25. A Bondade e a Impotência da Lei (7.7-12)
Romanos: O evangelho é o poder de Deus para salvação • Sermon • Submitted • Presented
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Ideia exegética
Ideia exegética
Paulo defende a bondade da lei mostrando que ela revela o pecado sem ser pecaminosa, pois é o pecado que se aproveita do mandamento santo, justo e bom para despertar cobiça, enganar e produzir morte.
Respostas às três perguntas de desenvolvimento
Respostas às três perguntas de desenvolvimento
O que isso significa?
Significa que a lei não é pecaminosa; ela revela o pecado, mas o pecado se aproveita do mandamento santo para despertar cobiça, enganar e produzir morte.
Isso é verdade?
Sim, porque Paulo mostra que o problema não está na lei, que permanece santa, justa e boa, mas no pecado que usa até o bom mandamento de Deus como ocasião para rebelião.
Que diferença isso faz?
Isso nos impede de tratar o pecado como algo superficial e nos leva a reconhecer a profundidade da nossa pecaminosidade diante da boa lei de Deus.
Pergunta predominante no sermão:
“Que diferença isso faz?”, porque a passagem confronta o ouvinte com a gravidade do pecado humano, que transforma até o bom mandamento de Deus em ocasião de morte.
Ideia teológica
Ideia teológica
A boa lei de Deus revela a gravidade do pecado humano, mas não pode dar vida ao coração que o pecado domina.
Ideia homilética
Ideia homilética
A lei é boa, mas o pecado a transforma em ocasião de morte.
Propósito do sermão
Propósito do sermão
Levar os ouvintes a reconhecerem a profundidade de sua própria pecaminosidade, vendo que o pecado transforma até a boa lei de Deus em ocasião de cobiça, engano e morte, para que sintam a necessidade da libertação que só Deus concede em Cristo.
Tratamento da ideia
Tratamento da ideia
Dedutivo-progressivo: declarar cedo a ideia homilética e desenvolver o sermão acompanhando o argumento de Romanos 7.7-12.
Você tem consciência da sua maior necessidade? É de ouvir a voz de Deus. Ele faz isso através de Sua Palavra. Vamos orar?
7 Que diremos, então? Que a lei é pecado? De modo nenhum! Mas eu não teria conhecido o pecado, a não ser por meio da lei. Porque eu não teria conhecido a cobiça, se a lei não tivesse dito: “Não cobice.” 8 Mas o pecado, aproveitando a ocasião dada pelo mandamento, despertou em mim todo tipo de cobiça. Porque, sem lei, o pecado está morto. 9 Houve um tempo em que, sem a lei, eu vivia. Mas, quando veio o mandamento, o pecado reviveu, e eu morri. 10 E verifiquei que o mandamento que me havia sido dado para vida, esse se tornou mandamento para morte. 11 Porque o pecado, aproveitando a ocasião dada pelo mandamento, me enganou e, por meio do mandamento, me matou. 12 Assim, a lei é santa e o mandamento é santo, justo e bom.
Introdução
Introdução
Captação da atenção
Captação da atenção
Coisas boas podem ser usadas para fins terríveis quando caem nas mãos erradas.
Imagine um martelo.
Necessidade
Necessidade
Assim é a relação entre a Lei de Deus e a natureza pecaminosa do homem. Isso nos ajuda a encarar uma difícil verdade: O problema mais profundo não está naquilo que Deus ordena, mas no pecado que habita em nós e distorce até nossa relação com o que é santo.
Oriente para o texto
Oriente para o texto
Em Romanos 7.7-12, Paulo defende a bondade da lei mostrando que o pecado transforma o bom mandamento de Deus em ocasião de cobiça, engano e morte.
Ideia central
Ideia central
A lei é boa, mas o pecado a transforma em ocasião de morte.
Vejamos como Paulo explica a relação entre a Lei, o pecado e a morte.
1. A lei não é pecado; ela revela o pecado (v. 7).
1. A lei não é pecado; ela revela o pecado (v. 7).
v. 7a
“Que diremos, então?” - Essa pergunta, como em 6.1, reflete uma crítica ao evangelho de Paulo.
“Que a lei é pecado?” - se a Lei “aumenta a transgressão (5.20) e desperta paixões pecaminosas (7.5), então a Lei é má e pecaminosa”. Muitos judeus cristãos e gentios cristãos acusavam Paulo de pensar assim!
“De modo nenhum!”
v. 7b
“Mas eu não teria conhecido… por meio da lei”.
Que tipo de “conhecimento” do pecado a Lei de Moisés nos dá?
A. A possibilidade óbvia é: “através da Lei eu sei que alguns atos são pecaminosos”. Mas Paulo indica que esse conhecimento também está disponível até para quem não conhece a Lei de Moisés. Falando sobre toda a humanidade caída, Paulo diz em Rm 1.32:
32 Embora conheçam a sentença de Deus, de que os que praticam tais coisas são passíveis de morte, eles não somente as fazem, mas também aprovam os que as praticam.
Então não é esse conhecimento que a Lei dá realmente.
B. A Lei, revela o pecado como ele realmente é: a transgressão da Sua vontade (4.15) .
Por causa da transgressão, Deus se ira contra o homem e o condena como criminoso em Seu santo e justo tribunal.
C. Mas devemos ir mais longe nesse sentido, e devemos conceber o “conhecimento” do pecado também como uma experiência real: por meio da Lei “eu” experimentei o pecado na prática como ele realmente é. E, por meio dessa experiência concreta do pecado, então, que “eu” vim a entender a real “pecaminosidade” do pecado.
V. 7c
“Pois eu não teria conhecido a cobiça… ‘Não cobice’.”
O uso paulino de “cobiça” sugere que ele se refere a todo tipo de desejo ilícito. Certamente faz uma referência aos Dez Mandamentos aqui, pois o décimo mandamento resume toda a lei.
APLICAÇÃO
APLICAÇÃO
A lei é como a luz forte em um quarto: a luz não cria a poeira, mas mostra a poeira que já estava ali.
2. O pecado usa o mandamento para despertar cobiça (v. 8).
2. O pecado usa o mandamento para despertar cobiça (v. 8).
v. 8
“Mas o pecado… todo tipo de cobiça”.
A primeira frase do verso 8 desenvolve v. 7c.
“ocasião” - mais literalmente, “base de operações militares”.
“mandamento” - refere-se ao mandamento que citou no v. 7: a “cobiça”.
“cobiça”, como vimos, resume os Dez Mandamentos.
Reforçando: não somente o mandamento me levou a perceber a natureza da “cobiça”, mas também o pecado se aproveitou da ocasião para produzir todo tipo de “cobiça”.
Em outras palavras, a Lei não é pecado, nem causadora do pecado, mas é a base usada pelo pecado para alcançar seu propósito mau e mortal.
É como se a Lei fosse a teia uma aranha usa para para matar sua presa. O pecado usa a Lei como uma base de operações militares para seu avanço perverso em nós.
Como a Lei pode dar ocasião, ou servir de base de operações para o pecado despertar todo tipo de cobiça? A Lei suscita o desejo pecaminoso ao ordenar que não se pratique o pecado: como dizer para o filho: “Não pise na grama!”
Isso também aconteceu na história de Israel: Deus havia dado os Dez Mandamentos a Israel (Ex 20). Logo depois, Israel ordenou a Arão que fizesse um bezerro de ouro para ser adorado (Ex 32). Esse é um perfeito exemplo de como a Lei, usada por todos nós de maneira imprópria por causa do nosso próprio pecado, estimula todo tipo de manifestação do pecado.
v. 8b
“Porque, sem lei, o pecado está morto”.
“morto” no sentido de não provocado, estimulado, pela Lei.
3. O pecado transforma o mandamento para vida em experiência de morte (v. 9-11).
3. O pecado transforma o mandamento para vida em experiência de morte (v. 9-11).
v. 9
“Houve um tempo em que, sem a lei, eu vivia.”
“Eu” - debate. O sentido primário aqui é o próprio apóstolo. Veja sua confissão dramática nos v. 13-25. Contudo, a experiência pessoal de Paulo é paradigmática aqui: ele apresenta um modelo, que se encaixa na vida de Israel e, em certo sentido, a toda a humanidade...
“Houve um tempo” - passado. Antes de ele ter decidido seguir a Lei, como um judeu.
“sem a lei, eu vivia” - ou “eu existia”, o tempo em que o pecado não era levado em conta (5.13).
“Mas, quando veio o mandamento, … para morte”.
“Mandamento” - refere-se à Lei “não cobice” (final do v. 7).
“o pecado reviveu” - ganhou vida novamente.
“e eu morri” - é a consciência e o estado de o pecado ter suscitado todo tipo de cobiça em sua vida e ele ter cometido a transgressão. Então, teve consciência da ofensa causada contra Deus.
v. 10
“E verifiquei que… para morte”.
No mesmo instante que o pecado ganhou vida, “eu morri”, diz o apóstolo. Agora sim ele se viu completamente incapaz de agradar a Deus, porque o pecado ficou despertado pela lei.
“o mandamento me havia sido dado para vida”.
Afirmação polêmica. Os judeus tinham a lei em alta consideração, e afirmavam que ela não apenas restringia o pecado, mas também poderia dar vida a quem a obedecesse:
5 Portanto, guardem os meus estatutos e os meus juízos. Aquele que os cumprir, por eles viverá. Eu sou o Senhor.
Paulo questiona essas convicções. A Lei não conteve o pecado, mas “despertou todo tipo de cobiça”. A lei não produziu vida, mas “ira” (6.5) e “morte” (v. 8b-10a).
Precisamos entender essa passagem. A lei teria dado vida se tivesse sido plenamente obedecida. Nesse sentido a Lei promete dar vida. A história de Israel nos mostra a incapacidade do homem de viver esse padrão. Por isso, embora o mandamento tenha “sido dado para a vida”, foi uma causa de morte, tanto para Paulo quanto para Israel.
v. 11
Paulo novamente afirma que o pecado usou a Lei como uma base de operações militares, e por meio dela trouxe o mal para “mim”.
Porém, aqui no v. 11 ele diz que a lei foi usada para “enganar” e “matar” - referência a Adão e Eva. Gn 3.13: “a serpente me enganou, e eu comi”.
Aplicação
Aplicação
Essa passagem nos mostra que o pecado não apenas quebra regras, mas engana o coração e transforma até o que é santo em ocasião de morte.
Entretanto, apesar do efeito condenatório da Lei e da forma maldita como o pecado em nós usa a Lei de Deus, a Lei serve para algo positivo: ela nos mostra a necessidade de um Salvador para nos perdoar e nos transformar.
4. Conclusão: A lei permanece santa, justa e boa (v. 12)
4. Conclusão: A lei permanece santa, justa e boa (v. 12)
v. 12
Conclusão sobre o verdadeiro papel da Lei.
A Lei é “santa, justa e boa”.
“Santa”: sua origem - ela vem do Deus santo.
“Justa”: ela determina apenas o que é correto - não pode ser acusada de nada errado.
“Boa”: fim proveitoso, conforme a bondade de Deus (Mc 10.18).
Aplicação
Aplicação
A nossa resposta correta não é rejeitar a lei de Deus, mas reconhecer que o nosso problema é mais profundo: o pecado em nós corrompe nossa relação até com aquilo que Deus deu como bom.
Ilustração
Ilustração
Quando um instrumento bom é usado para o mal, não culpamos o instrumento; reconhecemos a perversidade de quem o usa.
Sim, a Lei é boa - mas incapaz de salvar e transformar o vil coração do homem para seguir verdadeiramente a Deus.
Conclusão
Conclusão
Recapitulação
Recapitulação
Paulo nos mostrou que a lei, que é santa, justa e boa, não apenas revela o pecado, mas que o pecado usa a lei para despertar a cobiça. Assim, o pecado nos engana e produz morte.
Foco final
Foco final
O texto nos obriga a parar de tratar o pecado como algo superficial, pois ele é tão perverso que transforma até o bom mandamento de Deus em ocasião de morte.
Agostinho: “Deus ordena o que não conseguimos fazer, a fim de que saibamos o que devemos buscar Dele.”
A experiência de Paulo e de Israel com a Lei deve nos lembrar de nunca nos voltar para a Lei pensando que nossas próprias obras de obediência nos darão vida ou mérito diante de Deus.
6 Jesus respondeu: — Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.
17 Tendo ouvido isto, Jesus lhes respondeu: — Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes; eu não vim chamar justos, e sim pecadores.
Apelo pastoral
Apelo pastoral
Reconheça a profundidade da sua própria pecaminosidade diante de Deus.
Existe liberdade para o pecado:
25 Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor! De maneira que eu, de mim mesmo, com a mente, sou escravo da lei de Deus, mas, segundo a carne, sou escravo da lei do pecado.
Última frase
Última frase
É apenas através do poder de Deus operando em nós que teremos um novo coração e seremos capazes de obedecer a Deus de coração.
Música: Quebrantado
