Guiados pela cegueira
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Guiados pela cegueira
Guiados pela cegueira
Mateus 15.1-20
Introdução
Introdução
Nosso tema parece propor uma realidade controversa: como a cegueira pode guiar alguém?
Porém, Mateus 15 nos mostra que a cegueira espiritual pode se esconder atrás de muita atividade religiosa.
E dessa forma vemos a controvérsia se tornar real: tradições e religiosidade espiritualmente cegas tem sido o guia de muita gente.
Texto
Texto
Mateus 15.14 “Esqueçam os fariseus; são cegos, guias de cegos. Ora, se um cego guiar outro cego, ambos cairão num buraco”.
Mateus 15.14 “Esqueçam os fariseus; são cegos, guias de cegos. Ora, se um cego guiar outro cego, ambos cairão num buraco”.
Quem são fariseus e escribas?
Quem são fariseus e escribas?
Os fariseus são membros de um movimento judaico zeloso pela Lei e pela tradição interpretativa.
Os escribas são especialistas e intérpretes da Lei.
Juntos, eles representam a autoridade religiosa que questiona Jesus.
No argumento de Jesus, eles simbolizam o perigo de:
Colocar tradição humana acima do mandamento de Deus;
Valorizar pureza externa mais que pureza interior;
Manter aparência religiosa sem obediência verdadeira;
Usar a religião para evitar responsabilidades morais.
A discussão central do texto
A discussão central do texto
O texto fala essencialmente sobre o contraste entre “a tradição dos anciãos” e o mandamento de Deus.
Entre a pureza exterior e a impureza que procede do coração.
Este contraste fica expresso nos versos 2 e 3:
Por que seus discípulos transgridem a tradição?
Por que vocês transgridem o mandamento de Deus por causa da tradição?
A tradições e religiosidade exterior nos cegam para a verdadeira espiritualidade.
A tradições e religiosidade exterior nos cegam para a verdadeira espiritualidade.
Por isso Jesus os chama de guias cegos: eram conduzidos por tradições e hábitos religiosos, não por visão espiritual.
Atente-se sobre como guias cegos conduzem pessoas ao buraco (à perdição, à queda):
Atente-se sobre como guias cegos conduzem pessoas ao buraco (à perdição, à queda):
1. Pregam uma religiosidade exterior, baseada em rituais e cerimônias, sem verdadeira transformação interior.
2. Usam uma espiritualidade supersticiosa para ameaçar ou controlar as pessoas.
3. Não praticam os princípios que ensinam, revelando hipocrisia e um coração ainda corrompido.
4. Interpretam a Palavra de maneira conveniente e apresentam ideias humanas como se fossem mandamentos divinos.
5. Prestam um culto defeituoso, porque sua devoção exterior não corresponde à realidade do coração.
6. Não estão alinhados com os ensinamentos de Jesus.
7. Não são plantados pelo Senhor, mas pelo inimigo, conforme a linguagem de Mateus 15:13.
Como Deus quer nos guiar:
Como Deus quer nos guiar:
1- O povo de Deus é guiado por visão espiritual, não por tradição ou religiosidade
1- O povo de Deus é guiado por visão espiritual, não por tradição ou religiosidade
A tradição pode ensinar, mas não pode substituir a Palavra.
Líderes podem orientar, mas não podem ocupar o lugar de Cristo.
Ter visão espiritual não consiste em repetir tudo o que alguém diz, mas em discernir se o ensino corresponde às Escrituras.
O verdadeiro servo conduz as pessoas a Deus, não à dependência de sua própria personalidade.
Quem deseja enxergar a vontade de Deus precisa estar disposto a obedecê-la.
Quem deseja enxergar a vontade de Deus precisa estar disposto a obedecê-la.
Por que Deus daria visão espiritual a quem Ele não vê predisposição em obedecer?
Existem pessoas que só querem religião e não visão. Sua cegueira é voluntária, é uma escolha.
Não exige mudança.
Não cobra sacrifício.
Não precisa pensar e buscar conhecimento.
2- A visão de Deus não busca realizações pessoais
2- A visão de Deus não busca realizações pessoais
Esse ponto revela como a ganância, o orgulho e a vaidade são cegueiras comuns. Pois elas apontam apenas para uma mesma direção: para si.
A verdadeira visão está na capacidade de exergar além de nós mesmos.
A verdadeira visão está na capacidade de exergar além de nós mesmos.
Dos nossos gostos, interesses e objetivos pessoais.
A verdadeira visão enxerga o mandamento de Deus e não a própria necessidade.
A verdadeira visão enxerga o mandamento de Deus e não a própria necessidade.
A necessidade pode nos levar a Deus, mas não deve ser o destino final da nossa fé.
Deus não é um instrumento para realizar nossos projetos.
O discípulo não busca apenas respostas, mas transformação.
A oração madura não apresenta somente pedidos; também expressa entrega e disponibilidade.
A visão espiritual sempre conduz à responsabilidade.
A visão espiritual sempre conduz à responsabilidade.
Quem enxerga a necessidade do outro não pode permanecer indiferente.
O propósito da revelação não é produzir vaidade espiritual, mas obediência missionária.
Quem enxerga o coração de Deus não permanece concentrado apenas em sua própria realização; passa a perceber a dor, a necessidade e a dignidade do próximo.
Exemplo: João 9
Exemplo: João 9
Essa é uma das melhores histórias para este ponto.
Os fariseus testemunharam que Jesus havia curado um homem cego. O milagre era evidente, o homem dava testemunho e o resultado era incontestável. Porém, em vez de reconhecerem a ação de Deus, os fariseus ficaram presos à questão de Jesus ter realizado a cura no sábado.
Eles estavam diante de alguém que havia recuperado a visão, mas continuavam espiritualmente cegos. O homem que antes era cego passou a enxergar progressivamente quem Jesus era; os fariseus, que afirmavam enxergar, aprofundaram sua rejeição.
3- Olhos espirituais só se abrem por meio de corações transformados
3- Olhos espirituais só se abrem por meio de corações transformados
Os fariseus conheciam tradições, regras e textos, mas não compreenderam o que Deus estava fazendo por meio de Jesus.
Conhecimento religioso não é o mesmo que discernimento espiritual
Conhecimento religioso não é o mesmo que discernimento espiritual
É possível conhecer a linguagem da fé e permanecer espiritualmente cego.
É possível defender a verdade e não perceber a verdade diante de nós.
O conhecimento que não alcança o coração não produz discernimento.
O conhecimento que não alcança o coração não produz discernimento.
O coração transformado une culto e vida.
Exemplo: Atos 9
Exemplo: Atos 9
Saulo conhecia as Escrituras, era zeloso e acreditava estar defendendo a fé. No entanto, seu zelo o levou a perseguir os discípulos de Jesus.
No caminho de Damasco, ele ficou fisicamente cego por alguns dias. Essa cegueira exterior revelou uma realidade que já existia interiormente: ele tinha conhecimento religioso, mas ainda não havia compreendido quem Jesus era.
Depois do encontro com Cristo, seus olhos foram abertos, mas não apenas fisicamente. Seu coração foi transformado, sua compreensão foi corrigida e sua missão foi redirecionada.
Conclusão
Conclusão
Quem é guiado pela cegueira é conduzido por:
tradições humanas;
religiosidade exterior;
interesses pessoais;
falta de transformação interior.
Veja:
Veja:
A visão espiritual discerne a diferença entre mandamento de Deus e tradição humana.
A visão espiritual busca a vontade de Deus, não apenas os benefícios de Deus.
A visão espiritual nasce de um coração transformado.
O que tem guiado sua fé?
O que tem guiado sua fé?
Você tem ouvido e seguido líderes com suas verdades cegas?
Ou você tem sigo guiado pelo Espírito, através de transformação interior e foco na voz de Jesus?
