O Amor que Revela a Fé Verdadeira - 1João 2.7-11
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ABERTURA
ABERTURA
Galera, na nossa última mensagem, João respondeu uma pergunta muito importante:
Como saber se tenho verdadeira comunhão com Deus?
E ele nos mostrou que essa comunhão começa com o Cristo verdadeiro.
Produz uma vida na luz.
E reconhece o próprio pecado.
Mas João ainda não terminou esse assunto.
Na verdade, ele continua desenvolvendo exatamente a mesma ideia.
Porque alguém poderia perguntar:
Se eu digo que ando na luz... como isso aparece na minha vida?
Existe alguma evidência visível?
Existe alguma marca que revele se essa fé é verdadeira?
É exatamente essa pergunta que João responde no texto de hoje.
Então, abram suas Bíblias em 1 João 2.7-11.
Vamos ler juntos.
Leitura
Leitura
1João 2.7–11 “Amados, não lhes escrevo um novo mandamento, mas um antigo, que vocês têm desde o princípio. É a mesma mensagem que ouviram antes. E, no entanto, também é um novo mandamento, cuja verdade ele demonstrou, e vocês também a demonstram. Pois a escuridão está se dissipando, e a verdadeira luz já brilha. Se alguém afirma: “Estou na luz”, mas odeia seu irmão, ainda está na escuridão. Quem ama seu irmão permanece na luz e não leva outros a tropeçar. Mas quem odeia seu irmão ainda está na escuridão e anda na escuridão. Não sabe para onde vai, pois a escuridão o cegou.”
Oração Inicial
Oração Inicial
Senhor, nosso Deus,
Obrigado por mais essa oportunidade de estarmos reunidos na Tua presença.
Obrigado pela Tua Palavra, que é viva, verdadeira e suficiente para nós.
Nós te pedimos que o Teu Espírito Santo abra o nosso entendimento e o nosso coração.
Que toda distração fique de lado neste momento.
E que, ao ouvirmos a Tua Palavra, possamos conhecer mais a Cristo e sermos transformados pelo Teu amor.
Que tudo o que for dito aqui glorifique o Teu nome.
Em nome de Jesus.
Amém.
ILUSTRAÇÃO — AS AVALIAÇÕES
ILUSTRAÇÃO — AS AVALIAÇÕES
Eu queria fazer uma pergunta para vocês.
Quem aqui, antes de comprar alguma coisa pela internet, já olhou as avaliações?
Ou antes de pedir um lanche no iFood...
Ou chamar um motorista por aplicativo...
A primeira coisa que a gente faz é olhar as estrelinhas.
E sabe por quê?
Porque a propaganda pode dizer qualquer coisa.
Todo restaurante diz que a comida é boa.
Todo vendedor diz que é confiável.
Todo motorista diz que presta um bom serviço.
Mas a gente sabe que existe uma diferença entre o que a pessoa diz sobre si mesma...
E aquilo que a experiência realmente revela.
Por isso nós olhamos as avaliações.
Elas mostram se aquilo que foi prometido aparece na prática.
(Pequena pausa.)
E sabe o que é interessante?
Na vida cristã acontece algo parecido.
É muito fácil fazer afirmações.
É fácil dizer:
Eu conheço a Deus.
Eu amo a Deus.
Eu sigo Jesus.
Eu ando na luz.
Mas João faz uma pergunta que vai muito além das palavras.
Como essa fé aparece na vida?
Qual é a evidência de que alguém realmente anda na luz?
Porque, para João, a verdadeira fé nunca fica apenas no discurso.
Ela sempre pode ser vista.
E uma das primeiras evidências dessa transformação aparece na maneira como tratamos os nossos irmãos.
É exatamente isso que João vai nos ensinar no texto de hoje.
CONTEXTO HISTÓRICO E CULTURAL
CONTEXTO HISTÓRICO E CULTURAL
Antes de entendermos o que João quer nos ensinar hoje, precisamos lembrar onde nós paramos na nossa caminhada por esta carta.
Na última mensagem vimos que João respondeu uma pergunta muito importante:
Como saber se tenho verdadeira comunhão com Deus?
E João mostrou que essa comunhão começa com o Cristo verdadeiro.
Produz uma vida na luz.
E reconhece o próprio pecado.
Hoje João continua exatamente o mesmo assunto.
Ele não mudou de tema.
Ele continua mostrando as evidências de uma fé verdadeira.
Só que agora ele apresenta mais uma.
O amor pelos irmãos.
E isso faz todo sentido quando olhamos para o contexto da carta.
João escreve para igrejas que estavam enfrentando uma grande crise.
Algumas pessoas haviam abandonado a comunhão da igreja.
Espalhando falsos ensinos.
E dizendo possuir um conhecimento espiritual superior.
Elas afirmavam conhecer a Deus.
Afirmavam andar na luz.
Mas a vida delas não confirmava aquilo que diziam.
Foi por isso que João escreveu esta carta.
Porque ele quer mostrar que a verdadeira fé não aparece apenas nas palavras.
Ela aparece na maneira como vivemos.
E é exatamente nesse contexto que João faz uma afirmação que, à primeira vista, parece contraditória.
Ele diz:
Não lhes escrevo um mandamento novo...
Mas, ao mesmo tempo, diz que esse mandamento é novo.
Como isso é possível?
É exatamente isso que João vai nos explicar.
TESE
TESE
E depois de entendermos o contexto...
Chegamos ao coração do texto.
João continua respondendo à mesma grande pergunta da carta.
Como o amor revela quem realmente anda na luz?
Ao longo desses versículos, João nos mostra três evidências que respondem essa pergunta.
PONTO 1 - O amor foi confirmado por Cristo. 1 João 2.7-8
PONTO 1 - O amor foi confirmado por Cristo. 1 João 2.7-8
João começa dizendo:
"Queridos amigos, não lhes escrevo um mandamento novo, mas um mandamento antigo, que vocês têm desde o princípio."
À primeira vista, isso parece uma contradição.
Porque, se lembrarmos do Evangelho de João, o próprio Jesus disse:
"Um novo mandamento vos dou."
Então surge a pergunta:
Afinal...
Esse mandamento é antigo ou é novo?
A resposta é:
Os dois.
Ele é antigo porque Deus sempre chamou o seu povo para amar.
Muito antes de Jesus nascer, Deus já havia dito em Levítico:
"Amarás o teu próximo como a ti mesmo."
Portanto, João não está apresentando uma nova regra.
O amor sempre esteve no coração da vontade de Deus para o seu povo.
Mas, ao mesmo tempo, João afirma que esse mandamento também é novo.
E por quê?
Porque, em Cristo, esse mandamento ganhou sua expressão mais perfeita.
Jesus não apenas falou sobre o amor.
Ele revelou o amor.
Foi o próprio Senhor quem disse aos seus discípulos:
"Um novo mandamento vos dou: que vocês amem uns aos outros, assim como eu os amei."
Percebam a diferença.
A novidade não está no mandamento de amar.
A novidade está no padrão desse amor.
Antes Deus dizia:
Amarás o teu próximo como a ti mesmo.
Agora Jesus diz:
Amem uns aos outros assim como eu os amei.
Cristo não apenas ensinou o amor.
Ele demonstrou o amor.
Ele amou os seus discípulos.
Amou os pecadores.
Amou os seus inimigos.
E, finalmente, entregou a própria vida na cruz.
É por isso que João escreve, no versículo 8:
"Essa verdade se vê em Cristo e também em vocês."
João faz questão de começar por Cristo.
Porque ninguém aprende a amar olhando primeiro para si mesmo.
Nós aprendemos a amar olhando para Jesus.
Antes de dizer "amem como Cristo", João nos lembra de como Cristo amou.
Percebam a ordem.
Primeiro em Cristo.
Depois em nós.
O amor não começa em nós.
Ele começa em Cristo.
Cristo é a fonte desse amor.
E somente porque fomos alcançados pelo seu amor é que agora podemos amar como Ele amou.
Isso muda completamente a forma como enxergamos a vida cristã.
O cristianismo não começa com uma ordem.
Ele começa com uma Pessoa.
Antes de nos chamar para amar...
Cristo nos amou.
Antes de nos chamar para obedecer...
Cristo entregou a própria vida por nós.
É por isso que nós não amamos para conquistar o amor de Deus.
Nós amamos porque já fomos amados por Ele.
Então a primeira evidência é clara.
O amor revela quem realmente anda na luz.
Porque esse amor foi visto primeiro em Cristo.
E agora deve ser refletido na vida daqueles que pertencem a Ele.
PONTO 2 - O amor revela quem permanece na luz. - 1 João 2.9–10
PONTO 2 - O amor revela quem permanece na luz. - 1 João 2.9–10
João continua dizendo:
"Se alguém afirma: 'Estou na luz', mas odeia seu irmão, continua nas trevas. Quem ama seu irmão permanece na luz e não leva outros a tropeçar."
Percebam que João volta a fazer exatamente o que fez no capítulo anterior.
No capítulo 1 ele dizia:
"Se alguém afirma..."
Agora ele repete a mesma estrutura:
"Se alguém afirma: 'Estou na luz'..."
João está mostrando que a verdadeira fé não pode ser medida apenas pelo que alguém diz.
Ela precisa ser vista na maneira como essa pessoa vive.
Porque é muito fácil afirmar:
"Eu conheço a Deus."
"Eu sigo Jesus."
"Eu ando na luz."
Mas João nos ensina que existe uma evidência que confirma se essas palavras são verdadeiras.
A forma como tratamos os nossos irmãos.
Percebam o contraste que João faz.
De um lado está alguém que afirma andar na luz, mas vive alimentando ódio no coração.
João não ameniza.
Ele diz que essa pessoa continua nas trevas.
Do outro lado está aquele que ama os seus irmãos.
E João afirma:
Esse permanece na luz.
Isso é muito importante.
João não está dizendo que o amor nos salva.
Ele está dizendo que o amor revela quem já foi alcançado pela luz de Cristo.
Nós não amamos para sermos aceitos por Deus.
Nós amamos porque já fomos aceitos por Deus em Cristo.
O amor não conquista a salvação.
O amor evidencia a salvação.
E isso nos leva a uma pergunta que todos nós precisamos fazer.
Como eu trato as pessoas que Deus colocou ao meu lado?
Porque amar de verdade não é difícil apenas quando alguém nos ofende.
É difícil quando precisamos abrir mão do nosso orgulho.
Quando precisamos perdoar.
Quando precisamos servir.
Quando precisamos colocar o outro acima de nós mesmos.
É justamente nesses momentos que o nosso coração é revelado.
É por isso que João diz que quem ama permanece na luz.
Essa palavra é muito bonita.
Permanece.
Não fala de um momento.
Fala de um estilo de vida.
De alguém que continua caminhando com Cristo e, por isso, passa a refletir o caráter de Cristo.
E João acrescenta algo muito interessante.
Quem permanece na luz não leva outros a tropeçar.
Ou seja...
Uma vida marcada pelo amor fortalece a fé de outras pessoas.
Em vez de afastar...
Aproxima.
Em vez de dividir...
Promove comunhão.
Em vez de ferir...
Edifica.
Percebam como João amplia a nossa responsabilidade.
A maneira como tratamos os nossos irmãos nunca afeta apenas a nós.
Ela influencia toda a igreja.
Por isso, a segunda evidência é muito clara.
Quem permanece na luz ama os seus irmãos.
Porque a luz de Cristo não transforma apenas aquilo em que acreditamos.
Ela transforma a maneira como vivemos e nos relacionamos.
PONTO 3 O ódio revela quem ainda vive nas trevas.
PONTO 3 O ódio revela quem ainda vive nas trevas.
1 João 2.11
João encerra esse contraste com palavras muito fortes.
"Mas quem odeia seu irmão ainda está nas trevas, anda nas trevas e não sabe para onde vai, porque a escuridão o cegou."
Percebam como João desenvolve o argumento.
Primeiro ele diz que essa pessoa está nas trevas.
Depois afirma que ela anda nas trevas.
Em seguida diz que ela não sabe para onde vai.
E termina dizendo que tudo isso acontece porque a escuridão cegou os seus olhos.
João está mostrando que as trevas nunca permanecem paradas.
Elas dominam a vida.
Elas confundem a mente.
Elas impedem a pessoa de enxergar a realidade.
Esse é o efeito do pecado.
O pecado nunca afeta apenas um comportamento.
Ele afeta a maneira como enxergamos a nós mesmos, aos outros e até a Deus.
Por isso João diz que quem alimenta o ódio continua andando nas trevas.
Não porque perdeu uma discussão.
Não porque teve um conflito.
Mas porque o ódio revela um coração que ainda não foi transformado pela luz de Cristo.
E isso precisa nos fazer refletir.
Porque ninguém começa vivendo completamente cego.
A cegueira acontece aos poucos.
Quando alimentamos a falta de perdão.
Quando guardamos ressentimento.
Quando deixamos o orgulho crescer.
Quando nos recusamos a amar.
Pouco a pouco, o coração vai ficando endurecido.
E aquilo que antes incomodava a consciência passa a parecer normal.
É exatamente assim que as trevas agem.
Mas João termina esse contraste para nos mostrar que existe apenas um caminho seguro.
Permanecer na luz.
Porque somente a luz de Cristo é capaz de abrir os nossos olhos, transformar o nosso coração e produzir em nós um amor verdadeiro.
Então a terceira evidência é esta.
O ódio revela quem ainda vive nas trevas.
Porque onde Cristo ilumina, as trevas perdem o domínio e o amor começa a florescer.
APLICAÇÃO
APLICAÇÃO
Depois de tudo o que vimos...
A pergunta já não é mais:
O que João quis ensinar?
A pergunta agora é:
O que essa Palavra revela sobre o meu coração?
Porque João não escreveu esse texto para que nós analisássemos a vida dos outros.
Ele escreveu para que examinássemos a nossa própria vida.
Então eu quero que você pense por alguns instantes.
Quando alguém me machuca...
Como eu respondo?
Quando alguém me decepciona...
O que sai do meu coração?
Quando preciso perdoar...
Eu ajo como Cristo agiu comigo?
Porque o amor de que João está falando não aparece quando tudo está bem.
Ele aparece justamente quando somos contrariados.
É nesses momentos que a luz de Cristo revela quem realmente somos.
Talvez hoje o Espírito Santo esteja mostrando áreas do seu coração que precisam ser transformadas.
Talvez exista orgulho.
Ressentimento.
Falta de perdão.
Ou até um relacionamento quebrado.
A boa notícia é que Cristo não apenas revela essas áreas.
Ele também transforma quem se rende a Ele.
A CRUZ
A CRUZ
Talvez, enquanto ouvia essa mensagem, alguém tenha pensado:
"Eu entendi o que João está dizendo.
Mas eu olho para a minha vida...
E percebo que muitas vezes eu falho justamente nisso."
Porque amar como Cristo amou não é natural para nós.
Nós conseguimos amar quem nos ama.
Quem nos trata bem.
Quem pensa como nós.
Mas amar quem nos fere...
Perdoar quem nos machuca...
Servir sem esperar nada em troca...
Isso revela o quanto nós precisamos de algo que vá além da nossa própria força.
E é exatamente por isso que João começa olhando para Cristo.
Antes de mostrar o amor que deve aparecer em nós...
Ele aponta para o amor que foi revelado em Jesus.
Foi isso que vimos no versículo 8.
"Essa verdade se vê em Cristo..."
Porque foi em Cristo que esse amor apareceu de forma perfeita.
Jesus não apenas falou sobre o amor.
Ele viveu o amor.
Quando todos fugiram...
Ele permaneceu fiel.
Quando foi rejeitado...
Continuou amando.
Quando foi insultado...
Não revidou.
E quando chegou à cruz...
Entregou a própria vida por pecadores como nós.
Foi ali que o amor deixou de ser apenas um mandamento.
E se tornou uma realidade.
Foi ali que Deus demonstrou o seu amor por nós.
Não quando éramos dignos.
Mas quando ainda éramos pecadores.
É por isso que a esperança do cristão não está na sua capacidade de amar.
A nossa esperança está em Cristo.
Porque somente quem foi alcançado pelo amor de Jesus pode começar a amar como Jesus amou.
É esse amor que transforma o coração.
É esse amor que vence o orgulho.
É esse amor que nos ensina a perdoar.
É esse amor que produz em nós aquilo que João descreve nesta carta.
Por isso, antes de olhar para o tamanho do seu amor...
Olhe para o tamanho do amor de Cristo.
Porque é nele que toda verdadeira transformação começa.
CONCLUSÃO
CONCLUSÃO
E assim João responde à pergunta que fizemos no início desta mensagem.
Como o amor revela quem realmente anda na luz?
João nos mostrou três evidências muito claras.
Primeiro...
O verdadeiro amor foi revelado em Cristo.
Depois...
Esse amor passa a ser visto na vida daqueles que permanecem na luz.
E, por fim...
O ódio revela um coração que ainda continua nas trevas.
Percebam que, durante todo o texto, João nunca aponta para a perfeição.
Ele aponta para uma vida transformada.
Uma vida que foi alcançada pelo amor de Cristo.
E que, por isso, começa a amar como Cristo amou.
Esse é o desafio que João deixa para cada um de nós.
Não apenas dizer que andamos na luz.
Mas viver de um modo que torne essa luz visível através da maneira como amamos.
ORAÇÃO FINAL
ORAÇÃO FINAL
Senhor nosso Deus,
Obrigado pela Tua Palavra.
Obrigado porque, nesta noite, o Senhor nos lembrou que a verdadeira fé não se revela apenas naquilo que dizemos, mas também na maneira como vivemos.
Obrigado porque o Senhor nos mostrou o amor perfeito de Cristo.
Um amor que não ficou apenas nas palavras, mas foi demonstrado na cruz.
Pai, nós reconhecemos que, muitas vezes, falhamos justamente naquilo que ouvimos hoje.
Quantas vezes deixamos o orgulho falar mais alto.
Quantas vezes guardamos ressentimento.
Quantas vezes amamos menos do que Cristo nos amou.
Por isso, nós não queremos sair daqui apenas com mais conhecimento.
Queremos sair daqui com um coração transformado.
Que o Teu Espírito produza em nós um amor que reflita o caráter de Jesus.
Ajuda-nos a perdoar.
Ajuda-nos a servir.
Ajuda-nos a amar os nossos irmãos da mesma forma que fomos amados por Cristo.
E que a nossa vida seja uma evidência de que realmente permanecemos na luz.
Que as pessoas possam enxergar Jesus através da maneira como vivemos.
Nós oramos assim, confiando não na nossa capacidade, mas na graça e no amor de Cristo.
Em nome de Jesus.
Amém.
