VOLTA DE JESUS E A PREGAÇÃO DO EVANGELHO

Sermon  •  Submitted   •  Presented
0 ratings
· 2 views
Notes
Transcript
Identidade Adventista
VOLTA DE JESUS E A PREGAÇÃO DO EVANGELHO
Textos: Mateus 24:14; João 14:1-3
Hinos: Alma Missionária; Somos Teus, Senhor 235; Verei Jesus 455; Breve Jesus Voltará 440; Oh! Que Esperança 444
Doutrinas dos Últimos Eventos e da Igreja e crença fundamental N° 25 e 13 A Segunda Vinda de Cristo e O Remanescente e sua Missão
INTRODUÇÃO
Algum tempo atrás li algumas coisas sobreo ateísmo, e assim aprendi que tem o ateu teórico que é aquele que diz não crer em Deus. E tem o ateu prático que diz acreditar em Deus, mas vive como se Ele não existisse. Segundo o IBGE, 86% da população brasileira declara ter uma orientação crista. Logo, a maioria dos brasileiros, independentemente da religião, diz acreditar em três marcos comuns a todos os cristãos: 1) existe um Deus; 2) devemos amar uns aos outros; e 3) haverá um juízo final.
No entanto, se isso for verdade, era de esperar que a maioria da população brasileira se pautasse por esses três marcos, o que não acontece na realidade. Então eu concluo, não seria esse um indicativo de que somos uma nação de ateus práticos, que falam uma coisa e vivem outra?
Kerby Anderson escreveu: "A razão pela qual tão poucas pessoas agem como cristãs é porque elas não pensam como cristãs. Comportamento é resultado de valores e crenças. Pensar biblicamente sobre questões da vida deveria ser o resultado último de um viver biblicamente em sociedade" (link.cpb.com.br/3537d1).
I – ADVENTISTAS PRÁTICOS
Agora trazendo para nossa realidade como Adventista, especialmente essa doutrina que carregamos no nome ‘Adventista’ segunda volta de Jesus. Temos na memória textos clássicos que falam da breve volta de Jesus como JOÃO 14:1-3, VAMOS LER. Será que não estamos sendo Adventistas apenas teórico? Fazemos parte da igreja que tem esse nome, cantamos hinos que falam sobre isso, amamos ouvir sermões sobre esse tema e dizemos que Jesus vai voltar, mas vivemos como se isso não fosse acontecer: Brigamos com outro irmão que também diz aguardar a segunda vinda de Jesus. Às vezes, lamentavelmente, estamos mais presos aos sinais do que ao evento. Saber sobre quão perto estamos do fim não será de grande vantagem se estivermos longe de Deus.
Hoje em dia tem muitos irmãos que levantam a dúvida. "Ele vai realmente voltar? Alguns até perguntam em tom de zombaria. Quando isso ocorrerá?" Essas palavras parecem apontar para um tempo em que a demora do cumprimento levado muitos a perder a fé perseverante.
Como você vê, a doutrina da segunda vinda de Jesus? Ela não é uma invenção moderna. Ela faz parte da história do cristianismo e já pulsava no coração dos crentes desde a fundação das primeiras comunidades cristãs da Ásia Menor. Eles viveram essa expectativa e morreram nesta confiança.
“Paulo ensina ser pecaminoso mostrar-se indiferente aos sinais que devem preceder à segunda vinda de Cristo. Aos culpados dessa negligência chama ele filhos da noite e das trevas. Ao vigilante e atento anima ele com estas palavras: “Mas vós, irmãos, já não estais em trevas, para que aquele dia vos surpreenda como um ladrão. Porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite nem das trevas. Não durmamos pois, como os demais, mas vigiemos, e sejamos sóbrios”. 1 Ts 5:4-6. (AA,144.1)
II – SENSACIONALIMOS E DESCRENÇA
O problema é que o sensacionalismo e o alarmismo tem levado muitos a dizerem: “Não acredito mais na volta de Jesus!” Essas duras palavras me deixaram preocupado. Eu estava em um pequeno grupo quando uma universitária disparou essa frase. Naquela noite, estudávamos os sinais da volta de Cristo, e todos participavam com muito interesse.
Depois de soltar essa “bomba”, a jovem explicou melhor: “Meu avô foi adventista e sempre me dizia que Jesus estava voltando. Apontava cada um dos sinais e afirmava que dificilmente eu chegaria à faculdade nem conseguiria construir uma família. Ele já faleceu, e eu continuo aqui.” As palavras daquela moça foram fortes e expressavam um tom de revolta. Ela ainda continuou: “Meu pai já está aposentado e sempre foi adventista fiel. A cada nova tragédia, ele me diz que realmente estamos chegando ao fim. Ele tem certeza de que vai estar vivo para ver Jesus voltar. É tanto sensacionalismo que já não acredito mais.”
A conversa me chamou a atenção para o efeito negativo de palestras, programas e comentários sensacionalistas sobre os sinais da segunda vinda de Jesus.
Preste atenção, nosso foco principal não deve estar nos sinais, mas no preparo para o encontro com o Senhor. Quando esse é o centro, a motivação é o amor ao Senhor e Sua missão.
Os sinais da volta de Cristo são como um quebra-cabeça. A cada dia, as peças vão se encaixando, e o cenário fica mais claro. Não devemos nos concentrar nas peças, mas no cenário. À medida que vemos nossa esperança se tornar realidade, nosso desejo passa a ser gastar mais tempo na presença do Senhor e ajudar a preparar o maior número possível de pessoas para esse dia. Afinal, é a pregação do “evangelho do reino” (Mt 24:14) que vai definir a volta de Cristo e não outros sinais do mundo religioso, político, da natureza ou da condição humana.
Não podemos nos expor ao risco de cair em conjecturas e interpretações alarmistas, participando de reavivamentos vazios e perigosos. O mais importante é saber como está nossa vida diante do Senhor e quantos daqueles que estão próximos de nós já foram evangelizados e estão preparados para a segunda vinda de Jesus.
III – TERMINAR A OBRA
Quando entreguei minha vida a Jesus, aprendi que todo verdadeiro discípulo nasce no reino de Deus como missionário. Crendo nisso, comecei a pregar o evangelho e não parei mais. No entanto, confesso que, por vezes, achei MATEUS 24:14 uma utopia VAMOS LER. Como alcançar um mundo com bilhões de pessoas? Nossos esforços parecem até cócegas de formiga em patas de elefante. Se a volta de Jesus depender disso, Ele nunca voltará. Será tudo ilusão?
Note que o texto não diz “vocês pregarão o evangelho”, mas sim, “será pregado”. Por quem? Curiosa essa oração sem sujeito. É claro que Cristo nos deixou a tarefa de pregar o evangelho. Porém, não seremos os únicos a fazer isso. Em todos os movimentos religiosos, até mesmo no paganismo, Deus tem pessoas sinceras sendo despertadas, mesmo sem ter toda a luz do evangelho. Como disse Paulo, “o que se pode conhecer a respeito de Deus é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou” (Rm 1:19).
Deus desperta agentes onde menos se espera. É curioso ver pagãos percebendo sinais proféticos que muitos do povo eleito desconhecem. Lembre-se que longe de Israel, os magos do Oriente viram a estrela que anunciava o nascimento do menino Jesus enquanto os moradores de Jerusalém insistiam em não enxergar.
Para terminar Sua obra, Deus certamente usará muitos de Seu povo, mas também despertará outros de fora que virão ocupar o lugar daqueles que negligenciam a luz.
Ver e viver dias proféticos é, de fato, um motivo de esperança, mesmo quando tais dias são desafiadores. O que me preocupa é que existe uma parte que precede o fim e que deve ter o nosso envolvimento: O término da missão.
O que nos separa da Volta de Cristo não são datas, terremotos, guerras, epidemia ou fome, mas a pregação do evangelho. Há alguns anos, a Divisão Sul-Americana adotou um lema que reflete bem o espírito que deve dominar a Igreja Mundial e aqui na igreja local. É preciso ir: • De país em país, até o último país; • De ilha em ilha, até a última ilha; • De cidade em cidade, até a última cidade; • De povoado em povoado, até o último povoado; • De aldeia em aldeia, até a última aldeia; • De casa em casa, até a última casa; • De pessoa em pessoa, até a última pessoa. Por isso, você tem como dever ser um missionário e essa igreja tem uma missão a cumprir.
“A igreja é o instrumento apontado por Deus para a salvação dos homens. Foi organizada para servir e sua missão é levar o evangelho ao mundo. Desde o princípio, tem sido plano de Deus que, através de Sua igreja, seja refletida para o mundo Sua plenitude e suficiência.” (AA, 7.1).
CONCLUSÃO
Devolva à Bíblia o protagonismo integral da sua vida. Seja ela o guia das suas decisões, das maiores às menores;
Não seja medíocre na vida de oração, pois isso é cavar a vala onde você mesmo será enterrado;
Tenha uma vida missionária pessoal. Não espere vigor espiritual com uma vida missionária estéril;
Não subestime o inimigo. Na lista dos que ele derrubou, muitos eram mais fortes do que você e eu;
Não faça concessões. Não me lembro de ninguém que continuou a negociar com o inimigo e permaneceu muito tempo em pé;
Recuse olhar para a bandeja atraente do inimigo. Reitero: Com uma mão ele segura a ilusão, com a outra o machado que dará o golpe final.
Meus queridos irmãos, a volta de Cristo não pode ser apenas o tema de um estudo ou sermão, mas a nossa maior Esperança;
A perseguição e o martírio de muitos foram amenizados por essa certeza. Quanto tempo ainda esperaremos? Não sei. Mas quero fazer jus à fé dos apóstolos que morreram crendo na promessa de Cristo, que afirmou: "Eu voltarei." Que a expressão "maranata" seja, portanto, o resumo biográfico de quem somos e fale sobre Aquele que aguardamos.
APELO
Seja a igreja dos sonhos de Deus. Ela mantém a sua identidade, ela é intensa na comunhão. Estuda a Bíblia, ora e busca o poder do Espírito Santo. É fiel. Vive em harmonia com o Pai e não em sintonia com o mundo. Ama a volta de Jesus. Canta, prega, vive e compartilha essa grande esperança. A igreja do sonho de Deus que mantém a sua identidade é comprometida com a missão. Existe para levar pessoas a Jesus e, por isso, não perde tempo nem o objetivo, ela não se distrai com outras atividades e mantém o foco. Você deseja ser essa igreja?
Related Media
See more
Related Sermons
See more
Earn an accredited degree from Redemption Seminary with Logos.