Encontro de Mulheres do Villa

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A mulher cristã no mundo contemporâneo

Texto: Romanos 12: 1-2
“Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas, transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”.
CONTEXTO
O livro de Romanos foi escrito pelo apóstolo Paulo quando ele estava em Corinto
2.
Paulo neste capítulo foca sua atenção nos relacionamentos com Deus, com nósmesmos, com o próximo e com os inimigos e que o caráter é determinado pelo que cremos. E uma vida transformada gera relacionamentos transformados.
Paulo observa que Cristo entregou seu corpo na cruz como sacrifício e morreu por nós e, agora, ele nos faz uma exortação.
Paulo faz uma exortação de que apresentemos o nosso corpo como sacrifício vivo a Deus. E quando ele se refere ao corpo, se refere à totalidade daquilo que somos, pois os membros do corpo são os instrumentos pelos quais nós executamos o nosso propósito.
A sociedade contemporânea idolatra o corpo. Cultua a beleza, a força. A Palavra de Deus nos ensina, entretanto, não a cultuar o corpo, mas cultuar a Deus por intermédio do corpo.
Antes da nossa conversão, oferecíamos o nosso corpo ao pecado. Agora, oferecemos nosso corpo como sacrifício vivo a Deus. Não oferecemos sacrifício como o mundo antigo, como um cordeiro morto no altar, mas oferecemos nosso corpo vivo e vivo porque o nosso corpo é o templo do Espírito Santo, que foi comprado por um alto preço e devemos glorificar a Deus no nosso corpo. E esse nosso culto, então, não é limitado a um espaço, mas se estende a todos os lugares em que estamos, seja no trabalho, no lar, na igreja.
A nossa adoração deve ser expressada por meio de atos concretos de serviços manifestados em nosso corpo. (John Stott)
Sacrifício = desprender de algo de extremo valor como oferta a Deus, não como obrigação
No Antigo Testamento, o animal era sacrificado, e tinha que ser morto, e seu sangue era derramado sobre o altar para a expiação dos pecados.
No Novo Testamento, Cristo deu a si mesmo, como sacrifício em nosso lugar. E nós, pertencemos a Deus, mas isso não pode acontecer se primeiro não renunciarmos e não negarmos a nós mesmos.
Quais as características deste sacrifício:
Vivo= deve proceder da noda vida do crente
Santo= produto da obra santificadora do Espírito Santo
Agradável a Deus
Este sacrifício deve ser o nosso culto a Deus= consagração irrestrita do coração, da mente, da vontade, das palavras, dos atos, em tudo o que uma pessoa é e faz para Deus e render tal devoção irrestrita é um culto lógico ou razoável para Deus
Esse culto é uma resposta voluntária de gratidão a Deus pela misericórdia divina sobre as nossas vidas, sua bondade, paciência, amor e graça. Antes, andávamos em pecado, andávamos em miséria e Deus nos livra desse destino e, por isso, somos gratos a Deus. E, por isso, nos oferecemos como sacrifícios vivos a Deus. E, por isso, não andamos mais como o mundo anda.
Como este sacrifício, este culto pode ser realizado, como alcançá-lo:
Paulo nos diz para não nos deixarmos amoldar segundo o padrão desta era má. Ele adverte os membros para que não se entreguem às manifestações de mundanismo pelos quais estão cercados, como o cântico de músicas obscenas, a leitura de livros torpes, às relações íntimas mundanas… Mas, notem que é possível que uma pessoa se torne culpada nesse aspecto mesmo quando não há nada de errado com o entretenimento que ela escolhe, mas quando a pessoa coloca o seu coração nessa causa e passa a viver para si mesmo, e não para a glória de Deus.
Não devemos ser como um camaleão, que assume as cores daquilo que o cerca (William Barclay)
A renovação da mente, a transformação da natureza íntima, equivale à palavra metamorfose, é uma mudança de dentro para fora.
O crente não deve se conformar com o mundo porque a fôrma do mundo muda tosos os dias. O errado de ontem é certo hoje. O repudiano ontem é aplaudido hoje. Nós, porém, seguimos um modelo abdoluto, que jamais fica obsoleto: Jesus.
A mudança da mente se inicia no arrependimento. Estávamos andando por um caminho de acordo com os preceitos do mundo, mas, o Espírito Santo nos derpertou para a nossa absoluta necessidade de um Salvador e corremos à cruz.
Deus nos criou de forma que a via de acesso ao coração é a mente. Quando começamos a pensar como Jesus, a provar o que Ele aprova e a desprezar o que Ele despreza, nossa vida é mudada. Adquirimos uma nova mente. E, a partir dessa nova mente, nosso coração é mudado, nossa vida é mudada e nos tornamos pessoas transformadas.
Se o mundo controla a nossa maneira de pensar, somos conformados, mas, se Deus controla a nossa maneira de pensar, somos transformados (Warren Wiersbe)
A transformação interior é a única defesa efetiva contra a conformidade exterior do presente.
A constante tentação de amoldar-se ao padrão do mundo termina na amarga frustração de que este mundo passa ( 1 Co 7.31)
O mundo e os seus desejam passam, mas aqueles que fazem a vontade de Deus vivem para sempre (1 Jo 2.17)
Prossigam sendo transformados mediante a revovação da sua mente, para que experimentem qual seja a vontade de Deus—> Paulo usa o tempo no presente, para que seja uma ação contínua
É necessária uma transformação interior, a renovação da mente, do coração
Essa transformação é obra do Espírito Santo, e uma santificação progressiva
O verbo no imperativo: os crentes não são seres passivos, mas sua responsabilidade é a de cooperar ao máximo
O resultado dessa transformação contínua:
Para que experimenteis qual seja a vontade de Deus
Voce deve estar se perguntando: como posso saber a vontade de Deus para a minha vida?—> para discernirmos a vontade de Deus para a nossa vida, não podemos depender apenas na nossa consciência. A consciência é extremamente importante, mas ela deve retornar sempre às Escrituras para receber a orientação do Espírito Santo.
Mas a bíblia nos diz que a vontade de Deus é a nossa santificação (1 ts 4.3)
(1 Timoteo 4:5): Porque pela Palavra de Deus e pela oração é santificado
Não importa qual o nosso trabalho, ou em que cidade moramos, se não estamos crescendo em santificação, buscar a vontade de Deus sobre essas coisas é inútil.
A vontade de Deus é que cresçamos em maturidade espiritual, que a nossa vida seja separada e consagrada pelo Espírito Santo, e que a nossa mente seja transformada. E, depois disso, é que seremos capazes de dizer o que agrada a Deus e de saber o que Ele quer que façamos.
Quanto mais vivemos nessa busca pela vontde de Deus, aprendemos a nos alegrar com esse conhecimento e aprendemos a nos deleitarmos na vontade dEle.
Mas o que Deus quer que sejamos e façamos? E a resposta é: aquilo que é bom, agradável e perfeito.
Paulo estava dizendo aos romanos que o que vale diante de Deus não é o quão importantes as pessoas são ou pensam ser, ou quão carismáticos, ou quão fortes, mas o quão amorosos, o quão gratos, o quão obedientes eles são ao mandamento que é dirigido individualmente: Amarás ao Senhos, seu Deus, de todo o seu coração, e de toda a sua alma e de toda a sua mente (Dt 6.5)
Não podemos escolher sair do mundo, mas devemos viver as nossas vidas completamente submissas a Cristo.
E uma vida assim é boa e agradável a Deus.
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