O QUE DEVEMOS FAZER QUANDO NOS REUNIMOS?

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LEITURA DO TEXTO

2 Timothy 3:16–17 NAA
Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o servo de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.

INTRODUÇÃO

O futebol é o esporte mais popular do Brasil e um dos esportes mais populares do mundo. A gente pensa que é apenas pegar um campo com duas traves de futebol e uma bola e simplesmente jogar, mas o que talvez ninguém saiba aqui é que o manual que regula o jogo — que a arbitragem precisa conhecer e aplicar em cada lance da partida — possui “apenas” 236 páginas. Ainda bem que o meu Flamengo muitas vezes vence mesmo com essa arbitragem brasileira tão ruim rsrs — porém, é esse manual que garante que os jogadores joguem futebol e não outro esporte qualquer.
Será que um conjunto de regras “engessa” o jogo? Eu acredito que a maioria dos atletas e fãs do esporte diriam que o futebol é fascinante justamente porque possui regras. O gol é feito com os pés e não com as mãos. O atacante precisa sair da linha de impedimento para conseguir fazer um gol e o goleiro não pode sair da linha do gol antes do jogador bater o pênalti. A distância da barreira precisa ser respeitada e o número de substituições dos jogadores é limitado. Tem um horário para o início da partida, alguns acréscimos de tempo, um tempo de intervalo e mais um tempo de jogo. E a paixão brasileira e até internacional (como foi nesta Copa do Mundo) é movida justamente dentro desses limites que o jogo possui.
Com a adoração comunitária não é muito diferente. A beleza do culto público também se encontra nas “regras” bíblicas que regulam a adoração do povo de Deus. Nosso objetivo no sermão desta noite é investigar biblicamente quais são esses limites e o que devemos ou não fazer quando nos reunimos para cultuar ao Deus Triúno que o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

EXPOSIÇÃO DO TEXTO

A nossa premissa ou o nosso argumento principal é: Deus, por meio de Sua Palavra, determina o que a igreja local deve fazer quando se reúne.
Matt Merker em seu livro “Culto Público: a igreja reunida como povo de Deus” do ministério 9Marcas escreveu:
“Deus não deixou por nossa conta decidir quais atos da adoração comunitária são válidos. Ele nos revelou sua vontade em sua Palavra. Adoramos de acordo com seu plano e propósito.”
O reformador protestante John Hooper trouxe a seguinte definição em 1550:
“Não se deve usar nada na igreja que não tenha respaldo expresso na Palavra de Deus ou que, de resto, seja indiferente”. E “indiferente” aqui ele quer dizer algo que não faça parte da essência da nossa adoração, como o horário da reunião ou a cor das cadeiras. A “Palavra expressa de Deus” engloba mandamentos explícitos e exemplos implícitos na Escritura.
Quando a gente pensa na natureza da adoração comunitária, é algo que faz sentido. Precisamos nos lembrar que Deus é aquele que reúne a igreja e opera em nosso meio. Nossa adoração é gerada pela iniciativa graciosa de Deus. Ele é o ator principal. Isso significa que ele decide o que acontece quando a igreja se reúne. O culto é prerrogativa dele, e não nossa.
Lembremos também de que a reunião da igreja é um fenômeno coletivo do início ao fim. O culto não consiste num grupo de cristãos que acidentalmente estão próximos uns dos outros e procuram oferecer sua adoração pessoal a Deus por meio de um portal particular de louvor. É um encontro de família. Isso significa que, quando planejamos um culto, temos de indagar a nós mesmos se temos autoridade para pedir à igreja inteira que participe de todos os atos de adoração.
No site da Convenção Batista Brasileira (CBB), temos lá alguns documentos da nossa denominação e um deles é o documento “Princípios Batistas”. Na parte inicial, temos a declaração dos princípios distintivos dos batistas mais fundamentais e importantes: a autoridade de Jesus Cristo, das Escrituras e do Espírito Santo. E falando das Escrituras, veja o que o documento vai nos informar:
“Na sua singular e una revelação da vontade divina para a humanidade, a Bíblia é a autoridade final que atrai as pessoas a Cristo e as guia em todas as questões de fé cristã e dever moral. O indivíduo tem que aceitar a responsabilidade de estudar a Bíblia, com a mente aberta e com atitude reverente, procurando o significado de sua mensagem através de pesquisa e oração, orientando a vida debaixo de sua disciplina e instrução. A Bíblia, como revelação inspirada da vontade divina, cumprida e completada na vida e nos ensinamentos de Jesus Cristo é a nossa regra autorizada de fé e prática.
Se a Bíblia é a nossa regra autorizada de fé e prática, então ela é quem deve guiar e determinar a nossa prática na adoração comunitária.
OS PRINCÍPIOS REGULADORES
A Escritura nos diz o que devemos fazer na adoração pública de Deus, mas ela não impõe até o último detalhe como devemos fazê-lo. Às vezes, as pessoas protestam e dizem que o princípio regulador do culto não se aplica porque a Bíblia não nos diz se a reunião dever ser às dez ou às onze da manhã, se devemos ficar de pé ou sentar, ou cantar em dó ou ré. Porém, objeções desse tipo interpretam mal o princípio regulador.
Esse princípio é uma postura que diz respeito ao atos ou “elementos” essenciais da adoração comunitária. É um modo de dizer que, quando analisamos os aspectos principais do que fazer quando a igreja se reúne, nosso instinto fundamental deveria ser o de conduzir a igreja reunida a fazer apenas o que a Escritura ordena.
Como chegamos a essa posição? Vamos examinar três argumentos principais:
1- O argumento tirado da idolatria.
Êxodo 32.5 “Arão, vendo isso, edificou um altar diante do bezerro e fez a seguinte proclamação: — Amanhã haverá festa ao Senhor.”
Peraí. Você percebeu? Entendeu o que aconteceu aqui? As pessoas queriam adorar ao SENHOR — Iavé — dando uma festa para uma estátua!
Deus condenou com toda a razão o que se passou e deixou claro que o segundo mandamento não é apenas uma restrição à adoração dos deuses errados, mas também a adoração errada ao Deus certo.
O incidente do bezerro de ouro nos mostra que não basta a sinceridade para tornar a adoração aceitável. Podemos estar fazendo coisas bastante autênticas, com a melhor das intenções e ainda ser coisas que desagradam a Deus porque não é a vontade dele receber esse tipo de adoração.
Romanos 1.22 “Dizendo que eram sábios, se tornaram tolos”. Esse texto nos mostra que a idolatria, mesmo que sendo insana, parece sábia aos que se envolvem com ela. Calvino, reverberando a profecia de Ezequiel 14, disse que o coração humano é uma fábrica perpétua de ídolos. Ele não estava falando apenas de adorar outros deuses, mas também que somos continuamente tentados a nos aproximar do Deus verdadeiro por meios idolátricos, meios que o recriam sutilmente de acordo com nossos pensamentos e desejos.
A única maneira segura de adorar a Deus é por sua vontade revelada. O princípio regulador nos protege de macular nossa adoração comunitária com ideias humanas idólatras. Afinal de contas, estamos falando de um Deus que é fogo consumidor (Hb 12.29). Deus condenou Nadabe e Abiú não porque sua adoração foi sem sinceridade, mas porque foi “não autorizada”. Os dois fizeram algo que ele não havia ordenado que fizessem.
Levítico 10.1 “Nadabe e Abiú, filhos de Arão, tomaram cada um o seu incensário, puseram fogo dentro deles, e sobre o fogo colocaram incenso; e trouxeram fogo estranho diante da face do Senhor, algo que ele não lhes havia ordenado.”
2- O argumento tirado da doutrina de Deus.
Jesus ensinou à mulher no poço. João 4.24 “Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade.”. Nossa adoração deve ser coerente com a verdadeira natureza de Deus e deve corresponder à verdade por ele revelada. Nessa passagem, Jesus corrige as ideias de que a mulher samaritana tinha sobre o lugar certo de adoração. Ela acha que a adoração deveria se dar numa montanha específica. Jesus lhe diz que ela está errada: adoramos em Espírito e por meio de dele. Conclusão: há um jeito certo e outro errado de adorar.
Considerando que Deus é transcendente e incompreensível, por que teríamos de confiar nas ideias que inventamos para louvá-lo quando nos reunimos como seu povo? Até mesmo Adão e Eva, antes de pecarem, precisavam de instrução divina para saber como se relacionar com ele.
Gênesis 2.16–17 “E o Senhor Deus ordenou ao homem: — De toda árvore do jardim você pode comer livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal você não deve comer; porque, no dia em que dela comer, você certamente morrerá.”
Tudo o que sabemos sobre Deus nós o sabemos porque ele nos revelou. Não deveríamos presumir que somos capazes de imaginar como adorar um Deus assim por conta própria.
3- O argumento tirado da suficiência da Escritura.
Vejamos o texto lido no início deste sermão.
2Timóteo 3.16–17 “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o servo de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.”
Matt Merker vai dizer que a adoração comunitária é uma das obras mais importantes para a qual Deus nos chama. Uma vez que a Escritura nos prepara para toda boa obra, isso quer dizer que não precisamos sair da Palavra de Deus para descobrir como adorá-lo.
ELEMENTOS, FORMAS E CIRCUNSTÂNCIAS
Basicamente, os teólogos definem esses termos da seguinte forma:
Os elementos da adoração são as atividades que a Escritura nos chama efetivamente a realizar em nossa devoção comunitária a Deus. O princípio regulador diz respeito à determinação de quais elementos da adoração são bíblicos. Podemos resumir esses elementos em cinco tópicos: ler a Palavra, orar a Palavra, pregar a Palavra, cantar a Palavra e ver a Palavra (sintetizada e representada no batismo e na ceia do Senhor).
As formas de adoração se referem à maneira pela qual tratamos os elementos da adoração. Exemplo: o tópico “cantar a Palavra” que citei entre os elementos da adoração possui a possibilidade da forma de pé ou da forma sentada. Qual é o certo? Isso depende da sabedoria e do contexto histórico-cultural de cada igreja local. Não existe A FORMA bíblica (a Bíblia não deixa claro quais formas usar), mas a Bíblia dá bases de princípios e sabedoria para nos guiar quando buscamos aquelas formas que tendem a priorizar a exaltação, a edificação e a evangelização.
E por fim, as circunstâncias são os aspectos práticos de como uma igreja organiza seus encontros de adoração: quando e onde nos reunimos, disposição das cadeiras, uso de ar condicionado ou não. Trata-se de itens que dizem respeito à prudência, e não a exigências bíblicas. O princípio regulador simplesmente nada tem a ver com o horário das nossas reuniões, se acontecem de manhã ou à noite, se nos reunimos em pé ou sentados.
Temos que perceber ainda que o princípio regulador não é algo totalmente objetivo, mas carrega algum traço de subjetividade. Por exemplo: há quem entenda biblicamente que, além do canto congregacional como elemento do culto público, os instrumentos que acompanham os cânticos também devem pertencer a este elemento; ou seja, o canto congregacional deve ser acompanhado com instrumentos. Contudo, há quem entenda biblicamente que os instrumentos são válidos e importantes, mas não tão essenciais quanto o canto congregacional.
De uma forma ou de outra, precisamos ver o princípio regulador muito mais como postura do que como um conjunto engessado de normas para o culto público. É como se a nossa igreja assinasse um documento com valor jurídico terreno e celestial confirmando o nosso compromisso de procurar ser o mais bíblico possível quando nos reunimos para cultuar ao Deus Triúno. Queremos fazer tão somente o que demonstra a nossa fidelidade a Ele e sua Palavra, e não temos o desejo de priorizar o que possa agradar a nós mesmos de maneira individual — nem mesmo o gosto pessoal do presbítero deve ser levando em consideração para acima da revelação da Escritura.
Matt Merker ainda nos traz mais uma contribuição neste sermão. Ele vai escrever o seguinte:
“O princípio regulador talvez não responda a todas as perguntas que temos sobre o culto de adoração. Esse não é o seu propósito. Em vez disso, o que ele ressalta é que, quando nos sentamos para decidir o que fazer no domingo, não é como se partíssemos de uma tela em branco diante de nós. Deus já imprimiu nessa tela, com tinta permanente, as ideias principais de como nos relacionarmos com ele coletivamente.”
Em termos simples, o princípio regulador evita que planejemos um culto perguntando: “O que gostaríamos de fazer?”, ou: “O que vocês acham que ‘tocaria’ as pessoas?”. Antes, ele nos obriga a indagar: “O que Deus nos pede que façamos?”.
O PRINCÍPIO REGULADOR É SOBRE LIBERDADE E AMOR
É bom ver um jogo de futebol repleto de jogadas incríveis, reviravoltas, gols antológicos, desarmes precisos no meio de campo, defesas milagrosas dos goleiros e muita qualidade técnica no jogo como um todo. É péssimo ver uma partida marcada por erros de arbitragem, gols mal anulados, passes errados e que no final os goleiros pouco trabalham e tudo fica num zero a zero sem graça e chato (poderia acrescentar aquele jogo que um time obteve a vitória com uma jogada ilegal ou com interferência direta do erro de arbitragem).
O belo funciona onde há ordem. Adélia Prado disse certa vez: “De vez em quando Deus me tira a poesia. Olho pedra, vejo pedra mesmo.” (Fonte: https://citacoes.in/autores/adelia-prado/)
O que quero dizer é que o princípio regulador funciona nessa ideia de promover a beleza de Deus no meio do seu povo, e não tornar tudo formal demais, engessado demais ou frio demais. Nadabe e Abiú quiseram adorar a Deus; o povo de Israel no deserto fez um bezzero de ouro para cultuar ao Senhor — e nada disso representou uma adoração legítima e aprovada por Deus. É como o barro tentando dizer para o oleiro qual é a melhor forma de trabalhar. Se Deus é o sujeito do culto e o objeto do culto, se o culto cristão é uma dádiva, um presente que Deus mesmo nos concedeu graciosamente por meio da vida, morte e ressurreição de Cristo, então é muito mais seguro viver a liberdade na adoração com a responsabilidade bíblica do que procurar os elementos e as formas de adoração que mais agradam a gregos ou troianos mas que nem sempre representam o jeito que Deus quer receber adoração do seu povo.
Pense que estamos em um país livre (ainda). Podemos ir e vir. Podemos votar e eleger os nossos representantes nos poderes legislativo e executivo. Contudo, estamos dentro desses limites constitucionais. Temos direitos, mas também responsabilidades. Somos livres, mas existem leis que regulam a nossa vida em sociedade. Não é muito diferente a liberdade cristã em relação à autoridade e suficiência das Escrituras.
Mas o princípio regulador também promove o nosso amor. Em tempos de extremo individualismo, procurar viver em comunidade (especialmente na adoração pública) é viver a contracultura que o evangelho sempre promove.
O nosso coração quando distante da comunhão com Deus só pensa em maneiras de como nos satisfazer e agradar. Mas o evangelho chega e derruba as barreiras do orgulho que nos torna pessoas egocêntricas. O evangelho nos lembra que somos salvos para ser povo e pertencer uns aos outros. Cantamos juntos para Deus, mas também para a nossa edificação mútua na santíssima fé em Cristo. Não estamos aqui para espectar ou para nos apresentar como artistas, mas para juntos glorificarmos a Deus, fortalecermos a fé uns dos outros e proclamar aos que nos visitam e que possam ainda estar em trevas espirituais as virtudes daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.
Quando fazemos o que fazemos dominicalmente (ou seja, regularmente e repetidamente) não estamos adestrando animais irracionais, mas ensaiando e ensaiando para o Grande Dia do Eterno Culto Público que será realizado nos novos céus e na nova terra. Estamos evidenciando a nossa unidade ao cantarmos todos juntos com beleza, fé e alegria. O nosso culto demonstra que somos um povo que possui um grande Rei e nós temos o privilégio de lhe dar toda honra, toda glória e todo louvor. Quando fazemos isso com consciência, prazer e força, estamos revelando ao mundo o caráter santo e amoroso de Deus.
E é bom fazer isso sempre com o entendimento de que somos o corpo de Cristo, a família do Deus vivo, o templo do Espírito Santo. Que a nossa igreja local sempre se reúna aos domingos com essa fé e que tudo seja realizado para cumprir os objetivos maiores: a exaltação do nome de Deus, a edificação do corpo de Cristo e a evangelização dos que ainda não foram salvos.

APLICAÇÕES

1- Com base em tudo o que ensinamos, você que é membro da igreja entende que o culto é seu ou é nosso?
2- Ainda aos membros da igreja, você consegue entender o valor da fidelidade bíblica na vida cristã, incluindo na maneira de planejar e viver o culto público?
3- Nosso culto dominical possui direcionamento cruciforme: é tanto para exaltar a Deus quanto para edificarmos uns aos outros. É importante que você que é membro da nossa igreja entenda que você participa ativamente disso do início ao fim.

CONCLUSÃO

E você que nos visita ou que ainda não é membro da nossa igreja porque ainda não tornou pública a sua fé por meio do batismo, eu quero te convidar a pertencer a este povo que se reúne para adorar ao Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Nós adoramos a Deus em espírito e em verdade porque Deus encarnou na pessoa de Jesus, morreu pelos nossos pecados e ressuscitou para nos dar a paz com Deus através da reconciliação. Você pode hoje mesmo se reconciliar com Deus através do arrependimento dos pecados e da fé em Jesus Cristo. Receba a salvação pela graça de Deus nesta noite. Tudo o que precisa fazer é confiar que Jesus já resolveu na cruz do Calvário o seu problema com Deus. Deus, através de Cristo Jesus, pode se tornar o seu Pai. E quando você entende esse amor e o tamanho da misericórdia dele por sua vida, não há outra resposta que não seja se comprometer com Ele ao abandonar os pecados e procurar viver com Ele através do seu povo que é a igreja. E quando você passa a pertencer ao povo que Jesus salvou, uma das maiores alegrias que você descobre é a alegria de, em comunidade, cantar, orar, ler, ouvir e ver a Palavra de Deus que é lâmpada para os nossos pés e luz para o nosso caminho.
Que você se arrependa ainda hoje e creia para receber o Espírito Santo e ser uma nova criatura que vive para a glória de Deus.
Amém. Vamos orar.
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