Deus julga as nações inimigas de Israel
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CONTEXTO HISTÓRICO
CONTEXTO HISTÓRICO
O salmo provavelmente descreve uma grande coalizão de povos vizinhos contra Israel.
O grande problema
O grande problema
O objetivo dos inimigos não era apenas conquistar território.
Observe o versículo 4.
"Venham, vamos riscálos da lista dos povos! E que ninguémmais se lembre do nome de Israel!"
O alvo era apagar Israel da história.
Isso significa muito mais do que uma guerra política.
Era uma guerra contra o plano redentor de Deus.
Uma pergunta: Se Israel desaparecesse...
não haveria Davi;
não haveria Messias;
não haveria cruz.
A destruição de Israel teria interrompido essa linhagem específica, mas não anularia o propósito redentor de Deus—apenas o realizaria de forma diferente.
Satanás sempre atacou a linhagem da promessa.
Foi assim:
com Faraó;
com Hamã;
com Herodes;
e agora aqui.
Observe que a guerra contra Israel era, na verdade, uma guerra contra o próprio Deus e seu propósito redentor.
O inimigo não luta apenas contra você.
Ele luta contra aquilo que Deus deseja realizar através da sua vida.
Introdução
Introdução
Vivemos em uma geração que frequentemente interpreta o silêncio de Deus como ausência de Deus. Há momentos em que olhamos ao redor e vemos problemas se acumulando, a oposição crescendo e o mal parecendo vencer. Nessas horas, a pergunta do coração é: "Senhor, por que estás em silêncio?" O Salmo 83 nasce exatamente dessa tensão. Asafe contempla uma coalizão de nações determinada a destruir Israel e inicia sua oração com um clamor: "Ó Deus, não te cales". Esse salmo nos ensina que, mesmo quando Deus parece silencioso, Ele permanece soberano e age para defender Seu nome e Seu povo.
Ponto 1 (vv. 1–8)
Ponto 1 (vv. 1–8)
O sentimento que Asafe é expressado logo no início do salmo:
"Ó Deus, não te cales; não te emudeças, nem fiques inativo, ó Deus!" (Sl 83.1 – NAA)
Perceba que o problema do salmista não era apenas a existência dos inimigos, mas a impressão de que Deus estava em silêncio enquanto eles avançavam. É exatamente assim que muitos cristãos se sentem hoje. Vejamos aplicações que podemos tirar deste texto:
Aplicação 1 – O silêncio de Deus não significa sua ausência.
Aplicação 1 – O silêncio de Deus não significa sua ausência.
A primeira reação de Asafe diante da crise foi dizer: "Senhor, não fiques calado." Isso revela algo muito humano. Quando Deus não responde imediatamente às nossas orações, tendemos a concluir que Ele está distante ou que deixou de cuidar de nós.
Entretanto, a Bíblia mostra repetidamente que Deus continua trabalhando mesmo quando não percebemos Sua ação.
Pense na história de José. Durante treze anos, Deus não falou por meio de uma visão, de um sonho ou de um profeta. José foi vendido pelos irmãos, tornou-se escravo, foi injustamente preso e permaneceu esquecido na prisão. Humanamente, parecia que Deus havia silenciado.
Mas quando chegamos ao final da história, percebemos que Deus esteve presente em cada detalhe. O silêncio não era ausência; era providência. Enquanto José não entendia o que estava acontecendo, Deus estava organizando os acontecimentos para preservar uma nação inteira da fome.
É assim que Deus age muitas vezes em nossa vida.
Há momentos em que oramos e a resposta parece demorar. Pedimos direção e não ouvimos uma palavra. Clamamos por cura, restauração ou livramento, e o céu parece fechado.
O Salmo 83 nos lembra que o silêncio de Deus nunca significa que Ele perdeu o controle. Muitas vezes, Ele está preparando algo que ainda não conseguimos enxergar.
Aplicação prática
Aplicação prática
Talvez alguém esteja orando há anos pela conversão de um filho. Outro esteja aguardando uma oportunidade de trabalho. Outro enfrente uma enfermidade sem compreender os propósitos de Deus.
A tendência do coração é pensar: "Deus não está me ouvindo."
Mas a fé aprende a descansar não nas respostas imediatas, e sim no caráter daquele que prometeu nunca abandonar os seus filhos.
Nossa confiança não está no fato de Deus sempre responder rapidamente, mas na certeza de que Ele permanece presente, mesmo quando permanece em silêncio.
Aplicação 2 – A oposição ao povo de Deus não surpreende o Senhor.
Aplicação 2 – A oposição ao povo de Deus não surpreende o Senhor.
No Salmo 83, dez povos se unem contra Israel. Humanamente, aquela aliança era assustadora. Parecia impossível sobreviver.
No entanto, aquilo que era inesperado para Israel jamais foi inesperado para Deus.
Antes mesmo que os inimigos se reunissem, Deus já conhecia seus planos.
O mesmo acontece conosco.
Às vezes somos surpreendidos por uma notícia médica, uma demissão inesperada, uma perseguição no trabalho ou um conflito familiar.
Nós somos surpreendidos.
Deus, nunca.
Nada acontece fora do conhecimento do Senhor.
Jesus deixou isso claro ao preparar seus discípulos.
Ele nunca prometeu uma vida sem oposição.
Ao contrário, afirmou:
"No mundo, vocês passam por aflições." (João 16.33)
E também:
"Se perseguiram a mim, também perseguirão vocês." (João 15.20)
Portanto, quando enfrentamos resistência por causa da nossa fé, isso não significa que Deus perdeu o controle da situação.
A perseguição, a oposição e até as dificuldades fazem parte da caminhada daqueles que pertencem a Cristo.
Aplicação prática
Aplicação prática
Imagine um jovem cristão que decide viver com integridade na universidade. Logo começam as críticas e o isolamento.
Ou um funcionário que se recusa a participar de práticas desonestas e, por isso, deixa de ser promovido.
Ou ainda uma família que escolhe educar os filhos segundo os princípios bíblicos e passa a ser considerada "ultrapassada" pela sociedade.
Essas situações podem causar desânimo.
Mas o Salmo 83 nos lembra que Deus nunca é surpreendido pelos ataques contra o Seu povo.
Aquilo que parece caos para nós continua completamente debaixo da soberania do Senhor.
Aplicação 3 – Nossa segurança não depende do tamanho dos nossos recursos, mas da presença do Deus da aliança.
Aplicação 3 – Nossa segurança não depende do tamanho dos nossos recursos, mas da presença do Deus da aliança.
Talvez esta seja a principal lição do primeiro ponto.
Israel estava completamente cercado.
Os povos eram maiores.
Os exércitos eram mais numerosos.
As alianças militares favoreciam os inimigos.
Se Israel olhasse apenas para suas próprias forças, a derrota seria inevitável.
Mas Asafe não faz um levantamento das armas disponíveis.
Ele não calcula soldados.
Ele não busca alianças políticas.
Ele simplesmente volta seus olhos para Deus.
Porque a segurança de Israel nunca esteve em seu poder militar.
Sempre esteve na presença do Deus da aliança.
Esse princípio continua verdadeiro para a igreja.
Vivemos em uma cultura que nos ensina a confiar naquilo que podemos controlar: dinheiro, influência, conhecimento, estabilidade profissional ou saúde.
Tudo isso é importante, mas nada disso é capaz de sustentar nossa vida de maneira definitiva.
Os recursos podem acabar.
A saúde pode falhar.
Os relacionamentos podem mudar.
As circunstâncias podem se transformar de um dia para o outro.
Mas Deus permanece o mesmo.
É por isso que a verdadeira segurança do cristão não está naquilo que ele possui, mas em Quem o acompanha.
Aplicação prática
Aplicação prática
Pense em dois barcos enfrentando uma tempestade.
Um deles é grande, moderno e equipado com a melhor tecnologia.
O outro é pequeno e simples.
Entretanto, ambos dependem da mesma coisa para chegar ao porto: alguém que saiba conduzi-los com segurança.
Na vida cristã acontece algo semelhante.
Nossa esperança não está no "tamanho do barco", mas na presença daquele que governa o mar.
Foi exatamente isso que os discípulos aprenderam no mar da Galileia.
Enquanto olhavam para as ondas, foram dominados pelo medo.
Mas quando perceberam que Jesus estava no barco, compreenderam que a presença do Senhor era mais importante do que a violência da tempestade.
Da mesma forma, talvez sua família tenha poucos recursos, sua igreja seja pequena ou seus desafios pareçam maiores que suas forças.
O Salmo 83 nos lembra que nunca foi o tamanho dos recursos que garantiu a vitória do povo de Deus, mas a presença constante do Senhor da aliança.
Frase de encerramento do Ponto 1
Frase de encerramento do Ponto 1
Você pode concluir essa primeira parte dizendo:
"Asafe começa o salmo olhando para um exército que cerca Israel, mas termina olhando para o Deus que cerca o seu povo. Essa continua sendo a diferença na vida do cristão. Os problemas podem nos cercar, as respostas podem demorar e os recursos podem parecer insuficientes, mas enquanto o Senhor estiver conosco, nunca estaremos verdadeiramente sozinhos nem derrotados. A nossa maior segurança não é a ausência de batalhas, mas a presença permanente do Deus da aliança."
Ponto 2 (vv. 9–15)
Ponto 2 (vv. 9–15)
A igreja vence quando Deus luta por ela.
Asafe, em vez de apresentar estratégias militares, faz a Israel a olhar para trás, lembrando-se das grandes intervenções de Deus na história de Israel (Juízes 4–8). A lógica do salmista é clara: "O Deus que venceu ontem continua sendo o Deus que pode vencer hoje."
Essas três aplicações são centrais para este ponto:
Aplicação 1. A memória da fidelidade de Deus fortalece a fé nas crises.
Aplicação 1. A memória da fidelidade de Deus fortalece a fé nas crises.
Esta é uma das disciplinas espirituais mais importantes da vida cristã. Quando Asafe menciona Midiã, Sísera, Jabim e Oreb, ele não está apenas recordando fatos históricos; ele está alimentando a esperança do povo. Ele sabe que a fé não cresce apenas olhando para o tamanho do problema, mas também contemplando o tamanho do Deus que já agiu tantas vezes.
Nós, porém, temos a tendência oposta. Diante de uma nova dificuldade, esquecemos rapidamente tudo o que Deus já fez por nós. A crise passa a ocupar tanto espaço em nossa mente que a fidelidade de Deus parece distante.
Pense em quantas vezes Deus já sustentou sua vida. Talvez houve um período de desemprego e Ele proveu o necessário. Talvez uma enfermidade parecia sem solução e Deus concedeu forças para enfrentá-la. Talvez um relacionamento quebrado foi restaurado pela graça do Senhor. No momento em que essas situações aconteceram, você reconheceu a mão de Deus. Mas basta surgir uma nova dificuldade para o coração agir como se Deus nunca tivesse cuidado de você.
Foi exatamente isso que aconteceu com Israel ao longo de sua história. Deus abriu o Mar Vermelho, enviou o maná, fez a água brotar da rocha, conduziu o povo pelo deserto. Ainda assim, diante de cada nova dificuldade, eles perguntavam: "Será que Deus pode nos ajudar?"
Asafe responde a essa incredulidade olhando para a história. A memória da fidelidade de Deus torna-se combustível para a fé no presente.
Aplicação prática:
Quando você enfrentar uma nova batalha, antes de perguntar: "O que vai acontecer comigo?", pergunte: "Quantas vezes Deus já me sustentou até aqui?" A lembrança das vitórias passadas fortalece a confiança para enfrentar as lutas de hoje.
Aplicação 2. A igreja não precisa recorrer a métodos carnais para vencer.
Aplicação 2. A igreja não precisa recorrer a métodos carnais para vencer.
Um detalhe impressionante deste salmo é que Asafe não apresenta um plano militar. Israel estava cercado por diversas nações, mas o salmista não convoca soldados, não propõe alianças políticas e não confia na força humana. Em vez disso, ele ora.
Isso revela uma verdade profunda: o povo de Deus vence de maneira diferente do mundo.
Nossa tendência, porém, é acreditar que a obra de Deus precisa ser sustentada pelos mesmos métodos utilizados pelo mundo. Quando surgem dificuldades, podemos ser tentados a pensar que basta copiar estratégias humanas para garantir resultados.
Na vida da igreja, isso acontece quando se coloca a confiança mais em marketing, influência, recursos financeiros ou popularidade do que na ação do Espírito Santo. Tudo isso pode ter seu lugar como ferramenta, mas nunca como fundamento da missão da igreja.
No âmbito pessoal, acontece quando alguém tenta resolver conflitos com mentira, responde ao ódio com mais ódio, busca vingança em vez de perdão ou confia mais na própria inteligência do que na direção de Deus.
Asafe nos lembra que a verdadeira batalha pertence ao Senhor. O povo de Deus sempre venceu quando dependeu de Deus e fracassou quando confiou apenas em seus próprios recursos.
Aplicação prática:
Como igreja, precisamos lembrar que nosso crescimento não depende apenas de bons projetos, mas da bênção de Deus sobre aquilo que fazemos. Como cristãos, somos chamados a enfrentar nossas batalhas com oração, santidade, integridade e confiança na Palavra, e não com as armas do mundo.
Aplicação 3. Deus continua sendo o mesmo que agiu na história da redenção.
Aplicação 3. Deus continua sendo o mesmo que agiu na história da redenção.
Quando Asafe relembra as vitórias sobre Midiã, Sísera e Jabim, ele não está dizendo apenas: "Vejam o que Deus fez." Ele está afirmando: "O Deus que fez aquilo continua sendo o mesmo hoje."
Esse é um dos grandes fundamentos da esperança cristã: Deus não muda.
As circunstâncias mudam. Os inimigos mudam. As crises mudam. As gerações mudam. Mas o caráter de Deus permanece exatamente o mesmo.
O Deus que libertou Israel do Egito continua sendo o Deus que sustenta Sua igreja.
O Deus que fortaleceu Gideão quando ele tinha apenas trezentos homens continua fortalecendo Seu povo quando este se sente pequeno e fraco.
O Deus que derrotou Sísera continua reinando sobre todos os poderes deste mundo.
No Novo Testamento essa verdade alcança sua expressão máxima em Cristo. O mesmo Deus que cumpriu Suas promessas durante séculos enviou Seu Filho no tempo determinado, venceu o pecado na cruz, derrotou a morte na ressurreição e continua edificando Sua igreja hoje.
Por isso, nossa esperança não está em mudanças políticas, econômicas ou sociais, mas na imutabilidade do Senhor.
Aplicação prática:
Talvez você olhe para o mundo e pense: "Os tempos são diferentes." De fato, são. Mas Deus não mudou. O mesmo Senhor que sustentou José no Egito, Elias no deserto, Daniel na Babilônia, os apóstolos em meio às perseguições e tantos cristãos ao longo da história continua sustentando Sua igreja hoje. Nossa confiança não está na estabilidade do mundo, mas na fidelidade imutável de Deus.
Frase de conclusão desse ponto
Frase de conclusão desse ponto
Você pode concluir esse segundo ponto dizendo algo como:
"Asafe nos ensina que a esperança da igreja nunca nasce da força do presente, mas da fidelidade de Deus no passado. Quando lembramos quem Deus sempre foi, encontramos coragem para enfrentar o que ainda virá. O Deus que abriu o mar, derrubou muralhas, venceu exércitos e ressuscitou Seu Filho dentre os mortos continua sentado no trono. Por isso, a nossa fé não descansa nas circunstâncias, mas no Deus que jamais muda."
Ponto 3 (vv. 16–18)
Ponto 3 (vv. 16–18)
O propósito final da intervenção de Deus é a manifestação da sua glória.
Asafe revela o verdadeiro propósito de sua oração. À primeira vista, parece um salmo de guerra, mas, no final, percebemos que o maior desejo do salmista não é simplesmente que Israel seja salvo, e sim que Deus seja reconhecido como o único Senhor sobre toda a terra.
Vamos ver 3 aplicações importantes referente a estes versículos:
Aplicação 1. Devemos orar buscando a glória de Deus acima dos nossos interesses pessoais.
Aplicação 1. Devemos orar buscando a glória de Deus acima dos nossos interesses pessoais.
Há uma diferença entre orar apenas para que nossos problemas sejam resolvidos e orar para que Deus seja glorificado através deles.
No início da vida cristã, é comum que nossas orações sejam muito centradas em nós mesmos:
"Senhor, cura-me."
"Senhor, abre essa porta."
"Senhor, resolve esse problema."
Essas orações não são erradas. A própria Bíblia nos incentiva a lançar sobre Deus todas as nossas ansiedades (1Pe 5.7). O problema é quando o nosso bem-estar se torna o objetivo final da oração.
Observe Asafe.
Ele não diz:
"Senhor, salva Israel porque somos importantes."
Ele diz:
"Senhor, age para que todas as nações saibam que Tu és o Altíssimo." (v.18)
O foco deixa de ser o conforto do povo e passa a ser a Glória de Deus.
Essa também foi a perspectiva de Jesus.
No Getsêmani, diante da cruz, Ele não orou buscando simplesmente escapar do sofrimento, mas declarou:
"Não seja como eu quero, e sim como tu queres." (Mt 26.39)
O propósito maior era Glorificar o Pai.
Da mesma forma, quando Jesus ensinou os discípulos a orar, a primeira petição foi:
"Santificado seja o Teu Nome."
Antes do pão, antes do perdão e antes do livramento, vem a glória de Deus.
Aplicação prática
Aplicação prática
Imagine um pai que ora pela cura do filho.
Ele pode orar apenas para aliviar sua dor.
Ou pode orar dizendo:
"Senhor, cura meu filho, para que nossa família testemunhe da tua bondade. Mas, se tua vontade for diferente, ajuda-nos a glorificar teu nome mesmo nesta situação."
Percebe a diferença?
A oração madura sempre coloca a glória de Deus acima dos interesses pessoais.
Aplicação 2. Mesmo as crises podem se tornar palco para que Deus seja conhecido.
Aplicação 2. Mesmo as crises podem se tornar palco para que Deus seja conhecido.
Nós costumamos pensar que Deus será glorificado apenas quando tudo dá certo.
Mas a Bíblia mostra justamente o contrário.
Frequentemente, Deus revela sua glória nos momentos mais difíceis.
Foi assim com José.
Seus irmãos venderam-no como escravo.
Parecia uma tragédia.
Mas anos depois José declarou:
"Vocês intentaram o mal contra mim, porém Deus o tornou em bem."
O sofrimento tornou-se instrumento para preservar muitas vidas.
Foi assim com Daniel.
Se ele nunca tivesse sido lançado na cova dos leões, o rei Dario jamais teria proclamado diante de todo o império que o Deus de Daniel era o Deus vivo.
Foi assim com Sadraque, Mesaque e Abede-Nego.
A fornalha não destruiu a fé deles.
Pelo contrário.
Foi dentro da fornalha que o quarto homem apareceu.
A crise tornou Deus conhecido.
No Novo Testamento vemos o mesmo princípio.
Paulo preso escreveu cartas que hoje edificam milhões de cristãos.
Se ele não tivesse passado pela prisão, talvez nunca tivéssemos Efésios, Filipenses, Colossenses e Filemom.
O sofrimento tornou-se instrumento de Deus.
Aplicação prática
Aplicação prática
Talvez alguém na igreja esteja enfrentando uma enfermidade.
Ou um desemprego.
Ou uma crise familiar.
Naturalmente perguntamos:
"Por que Deus permitiu isso?"
O Salmo 83 nos ensina outra pergunta:
"Como Deus será Glorificado através dessa situação?"
Isso muda completamente nossa perspectiva.
Deus não desperdiça nenhuma lágrima de seus filhos.
Até mesmo nossas crises podem tornar Cristo conhecido para pessoas que jamais ouviriam o Evangelho em tempos de tranquilidade.
Aplicação 3. Em Cristo, vemos a expressão máxima dessa glória: pela cruz, Deus derrotou o maior inimigo — o pecado — e exaltou seu nome entre as nações.
Aplicação 3. Em Cristo, vemos a expressão máxima dessa glória: pela cruz, Deus derrotou o maior inimigo — o pecado — e exaltou seu nome entre as nações.
Este é o ponto em que o Salmo 83 encontra seu pleno cumprimento no Evangelho.
Asafe orava para que Deus derrotasse os inimigos de Israel.
Mas havia um inimigo muito maior do que Edom, Moabe ou Assíria.
Era o pecado.
O pecado separou o homem de Deus.
Produziu morte.
Escravizou toda a humanidade.
Nenhum exército poderia derrotá-lo.
Nenhuma estratégia humana resolveria esse problema.
Foi então que Deus realizou sua maior intervenção na história.
Na cruz, algo extraordinário aconteceu.
Aos olhos do mundo parecia uma derrota.
Jesus foi preso.
Humilhado.
Condenado.
Crucificado.
Mas justamente ali Deus estava vencendo a maior batalha de todas.
Na cruz, Cristo derrotou Satanás, desarmou os poderes espirituais, pagou completamente a culpa do pecado e venceu a morte por meio da ressurreição.
Aquilo que parecia derrota tornou-se a maior vitória da história.
E o resultado foi exatamente o objetivo do Salmo 83:
Que o nome do Senhor fosse conhecido entre todas as nações.
Hoje existem milhões de cristãos em todos os continentes adorando Jesus.
O nome do Senhor está sendo proclamado em centenas de idiomas.
Aquilo que Asafe desejava começou a cumprir-se de forma definitiva por meio da obra de Cristo.
Aplicação prática
Aplicação prática
Muitas vezes Deus vence de uma forma completamente diferente daquela que imaginamos.
Esperamos que Ele elimine imediatamente todos os problemas.
Mas Deus frequentemente realiza uma obra muito maior.
Na cruz, Ele não apenas livrou um povo de um inimigo terreno.
Ele libertou pecadores do domínio eterno do pecado e da morte.
Essa continua sendo nossa maior esperança.
Talvez Deus nem sempre remova imediatamente a enfermidade, a perseguição ou a dificuldade que enfrentamos.
Mas em Cristo Ele já realizou a maior de todas as vitórias.
Se pertencemos a Jesus, nosso maior inimigo foi derrotado.
O pecado foi perdoado.
A morte perdeu seu poder definitivo.
E temos a certeza de que um dia toda a terra reconhecerá aquilo que Asafe desejou no Salmo 83:
"Tu, cujo nome é SENHOR, és o Altíssimo sobre toda a terra." (v.18)
Uma excelente conclusão para este terceiro ponto
Uma excelente conclusão para este terceiro ponto
Você pode concluir dizendo:
"O Salmo 83 termina olhando para a glória de Deus entre as nações. O Evangelho nos mostra como essa glória alcançou sua expressão máxima. Na cruz, Deus transformou o que parecia derrota em vitória, o sofrimento em salvação e a vergonha em exaltação. Por isso, quando oramos hoje, nossa maior oração não deve ser apenas: 'Senhor, tira-me desta luta', mas: 'Senhor, glorifica o teu nome através da minha vida.' Porque quando a glória de Deus se torna nossa maior prioridade, descobrimos que nenhuma crise é grande demais para impedir o avanço do seu Reino."
