O sermão profético: o princípio das dores Mateus 24:1-14

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Introdução:    
· Como olhamos para o fim dos tempos?
· Cuidado com a interpretação, pois os leitores entenderam de outra forma
· As três visões sobre esta passagem (preterista, futurista, já e ainda não).
1. Dores na criação: vv.7b
1.1 Fomes – Desde do NT até hoje há relatos de escassez em vários lugares
1.2 Pestes – Endemias, pandemias, crises sanitárias e doenças sem cura
1.3 Terremotos – Desde do NT (cidades como Pompeia, Hierapolis) até nos dias de hoje e todo tipo de descontrole na natureza.
A criação sofre por causa do pecado do homem.
Romanos 8:19-22
“¹⁹ Porque a ardente expectação da criatura espera a manifestação dos filhos de Deus.
²⁰ Porque a criação ficou sujeita à vaidade (ao que é passageiros), não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou (Deus),
²¹ na esperança de que também a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus.
²² Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora.”
vv.8 - Mas todas essas coisas são o princípio das dores. (isto é, dores de parto)
2. Dores nos homens: vv.2,6a,7a
2.1 vv.2 – destruição do templo no ano 70 d.C. devido a conflitos entre judeus e romanos.
2.2 vv.6a – guerras (conflitos diretos) rumores de guerras (possíveis conflitos)  
2.3 vv.7a – nação contra nação, reino contra reino – a história da humanidade é coberta por guerras e conflitos entre nações.
Jesus parece utilizar a linguagem de Isaías 19:2
² Porque farei com que os egípcios se levantem contra os egípcios, e cada um pelejará contra o seu irmão e cada um, contra o seu próximo, cidade contra cidade, reino contra reino.
Paulo falou a natureza do homem nos últimos tempos em 2 Timóteo 3:1-5:
¹ Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos;
² porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos,
³ sem afeto natural (egoístas), irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes (sem autocontrole), cruéis, sem amor para com os bons,
⁴ traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus,
⁵ tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te.
Mateus 24:6b
⁶ …olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim.
3. Dores na fé: vv.5,9,10,11,12
3.1 vv.5,11 – falsos cristos e falsos profetas. Surgiram falsos profetas e falsos líderes que se diziam ser o messias no primeiro século. O surgimento de falsos profetas no meio cristão.
2 Timóteo 4:3-4:
³ Porque virá tempo em que não sofrerão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências;
⁴ e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas.
2 Pedro 2:1-3:
¹ E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição.
² E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade;
³ e, por avareza, farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita.
3.2 vv.9,10 – perseguição, mortes, ódio por parte do mundo, apostasia, traições, brigas internas – tudo isso entre os discípulos de Cristo.
Paulo enfrentou isso na primeira carta aos Coríntios – divisões.
Jesus alertou isso antes em João 16:1,2:
¹ Tenho-vos dito essas coisas para que vos não escandalizeis.
² Expulsar-vos-ão das sinagogas; vem mesmo a hora em que qualquer que vos matar cuidará fazer um serviço a Deus.
2 Tessalonicenses 2:1-3:
¹ Ora, irmãos, rogamos-vos, pela vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e pela nossa reunião com ele,
² que não vos movais facilmente do vosso entendimento, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como de nós, como se o Dia de Cristo estivesse já perto.
³ Ninguém, de maneira alguma, vos engane, porque não será assim sem que antes venha a apostasia e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição,
Crentes fiéis experimentarão a grande prova pessoal durante a tribulação. As nações dirigirão uma amarga campanha de ódio contra todos os que são fiéis a ele. Não somente serão investigados nos tribunais religiosos e de justiça (Mc 13:9), mas muitos serão martirizados porque se recusarão a retratar-se.[1]
Muitos apostatarão em vez de sofrer e morrer. Membros da família denunciarão seus parentes e haverão de traí-los, entregando-os nas mãos de perseguidores brutais.[2]
3.3 vv.12-14 – aumento da iniquidade (mas é a prática consciente do pecado sem sinal de arrependimento) e por causa dessa iniquidade, o amor de muitos (no meio dos discípulos de Jesus) se esfriará.
Mas (a diferença do falso para o verdadeiro cristão) o verdadeiro discípulo, persevera, isto é, permanece (o contraste com versículo anterior). O verdadeiro cristão permanece fiel em meio as tribulações, Jesus não está dizendo:
"quem conseguir perseverar conquistará a salvação."
Antes, a perseverança é vista como a evidência da salvação.
Salvos da grande tribulação, salvos da morte espiritual ao qual muitos já estão mortos.
E por fim, o evangelho será pregado a um grande número de pessoas e o Senhor virá.
Aplicação:
1- Somos chamados para estarmos vigilantes e não para formarmos ideias ou irmos além do que a palavra de Deus nos diz.  At 1:6-7
Atos dos Apóstolos 1.6–7 ARA
Então, os que estavam reunidos lhe perguntaram: Senhor, será este o tempo em que restaures o reino a Israel? Respondeu-lhes: Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou pela sua exclusiva autoridade;
2- Tudo isso servirá para mostrar a diferença dos falsos e verdadeiros cristãos, dos bodes e das ovelhas, daqueles que facilmente serão enganados e dos que permanecerão firmes na fé.
3- Deus está no controle de tudo, e isso nos dá segurança. O verdadeiro cristão não olha essa fase com medo e desespero, ele olha com vigilância e esperança.
[1]William MacDonald, Comentário Bíblico Popular: Novo Testamento, 2‍a edição (São Paulo: Mundo Cristão, 2011), 88.
[2]William MacDonald, Comentário Bíblico Popular: Novo Testamento, 2‍a edição (São Paulo: Mundo Cristão, 2011), 88.
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