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Quem é Jesus?  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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Jesus fala sobre os atos externos não podem disfaçar a maldade do coração, devemos valorizar mais o inteirior.

Notes
Transcript

Introdução:

Aprendemos no sermão da semana passada que um entendimento errado da Palavra e nossas próprias regras criadas pode nos fazer valorizar o que Deus não valoriza e desprezar o que Deus ama, a nossa mensagem hoje, continua tratando sobre esse mesmo assunto, o Senhor nosso Deus quer que o imitemos em santidade, portanto devemos ser santos verdadeiramente e não apenas cultivar uma aparência de Santidade.
Leiamos o texto: Mc 7.14-23

Desenvolvimento e Aplicação:

Fariseus, os escribas tinham ido se encontrar com Jesus, não em particular, mas junto da multidão, Eles queriam descredibilizar Jesus, mas o grande mestre mostrou quem eram os verdadeiros transgressores da Lei, tendo em vista que todo o diálogo anterior foi na presença da grande multidão, Jesus agora se volta para a multidão lhes adverte:
Mark 7:14–15 NAA
E, convocando outra vez a multidão, Jesus disse: — Escutem todos e entendam: Não existe nada fora da pessoa que, entrando nela, possa contaminá-la; mas o que sai da pessoa é o que a contamina.
Convocação: Escutem e entendam…
É um chamado para que toda aquela multidão se atente ao que Jesus irá falar; deveriam ouvir atentamente e aplicar suas capacidades mentais para entender/compreender. Aprender de Jesus não é algo passivo, mas exige nosso envolvimento! Por isso, sempre que ouvir ou ler a Palavra, discipline sua mente para focar e entender o que está sendo ensinado.

O ensino de Jesus: O que não nos torna impuros?

Não existe nada fora da pessoa que, entrando nela, possa contaminá-la; quando Jesus fala isso está se referindo a tornar-se impuro segundo a lei;
Porque Jesus falou sobre isso? A discussão não havia iniciado por causa dos discípulos estarem comendo com “mãos impuras”? É justamente por isso que Jesus trata isso com todas aquelas pessoas, para que não deixassem se levar pelo engano dos fariseus.
O tratar de Jesus com a multidão é bem simples: Vejam, estes homens valorizam demais as regras de pureza exteriores, mas o Senhor busca uma pureza integral, dentro e fora; então não fiquem preocupados “isso me tornará impuro” antes cuidem do conteúdo do seu coração, pois o que sai dele, esse sim, contamina a pessoa.
Isto é, “a contaminação, em outras palavras, procede do coração”
v.17 mostra que os discípulos não haviam entendido o ensino de Cristo à multidão, eles o interrogaram a respeito da parábola e Jesus responde:
Mark 7:18–19 NAA
Jesus lhes disse: — Então vocês também não entendem? Não compreendem que tudo o que está fora da pessoa, entrando nela, não a pode contaminar, porque não entra no coração dela, mas no estômago, e depois é eliminado? E, assim, Jesus considerou puros todos os alimentos.
Os alimentos puros e impuros, as regras criadas pelos anciãos, não resolvia o problema real, pois não solucionava o problema do coração pecador; O coração é tido aqui como a sede de nossos pensamentos, o centro de controle do nosso corpo, nesse sentido nenhum alimento pode purificar ou deixar impuro o nosso coração, isto é nenhum alimento pode afetar nossos pensamentos e ações.
O que entra no corpo, os alimentos, não tem poder de tornar o ser humano impuro, pois o que comemos, vai para o estômago e depois é descartado;
“E, assim, Jesus considerou puros todos os alimentos” “O comentário editorial de Marcos torna clarissima a intensão de Jesus: Nem comida, nem mãos não lavadas tornam o relacionamento de alguém com Deus “impuro”: apenas coração impuro o faz.”
Aplicação:
Nossa tendencia é compreender esse assunto de maneira completamente contrária: O que é externo é que contamina: Vestir calça é pecado, jogar bola é pecado; trabalhar no sábado é pecado; comer carne de porco que é pecado, comer carne vermelha na semana santa que é pecado; comer alguma comida típica da festa junina, é muito mais fácil rotularmos essas coisas como pecado e chegar a uma conclusão: “não faço nenhuma dessas coisas, logo sou uma boa pessoa!” Mas o que Jesus nos ensina, é que devemos nos preocupar muito mais com a disposição de nosso coração;
Imagine essa situação:
Você teve uma grande briga com alguém da sua família, se descontrolou, falou um monte de coisa, jogou coisas no chão e saiu batendo a porta; o que acontece se eu olho apenas para o exterior? Eu fiz isso porque estava sob pressão, fulano de tal me tirou do sério, eu não suporto essa situação e por isso explodir. Segundo essa visão, o que me contaminou? foi a situação, foi a pessoa, foi algo de fora que me contaminou! Essa é a visão que a maioria das pessoas tem, crentes e descrentes; essa é uma visão mundana onde o pecado sempre vem de fora e nunca de dentro.
Observe, que segundo essa visão distorcida, se o pecado é algo externo a mim, o tratamento disso deve ser feito sempre com o outro e não comigo; nessa caso da briga, qual seria a solução para que essa situação não ocorresse mais? “Vou tirar fulano da minha vida” “evite situações de pressão assim”. O que me contamina é fulano, o que me contaminou foi a pressão, sempre tendemos a terceirizar a nossa culpa. E enquanto encararmos a vida assim, sempre seremos bons aos nossos próprios olhos; e sabe qual a pior parte disso? Jesus não será visto e adimirado como o salvador maravilhoso que Ele realmente é!
“Enquanto o pecado não for amargo, Cristo não será doce!” - Thomas Watson
Mas o que Jesus nos ensina aqui? uma visão bíblica sobre nós mesmos! De onde procedem os maus desejos? de onde surgem as brigas? Vem de dentro de nós, o que flui do coração isso é que nos contamina.
Vamos analisar essa briga de família sob a lentes da Palavra? Segundo o ensino de Jesus Cristo; porque você brigou, explodiu, falou alto e bateu a porta? porque isso estava dentro do seu coração, talvez porque você ache que merecia mais, mais respeito, mais admiraçao, mais gratidão, e enfim e a situação somente fez com que você expusesse o que estava guardado.
As duas árvores
A Bíblia trata desse assunto de forma muito clara em Jeremias 17.5-8 e Lucas 6.43-45. Nesses textos encontramos duas árvores que representam dois tipos de coração.
A primeira árvore está plantada junto às águas. Seu coração está no lugar certo e suas raízes representam uma pessoa que confia no Senhor, busca a Deus em arrependimento e fé. A segunda árvore está plantada em terra seca. Suas raízes representam um coração que vive para si mesmo, confiando e perseguindo os próprios desejos.
Agora observe o sol na imagem. O sol representa as circunstâncias da vida: problemas, tentações, perseguições, dificuldades, conflitos. O calor chega para todos. A diferença não está na situação, mas na condição da árvore.
Quando o calor vem, a árvore boa continua firme e produz bons frutos. Ela reage com amor, paciência, perdão, domínio próprio e confiança em Deus. Não porque a situação seja fácil, mas porque suas raízes estão no lugar certo.
Já a árvore má também enfrenta o mesmo calor, mas produz espinhos: ira, murmuração, orgulho, ansiedade, amargura e egoísmo. O problema não é o calor, mas o coração.
Jesus disse que "cada árvore é conhecida pelo seu fruto" (Lc 6.44). Ou seja, as circunstâncias não criam o pecado; elas revelam o que já existe no nosso coração.
E é por isso que a cruz está no centro da imagem. Nossa esperança não é apenas mudar o comportamento, mas ter um coração transformado por Cristo. Somente Ele pode mudar nossas raízes para que, mesmo em meio ao calor das provações, produzamos frutos que glorificam a Deus.
A pergunta que devemos fazer não é: "Por que isso está acontecendo comigo?", mas "O que essa situação está revelando sobre o meu coração?"
Luke 6:43–45 NAA
— Não há árvore boa que dê mau fruto, nem árvore má que dê bom fruto. Porque cada árvore é conhecida pelos frutos que produz. Porque não se colhem figos de ervas daninhas, nem se apanham uvas dos espinheiros. A pessoa boa tira o bem do bom tesouro do coração, e a pessoa má tira o mal do mau tesouro; porque a boca fala do que está cheio o coração.

O ensino de Jesus: o que de fato nos torna impuros?

Mark 7:20–23 NAA
E dizia: — O que sai da pessoa, isso é o que a contamina. Porque de dentro, do coração das pessoas, é que procedem os maus pensamentos, as imoralidades sexuais, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, as maldades, o engano, a libertinagem, a inveja, a blasfêmia, o orgulho, a falta de juízo. Todos estes males vêm de dentro e contaminam a pessoa.
Em semelhança as palavras de Jesus, temos o que Tiago nos ensina no capitulo 4
James 4:1 NVI
De onde vêm as guerras e contendas que há entre vocês? Não vêm das paixões que guerreiam dentro de vocês?
Onde está o nosso maior problema? em nosso coração! Porque as pessoas fazem o que fazem? porque nós fazemos o que fazemos? de onde vem tudo isso? do nosso coração! O coração, o nosso centro de controle de nossas vidas é de onde procede as nossas ações e intenções que direcionam o rumo de nossas vidas. É de nosso coração que surgem todas essas coisas!
As imoralidades sexuais: flui de um coração imoral, pervertido, que ama e se entrega ao prazer momentâneo!
Marcos 7.1–23 Contaminação Cerimonial versus Contaminação Real (Cf. Mateus 15.1–20)

Precisamos somente mencionar coisas como estupro, mostra e leitura de literatura pornográfica, relações sexuais prémaritais, contar e ouvir piadas sujas, etc.

Os furtos: flui de um coração insatisfeito e preguiçoso;
Marcos 7.1–23 Contaminação Cerimonial versus Contaminação Real (Cf. Mateus 15.1–20)

Hoje, não deveríamos advertir contra furto nas lojas? E contra a vadiagem no trabalho? E o que dizer sobre desperdiçar tudo aquilo que Deus nos deu? E sobre intencionalmente não dar a César aquilo que é de César? E quando o governo ou uma de suas agências desperdiça o dinheiro dos contribuintes, isso também não é uma forma de roubo? E o que dizer de não dar a Deus aquilo que é de Deus?

Os homicídios: Flui de um coração cheio de ódio, rancor, que é alimentado por um tempo.
Adultérios: Flui de um coração descontente, que prioriza acima de tudo a si mesmo e a sua felicidade.
Avareza: Flui de um coração que ama o dinheiro.
Maldades: Flui de um coração perverso, maligno.
Engano: Flui de um coração que quer se dar bem a todo custo.
Libertinagem: Flui de um coração que não tem temor a Deus.
Marcos 7.1–23 Contaminação Cerimonial versus Contaminação Real (Cf. Mateus 15.1–20)

O termo enfatiza a falta de autocontrole que caracteriza uma pessoa que não restringe seus impulsos pervertidos.

Inveja: Flui de um coração insatisfeito com Deus e com sua situação, sempre acha que merecia mais.
Blasfêmia/calúnia: Flui de um coração que é insensato, sem temor a Deus.
Orgulho: Flui um coração que se considera melhor do que os outros.
Falta de Juizo: Flui de um coração que tolo, que não busca a sabedoria divina.
Tudo começa dentro do nosso coração! O problema não está do lado de fora, não são as outras pessoas, nem a pressão das circunstâncias: o nosso maior problema é o nosso próprio coração. Afinal, é o que sai do homem que o contamina.
Se o problema é o coração, o que devemos fazer então?
1º Adotar uma visão bíblica sobre nós mesmos! O que vem de dentro é que contamina!
2º Trilhar o caminho do arrependimento.
Você que tem vivido na prática do pecado, você meu irmão que tem terceirizado a culpa pelo fracasso de seu casamento, criação de filhos, e outras coisas; Você que tem adotado até os dias de hoje uma visão errada de si mesmo e do pecado; Convido você ao arrependimento! A fazer o caminho de volta e pela fé em Jesus trilhar o caminho da obediência! Nossa visão sobre nós mesmos não pode ser como a do mundo é, nós somos fracos, somos pecadores, nós não podemos pelas nossas próprias forças; Mas no Senhor, aquele que é fraco é quem é verdadeiramente forte. Aquele que reconhece o seu erro, se arrepende e passa a trilhar um novo caminho esse é um verdadeiro homem de Deus, uma verdadeira mulher de Deus!
A cruz é a solução para todo coração.
O caminho do cristão é um caminho da morte para si mesmo! Dia após dia, tomamos a nossa cruz e seguimos ao Senhor, renunciando os desejos da carne, buscando uma vida de santidade, nos fortalecendo no Espírito atráves do contato constante com Ele.
Peça perdão pelos seus pecados ao Senhor, por se importar tanto com o externo e deixar de lado o que Deus busca: Um coração quebrantado e humilde!
Quero cantar uma canção e nesse momento quero que você curve sua cabeça e se apresente diante de Deus

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