa a mudar.
ILUSTRAÇÃO
ILUSTRAÇÃO
Imaginem uma árvore.
Quando ela está saudável...
Ninguém precisa amarrar frutas em seus galhos.
As frutas aparecem naturalmente.
Por quê?
Porque a vida está na raiz.
Assim acontece conosco.
Muitos tentam amarrar "frutos espirituais" na própria vida.
Tentam parecer pacientes.
Parecer amorosos.
Parecer piedosos.
Mas tudo isso é apenas aparência.
Quando Cristo governa o coração...
Os frutos aparecem naturalmente.
É exatamente isso que Jesus ensina em João 15.
"Eu sou a videira; vocês são os ramos."
O ramo não faz força para produzir fruto.
Ele apenas permanece ligado à videira.
O fruto é consequência da comunhão.
O AMOR PASSA A SER A MOTIVAÇÃO
O AMOR PASSA A SER A MOTIVAÇÃO
Agora entendemos por que os discípulos seguiram Jesus.
Eles não obedeciam por medo.
Obedeciam porque O amavam.
É aqui que precisamos corrigir uma ideia muito comum.
Muitas pessoas dizem:
"Tenho que ir à igreja."
Não.
O discípulo diz:
"Eu quero estar na casa do meu Senhor."
Alguns dizem:
"Tenho que ler a Bíblia."
O discípulo responde:
"Quero ouvir a voz daquele que salvou minha alma."
Alguns dizem:
"Tenho que orar."
O discípulo responde:
"Tenho o privilégio de conversar com meu Pai."
Percebem a diferença?
As mesmas práticas.
Mas uma motivação completamente diferente.
A religião trabalha pelo dever.
O Evangelho trabalha pelo amor.
ILUSTRAÇÃO
ILUSTRAÇÃO
Pense em um marido que chega para sua esposa no aniversário de casamento.
Ele entrega um presente e diz:
"Está aqui.
Comprei porque sou obrigado."
Como essa esposa se sentiria?
Agora imagine outro marido.
Ele entrega o presente olhando nos olhos dela.
"Eu pensei em você.
Escolhi isso porque amo você."
O presente pode até ser o mesmo.
Mas a motivação muda completamente seu significado.
Assim acontece na vida cristã.
Deus não procura apenas nossas obras.
Ele procura nosso coração.
A HISTÓRIA DE JIM E ELISABETH ELLIOT
A HISTÓRIA DE JIM E ELISABETH ELLIOT
Gostaria de lembrar a história de Jim Elliot.
Na década de 1950, ele e outros quatro missionários sentiram o chamado de Deus para anunciar o Evangelho ao povo Huaorani, no Equador.
Sabiam dos riscos.
Aquela tribo era conhecida por matar qualquer estrangeiro.
Mesmo assim, decidiram obedecer.
Pouco tempo depois, os cinco missionários foram mortos.
Muitos disseram:
"Que desperdício."
Mas Deus ainda estava escrevendo a história.
Alguns anos depois, sua esposa, Elisabeth Elliot, voltou para viver entre os mesmos indígenas que haviam matado seu marido.
E aconteceu algo extraordinário.
Os assassinos ouviram o Evangelho.
Muitos deles creram em Cristo.
Aquele aparente fracasso transformou-se em uma poderosa demonstração da graça de Deus.
Foi por isso que Jim Elliot escreveu uma frase que atravessou gerações:
"Não é tolo aquele que entrega o que não pode conservar para ganhar aquilo que jamais poderá perder."
Irmãos...
Isso é seguir Jesus.
Não é viver sem sofrimento.
É saber que nenhuma renúncia feita por amor a Cristo será em vão.
A GRANDE PROMESSA
A GRANDE PROMESSA
Talvez alguém pense:
"Pastor...
tenho medo de entregar totalmente minha vida."
Todos nós sentimos esse medo.
Porque gostamos de controlar.
Gostamos de planejar.
Gostamos de saber o que acontecerá amanhã.
Mas Deus faz uma promessa maravilhosa em Livro de Jeremias 29.11:
"Eu é que sei que pensamentos tenho a respeito de vocês, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal, para lhes dar um futuro e uma esperança."
Que consolo!
Nós não conhecemos o amanhã.
Mas conhecemos Aquele que já está no amanhã.
O discípulo não segue um mapa.
Segue um Pastor.
E o Pastor nunca perdeu uma de Suas ovelhas.
APLICAÇÕES PASTORAIS
APLICAÇÕES PASTORAIS
Gostaria de aplicar essa verdade a diferentes pessoas que estão aqui hoje.
Ao jovem, talvez Cristo esteja chamando você para confiar mais nEle do que na aprovação dos seus amigos. Vale mais a pena agradar ao Senhor do que ser aceito por uma geração que muda de opinião todos os dias.
Aos casados, seguir Jesus significa permitir que Cristo governe o casamento. O amor ao cônjuge não pode depender apenas das circunstâncias, mas da obediência ao Senhor que nos amou primeiro.
Aos pais, seus filhos precisam ver que Jesus não é apenas um assunto do culto de domingo, mas o Senhor da casa durante toda a semana.
Aos líderes da igreja, nosso maior perigo é servir a Cristo sem caminhar com Cristo. Ministério nunca pode substituir comunhão.
Àqueles que sofrem, talvez você não compreenda o caminho por onde Deus o conduz. Mas o mesmo Cristo que chamou os discípulos continua segurando sua mão. A cruz nunca é a última palavra. A ressurreição sempre vem depois dela.
O GRANDE DESAFIO
O GRANDE DESAFIO
Permitam-me fazer uma pergunta.
Qual é a diferença entre um admirador e um discípulo?
O admirador gosta de Jesus.
O discípulo pertence a Jesus.
O admirador escuta os sermões.
O discípulo coloca a Palavra em prática.
O admirador segue Jesus enquanto isso não lhe custa nada.
O discípulo continua seguindo mesmo quando precisa carregar a cruz.
O admirador quer as bênçãos de Cristo.
O discípulo deseja o próprio Cristo.
É por isso que o Senhor não procurou admiradores na Galileia.
Ele chamou discípulos.
E continua chamando hoje.
FRASE DE TRANSIÇÃO PARA A CONCLUSÃO
FRASE DE TRANSIÇÃO PARA A CONCLUSÃO
Meus irmãos, ao longo desta mensagem caminhamos desde as margens do mar da Galileia até a cruz de Cristo.
Vimos pescadores deixando suas redes.
Vimos Jesus chamando homens comuns.
Vimos que o discipulado exige renúncia, cruz e entrega.
Mas agora resta apenas uma pergunta.
Como devemos responder ao chamado de Cristo hoje?
É exatamente com essa pergunta que concluiremos esta mensagem. Nela reuniremos tudo o que vimos, conduzindo a igreja a uma decisão pessoal diante daquele que ainda continua dizendo: "Sigam-me."
