A Soma que Gera Multiplicação: O Segredo de João Batista.
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A Crise e a Identidade de João Batista
Esboço de Pregação
Texto-base: Lucas 7.18-28 (NVI)
Textos de apoio: Lucas 1.5-25, 39-45, 57-67; Isaías 35.4-6
Tema central: Mesmo quando a crise nos faz duvidar do propósito, Deus nunca duvidou de quem nos chamou a ser.
I. INTRODUÇÃO — A PERGUNTA QUE VEIO DA PRISÃO
I. INTRODUÇÃO — A PERGUNTA QUE VEIO DA PRISÃO
1. Contexto do texto: Lucas 7.18-20 — os discípulos de João contam-lhe tudo o que Jesus vinha fazendo.
2. João, da prisão, envia dois discípulos a Jesus com uma pergunta que ninguém esperava: "És tu aquele que haveria de vir, ou devemos esperar outro?"
3. Jesus responde citando o cumprimento profético (Lc 7.21-23) e finaliza com uma bem-aventurança para quem não se escandaliza dEle.
4. Proposta homilética: recuar no tempo (ano 30-32 d.C.) e, pela imaginação bíblica, visitar a fortaleza de Maqueronte, na jurisdição de Herodes, para ouvir — na voz do próprio João — a história que o levou até aquela cela.
Eu sou a prova de que o Senhor faz de acordo com o tempo e o propósito determinado por Ele.
Voce pode achar que esta terminado, agora acabou, agora é o fim, mas o que Deus diz é agora que estou começando, agora que estou agindo.
II. A ORIGEM: UM MILAGRE GERADO NA ESPERA (Lc 1.5-25)
II. A ORIGEM: UM MILAGRE GERADO NA ESPERA (Lc 1.5-25)
1. Um casal justo diante de uma dor injusta
1. Um casal justo diante de uma dor injusta
• Zacarias, sacerdote, e Isabel, de linhagem sacerdotal — um casal reto diante de Deus, casado no tempo certo, mas marcado pela esterilidade.
• A pergunta que a plateia é convidada a responder: por que coisas que parecem injustas acontecem com gente justa?
Não é as circunstâncias que mudam sua atitude, é a sua atitude que tem o poder de mudar as suas circunstâncias.
Não são as circunstâncias que mudam a sua fé; é a sua fé que muda as suas circunstâncias.
Você não é o que a circunstância diz — você é o que decide ser.
2. A fidelidade no silêncio de Deus
2. A fidelidade no silêncio de Deus
• Zacarias e Isabel continuam fiéis mesmo sem resposta de oração, mesmo no silêncio, mesmo quando tudo dizia o contrário.
Deus esta a procura de alguém que não se torne refém das crises que lhe vieram, Deus não esta a procura de alguém mimado e nem vitima de situações que lhe acometeram, ou você desiste de viver ou você continua crendo que uma hora ou outra ele muda essa situação.
• Paralelo com Abraão e Sara: o mesmo Deus que abriu o ventre de Sara pode fazer novamente.
Se Ele fez uma vez, Ele pode fazer de novo.
3. O milagre começou antes do anjo aparecer
3. O milagre começou antes do anjo aparecer
• Em meio a tantos sacerdotes, a chance de servir no lugar santo era rara — podia-se passar a vida inteira sem ser escolhido.
• O nome de Zacarias "por sorte" — na verdade por providência — sai sorteado.
O milagre não começou quando o anjo desceu para anunciar que eu ia nascer; o milagre aconteceu quando o nome de Zacarias apareceu numa agenda que não caberia.
4. O incenso: a oração que perfuma a vida
4. O incenso: a oração que perfuma a vida
• O incenso, símbolo da oração, impregnava a roupa e a pele do sacerdote.
Quando você ora, a oração fica na roupa, fica na pele, fica no cabelo — existe o perfume da oração.
5. O anúncio do anjo Gabriel
5. O anúncio do anjo Gabriel
• Enquanto Zacarias oferecia o incenso, Gabriel desce e declara: "Deus ouviu a tua oração."
• A resposta já existia desde o início; faltava apenas o tempo certo de Deus.
Não perca o seu momento.
• Explicação da frase: quando Deus responde fora da nossa agenda mas dentro da Dele, a tentação é encher o céu de perguntas em vez de celebrar.
6. O silêncio de Zacarias — um propósito, não um castigo
6. O silêncio de Zacarias — um propósito, não um castigo
• Zacarias fica mudo não como punição, mas para que a dúvida não atrapalhasse o milagre em gestação.
Enquanto o milagre esta sendo gerado é necessário que a voz da incredulidade seja silenciada.
• Isabel permanece recolhida por cinco meses — no silêncio, Deus fazia nascer uma voz.
As vezes o nosso problema é querer que outros entendam aquilo nem nos mesmo entendemos a gente só vive por que é fé.
Deus não queria dar apenas um filho para Isabel, Deus queria que Isabel ajudasse outra grávida.
7. A visita de Maria — dois milagres se encontram
7. A visita de Maria — dois milagres se encontram
• Maria, grávida pelo Espírito Santo, visita Isabel; ao ouvir a saudação, o menino salta no ventre (Lc 1.41-44).
• Deus, às vezes, permite que vivamos algo que parece estar "atrasado" para nos tornar resposta para outra pessoa que viverá o mesmo milagre.
8. O nascimento — a festa onde havia silêncio
8. O nascimento — a festa onde havia silêncio
• O impossível ganha data de nascimento; a casa de Zacarias e Isabel se torna lugar de festa, na casa de Zacarias e Isabel.
Onde havia silêncio, vai haver festa de milagre.
III. A FORMAÇÃO: DEUS GERANDO UM PROFETA PARA EDUCAR OUTRO PROFETA
III. A FORMAÇÃO: DEUS GERANDO UM PROFETA PARA EDUCAR OUTRO PROFETA
1. Zacarias profetiza (Lc 1.67)
1. Zacarias profetiza (Lc 1.67)
Não foi fácil para Zacarias eu sou o oposto de tudo o que ele é.
• Cheio do Espírito Santo, Zacarias — o pai em silêncio — torna-se a primeira grande voz profética do Novo Testamento, antes mesmo de João.
Deus estava gerando um profeta para que um profeta educasse outro profeta.
Base: Lucas 1.67
2. Contrastes entre pai e filho
2. Contrastes entre pai e filho
• Zacarias servia no templo; João seria contra a corrupção do templo.
• Zacarias vestia roupas sacerdotais; João vestiria peles de camelo.
• Zacarias comia o pão da proposição; João comeria gafanhotos e mel silvestre.
• Zacarias era sacerdote; João seria profeta.
3. O deserto como escola e faculdade
3. O deserto como escola e faculdade
• Herodes manda matar todas as criancas inocentes; João, ainda menino, é levado ao deserto, onde perde os pais e é formado por Deus.
O deserto foi a minha escola; o deserto foi a minha faculdade; até que, por fim, o deserto se tornaria o meu púlpito.
• A geografia difícil (frio, calor, aridez, sequidão, com as dunas do deserto, caminhos tortuosos) forma resistência para o propósito difícil.
• João se torna "voz do que clama no deserto" — o protesto de Deus contra uma religião corrompida.
4. Identidade: saber quem não se é
4. Identidade: saber quem não se é
Saber quem você é passa pela certeza de quem você não é.
E eu sabia quem eu não era, hoje isso é problema amanha isso se tornara sua mensagem.
• Diante da pergunta "Tu és o Cristo?", João responde com clareza: não sou o Cristo, sou apenas uma voz; não sou o noivo, sou apenas o amigo do noivo.
• Ele recusa viver da expectativa alheia — vive apenas do chamado que recebeu.
IV. O CUMPRIMENTO: O ENCONTRO NO JORDÃO
IV. O CUMPRIMENTO: O ENCONTRO NO JORDÃO
1. Aos quase 31 anos, João volta às águas — o segundo grande encontro com Jesus (o primeiro foi ainda no ventre).
2. Em meio à pregação ("raça de víboras"), João vê Jesus se aproximando, eu só nasci por causa desse momento, tudo foi por causa desse momento, meus dias e minha vida foi por causa desses momento.
Eu nasci primeiro que Ele, mas Ele é antes de mim.
3. Declaração cristológica de João: Jesus é Alfa e Ômega, princípio e fim, o Verbo, o Cordeiro, o noivo, o autor da salvação.
4. No batismo de Jesus, o céu se abre, o Espírito desce como pomba e a voz do Pai declara: "Este é o meu Filho."
Missão cumprida.
Voce vai viver o seu propósito
V. A CRISE: QUANDO A ALMA DUVIDA DO QUE O ESPÍRITO JÁ SABIA
V. A CRISE: QUANDO A ALMA DUVIDA DO QUE O ESPÍRITO JÁ SABIA
1. O silêncio que dessa vez pesou
1. O silêncio que dessa vez pesou
• João é preso por enfrentar o sistema de Herodes, foi aqui que as coisas começaram a ficar difícil
• Eu João esperava que ele iria me visitar — ela não veio. Esperava o envio de discípulos — ele nao me mandou ninguém.
• João ouve, de longe, os milagres de Jesus (o filho da viúva de Naim ressuscitado, E Eu. o servo do centurião de Cafarnaum curado e EU.) e sua alma entra em crise.
Aquilo que eu não duvidei quando era apenas um bebê no ventre, eu duvidei agora, depois de grande.
2. A pergunta que revelava mais do que parecia
2. A pergunta que revelava mais do que parecia
• João envia seus discípulos: "És tu aquele que haveria de vir, ou devemos esperar outro?" (Lc 7.19-20).
Quando eu duvidei de quem Ele era, na verdade eu estava duvidando de quem eu era.
• Toda crise de propósito é, no fundo, uma crise de identidade.
E Deus diz: que crise é essa que te faz duvidar do propósito, e quando você duvida do propósito, duvida de si mesmo.
VI. A RESPOSTA DE JESUS: CURAR ANTES DE EXPLICAR (Lc 7.21-23)
VI. A RESPOSTA DE JESUS: CURAR ANTES DE EXPLICAR (Lc 7.21-23)
1. Jesus não responde com palavras — Ele responde com milagres
1. Jesus não responde com palavras — Ele responde com milagres
Deus sabe que a sua crise é um grito da alma.
• Ao receber a pergunta de João, Jesus, naquele mesmo momento, cura cegos, coxos, leprosos, surdos, e prega boas novas aos pobres.
Antes de Deus responder o meu problema, Ele vai fazer do meu problema resposta para alguém.
Ainda bem da crise de joao, porque a crise de João virou cura e milagres para muitos
Teu problema vai virar resposta para alguém.
• As pessoas curadas naquele instante foram, sem saber, resposta para a crise de fé que João atravessava.
porque para uma alma em crise só a palavra cura, não estou dizendo citar estou dizendo, ser a mensagem, se tornar a própria profecia, você não é resultado de uma profecia você é a própria profecia se materializando.
2. A palavra que cura: Isaías se cumprindo diante de João
2. A palavra que cura: Isaías se cumprindo diante de João
Base: Isaías 35.4-6
• "Sejam fortes, não temam... os olhos dos cegos se abrirão... os ouvidos do surdo se destaparão."
Só a Palavra tem cura — mas não basta citar a Palavra, é preciso encarná-la.
• Jesus não apenas cita a profecia: Ele a torna realidade diante dos olhos de João.
3. A bênção final da resposta de Jesus
3. A bênção final da resposta de Jesus
• "Bem-aventurado aquele que não tropeça por minha causa" (Lc 7.23) — um convite gentil para que João não se ofenda com o método de Deus.
O que era tragédia vai virar testemunho.
VII. DEPOIS DA CRISE: O QUE JESUS DISSE SOBRE JOÃO (Lc 7.24-28)
VII. DEPOIS DA CRISE: O QUE JESUS DISSE SOBRE JOÃO (Lc 7.24-28)
1. Jesus fala bem de João somente depois — não antes — da crise
1. Jesus fala bem de João somente depois — não antes — da crise
• É significativo que a maior declaração de Jesus sobre João vem logo após o episódio da dúvida, não antes dele.
2. Três perguntas retóricas de Jesus à multidão
2. Três perguntas retóricas de Jesus à multidão
• "O que vocês foram ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento?" — João não se dobra a qualquer circunstância; sabe quem é.
• "Um homem vestido de roupas finas?" — João não é comprável, não é negociável; não vive da aparência, mas da mensagem.
• "Um profeta?" — "Eu vos digo, e mais que profeta." João é a própria profecia cumprida, a mensagem encarnada.
Este é aquele a respeito de quem está escrito: Enviarei o meu mensageiro à tua frente.
3. A maior declaração
3. A maior declaração
Entre os nascidos de mulher, ninguém é maior do que João.
• A crise não apagou a grandeza do chamado; a identidade dada por Deus permanece intacta apesar da dúvida.
VIII. CONCLUSÃO — DEUS SABE QUEM VOCÊ É
VIII. CONCLUSÃO — DEUS SABE QUEM VOCÊ É
1. João morre mártir, mas morre tendo cumprido plenamente o seu propósito.
A pessoa mais feliz da vida não é a mais rica, não é a mais cheia de bens — é aquela que cumpriu plenamente o seu propósito.
2. A palavra final de Deus para quem está em crise, como João estava:
A crise não mudou quem você é para mim.
Apesar das suas dificuldades, você é aquele.
Deus sabe quem você é.
3. Aplicação prática:
• Circunstâncias difíceis não anulam a identidade que Deus deu — Ele não muda as promessas por causa da sua crise.
• O silêncio de Deus nem sempre é ausência; muitas vezes é o tempo em que Ele forma em nós o caráter necessário para o propósito.
• O problema que você vive pode ser exatamente o instrumento que Deus usará para responder à crise de outra pessoa.
• Não perca o seu momento tentando entender como Deus vai agir — celebre o que Ele já está fazendo.
Apelo final
Apelo final
Convide a igreja a entregar a Deus as dúvidas nascidas da crise, reafirmando que a identidade dada por Ele — "geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva" (1 Pe 2.9) — permanece firme, independentemente das circunstâncias.
O lugar da prisão não determina a identidade de quem Deus chamou.
João estava preso aos olhos dos homens, mas continuava livre diante de Deus.
Foi justamente após a sua maior crise que Jesus declarou:
“Entre os nascidos de mulher não surgiu ninguém maior do que João Batista.” (Lucas 7:28)
“A prisão mudou as circunstâncias de João, mas não mudou o conceito que Deus tinha dele.”
Você pode ter dúvida sobre mim, diz o Senhor, mas Eu não tenho dúvida sobre você.
