RECEBA COM FÉ A AUTORIDADE E A MENSAGEM DO EVANGELHO
O RESGATE DIVINO: LIBERTOS PARA COMUNHÃO! • Sermon • Submitted • Presented
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· 1 viewO sermão trata do prólogo desta carta, Paulo aqui nos apresenta o fundamento de seu apostolado e cerne de sua mensagem.
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INTRODUÇÃO
Enquete rápida: quando seus filhos andam contrários ao evangelho, como vocês os exortam? Deveríamos ter santa indignação, mas não sem a dose certa do Evangelho.
Paulo está profundamente perplexo com a situação dos gálatas. Eles eram da Galácia do Sul, frutos da primeira viagem missionária (Atos 13—14: Antioquia da Pisídia, Listra, Icônio e Derbe, na atual Turquia). Estavam sendo assediados por judeus convertidos que não entenderam o evangelho; acreditavam que os gentios, antes de serem cristãos, deveriam tornar-se judeus. Não era uma rejeição descarada: diziam que Paulo tinha uma mensagem incompleta e adulterada.
Eles viviam uma situação alarmante: uma espécie de influência simultânea de ensinos legalistas e de tendência licenciosa entre os gálatas. Ambos cooperavam para a derrocada do evangelho entre eles.
Paulo passará a ensiná-los sobre como a liberdade em Cristo foi o resgate divino para que fôssemos feitos sua família para todo o sempre. Aqui estamos nós diante do prólogo de um pai que exortará os seus filhos com o santo evangelho, mas ainda assim com santa indignação. O tema central desses versículos, parece-me, é: como devemos receber, com fé, a autoridade e a mensagem do evangelho?
1. Reconhecendo a autoridade apostólica (1,2ª)
2. Experimentando as bênçãos do evangelho (2b,3)
3. Crendo na mensagem evangélica (4v)
4. Celebrando o Deus bendito com adoração perseverante (5v)
1. RECONHECENDO AUTORIDADE APOSTÓLICA (1,2ª)
1. RECONHECENDO AUTORIDADE APOSTÓLICA (1,2ª)
1.1 PORQUE PROCEDE DE DEUS E NÃO DE HOMENS (1,2ª)
A exortação pastoral de Paulo começa dizendo que ele é apóstolo. O termo “apóstolo” está sendo usado para designar um grupo seleto de homens que foram comissionados pelo próprio Senhor para dar seguimento à história da redenção (Ef 2.19-22).
Esse apostolado não lhe foi entregue por meio de agência humana, diz Paulo: “não da parte de homens, nem por intermédio de homem algum”. Embora os acusadores de Paulo dissessem que ele era apenas um apóstolo dos apóstolos, possuindo autoridade derivada de homens, Paulo declara categoricamente: “mas por Jesus Cristo e por Deus Pai, que o ressuscitou dentre os mortos”.
O que nos parece é que o apóstolo está identificando o episódio de sua conversão como o dia de seu comissionamento (Atos 9.15-16). Claro, Paulo não está excluindo o reconhecimento da igreja, que ele citará mais adiante; todavia, o objetivo do apóstolo é enfatizar que o seu ministério não tem como fundamento a vontade humana, mas o comissionamento divino, designado para o ministério sagrado.
A questão era séria: se seu apostolado fosse ilegítimo, sua mensagem também seria. E esse era o alvo desses falsos mestres. Porém, Paulo fora chamado e comissionado por Deus para pregar as boas novas do Cristo ressurreto. Os gálatas deveriam prestar atenção novamente a essa mensagem. Na perspectiva judaica, a ressurreição era indicativa do começo de uma nova era. Curiosamente, aquilo que eles ansiavam receber por meio das obras, em Cristo, pela simples mensagem do evangelho, eles já tinham.
ILUSTRAÇÃO: A igreja de Éfeso foi censurada por sua falta de amor, mas elogiada por sua ortodoxia. Eles puseram os falsos mestres à prova e os apanharam em falsidade; Cristo os elogia por isso.
O problema dos gálatas foi não terem colocado os falsos apóstolos à prova. Pense um pouco: sempre encontramos influenciadores, gurus e profetas digitais, ou de carne e osso, que arrogam para si uma autoridade que não possuem.
Não temos mais apóstolos; temos presbíteros, e estes são para nós a boca de Deus quando pregam fielmente a santa Palavra. Portanto, reconhecemos a autoridade apostólica quando nos submetemos integralmente ao ensino do Senhor, e são esses ensinos que devem influenciar a nossa visão de mundo. Não devemos basear-nos em “profetas” ou “apóstolos modernos”, nem ser guiados, jovens, falo a vocês, por influenciadores digitais, cristãos ou não, mas pelos ministros que falam segundo a autoridade de Deus Pai e do Senhor Jesus Cristo.
Vale a pena ser como os bereanos: quando ouviram o apóstolo Paulo, fizeram questão de examinar sua mensagem. Portanto, tenhamos cuidado e sejamos sóbrios, julgando as profecias à luz do evangelho (Atos 17.11). E, se a autoridade do evangelho deve ser reconhecida como vinda de Deus, essa mesma autoridade também nos chama a olhar para o lugar onde essa mensagem é recebida, preservada e experimentada: a comunhão da igreja.
2. EXPERIMENTANDO A BÊNÇÃO DO EVANGELHO NA COMUNHÃO DA IGREJA (2B-3)
2. EXPERIMENTANDO A BÊNÇÃO DO EVANGELHO NA COMUNHÃO DA IGREJA (2B-3)
“às igrejas da Galácia”, notemos que o substantivo “igreja” está no plural, isso porque o apóstolo Paulo está designando as igrejas que estavam espalhadas naquela região.
Também não encontramos nenhum elogio da parte do apóstolo para elas. A razão disso é que os gálatas caminhavam por uma vereda perigosa: corriam o risco de esquecer quem eram agora em Cristo, por estarem flertando com aquilo que não era evangelho coisa nenhuma.
Calvino nota que ainda sendo uma Igreja que estava em um caminho de deformidade, Paulo reconhece-a como Igreja.
[...] visto que professavam ser cristãos, adoravam o Deus único, observavam as ordenanças e desfrutavam de ministério evangélico, eles tinham as marcas externas de uma igreja [...]. Nem sempre encontramos nas igrejas a medida de pureza desejada. Até as igrejas mais puras têm suas máculas. E algumas são caracterizadas não por algumas poucas manchas, e sim por deformidade completa.[1]
Advertências são boas, e devo dizer que esse é o método do Senhor para produzir temor e arrependimento em sua igreja; a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a vida em seu povo (2Co 7.9). Lucas nos concede uma informação preciosa a respeito desses irmãos: logo após essa carta ser enviada (Atos 16.5), lindos frutos de arrependimento passaram a existir. Temos um pequeno lembrete do Senhor: não se esqueça do evangelho; não se esqueça a quem pertence o evangelho.
Igreja Monte Sião, não basta termos sido fiéis no passado; precisamos ser fiéis agora! (Ap 2.5). Não basta termos tido uma história de confessionalidade; precisamos continuar tendo. Desafios e perturbadores sempre aparecerão com o objetivo de atentar contra a paz e a unidade da igreja. E, acredite, eles virão sutilmente.
A promessa que temos é que Deus não deixará nenhum eleito se perder, uma vez que este esteja unido a Cristo ressurreto! Esta é a nossa segurança para defendermos a verdade santa.
“Graça e Paz, da parte de Deus nosso Pai, e do nosso Senhor Jesus Cristo"
Encontramos uma saudação cristianizada, com dois conceitos importantes para a fé cristã. A graça de Deus trata do seu favor imerecido ao homem caído em pecado; e a paz ultrapassa o senso de bem-estar, pois se trata do shalom escatológico de Deus, quando todas as coisas voltarão ao seu estado de ordem e harmonia, para a glória de Deus. Paulo nos diz que isso já é verdade em Jesus Cristo.
O texto ainda conecta Deus Pai e Jesus Cristo como fonte dessa bênção.
Veja como isso acontece. A graça se torna o ambiente pelo qual nutrimos os nossos relacionamentos, a base, começando em Jesus Cristo, aquele que nos amou e nos comprou com o seu sangue. E assim deveríamos perdoar, amar a todos indiscriminadamente.
Pedro perguntou ao Senhor Jesus: “Quantas vezes devo perdoar o meu irmão em um dia?”. Ao que Jesus respondeu: setenta vezes sete. A nossa vida agora baseia-se na graça imerecida de Deus. Não deveríamos agir como o homem da parábola que foi perdoado, mas não conseguiu perdoar (Mt 18.23-35). A nossa cosmovisão trata as pessoas segundo a graça, e não segundo os méritos.
Paz é o efeito imediato. Depois de termos recebido a paz com Deus, usufruímos da paz de Deus, que se manifesta em atitudes redimidas: não pagando mal com mal, agindo como pacificadores no trato com os outros e cultivando uma perspectiva humilde para conosco mesmos, como servos que vivem em paz com seus pares e superiores.
Experimentamos essas virtudes no seio da Igreja; é nela que Deus manifesta a sua graça e traz restauração para os relacionamentos quebrados. Quando constantemente somos nutridos por essas virtudes, o nosso coração continuará na direção certa para a vida. A Igreja não é uma parte irrelevante no plano divino; muito pelo contrário, é por ela que Deus manifesta sua multiforme graça, pois nela somos alimentados pelo próprio Cristo com essa bênção. Sua saúde espiritual depende dela também. Mas Paulo não deseja que os gálatas apenas reconheçam a igreja como o ambiente dessa bênção; ele conduz os seus olhos para o fundamento de tudo isso: a própria mensagem do evangelho, concentrada no sacrifício de Cristo.
3. CRENDO NA MENSAGEM DO EVANGELHO (v.4)
3. CRENDO NA MENSAGEM DO EVANGELHO (v.4)
Três afirmações governam este versículo:
3.1 CREIA NO SACRIFÍCIO PERFEITO DE CRISTO PELOS NOSSOS PECADOS (4ª)
A expressão “se entregou” (ἐνεστῶτος): entrega voluntária, e substitutiva.
T. George comenta: ‘A morte de Jesus não foi um acidente fortuito. Ele se submeteu voluntariamente ao propósito divino de seu Pai, dizendo: “Aqui estou, vim fazer a tua vontade” (Hb 10.9)’[2]
Muitos estudiosos discutem se isso seria um hino ou uma confissão primitiva. Na verdade, Paulo estava apenas utilizando uma linguagem conhecida pela igreja para expressar a perfeição do sacrifício de Jesus Cristo, invocando a ideia do Servo Sofredor de Isaías 53.
Jesus se autoidentificou quando, em Mateus 20.28, disse: “tal como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (ARA).
ILUSTRAÇÃO: O dia da Expiação! (Levítico 16). Substitutivo, mas não definitivo!
Paulo nos apresenta a síntese do evangelho: Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo! (Jo 1.29)
APLICAÇÃO: Acredite que o sacrifício de Cristo não foi apenas uma possibilidade, nem foi ineficaz! Foi vicário, como cumprimento das promessas em relação ao seu povo, salvando-o eficazmente! (Hb 9.28).
Considere também: se a causa foram os nossos pecados, não podemos mais viver para eles, já que fomos crucificados com Cristo (2.19-20). Só existe um caminho para obtermos um relacionamento correto com Deus, e esse caminho se chama cruz. Contudo, Paulo não descreve a cruz apenas como perdão da culpa; ele também a apresenta como um ato poderoso de libertação. Aquele que se entregou por nossos pecados também nos resgatou deste presente século mau.
3.2 CREIA NO RESGATE DIVINO QUE NOS LIVRA DESTE PRESENTE SÉCULO MAU! (4B)
ἐξέληται: remover completamente (“totalmente para fora”), ou seja, trazer para um “resgate completo” (remoção total). O termo é usado, na maioria das vezes, para relacionar livramentos concretos: o Êxodo (Atos 7.34), o resgate de Pedro (12.11) e o resgate de Paulo do linchamento (23.27). Em sentido metafórico, aparece no versículo 4. O resgate que ocorreu na cruz é o nosso Êxodo! Temos em Jesus liberdade com propósito!
ILUSTRAÇÃO: Moisés indo a Faraó: “Deixa o meu povo ir, para que me sirva!” (Êx 8.1,20).
Paulo completa dizendo de onde fomos libertados: desta “presente era” (ἐνεστῶτος, particípio ativo perfeito; πονηροῦ, adjetivo: mau). Encontramos aqui a noção de duas eras, emprestada do pensamento apocalíptico judaico: uma era presente de pecado e decadência e uma futura era de bênção e paz.
APLICAÇÃO: Irmãos, acreditem no resgate divino: fomos libertados do império parasita para o reino do seu amor (Cl 1.13). Não usemos a liberdade para dar ocasião à carne (5.13-15).
Nossa libertação não é de teor político, econômico ou psicológico, mas real e espiritual! Vivemos no já e ainda não. Vivamos a realidade do novo mundo: amor em vez de egoísmo (6.2); misericórdia em vez de preconceito (3.28); justiça e fé viva em vez de uma religiosidade barata (2); experimentamos a realidade do novo mundo em Jesus Cristo (4.1-7); e, em breve, não mais seremos peregrinos de uma terra distante, mas estaremos com o Senhor, servindo-o face a face pelo Espírito de Cristo! Essa libertação, porém, não é um acontecimento solto ou improvisado; ela procede do plano eterno de Deus, segundo a vontade de nosso Pai.
3.3 CREIA NO PLANO ETERNO DE DEUS (4C)
Não existe conflito na vontade da Trindade! Paulo aprofunda esse conceito em Efésios 1 e em Romanos 9—11. Deus escolheu um povo, chamou-o e o recebeu em seu relacionamento trinitário, selando-o com a justiça de Cristo (3.23—4.7). O plano eterno de Deus é este: reconciliar todas as coisas em Jesus Cristo! É disso que trata o evangelho.
Aqui percebemos qual é a maior necessidade humana. Não é ter o carro do ano, comprar roupas de marca todo mês ou ser o primeiro a ter aquele iPhone. Essas coisas até podem ser boas, mas nada se compara a ter paz com Deus. E a graça do evangelho está justamente aqui: por meio de Jesus, hoje mesmo experimentamos tudo isso pela fé!
Cristo efetuou uma tão grande redenção; essa era a mensagem que Paulo pregava e a única mensagem enviada por Deus ao nosso coração. E quando essa mensagem é verdadeiramente recebida pela fé, ela não termina apenas em convicção doutrinária, mas necessariamente desemboca em adoração. Por isso, depois de falar da obra de Cristo e da vontade do Pai, Paulo conclui com uma doxologia: glória a Deus para todo o sempre.
4. CELEBRANDO O DEUS BENDITO COM ADORAÇÃO PERSEVERANTE (V5)
4. CELEBRANDO O DEUS BENDITO COM ADORAÇÃO PERSEVERANTE (V5)
ILUSTRAÇÃO: Em Romanos, Paulo discorreu sobre doutrinas difíceis, desde o pecado até o lugar de Israel étnico nesse plano. Então, o apóstolo encaminha sua carta para o clímax de seu argumento: “Porque dele, por meio dele e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!” (Rm 11.36).
Acredito que o versículo 5 encerra aquilo que o versículo 4 começou, e não existem outros finais quando estudamos as Escrituras e acompanhamos o progresso do evangelho. Ficamos assim mesmo, como quem sonha, diria o salmista. “Mas também pode ser considerada uma exortação geral. Toda ocasião que nos traz à mente a misericórdia de Deus deve ser aceita como uma oportunidade para darmos glória ao Senhor”.
Eu desafio você hoje: pegue sua Bíblia, leia-a e estude-a assiduamente; participe das reuniões de estudo; deseje sinceramente conhecer a grandeza do assombroso evangelho; e veja como você ficará no final: empolgado para vir aos cultos e crescendo em santificação, compreendendo que o dia do Senhor e o culto público são, na verdade, um antegozo dos novos céus.
A distração é um inimigo feroz, porque ficamos desatentos dentro do templo e não mensuramos o quanto é glorioso tudo o que vivenciamos e celebramos aqui. Muitas vezes, nossas mentes estão tão sobrecarregadas com tantas informações — reels, stories — que ficamos angustiados quando o culto não acaba antes de começar aquele jogo, aquela transmissão, ou mesmo apenas pelo desejo de voltar para casa e gastar tempo passeando pelo feed de notícias. Será que não está faltando uma compreensão adequada sobre o evangelho?
Disse João Calvino, comentando o versículo 4: “Aquele que conhece a Cristo de maneira apropriada, contempla-o com sinceridade e apega-se a ele com afeições intensas; esse é absorvido na contemplação dele e não deseja qualquer outro objeto”.
O que cantamos reflete muito sobre nossas expectativas. Já ouvi certa igreja do nosso arraial cantar apenas sobre uma cidade, Jerusalém, e sobre como seria fantástico ir para lá e andar em suas ruas.
Não deveríamos cantar sobre coisas que não enriquecem o nosso amor e devoção por Deus. Deveríamos nos preocupar em cantar o evangelho, cantar a Escritura, para que possamos estar saturados de Jesus e, assim, o nosso coração possa arder de desejo por ele.
Agostinho, em suas Confissões, declarou que seu coração ardia de desejo pela paz do Senhor. Mas isso aconteceu porque Deus retirou dele sua cegueira e surdez; depois disso, ele passou a amá-lo vorazmente! Quando o Senhor nos resgatou de nossa escravidão e passamos a contemplar a glória de Deus em Cristo, somos levados pelo Espírito do Senhor a adorá-lo, e nada mais é do nosso interesse, senão isso mesmo.
Paulo começa com boa teologia e termina em doxologia. Enquanto recebemos o evangelho como autoridade máxima para nós, também celebramos cada verdade que nos é exposta como conclusão inevitável. Assim, chegamos ao fim do texto percebendo que os quatro movimentos caminham juntos: a autoridade apostólica confirma a mensagem; a mensagem concede bênçãos à igreja; a cruz nos liberta deste século mau; e tudo isso conduz o povo de Deus à adoração perseverante.
CONCLUSÃO
CONCLUSÃO
Recapitulação: Paulo introduziu sua carta com a afirmação de sua autoridade apostólica; sintetizou o evangelho; apresentou a bênção que recebemos na igreja; e revelou, ainda que de modo embrionário, a ação conjunta da Trindade. Quando for exortar seu filho, quando lidar com irmãos difíceis, quando estiver a caminho ou mesmo no trabalho, quando tiver que tomar decisões difíceis, lembre-se do evangelho! Ele possui autoridade em sua vida?
Por que tudo isso é importante? Porque a autoridade apostólica confirma a mensagem do evangelho, e a mensagem do evangelho conduz o povo de Deus à fé, à liberdade e à adoração. A Carta aos Gálatas é para você, porque ela nos lembra do único caminho que conduz à vida, e a uma vida cheia de propósito.
Cristo meus irmãos é O Envaido do Pai, e debaixo de sua autoridade fundamentamos a nossa vida. Em Jesus temos liberdade completa e definitiva, os nossos pecados foram pagos e encontramos descanso. Jesus, em sua ressurreição, deu início a nova era, o mal já foi vencido, e por Deus fomos recebidos. Mas, o Dia do Senhor virá, e só subsistirão aqueles que na cruz se refugiaram, seremos ressuscitados com corpos glorificados, e já não mais seremos peregrinos em terra estranha, e nem mais correremos o risco de sermos infiéis, nunca mais pecado, nunca mais dor ou perseguição, apenas a glória divina preenchendo toda existência em santidade terna e plena! Que sejamos inflamados e consumidos pela glória do evangelho de Deus Pai, Filho e Espírito Santo. Amém e amém.
[1] CALVINO, João. Gálatas, Éfesios, Filipenses e Colossenses. Série comentários Bíblicos. Tradução de Valter Graciano Martins. São José dos Campos, SP: Fiel, 2013. Edição Pilgrim, acessado em 06/07/2026.
[2] (George, 1994, (3) A Saudação (1:3-5) section)
