10° Domingo após Pentecostes

Sermon  •  Submitted   •  Presented
0 ratings
· 1 view
Notes
Transcript

Deus cuida!

Salmo 136.1-9, 23-26
Isaías 55.1-5
Romanos 9.1-5 (6-13)
Mateus 14.13-21
Brainstorm
Compadecer-se
O milagre
O contraste - Mandar embora X Alimentar (Cuidar deles)
O cuidado integral de Deus por nós
Mordomia
O foco do Sermão sobre o Evangelho do dia. Sermão de 2023: Mensagem: A Misericórdia de Deus, Jesus! Mateus 14.13-21.
Que Deus Pai, Filho e Espírito Santo estejam com todos nós. E que por sua misericórdia possamos ouvir sua Palavra e meditar de corações e mentes abertos, para fortalecimento da fé. Amém!
Nos anos 80 e 90, acredito que alguns vão se lembrar, o Brasil passou por momentos complicados com a alta inflação. Os produtos de supermercado, por exemplo, iniciavam o dia com um preço e terminavam o dia com outro. Minha avó me conta que faziam fila na porta do supermercado de manhã quando recebiam o pagamento do mês. Era o dia de comprar tudo o que era necessário para o mês que viria. Era feito o chamado “rancho do mês”. As prateleiras da dispensa eram supridas, o congelador era enchido com o alimento necessário para a família durante esse período. O alimento, sempre foi algo primário para a existência da humanidade. Alimento em abundância, sem preocupação havia no jardim do Éden. A realidade não é a mesma no mundo atual, desde a queda em pecado. Hoje todos sabemos os desafios de sustentar uma família. Mas tem algo que permanece imutável, da mesma forma, a misericórdia de Deus e a sua bondade.
O ser humano se preocupa com o presente e com o futuro, o ser humano busca a sensação de segurança e tranquilidade. Diante das necessidades se faz o possível para garantir que o alimento não falte. Que com o salário possamos sustentar nossas famílias. Por isso minha avó estocava alimentos. Assim foi com os discípulos. Eles falaram com Jesus, para que Ele dispensasse as multidões para que pudessem buscar alimentos. A preocupação humana com o sustento da multidão estava diante deles.
Foi por essa preocupação humana, que o Deus misericordioso se revela em favor do ser humano, mais uma vez na história. O que o episódio do milagre da multiplicação de pães e peixes nos lembra? Duas coisas importantes. Quem é Deus e quem é o ser humano. Além disso, o propósito destes milagres estarem relatados para nós, está registrado em João 20.30-31: “Na verdade, Jesus fez diante dos seus discípulos muitos outros sinais que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram registrados para que vocês creiam que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenham vida em seu nome.”
Quem nós somos? Somos como o grão de areia na beira do mar, pequenos diante da criação de Deus. Somos orgulhosos e tentamos sempre controlar as situações, somos pecadores. Os discípulos foram escolhidos por Jesus, eles não escolheram o mestre, portanto, Jesus está no controle da situação, mas eles não compreendem isso e nem estão certos disso. Suas preocupações, enquanto estavam com Jesus são puramente humanas, as mesmas que nós temos todos os dias. Não estou dizendo para sermos negligentes, porque deve haver prudência, mas é preciso confiar no Deus verdadeiro, que é misericordioso e sabe muito bem do que necessitamos. Deus se preocupa com as nossas necessidades físicas e espirituais
Quem Deus é? A Palavra que ecoa em nossos ouvidos no culto hoje, é misericórdia. Deus é misericordioso “até mil gerações”, ou seja, é infinito em misericórdia para com os seus filhos. Deus é poderoso, Deus é o criador do universo, Deus é o Salvador do mundo, Deus é o consolador da humanidade. Deus é bom.
Isaías traz uma imagem bonita a nossa mente, do leite e do vinho, de graça para um povo cativo. O povo de Israel estava exilado e sofrendo. Deus vem com palavras de misericórdia e de chamamento. O que fazem com o seu dinheiro? Venham comprar vinho e leite, sem custo. Ou seja, Vinho e Leite para vocês de graça.
O vinho era usado para cura, com a cura da enfermidade vem a alegria. O vinho vem para curar o sofrimento de um povo que estava angustiado no cativeiro. O vinho para alegrar o aflito e que chora.
O leite é o alimento básico do ser humano. Quando nascemos é o leite materno que nos garante o sustento e a vida. Após a cura, Deus nos alimenta e nos garante a vida. “Saco vazio não para em pé”.
É com essa imagem na mente que Jesus mostra aos discípulos e a nós como Deus trata o ser humano. Ele instiga os discípulos a buscarem recurso para alimentar uma multidão que seguiu Jesus até o deserto para ouvi-lo. Foi ali que Jesus mostrou que é verdadeiro Deus, pois ele se compadeceu, ou seja ele mostrou algo que Deus tem, algo que provém de Deus, a Misericórdia.
Os discípulos, com as suas forças fazem o possível, mas é insuficiente. Não há alimento para toda a multidão, mal conseguiram alimento para Jesus e os 12 discípulos. Mas para Deus, o criador dos céus e terra, o pouco se torna muito com a sua bênção.
O pouco que fazemos, tendo a bênção de Deus pode se tornar muito. As vezes nós queremos nos omitir de responsabilidades que somos chamados a ter. Quando sou omisso em ajudar o meu próximo necessitado. Os discípulos não queriam tal responsabilidade, a solução em suas mentes foi: “Vamos deixar o povo ir embora, e cada um se vira com o que comer, porque para nós é demais, não temos condição.” Isso acontece também nos desafios da igreja. Somos tentados a querer fazer tudo sozinhos e achando que conseguimos, mas quando a gente se depara com a limitação e ignoramos quem é o nosso Deus, somos tentados a querer fugir da responsabilidade e desistir.
Mas, Jesus alimenta uma multidão. Com o pouco que os discípulos dispuseram, 5 pães e 2 peixes, Jesus abençoou e saciou a fome física, mas antes, ele curou enfermos, trouxe a alegria e alimentou a multidão com a Palavra proclamada da sua boca.
Ele faz isso conosco. Ele cura nossos pecados, nossas feridas, aquilo que nos traz angústia e preocupação, ele nos alivia da dor e do medo e nos retoma a alegria. E ainda diz: “Estou com vocês!” É como uma injeção de ânimo para não fugirmos daquilo que fomos chamados. Deus nos adotou como seus filhos, e ele dá o que precisamos, afinal, um pai amoroso e misericordioso faz tudo pelo seu filho, as vezes até permite provações para que estejamos mais perto dele.
Imagine como foi para os discípulos, que viram e sentiram tudo isso. Que com tão pouco que fizeram, Jesus transformou em tamanha bênção.
Imagine como do pouquinho que dedicamos ao Reino de Deus, o quanto Deus pode produzir. Com aquela oferta que dedicamos a Deus, por menor que seja, sendo dedicada a Deus com o coração e com alegria, Deus pode transformar em bênção até em outros países do mundo, como em Moçambique. A missão de Deus é o nosso desafio.
Até onde Deus pode fazer chegar o seu Reino? Até os confins da terra, ou seja, onde a gente pode achar que não vale a pena, onde a gente menos espera e especialmente em nossa casa.
Jesus estava preparando homens para proclamarem o Reino de Deus. Ele continua preparando pessoas para serem testemunhas dos seus atos, para saciarem a fome espiritual e física daqueles que andam famintos, mendigando pela verdade que é Cristo. Mesmo não tendo visto com os nossos próprios olhos os atos poderosos de Jesus, a Palavra diz: felizes são os que não viram e creram (João 20.29).
Jesus continua multiplicando o seu amor e a misericórdia de Deus. Deus cumpriu a promessa do Salvador. Jesus prometeu voltar, ele vai cumprir essa promessa também. Até lá, ele garante nosso alimento diário físico, mas em especial ele garante nosso alimento espiritual com a Palavra, e com o banquete de perdão, vida e Salvação que recebemos na Ceia.
Quando oramos pelo Pão de cada dia nos dá hoje, estamos pedindo: “Tudo o que pertence ao sustento e às necessidades da vida, como, comida, bebida, vestes, calçados, casa, lar, campos, gado, dinheiro, bens, cônjuge fiel, filhos piedosos, empregados fiéis, superiores piedosos e fiéis, bom governo, bom tempo, paz, saúde, disciplina, honra, leais amigos, bons vizinhos e coisas semelhantes” e ainda rogamos: “que nos faça reconhece-lo e receber com agradecimento o pão nosso de cada dia, que Deus nos dá mesmo sem a nossa prece a todas as pessoas, inclusive aos ímpios.” Assim explica Lutero.
Isso tudo, é motivo de alegria. É motivo de dar graças a Deus junto com o Salmista e toda a cristandade. Por causa da grande misericórdia de Deus por nós.
Alimentar uma multidão era algo assustador aos discípulos, impossível. Mas para Deus nada é impossível. Jesus é a prova disso, a prova que podemos confiar e esperar nele o que precisamos para o dia de amanhã.
Minha avó continua o seu hábito de fazer o rancho mensal, mesmo não vivendo mais o tempo complicado da inflação descontrolada. O que me leva a pensar que é bom fazer planos, mas é preciso confiar no Senhor, e saber que é Ele quem garante o nosso alimento neste mundo e para a eternidade. Deus é misericordioso. Deus é bondoso. Deus é o nosso Salvador.
Convido aqueles que puderem a ficar em pé para nós darmos graças a Deus com a oração de gratidão, afinal fomos alimentados por Deus com a sua Palavra, que é o precioso alimento espiritual diário, e logo mais também na sua Santa Ceia. Vamos orar: “Damos graças ao Senhor porque Ele é bom, e porque a sua misericórdia dura para sempre” (Salmo 136.1) Amém.
Comentário Gibbs:

Notas Textuais

14:13 Veja as notas textuais sobre 14:13a no comentário de 14:1–13a.
ἠκολούθησαν αὐτῷ πεζῇ—O dativo feminino de πεζός, a saber, πεζῇ, é usado como advérbio: “eles o seguiram por terra”. Originalmente significando “a pé”, πεζῇ passou a significar “por terra”, uma vez que viajar a pé (em contraste com ἐν πλοίῳ, “num barco”, 14:13a) necessariamente é “por terra” (exceto por um milagre divino, como em 14:25–32).
14:14 ἐσπλαγχνίσθη ἐπʼ αὐτοῖς—Em 9:36, Mateus relata que Jesus “teve compaixão” (ἐσπλαγχνίσθη, o mesmo indicativo aoristo passivo empregado aqui) das multidões porque elas eram como ovelhas sem pastor. Aqui, a presença de muitos enfermos entre o povo é a ocasião imediata para a sua compaixão. Em 15:32, Jesus declara: “Tenho compaixão” (σπλαγχνίζομαι, presente do indicativo), precisamente porque a grande multidão não tem alimento. Em 18:27, o rei na parábola do Servo Impiedoso tem compaixão (σπλαγχνισθείς, particípio aoristo passivo) e perdoa a dívida astronômica de dez mil talentos. Finalmente, em 20:34, Jesus tem compaixão (σπλαγχνισθείς, particípio aoristo passivo) a pedido dos dois cegos e restaura-lhes a visão. Um ponto evidente pode ser destacado: Jesus revela a graça de Deus ao ter compaixão de pessoas necessitadas que não podem ajudar a si mesmas. Suas carências incluem tanto necessidades que poderíamos chamar de espirituais (9:36; 18:27) quanto físicas (14:14; 15:32; 20:34).
O verbo σπλαγχνίζομαι é um depoente passivo em nossa literatura. O BDAG oferece: “ter piedade, sentir compaixão”. Louw e Nida, § 25.49, sob o domínio semântico “atitudes e emoções” e o subdomínio “amor, afeição, compaixão”, oferecem: “experimentar grande afeição e compaixão por alguém — ‘sentir compaixão por, ter grande afeição por, amar, compadecer-se’.” O LSJ oferece para a voz média: “sentir pena, compaixão ou misericórdia”.
καὶ ἐθεράπευσεν τοὺς ἀρρώστους αὐτῶν—O adjetivo ἄρρωστος pode significar “fraco, sem forças”, mas, com maior frequência no Novo Testamento, significa “doente, enfermo”, o que se ajusta como objeto do verbo ἐθεράπευσεν, “ele [Jesus] curou”. O genitivo αὐτῶν provavelmente denota posse: “os seus doentes”, sugerindo uma espécie de solidariedade entre toda a multidão e aqueles de seus membros que estavam enfermos e foram então curados por Jesus.
14:15 ἵνα ἀπελθόντες εἰς τὰς κώμας ἀγοράσωσιν ἑαυτοῖς βρώματα—A oração introduzida por ἵνα, “para que”, com o particípio aoristo ἀπελθόντες, “partir”, e o subjuntivo aoristo ἀγοράσωσιν, “comprar”, expressa propósito. Aqui, neste contexto, o pedido dos discípulos para que Jesus “despedisse as multidões” (ἀπόλυσον τοὺς ὄχλους) significa que eles não estão lhe pedindo nada além de dispensar a multidão. Eles pressupõem que as multidões irão às aldeias vizinhas para comprar alimento.
Em um contexto diferente, os discípulos farão o mesmo pedido para que Jesus despeça (ἀπόλυσον) alguém em 15:23, onde o imperativo carrega uma expectativa diferente. Veja o comentário sobre 15:21–28.
14:16 οὐ χρείαν ἔχουσιν ἀπελθεῖν—Na terminologia empregada pelas gramáticas, o infinitivo ἀπελθεῖν, “partir”, é epexegético: ele explica mais detalhadamente a natureza do substantivo χρεία, “necessidade”, como “necessidade de partir”. O infinitivo epexegético é essencialmente uma categoria que surge do significado de certos substantivos e adjetivos que, por sua própria natureza, convidam ou exigem um infinitivo para explicá-los mais plenamente.
δότε αὐτοῖς ὑμεῖς φαγεῖν—O pronome ὑμεῖς é enfático e é traduzido em primeiro lugar, segundo o idioma inglês: “Vocês deem a eles algo para comer.”
14:17 οἱ δὲ λέγουσιν αὐτῷ—Com um presente histórico, λέγουσιν, Mateus ressalta discretamente como os discípulos responderam ao desafio de Jesus na frase anterior; daí a tradução: “Mas eles lhe disseram.” Veja a primeira nota textual sobre 4:5.
14:19 κελεύσας … λαβὼν … ἀναβλέψας … εὐλόγησεν—Os particípios aoristos κελεύσας, λαβών e ἀναβλέψας são traduzidos como verbos finitos em orações temporais: “quando ordenou...”, “quando tomou...”, “(quando) levantou os olhos...”. Contudo, o verbo principal desta longa sentença é o indicativo aoristo εὐλόγησεν, “abençoou”. Davies e Allison observam que o uso de “abençoou” sem objeto “é um semitismo que significa ‘proferir a bênção’, ‘bendizer (a Deus)’, ‘dar graças (a Deus)’. É improvável que Mateus tenha pensado que o alimento em si estivesse sendo abençoado.” Essa compreensão da bênção de Jesus é sustentada pelo fato de que Jesus não olhou para baixo (para os pães), mas, ao contrário, “levantou os olhos ao céu” (ἀναβλέψας εἰς τὸν οὐρανόν) imediatamente antes de “abençoar”.
καὶ κλάσας ἔδωκεν τοῖς μαθηταῖς τοὺς ἄρτους—Como na sentença anterior, um particípio aoristo, aqui κλάσας, é traduzido como verbo finito em uma oração temporal: “quando partiu”. O verbo principal, porém, é novamente um indicativo aoristo: ἔδωκεν, “deu”.
Mateus, em outras passagens, escreve de tal forma que antecipa desenvolvimentos posteriores no Evangelho. A linguagem que descreve a atividade de Jesus aqui antecipa fortemente a maneira como o evangelista apresentará a instituição da Santa Ceia. Mateus não deseja que seus ouvintes/leitores pensem que a grande refeição na Galileia seja a Eucaristia. Creio, contudo, que ele deseja que seus ouvintes/leitores pensem na Eucaristia e estabeleçam conexões teológicas. Veja o comentário.
Os paralelos verbais entre esta narrativa e a instituição da Eucaristia incluem ὀψίας δὲ γενομένης, “e, quando já era tarde”, tanto em 14:15 quanto em 26:20; ἐσθίω, “comer”, em 14:20–21 e 26:21,26; ἄρτος, “pão”, em 14:17,19 e 26:26; εὐλογέω, “abençoar”, em 14:19 e 26:26; κλάω, “partir”, em 14:19 e 26:26 (cf. o substantivo cognato κλάσματα, “pedaços”, “fragmentos”, em 14:20); δίδωμι, “dar”, em 14:19 e 26:26–27; e, talvez, δώδεκα, “doze”, em 14:20 e 26:20.

Comentário

Mateus conta aos seus ouvintes/leitores como o ministério compassivo de Jesus continua em favor das multidões da Galileia, mesmo depois de ele ter começado a ensiná-las principalmente por meio de parábolas (capítulo 13). Assim como em 4:12–16 e 12:15–16, o próprio Jesus escolhe o momento (posterior) em que confrontará diretamente os poderes da terra. Por enquanto, Jesus se retira da vista do público para um lugar deserto — ou, melhor dizendo, tenta fazê-lo. As multidões, porém, ouvem onde ele está e, embora ele tenha atravessado de barco um canto ao norte do mar da Galileia (cf. 14:34), elas o seguem por terra.

Compaixão Diante da Ruína: Jesus Cura o Povo (14:13–14)

É importante notar que Mateus relata como Jesus viu a grande multidão, “teve compaixão” dela e, como resultado, a curou. É bem possível que o breve relato das curas aqui em 14:13–14 esteja funcionando como um elemento de moldura, juntamente com 14:34–36, delimitando um importante material cristológico.
O uso do verbo σπλαγχνίζομαι, “ter compaixão”, oferece uma oportunidade para comentários (veja também a primeira nota textual sobre 14:14). Mateus raramente concede aos seus ouvintes/leitores um vislumbre da “vida interior” de Jesus. Em vez disso, como acontece na maioria das narrativas antigas, a história de Mateus revela o caráter do Cristo principalmente por meio da descrição daquilo que Jesus faz. Há, porém, uma exceção digna de nota: o uso desse verbo que significa “ter compaixão”. O verbo comunica a atitude interior de Jesus e também implica o tipo de ação que ele realizará. Mateus emprega o verbo tanto em sua própria narrativa quanto nas palavras do próprio Jesus, e o utiliza mais do que os outros autores sinóticos. Em contraste, o verbo está ausente do restante do Novo Testamento e, com esse significado, também da LXX.
Mateus emprega esse verbo para revelar que Jesus é compassivo e que, por meio dele, o Pai manifesta a sua compaixão. Também são importantes as diversas razões pelas quais se diz que Jesus tem compaixão das pessoas, isto é, as condições humanas que o movem a revelar a graça de Deus por meio de suas palavras e ações compassivas. O verbo aparece pela primeira vez em 9:36, onde o evangelista nos diz que Jesus tem compaixão das multidões ao vê-las aflitas e abatidas, como ovelhas que não têm pastor. Parafraseando um pouco, Jesus sente compaixão diante de um problema espiritual. As pessoas necessitam desesperadamente de alguém que as guie e cuide delas. Por causa de sua graça e para cumprir o plano do Pai, Jesus responde a essa necessidade comissionando e enviando os Doze.
Uma razão semelhante aparece na parábola do Servo Impiedoso. O senhor do servo endividado perdoa a dívida astronômica do servo porque teve compaixão (18:27). O senhor, nessa parábola, é claramente um símbolo de Deus Pai (veja 18:35), e a enorme dívida representa o pecado humano. Embora seja (por meio da metáfora) o Pai, e não Jesus, quem age movido por compaixão, pode-se corretamente supor que a primeira e a segunda pessoas da Trindade compartilham esse mesmo atributo e característica. A compaixão divina manifesta-se, mais uma vez, como uma resposta graciosa a uma necessidade espiritual.
Jesus, entretanto, também sente compaixão diante de necessidades “meramente” físicas. Aqui, em 14:14, são presumivelmente as enfermidades físicas do povo que despertam essa resposta em Jesus, e o mesmo ocorre em 20:34, quando Jesus cura os dois cegos. Em 15:32, Jesus declara explicitamente que sente compaixão do povo porque eles não têm nada para comer.
Essa combinação das razões pelas quais, segundo Mateus, Jesus sente compaixão transmite uma importante mensagem, a saber: o reino de Deus no mundo não se preocupa apenas com necessidades espirituais. Ou, talvez de forma mais profunda, devemos ter cuidado para não estabelecer rapidamente uma distinção rígida entre necessidades espirituais e físicas. Deus, em Cristo, veio para restabelecer o seu governo sobre a criação, e deseja restaurar tudo aquilo que está quebrado, distorcido, desajustado ou morrendo. Todas as diferentes manifestações da ruína da criação despertam a compaixão do Salvador.
À medida que os discípulos de Jesus prosseguem servindo em seu nome, no poder e na esperança confiante do reino de Deus, sua compaixão também será igualmente abrangente.

A Alimentação dos Cinco Mil e Mais: Deus em Cristo Provê no Deserto (14:15–21)

Sem mudança de cenário, Mateus faz a transição para o acontecimento miraculoso comumente conhecido como “a alimentação dos cinco mil”. Mateus apresentou esse relato de uma forma que enfatiza, por um lado, os mal-entendidos e as limitações dos discípulos. Por outro lado, a extraordinária capacidade compassiva de Jesus de prover para o povo é revelada gradualmente de maneira que conduz até a declaração final da unidade (14:21). Em outras palavras, o milagre torna-se cada vez maior à medida que a perícope avança.
Primeiramente, os ouvintes/leitores se deparam com as limitações dos discípulos diante das necessidades da multidão (14:15). O cenário é severo e o dia já está chegando ao fim. A única atitude razoável para Jesus, segundo eles, seria despedir as multidões e deixá-las cuidar de si mesmas; por isso os discípulos lhe pedem exatamente isso. Aparentemente, eles pensam que Jesus ou não pode, ou não quer, fazer alguma coisa a respeito da necessidade de alimento da multidão.
Jesus, porém, recusa-se a despedir as multidões porque não há necessidade de fazê-lo (14:16). Depois de dizer enfaticamente aos discípulos (ὑμεῖς, “vocês”) que façam alguma coisa em relação ao problema, o fracasso deles torna-se ainda mais evidente. Eles lhe dizem (λέγουσιν): “Não temos aqui nada além de cinco pães e dois peixes” (14:17). Os discípulos ainda não olham para o Mestre como aquele que pode prover o que é necessário.
Agora os discípulos saem de cena, retornando apenas depois que Jesus age. Com a ordem: “Trazei-os aqui a mim” (14:18), o Senhor provê. Jesus prepara cuidadosamente a multidão, toma os pães e os peixes, pronuncia uma bênção e entrega o alimento aos discípulos (14:19). Somente então eles cumprem a palavra de Jesus que jamais imaginaram ser capazes de cumprir: “Vocês deem-lhes de comer” (14:16).
Quão abundante é a provisão divina do Messias? A história é conhecida, mas, se suspendermos nosso conhecimento prévio e acompanharmos o relato, veremos que Mateus a desenvolve lentamente. Jesus entrega o pão aos discípulos, e os discípulos o distribuem às multidões. Todos comem — e não apenas comem, mas ficam satisfeitos, saciados. E mais: não é apenas o fato de todos estarem satisfeitos, mas também sobra uma abundância de pedaços do pão que Jesus havia partido — uma abundância que enche doze cestos. É uma enorme quantidade de sobras depois que uma multidão tão grande comeu à vontade. Afinal, quantas pessoas foram alimentadas e satisfeitas? Eram cinco mil homens — sem contar as mulheres e as crianças que também estavam presentes!
Pode parecer estranho que Mateus não relate nenhuma reação dos discípulos nem das multidões. Não há menção de espanto, fé ou louvor. Os ouvintes/leitores de Mateus são deixados para maravilhar-se, por si mesmos, diante do Cristo, que age da maneira como Deus age e alimenta miraculosamente o povo. A principal mensagem do milagre diz respeito ao poder compassivo de Jesus.
Será que Mateus acrescentou outros significados a esse milagre ao convidar seus ouvintes/leitores a estabelecer conexões com outros acontecimentos do registro das Escrituras? Parece que sim, e isso em diversas direções. Voltando ao passado, na história anterior da salvação, a provisão do maná em Êxodo 16 parece ser uma forte candidata. Olhando para o futuro da própria narrativa do Evangelho, a instituição da Santa Ceia é fortemente antecipada pela descrição de Mateus de como Jesus toma o alimento, pronuncia uma bênção, parte o pão e distribui o alimento para que os convidados reunidos comam. E olhando para o futuro último, para o fim dos tempos, está a promessa da ressurreição dentre os mortos e do banquete escatológico (8:5–13).
A alimentação dos cinco mil encontra-se, portanto, ao longo da trajetória que vai de Êxodo 16 à Santa Ceia e culmina naquela provisão final do tempo do fim, se me é permitido usar essa expressão. Mateus 14:13–21 nos fala sobre quem Jesus é e sobre o quanto Deus se importa com as necessidades do seu povo — nesta era e na era vindoura. Enquanto os israelitas peregrinavam pelo deserto, necessitavam da provisão de Deus, e ele, graciosamente, a concedeu, mesmo quando eles não pensavam que ele pudesse ou quisesse fazê-lo. Na consumação dos séculos, o povo de Deus será ressuscitado com corpo e alma reunidos, e a alegria transbordará no banquete povoado por pessoas reais, santas, vivas, de carne e sangue — que comerão, se podemos confiar na imagem que percorre toda a extensão das Escrituras. Enquanto Jesus introduz o reino de Deus no mundo antes daquele dia, ele continua a estender a mão às ovelhas perdidas da casa de Israel. Cura suas enfermidades, oferece-lhes a verdade (embora escondida em parábolas) e alimenta-as ao multiplicar cinco pães e dois peixes em um banquete.
Também na bendita Eucaristia o Senhor da Igreja alimenta o seu povo, corpo e alma. Deve-se falar com cautela neste ponto, pois as Escrituras não fornecem muita elaboração explícita. Podemos, entretanto, perguntar legitimamente acerca da conexão entre a Eucaristia e a ressurreição do corpo. Talvez seja fácil falar de maneira excessivamente definitiva ou propor mais do que as Escrituras permitem. Pode-se lembrar, contudo, que o Sacramento do Santo Batismo é aplicado à nossa pessoa inteira, corpo e alma, e que, no Batismo, morremos e ressuscitamos com Cristo mediante a fé, para que, no dia da sua vinda, ressuscitemos conforme a semelhança da sua ressurreição (Rm 6:3–5).
Além disso, existe algum tipo de conexão entre o discurso do Pão da Vida em João 6 e a Santa Ceia; e, nesse discurso, o comer e beber, pela fé, da carne e do sangue do Filho do Homem resultam na ressurreição no Último Dia (Jo 6:54). Quando, portanto, nos ajoelhamos em fé arrependida diante do altar para receber a Ceia, não deveríamos recordar a grande trajetória da maneira como Deus nutre o seu povo, sua compaixão por todas as necessidades que surgem da ruína e do pecado que ainda afligem a criação e a nossa vida na presente era? E não deveríamos também crer que o comer fisicamente o verdadeiro corpo e o verdadeiro sangue de Cristo — recebidos com a nossa boca — será o instrumento de Deus para nos fortalecer e preservar em corpo e alma para a vida eterna? Creio que sim. Essa convicção encontra expressão na bênção pós-comunhão pronunciada pelo pastor à congregação:
O corpo e o sangue de nosso Senhor Jesus Cristo vos fortaleçam e preservem em corpo e alma para a vida eterna. Ide ✠ em paz.
Quem é este Jesus, que age de maneira tão inesperada, com tamanha compaixão e com tal capacidade de prover para todos naquele lugar deserto? Mateus nada nos diz acerca da reação das multidões. Os discípulos não estavam à altura do desafio quando se viram diante das necessidades do povo; eles apenas queriam que o povo e seus problemas desaparecessem. O que farão quando se encontrarem face a face com o verdadeiro problema, isto é, com o próprio Jesus? Continuará Deus Pai a revelar-lhes os mistérios do reino, os mistérios de Jesus? O impressionante relato que segue continuará a contar essa história.

Pentecostes 10 (Próprio 13), 2 de agosto de 2026

Nada se Compara!

Texto: Isaías 55.1–5
Outras leituras: Salmo 136.1–9 (23–26); Romanos 9.1–5 (6–13); Mateus 14.13–21
Tema do sermão: Estar com Jesus será como um grande banquete — e nada se compara a isso!
Objetivo do sermão: Que os ouvintes aguardem com expectativa o banquete celestial, certos de que ele superará qualquer coisa que já tenham experimentado, ao mesmo tempo em que reconheçam que a melhor parte do céu — estar com Jesus — já lhes pertence agora, especialmente no banquete da sua Ceia.

Hinos

No Alto Banquete do Cordeiro Cantamos (LSB 633)
Vinde, Comamos (LSB 626)
Agora Damos Graças ao Nosso Deus (LSB 895)
Ó Pão Vivo do Céu (LSB 642)
Rev. Robert Paul Sundquist Pastor de Culto e Educação Faith Community Lutheran Church and School Las Vegas, Nevada

Contexto Litúrgico

Este é um domingo para os apreciadores da boa comida. O Evangelho do dia estabelece o tema com a alimentação dos cinco mil (Mt 14.13–21). O Intróito relembra Deus alimentando Israel no deserto — “codornizes... e pão do céu em abundância”. De fato, “o homem comeu o pão dos anjos” (Versículo, Sl 78.25). O Salmo inclui a oração que muitas famílias fazem ao agradecer após uma refeição (Sl 136.1). E a leitura do Antigo Testamento, nosso texto, traz o convite de Deus para que venhamos receber aquilo que ele oferece — água, vinho, leite e pão — que verdadeiramente satisfaz, absolutamente de graça (Is 55.1–2).
Entretanto, o verdadeiro alimento é Jesus Cristo. Tanto o alimento físico quanto os dons eternos procedem da sua morte, que nos reconciliou com Deus, o doador de todo bem. Por isso a Oração do Dia pede que sejamos sempre agradecidos por ele prover ambas as coisas — “todas as nossas necessidades do corpo e da alma”.

Notas Textuais

V. 1: "Vinde... vinde... vinde." A repetição neste versículo cria a imagem de um vendedor de feira anunciando em alta voz os produtos de que todos necessitamos para sobreviver. A grande diferença, porém, é que esses produtos não estão à venda. Eles já foram pagos pelo Servo Sofredor de Isaías (53.11–12). As implicações evangélicas desse fato constituem um excelente fundamento para a proclamação do sermão.
Normalmente, הוֹי é empregado em Isaías para introduzir um "ai" que está sendo pronunciado. Aqui, porém, ele é usado simplesmente como um recurso para chamar a atenção das pessoas (o primeiro "Vinde" na ESV), muito semelhante ao que se pode imaginar um vendedor fazendo em uma feira.
O trigo, o vinho e o leite mencionados neste versículo parecem incomuns porque contrastam com os produtos básicos tradicionais da dieta mediterrânea: vinho, cereal e azeite. Talvez essa ordem tenha sido escolhida para chamar atenção especial ao que Deus está fazendo. Ou talvez o leite remeta à expressão "leite e mel". Ou ainda talvez evoque a imagem de Isaías da "Sião mãe" (66.7–13).
Vv. 2–3: O substantivo יְגִיעַ é raro e significa "trabalho", "labuta". Aqui a ideia é perguntar por que uma pessoa trabalha tanto por algo que não satisfaz. O Hithpael de עָנֹג significa "deleitar-se". Na sintaxe hebraica, quando um imperativo é seguido por um imperfeito simples com waw, forma-se um idioma que expressa o resultado pretendido da ação ordenada. Isso significa que "deleitar-se" é o objetivo final. De fato, "deleite" possui implicações escatológicas.
Observe que "Davi" é o destinatário original do amor de Deus, que constitui a base da sua aliança. Davi é sempre uma figura de Cristo, seu Filho maior, especialmente nos livros proféticos. O coortativo de כָּרַת enfatiza fortemente que tipo de aliança está sendo estabelecida em aposição com Davi. A palavra final, הַנֶּאֱמָנִים, é um particípio Niphal funcionando como adjetivo. Trata-se de um genitivo objetivo que coloca a ênfase não em Davi, mas nas misericórdias fiéis de Deus para com Davi.
Observe também que a água, o pão, o vinho e o leite são recebidos pelos seus ouvidos! Certamente uma metáfora incomum, mas poderosa. Essa maneira passiva de receber esses dons gratuitos lembra a pergunta de Paulo: "Quero apenas saber isto de vocês: receberam o Espírito pelas obras da Lei ou pela pregação da fé?" (Gl 3.2). E sua resposta: "A fé vem pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Cristo" (Rm 10.17). O verbo hebraico נָטָה, no Hifil, significa estender o ouvido para Deus, ou melhor, inclinar o ouvido para ele.
Vv. 4–5: "Davi" (Cristo), o amado de Deus, em quem também nós, participantes da aliança, somos amados, é igualmente a testemunha da aliança. Muitas nações virão ao povo de Deus por causa das suas grandes obras. Isso começou quando Abrão foi chamado dentre as nações (Gn 11.10–12.3). A partir daí, a notícia se espalharia até que todas as nações viessem buscar o Deus de Israel. Elas o buscariam para conhecer a salvação somente em Jesus Cristo (Gl 3.16). Quando Deus escolheu Abraão e Israel, isso não significou a rejeição das demais nações do mundo. Pelo contrário, foi precisamente o meio pelo qual ele realizaria a salvação de todos os povos.
O Piel de פָּאַר contém uma forte ideia de "justificação forense", no sentido de alguém ser tornado glorioso por Deus.

Esboço do Sermão

Introdução: Nós, cristãos, sabemos que o céu será maravilhoso, não é mesmo? Belo! Glorioso! O lugar onde todos queremos estar para sempre! Nada se compara a ele!
Sim, será realmente tão maravilhoso assim! Mas, nas Escrituras, Deus também nos fala de várias coisas que se parecem com ele. Uma mansão com muitos quartos. Uma cidade de ouro. Um lugar sem lágrimas nem morte, resplandecente de glória. E, muitas vezes nas Escrituras, inclusive em nosso texto de hoje, um grande banquete. Todas essas imagens oferecem vislumbres de como será o céu. A melhor parte de todas elas, porém, é estar com Cristo Jesus. Hoje vamos observar a figura apresentada pelo profeta Isaías. Ele nos diz que
Estar com Jesus Será como um Grande Banquete — e Nada se Compara!

I. Estar com Jesus será como a praça de alimentação da feira — mas não se compara.

A. Nosso texto tem o som da praça de alimentação de uma feira — vendedores animados convidando todos para experimentar seus produtos! "Vinde, todos!" (v. 1). Venha um! Venham todos!
"Limonada espremida na hora!"
O convite de Deus por meio de Isaías é verdadeiro! Ele está chamando! É um chamado cheio de entusiasmo! É para todos!
Deus deseja profundamente que todos os povos, nações conhecidas e desconhecidas, desfrutem do alimento que ele oferece (vv. 4–5).
B. Mas aquilo que Cristo oferece quando estamos com ele não se compara à comida de feira.
Eu gosto de comida de feira: bolos fritos, espiga de milho, enormes pernas de peru. Mas boa parte disso é comida sem valor nutritivo.
Isaías diz que nós "trabalhamos" por aquilo que "não satisfaz" (v. 2b). (Dê exemplos de como trabalhamos duro com esportes dos filhos, a casa de praia, a próxima promoção.)
O alimento de Deus, ao contrário, é o melhor! É um banquete — "um banquete de comidas gordurosas, um banquete de vinhos envelhecidos" (25.6).
Jesus: "Eu sou o pão da vida; quem vem a mim jamais terá fome, e quem crê em mim jamais terá sede" (Jo 6.35). Estar com Jesus é possuir o melhor. Ele satisfaz muito além do breve prazer de um doce frito — ou dos esportes, da casa de praia ou da carreira. Nada se compara!

II. Então imagine estar com Jesus como o mais refinado banquete — mas ainda assim não se compara.

A. Então pense em filé mignon e um excelente Bordeaux.
R$ 150 o quilo, centenas de reais a garrafa. Adoro. Não posso pagar.
Gastamos tanto dinheiro com aquilo que não é alimento (v. 2). (Dê exemplos dos investimentos em roupas, juventude, o brinquedo mais moderno etc.)
B. Cristo nos oferece alimento de banquete — mas não se compara aos preços da alta gastronomia (v. 1).
Não temos "dinheiro". Nada podemos oferecer a Deus pelo privilégio de estar com Cristo. Nossos pecados (inclusive correr atrás dessas "comidas sem valor") só podem comprar o inferno.
Mas o melhor de tudo nos é dado gratuitamente. Estaremos com Cristo para a vida eterna no céu!
Isso acontece porque aquele que Isaías chama de "Davi" — na verdade, o Filho maior de Davi, o próprio Jesus — pagou o preço pelo nosso banquete (v. 3). Ele o pagou na cruz.
Que banquete! É concedido gratuitamente e recebido gratuitamente.

III. Então realmente nada se compara — exceto que já existe algo parecido.

A. O céu será maravilhoso, delicioso e gratuito, mas, enquanto isso, a vida neste mundo não se parece em nada com ele.
A mesa parece vazia. Restam apenas alguns ossos e migalhas.
Sofremos decepções quando o lazer, o trabalho ou os prazeres acabam. Não podemos comprar juventude para sempre; adoecemos, envelhecemos. Perdemos pessoas amadas. Um dia morreremos.
Esta vida não se parece com o céu.
B. Exceto que já agora desfrutamos do banquete celestial com Jesus.
Estar com Jesus não é apenas uma realidade futura no céu. Nosso texto certamente inclui o céu, mas seu foco principal não é esse.
O banquete consiste em estar na presença do Senhor, até mesmo sentar-se à mesa com ele. E nós já estamos com ele, e ele conosco.
A ressurreição de Jesus aconteceu para que ele pudesse estar conosco agora, a cada instante. E ele está — neste exato momento — nesta Palavra que está sendo pregada. O rico alimento de Cristo é recebido pelos nossos ouvidos.
Acima de tudo, ele está conosco, e nós nos alimentamos com ele, quando nos aproximamos da sua mesa neste altar. Aqui recebemos o perdão — a certeza de que nossos pecados não podem nos excluir do céu. Mas aqui também recebemos a certeza de que ele está conosco quando nossa mesa neste mundo parece quase vazia.
Conclusão: Isso é semelhante ao céu — sua melhor parte: estar com Jesus. Isso já é realidade agora e será plenamente realidade à mesa celestial. Nada se compara! Amém.
Related Media
See more
Related Sermons
See more
Earn an accredited degree from Redemption Seminary with Logos.