1 João 1.5-10

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O Cristão deve andar na Luz

Nos versículos de 1-4 vimos que O FILHO DE DEUS, JESUS CRISTO, NOS TRAZ VIDA, NOS TRAZ COMUNHÃO E NOS TRAZ ALEGRIA. Este é o propósito de João ao escrever o prólogo da sua carta, a introdução. Logo nas primeiras palavras ele nos mostra que Jesus é o filho de Deus, portanto, Jesus é o próprio Deus.
Hoje veremos que: O CRISTÃO DEVE ANDAR NA LUZ....
Ora, a mensagem que, da parte dele, temos ouvido e vos anunciamos é esta: que Deus é luz, e não há nele treva nenhuma.
João está nos dizendo que existe uma mensagem, uma única mensagem verdadeira. O que João está querendo dizer é que esta mensagem não está sujeita a mudanças e modificações, pois esta mensagem não veio de João, mas do verbo de Deus.
A ideia que João está querendo passar para seus ouvintes é que o que ele está falando é a verdade, que a mensagem que ele está anunciando é a que ele ouviu do próprio Jesus e que ele tem prazer em anuncia-la. É uma mensagem confiável, pois ela é a verdade de Jesus. João não está querendo dizer que nela contem a verdade, mas que ela é a verdade.
No evangelho de João Cap. 14, Tome pergunta a Jesus:
5- Senhor, não sabemos para onde vais; como saber o caminho?
6- Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.
Jesus é a verdade. Existe uma verdade absoluta e, essa verdade é Cristo.
Salmos 119:160: A verdade é a essência da tua palavra, e todas as tuas justas ordenanças são eternas.
João 1:14: Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós. Vimos a sua glória, glória como do Unigênito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade.
João 8:32: E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará".
João 17:17: Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.
João 1:17: Pois a Lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por intermédio de Jesus Cristo.
João diz que a mensagem que ele ouviu do Verbo da Vida, de Jesus Cristo, e a que ele anuncia é que: “Deus é luz e não há nele treva nenhuma”.
João formula declarações curtas que descrevem a natureza de Deus. Em outros lugares, ele diz: “Deus é espírito” (Jo 4.24) e “Deus é amor” (lJo 4.16). Aqui, no versículo 5, ele revela a essência de Deus numa declaração breve de três palavras: “Deus é luz”. Deus não é uma luz em meio a muitas outras luzes; ele não é o portador da luz; a luz não é uma das características de Deus, mas ele é luz.
A palavra que João usa para qualificar Deus como luz, traz a ideia de uma luz radiante, extremamente forte, que nada pode detê-la. Por isso ele diz que não há nele treva nenhuma.
Joao está dizendo que nele, em Deus, não há absolutamente nenhuma escuridão.
Quando dizemos que andamos na luz, queremos dizer que não devemos andar na pratica do pecado. Quando andamos na pratica do pecado, dá-se a entender que estamos flertando com as trevas, e esta não deve ser uma pratica do verdadeiro cristão, pois ele deve andar na luz.
Deus e as trevas são absolutamente opostos. Qualquer um que tem comunhão com Deus não pode estar nas trevas. Deus nos escolheu e nos predestinou para sermos sal e luz do mundo. A luz que devemos ser, é a luz que provem de Deus, uma luz que é absolutamente oposta as trevas, que não deve haver possibilidade de interação com o pecado, uma luz que verdadeiramente faz a diferença no meio que ela atua. Se assim o fizermos praticaremos a verdade.
João 8:12: Falando novamente ao povo, Jesus disse: "Eu sou a luz do mundo. Quem me segue, nunca andará em trevas, mas terá a luz da vida".
João 1:5: A luz brilha nas trevas, e as trevas não a derrotaram.
Mateus 4:16: O povo que vivia nas trevas viu uma grande luz; sobre os que viviam na terra da sombra da morte raiou uma luz".
Qual é o melhor exemplo a ser seguido?
Se a resposta for Jesus, porque então não o imitá-lo? Porque não desenvolvemos um relacionamento serio com Ele, para que possamos andar na luz como ele está na luz?
O texto segue com mais 5 versículos iniciados pela partícula “Se”. E na primeira divisão, que vai do versículo 6 ao versículo 7, João nos ensina que: O CRISTÃO DEVE ANDAR NA LUZ, PARA TER COMUNHÃO.
6- Se afirmamos que temos comunhão com ele, mas andamos na escuridão, mentimos e não vivemos de acordo com a verdade. 7 - Mas, se andarmos na luz, como ele é luz, temos comunhão uns com os outros e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo o pecado.
João repete a palavra comunhão, a qual ele usou pela primeira vez no final do Versículo 3. “Ora a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo”. Comunhão aqui no versículo 6 traz a ideia de, compartilhar intimamente da mesma luz de Deus. Uma participação conjunta, um companheirismo. O pecador que recusa viver sua vida em harmonia com a vontade de Deus não pode dizer que tem comunhão com Deus e nem que partilha dessa mesma luz que dele emana.
Dentro da igreja, e principalmente entre os Jovens, as pessoas dizem ter comunhão com Deus, que andam na luz, porém, muitas continuam andando nas trevas, satisfazendo a vontade da carne com as suas paixões, que deveriam ter deixado para traz, como diz o apostolo Paulo:
Deixando as coisas que para traz ficam, prossigo para o alto, ou prossigo para o alvo, que é Cristo Jesus”.
Ter comunhão com o Pai e com o filho, é a mesma coisa que fazer a vontade do Pai. É uma ação, em que as duas partes têm as suas responsabilidades. Para andarmos na luz o primeiro passo é ter comunhão intima com Deus.
Mas, se andarmos na escuridão, ou nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade. Aqui encontramos um desafio muito grande. Quando não praticamos o que foi dito acima, nós não praticamos a verdade, nós não andamos na luz e sim nas trevas.
Pecados, todos nós cometemos. Mas, não devemos viver na pratica dele. O nosso coração está cheio daquilo que cultivamos. Quando cultivamos o nosso relacionamento com Deus, o nosso coração estará cheio das coisas de Deus. Esse relacionamento deve ser constante, esse relacionamento deve ser íntimo. Ai sim teremos possibilidade de andar na luz. Mas, quando vivemos na pratica do pecado o nosso coração será arraigado pelo pecado, e consequentemente andaremos nas trevas.
Quando conhecemos bem uma pessoa, temos assuntos para conversar por horas. Mas quando esse relacionamento é inicial, é superficial, a conversa não flui, porque não conhecemos bem a pessoa com a qual estamos dialogando. Da mesma forma é o nosso relacionamento com Deus, quanto mais o conhecemos, mais teremos assuntos para conversar com ele.
Conhecer a Deus e se relacionar com ele é o que nos afasta das trevas. É o que faz com que venhamos a praticar a verdade.
7 - Mas, se andarmos na luz, como ele é luz, temos comunhão uns com os outros e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo o pecado.
A primeira característica deste versículo, é que a ação de andar é continua. Devemos sempre andar na luz, esse deve ser um ato continuo. Não é apenas uma ação pontual que, uma vez feita corretamente já é o suficiente. Mas a pratica do que é correto deve ser algo continuo na vida daqueles que nasceram da luz. Quando fazemos o que é correto, a luz das escrituras, praticamos a verdade. É uma incoerência dizer: eu sou cristão e não imitar a Cristo. Cristo é a nossa referência e sempre será a nossa referência.
As implicações de, andar na luz, são:
A primeira é: Comunhão uns com os outros: Quando andamos na luz, e praticamos a verdade, temos prazer em nos reunir. Porque o evangelho foi propagado por toda parte, na época da igreja primitiva? Porque os irmãos tinham comunhão. Porque o evangelho hoje é tão pouco propagado? Porque falta comunhão entre os irmãos.
É tão fácil nos decepcionarmos com nosso próximo, e é tão difícil nos reconciliarmos. As vezes uma palavra mal falada, as vezes uma brincadeira em um momento que o outro está estressado. Coisas tão supérfluas, que pode acabar com a comunhão.
Mas quando o nosso foco é Cristo, esses detalhes passarão a ficar em segundo plano e a nossa prioridade será agradar a Deus, e a partir daí, agradar o nosso próximo e desenvolver uma comunhão agradável com ele.
A Segunda implicação de, Andarmos na luz, é: que o sangue de Cristo nos purifica de todo pecado. Andar na luz é uma evidencia de que você foi purificado pelo sangue de Cristo. Praticar a verdade é uma evidencia de que você foi purificado pelo sangue de Cristo.
Purificar traz a ideia de ficar limpo, e não é um limpo qualquer, o sangue de Cristo te limpa de tal forma, que a pratica do pecado será algo desprezível a seus olhos. Ficar limpo traz a ideia de abominar as trevas e viver para a luz. O Termo traz a ideia de que foi removida toda a impureza que havia em você.
Devemos viver, de forma condizente com o que somos agora. Somos lavados, purificados, limpos, regenerados pelo sangue de Cristo.
A Segunda divisão desse texto vai dos versículos 8 ao 10 onde João no ensina que: O CRISTÃO DEVE ANDAR NA LUZ, PARA PRATICAR A VERDADE
Como vimos na semana passada, João está escrevendo essa carta para combater os ensinamentos gnósticos, e um desses ensinamentos é que os gnósticos alcançaram um gral tão elevado de perfeição que eles não pecavam mais. E Quando João ouve essas pessoas afirmando que não tinham mais pecado ele escreve aos seus leitores que isso era mentira. E que todos nós pecamos e precisamos do perdão de Deus. Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. Na Oração que Jesus nos ensinou, na quinta petição ele diz: “Perdoe os nossos pecados”. O Rei Salomão em provérbios 28.13 diz:
“O que encobre suas transgressões, jamais prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia”.
9 - Se confessarmos nossos pecados, ele é fiel e justo e irá perdoar nossos pecados e nos purificar de toda injustiça.
Este Versículo consiste de três partes. A primeira é a condição, a segunda é a segurança e a terceira é o cumprimento.
Se confessarmos nossos pecados”. Essa é a parte condicional da frase, que mostra nosso conhecimento do pecado. Confessamos nossos pecados para mostrar arrependimento e renovação de vida. O arrependimento diário dos pecados nos leva à confissão contínua. João, na verdade, escreve: “se continuamos confessando nossos pecados”. Ele escreve a palavra pecados (no plural) para indicar a magnitude de nossas transgressões.
Ele é fiel e justo”. Eis aqui a segurança. Deus é fiel quanto às suas promessas. Ele é “fidelidade, e não há nele injustiça: é justo e reto” (Dt 32.4). Ele não nos reprova ou repreende; ele não se torna impaciente, e ele não volta atrás quanto à sua Palavra. A única condição que Deus exige para o perdão é que confessemos os nossos pecados.
Para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça”. Observe o cumprimento. Deus, de fato, perdoa e purifica de uma vez por todas, todas as nossas transgressões. O primeiro verbo, perdoar, descreve o ato de cancelar uma dívida e pagar pelo devedor. E o segundo verbo, purificar, refere-se ao fazer do pecador alguém santo, de modo que possa ter comunhão com Deus. Deus toma a iniciativa, pois ele nos diz:
“Vinde, pois, e arrazoemos, diz o Senhor; ainda que os vossos pecados são como a escarlate, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que são vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã” (Is 1.18).
10 - Se afirmamos que não pecamos, fazemos dele um mentiroso e sua palavra não tem lugar em nossas vidas.
Esse versículo é a conclusão da série de orações condicionais.
A declaração não pecamos revela a atitude evidente do infiel que não se arrepende e não se regenera. No versículo 8, o descrente diz que não tem pecado; agora, afirma que não é pecador. Se ele não é pecador, pois insiste que não pecou, faz de si mesmo igual a Deus, aquele que não tem pecado. Pela sua Palavra, Deus declara o homem culpado por pecar. Porém, se o ser humano se recusa a ouvir as evidências que Deus apresenta, ele acusa Deus de estar mentindo (1Jo 5.10).
Mais uma vez, João inclui a si mesmo e aos leitores quando usa o pronome pessoal [oculto] nós. Se chegarmos ao ponto de dizer que não pecamos, apesar de todas as evidências, então a Palavra de Deus não tem lugar em nossa vida.
CONCLUSÃO
Quadros nas paredes e adesivos em carros dizem ao mundo que “Deus é amor”. Contudo, ninguém tem uma placa que diga Deus é luz. Ainda assim, é exatamente isso que João faz em sua primeira epístola. Primeiro ele diz “Deus é luz” (1.5), e mais tarde escreve “Deus é amor” (4.16). A luz vem antes do amor, pois a luz descobre tudo o que está escondido. Quando temos comunhão com Deus (1.3,6), não podemos ocultar nossos pecados. Os pecados, assim como a escuridão, não têm lugar na luz de Deus.
De que forma Deus remove os pecados? Este é o método de Deus: primeiro, ele nos limpa do pecado com “o sangue de seu Filho, [que] nos purifica de todo pecado” (v. 7). Em segundo lugar, ele especifica qual é nossa parte na remissão do pecado: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1.9). O sangue de Jesus é suficiente para nos limpar do pecado, mas precisamos estar dispostos a confessar nossas transgressões.
Confessar significa que eu digo a mesma coisa que Deus sobre o pecado. Deus aplica sua lei e diz: “Você é o pecador”. E como o publicano no templo eu reconheço meu pecado e oro “Deus, tem misericórdia de mim, o pecador”.
1 - O CRISTÃO DEVE ANDAR NA LUZ, PARA TER COMUNHÃO.
2 - O CRISTÃO DEVE ANDAR NA LUZ, PARA PRATICAR A VERDADE
Quem anda na luz, consequentemente praticará a verdade. Que Deus nos abençoe.
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