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Sermão do Monte • Sermon • Submitted • Presented
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Transcript
— Vocês ouviram o que foi dito aos antigos: “Não mate.” E ainda: “Quem matar estará sujeito a julgamento.” Eu, porém, lhes digo que todo aquele que se irar contra o seu irmão estará sujeito a julgamento; e quem insultar o seu irmão estará sujeito a julgamento do tribunal; e quem o chamar de tolo estará sujeito ao inferno de fogo. Portanto, se você estiver trazendo a sua oferta ao altar e lá se lembrar que o seu irmão tem alguma coisa contra você, deixe diante do altar a sua oferta e vá primeiro reconciliar-se com o seu irmão; e então volte e faça a sua oferta.
— Entre em acordo sem demora com o seu adversário, enquanto você está com ele a caminho, para que o adversário não entregue você ao juiz, o juiz entregue você ao oficial de justiça, e você seja jogado na prisão. Em verdade lhe digo que você não sairá dali enquanto não pagar o último centavo.
Proposição (Tema)
Proposição (Tema)
1. Jesus apresenta o mandamento conhecido (v.21)
1. Jesus apresenta o mandamento conhecido (v.21)
“Não matarás”
O julgamento associado ao assassinato.
O entendimento comum da Lei.
2. Jesus revela a profundidade do mandamento (v.22)
2. Jesus revela a profundidade do mandamento (v.22)
“Eu, porém, lhes digo...”
A questão não começa no ato externo, mas no coração.
Progressão:
ira;
insulto (“Raca”);
desprezo (“louco”).
3. Jesus demonstra como esse mandamento deve governar os relacionamentos (vv.23–26)
3. Jesus demonstra como esse mandamento deve governar os relacionamentos (vv.23–26)
a) A reconciliação antes da adoração (vv.23–24)
a) A reconciliação antes da adoração (vv.23–24)
A oferta no altar.
O relacionamento quebrado com o irmão interfere na adoração.
b) A urgência da reconciliação (vv.25–26)
b) A urgência da reconciliação (vv.25–26)
O acordo com o adversário.
O caminho para o tribunal.
O perigo de não resolver o conflito.
Propósito
Propósito
Jesus quer ensinar que a justiça do Reino, superior à dos escribas e fariseus, não se limita a uma aparência externa de obediência, mas alcança o coração humano, condena a ira contra o irmão e exige uma vida marcada pela reconciliação.
Introdução
Introdução
FDT: :
FDT: :
1.
Conclusão
Conclusão
No começo nós falamos sobre Marcião. Ele tentou resolver o problema simplesmente descartando aquilo que não queria receber das Escrituras. A Igreja percebeu o erro e rejeitou aquilo. Mas talvez o perigo de Marcião esteja mais perto de nós do que imaginamos.
Não precisamos pegar uma tesoura e arrancar páginas da Bíblia. Podemos mantê-la inteira nas mãos e, ainda assim, viver escolhendo aquilo que queremos ouvir, aquilo que queremos obedecer e aquilo que consideramos importante.
Jesus não permite que seu discípulo faça isso. Ele começou dizendo: “Eu não vim abolir as Escrituras; eu vim cumpri-las.” Por isso, para viver como discípulo de Cristo, primeiro precisamos reconhecer que Cristo cumpre as Escrituras.
O Antigo Testamento não é um livro descartável de uma religião que ficou para trás. Ele aponta para Cristo, encontra nele seu cumprimento e nos ajuda a compreender quem é esse Salvador de quem tanto precisamos.
Depois Jesus voltou os olhos para nós e mostrou qual deve ser nossa relação com as Escrituras. O discípulo não recebe a Palavra de Deus para decidir quais partes merecem sua atenção. Ele a recebe para observar e ensinar. Não porque a obediência compra algum lugar no Reino, mas porque a maneira como tratamos a Palavra revela o valor que damos ao Rei que a pronunciou.
E, por fim, Jesus foi ainda mais fundo. Não basta carregar uma Bíblia, conhecer mandamentos ou construir uma boa aparência religiosa. O cidadão do Reino vive uma justiça diferente. Uma justiça que não pergunta somente se houve homicídio, mas olha para a ira; que não pergunta apenas se houve adultério, mas olha para a cobiça; que não se contenta em amar os amigos, mas aprende a amar até os inimigos. Jesus não quer apenas mãos aparentemente limpas. Ele alcança o coração para purificar por completo o homem de dentro para fora.
E quando olhamos para esse padrão, percebemos: nós não conseguimos sustentá-lo perfeitamente. Nossa justiça é real, mas é imperfeita. Por isso nossa esperança nunca esteve no fato de conseguirmos ser melhores do que escribas, fariseus ou qualquer outra pessoa. Nossa esperança está naquele que disse: “Eu vim cumprir”.
Cristo cumpriu aquilo que nós quebramos. Viveu a justiça que nós não conseguimos viver perfeitamente e, sendo o Cordeiro sem pecado, entregou-se por pecadores como nós. É por causa dos méritos dele, e não dos nossos, que temos acesso ao Reino. E essa graça que nos recebe também nos transforma. O Espírito começa a formar em nós uma vida que deseja obedecer não para conquistar o amor de Deus, mas porque já foi alcançada por esse amor.
Então talvez a pergunta com que precisamos sair daqui não seja: “Até onde eu posso ir sem pecar?” Nem: “Qual é o mínimo necessário para ser salvo?” A pergunta de um discípulo é outra: “Senhor, já que tu me amaste assim, como eu posso viver para te agradar?”
É isso que Jesus está nos chamando a fazer.
Não descarte a Palavra que Cristo cumpriu. Receba-a, pratique-a e ensine-a. Não se contente com uma aparência de justiça. Corra para Cristo e, pela graça dele, viva aquilo que você já é chamado a ser: um discípulo do Rei.
Que o Espírito de Deus faça cumprir isso em cada um de nós.
Amém.
