Jesus e os corações incrédulos
Quem é Jesus? • Sermon • Submitted • Presented
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· 5 viewsPela segunda vez Jesus multiplica os pães e alimenta a multidão
Notes
Transcript
Introdução:
Introdução:
Crer ou não crer, eis a questão! No texto de hoje, veremos como o Senhor lida com corações endurecidos e incredulos!
Desenvolvimento e aplicação:
Desenvolvimento e aplicação:
Jesus e a multidão v.1-10
Jesus e a multidão v.1-10
Ainda em território gentio uma grande multidão se reuniu ao redor de Jesus; eles estão acompanhando o mestre com grande desejo de conhecer as verdades eternas, serem curados de seus males e ter alguém para os instruir e direcionar! O Senhor Jesus fala que estão com Ele há três dias; eles queriam estar perto do Senhor Jesus, ouvir os seus ensinamentos, a fome fisica estava apertando, mas a fome espiritual era ainda maior e estavam saciados por que o supremo pastor estava cuidando deles;
A preocupação de Jesus com aquelas pessoas.
O texto nos diz que aquela multidão não tinha nada que comer e então Jesus convoca os discípulos para uma pequena reunião, e ali Ele mostra-lhes sua preocupação com o bem estar daquelas pessoas: “Tenho compaixão desta gente; porque já faz três dias que eles estão comigo e não tem o que comer. Se eu os mandar para casa em jejum, desfalecerão pelo caminho; e alguns deles vieram de longe.”
Jesus fala sobre isso e queria saber o que seus discipulos falariam, como reagiriam ao ver a necessidade daquelas pessoas: confiariam no Cristo provedor que anteriormente havia alimentado uma grande multidão ou iriam olhar apenas para as circunstâncias sem fé?
A resposta dos discipulos porém não é movida por fé, mas por incredulidade:
“Como poderá alguém saciá-los de pão neste deserto?” bem semelhante a resposta dada na primeira multiplicação de pães: “Iremos comprar duzentos denários de pão para lhes dar de comer?” Mas agora é diferente porque já tinham vivido uma experiencia parecida, Jesus já havia alimentado uma grande multidão no deserto, mas a resposta dos discipulos revela um coração que apesar de presenciar os milagres e os grandes feitos do Senhor ainda permanece endurecido (Mc 8.17).
Duas aplicações:
1º Jesus se preocupa e se compadece dos necessitados!
Irmãos, Jesus nos ver como um todo, sabe de nossas necessidades, nos conhece por inteiro; Ele cuida de nós nos dando o pão de cada dia para que possamos ser sustentado fisicamente, mas também nos oferece a si mesmo, o pão que desceu do céu, esse é o alimento espiritual que é tão importante para nossas vidas. Em Cristo Jesus, temos um Salvador um que é perfeito e suficiente para saciar as nossas reais necessidades. Ele nos ouve, Ele nos vê, Ele é cheio de graça e misericórdia, Ele é o Deus compassivo! Portanto, confie nesse Senhor que nos ver!
2º Quão rapido nossos corações são tomados pela incredulidade!
Aqueles homens viram os grandes milagres de Jesus, curando enfermos, expulsando demônios, caminhando sobre o mar, acalmando a tempestade, multiplicando os pães e alimentando toda uma multidão no deserto, mas agora se perguntavam “Como poderá alguém sacia-los de pão neste deserto?”
Semelhantemente o povo de Israel, viam as bençãos e milagres do Senhor, mas quando postos a prova, revelavam um coração endurecido.
É muito fácil olhar para eles e julga-los, como esses discipulos são incredulos, como os Israelitas podem se esquecer dos milagres de Deus... até o momento que percebemos que nós fazemos igualzinho; acontecem situações em nossas vidas em que o Senhor age poderosamente, como livramentos, curas, providência financeira. Mas o tempo passa e quando estamos enfrentando situações parecidas ou ainda que muito diferente, parece que nosso coração é dominado pelo esquecimento e incredulidade; muitos crentes se desesperam, buscam soluções humanas, colocam a mão na cabeça e dizem: “não tem jeito, não tem jeito”.
Não podemos ser um povo de memória curta, nem deixar que nossos corações sejam endurecidos pela incredulidade! Porque o Deus a quem servimos é um Deus de milagres, que se compadece e nos dá a certeza de que nunca estamos sozinhos! Está enfrentando uma situação difícil? Lembre-se do que o Senhor já fez, como Ele te conduziu pelos caminhos Dele anteriormente. Lembre-se da bondade e compaixão de Cristo e exercite a sua fé e esperança em nosso Salvador!"
A grande multiplicação:
Seguida resposta de Jesus: Quantos pães vocês tem? O mesmo que havia operado grande multiplcação de pães antes, agora entrará em ação novamente!
Uma nova multiplicação! A partir de sete pães e alguns peixes, o Senhor Jesus alimenta uma multidão de aproximadamente quatro mil homens. Mais uma vez, seu poder criador e recriador é manifestado. Ele é capaz de trazer à existência aquilo que não existia e de multiplicar aquilo que já existe. A partir do pouco, Ele pode fazer muito! Jamais duvidemos do poder de nosso Senhor Jesus, nem consideremos alguma situação impossível para Ele.
Jesus Cristo tem todo esse poder. Ele alimenta uma multidão, sacia suas necessidades e realiza coisas grandiosas e maravilhosas. Ele tem poder para transformar completamente uma realidade! Cristo não é apenas aquele que abre um caminho no deserto; Ele é aquele que faz seu povo se banquetear no deserto!
Perceba a abundância da provisão de Cristo: Ele não alimentou aquela multidão apenas com o necessário. Todos comeram e se fartaram, e ainda sobraram sete cestos cheios. A provisão de Jesus não é mesquinha ou limitada. Ele é generoso e abundante em sua graça e em seu cuidado.
Aplicação:
Por isso, confie no Cristo generoso. Confie no Cristo provedor. Confie no Cristo criador. Confie no Cristo que transforma realidades. Confie no Cristo que venceu!
E, diante de tudo isso, disponha-se a ser usado pelo Senhor. Talvez você pense: “Mas, pastor, eu sei tão pouco. Eu sou tão pequeno. Eu sou tão novo. O que eu tenho é tão pouco!”
Lembre-se: os discípulos também tinham pouco. Mas aquilo que parecia insuficiente nas mãos deles tornou-se instrumento nas mãos de Cristo. O que você tem pode parecer pequeno, mas, colocado nas mãos do Senhor, pode ser usado grandemente por Ele. Não despreze o pouco que Deus colocou em suas mãos. Entregue-o a Cristo e confie: do pouco, Ele pode fazer muito!
Depois disso a multidão é despedida e vão alegremente saciados para a sua casa.
Jesus pega um barco, atravessa o mar vai para a região de Damanuta, a mesma passagem em Mateus chama esse lugar de Magdala; agora ele está de volta em sua terra e vejamos como Ele é recepcionado:
O pedido por um sinal v.11
O pedido por um sinal v.11
Chegando ali, quem chega junto? É isso mesmo, os fariseus, que logo começam sua peleja com Jesus, eles começaram a discutir com o Senhor Jesus; estavam o tempo inteiro procurando motivos para mata-lo, qualquer palavra fora de ordem seria pretexto para conseguirem o seu objetivo. Os fariseus e mestres da Lei e os Escribas em sua grande maioria odiavam a Jesus, tinham inveja dele; e o zelo cego pela lei os fazia odiar qualquer um que se levanta-se e falasse algo diferente; Jesus nunca distorceu a Lei, antes veio mostrar o verdadeiro propósito da Lei, ensinando a real interpretação, Jesus vem para cumprir a lei como de fato ela é, mas os fariseus não conseguiam entender e buscavam matar a Jesus.
“E, tentando-o, pediram um sinal vindo do céu.”
Tal como o Diabo tentou o nosso Senhor Jesus, os filhos do diabo estavam também fazendo a mesma obra de seu pai. Tentaram, pondo Jesus a prova a fim de determinar a sua natureza, a fim de encontrar suas falhas e imperfeições; Esse pedido por um sinal vindo do céu não é guiado por fé como da mulher siro-fenícia e nem como do pedido dos amigos do homem surdo e mudo; pelo contrário, é um pedido cheio de malícia, guiado pela incredulidade!
Já não era suficiente todos os outros milagres operados por Jesus? muitos desses homens perversos haviam presenciado, agora mais uma vez pedem um sinal, como se Jesus tivesse a obrigação de provar algo para Eles;
Grant Osborne em seu comentário diz: “ A exigência de um “sinal do céu” mostra que eles rejeitaram os milagres de Jesus como prova de sua legitimidade. Eles não exigem um milagre da natureza nem um exorcismo (não podiam negar que Jesus havia realizado milagres, embora imaginassem que satanás estivesse por traz dles, mas sim um prodígio celestial do próprio Deus. Talvez desejassem algo semelhante à escrita na parede que anunciou a Belsazar a destruição da Babilônia( Dn 5) ou um estremecimento apocalíptico dos céus”.
Mas para o coração endurecido, mesmo que o céu se abra e ele veja coisas maravilhosas acontecendo, mesmo que Jesus realizasse o sinal que eles pediram, ainda assim permaneceria duvidando, pois um coração endurecido não é transformado pelo que se vê, mas pela fé! É necessário que o Criador de toda a Terra, através do seu Santo Espírito, promova uma cirurgia de transplante: remover o coração de pedra e colocar no lugar um coração de carne, sensível à voz de Deus, para que assim possa se alegrar com as coisas do alto; enquanto isso não acontece, permanecemos com o coração mau e incrédulo, tal como o dos fariseus.
A resposta de Jesus v.12-13
A resposta de Jesus v.12-13
Jesus suspirou profundamente, esse suspiro veio do fundo de sua alma, é uma expressão muito forte, aqueles homens estavam mais uma vez pondo o Senhor a prova, eles faziam parte daqueles que João descreve: Eles (Jesus) veio para os seus, mas os seus o rejeitaram! Então Jesus suspira, expressando sua tristeza com uma geração incredula e obstinada que não conseguem reconhecer que o Messias havia chegado!
“Por que esta geração pede um sinal? Em verdade lhes digo que nenhum sinal será dado a esta geração.”
Jesus acerta o cerne da questão: porque eles pedem um sinal? eles estavam pedindo para por Jesus a prova, uma especie de exigência, como se disessem “realize um sinal aqui vindo diretamente do céu e nós creremos em você” ou tu não dizes ser o filho de Deus? então mostre para nós, nos prove com um sinal!
E como falamos, Jesus não precisava provar nada, estava sendo tentado, posto em prova, ele não tem obrigação alguma de conceder aqueles homens incredulos um sinal; muitos desses, haviam dito que Jesus fazia os seus sinais e maravilhas pelo poder de Belsebu. Aqueles homens estavam cometendo um pecado gravissimo ao tentar o Senhor Jesus, estavam ali desobedecendo a Palavra que tanto diziam defender:
— Não ponham à prova o Senhor, seu Deus, como o fizeram em Massá.
Portanto Jesus responde: em verdade vos digo, isso é uma declaração solene: Nenhum sinal será dado a esta geração! E depois disso, se retirou e passou para o outro lado do mar.
Eu fico imaginando a cara dos fariseus, todos pomposos, cheios de si mesmo, pensando conseguiriam ter alguma coisa exigindo algo de Jesus, “mostre nos um sinal do céu” E Jesus responde: Não! e vai embora! Imagina a indgnação que isso causou naqueles homens, a cara de tacho que eles ficaram…
“O Senhor resiste aos orgulhosos mas concede graça aos humildes” Pv 3.34| Tg 4.6|1Pe 5:5
Aplicação:
Cuidado para não por o Senhor a prova! Dois aspectos que merecem nossa máxima atenção:
1º Na oração:
Com a visão humanista crescendo cada vez mais, mesmo dentro da igreja o ser humano passa a ter uma visão elevada demais de si mesmo; e quanto mais elevada é nossa visão de nós, mais baixa será de Deus; Os sintomas desse problema é visto na maneira de como muitos crentes se dirigem a Deus; determinando e exigindo coisas do Senhor, como se fosse a obrigação de Deus lhes atender!
Aqueles homens pensaram que poderiam exigir algo de Jesus, mas foram duramente rejeitados, portanto aprendamos com eles o que não fazer, como não se aproximar do Senhor! Aprendamos também com o humilde exemplo de nosso Senhor Jesus, que orou, era um homem de oração, e sempre buscava a vontade do Pai!
Nós não determinamos nada a Deus, nós não exigimos nada dele! Nós não colocamos Deus a prova, por que Ele é Deus!
2º Na desobediência:
Outra maneira de pormos Deus a prova é na incredulidade e o que se resulta dela: a desobediência.
Leitura Hb 3.7-4.16
O povo de Israel, estava constantemente duvidando do Senhor, pois tinham um coração incredulo, isso se manifestava nas
a) murmurações que faziam constantemente: “Não temos isso, não temos aquilo, no Egito era melhor, este maná é horrivel” e também na desobediência:
Também se manifestava na
b) desobediência direta:
Deus dizia: “Não tenham outros deuses além de mim.” Mas Israel fez para si uma imagem e se inclinou diante dela. Deus havia prometido: “Eu lhes darei a terra.” Mas, quando viram os gigantes e as cidades fortificadas, tiveram medo e se recusaram a entrar. Depois, quando Deus determinou que não entrassem na terra porque seriam derrotados, eles resolveram entrar por conta própria. Quando Deus disse “vão”, eles não foram; quando Deus disse “não vão”, eles foram. Mais tarde, Deus advertiu Israel sobre a influência das nações pagãs. Eles deveriam permanecer separados da idolatria e não se deixar conduzir pelos seus deuses. Entretanto, repetidamente, Israel se envolveu com aqueles povos, adotou seus costumes e passou a adorar seus deuses.
Portanto, podemos perceber um padrão:
A incredulidade questiona a Palavra de Deus.
A incredulidade despreza as promessas de Deus.
A incredulidade desconfia do caráter de Deus.
E, finalmente, a incredulidade conduz à desobediência a Deus.
É por isso que Hebreus 3.12 diz:
“Tende cuidado, irmãos, jamais aconteça haver em qualquer de vós perverso coração de incredulidade que vos afaste do Deus vivo.”
Observe a expressão: “coração de incredulidade”. O problema não estava apenas na cabeça de Israel, mas no coração. A incredulidade bíblica não é simplesmente dificuldade intelectual para compreender alguma coisa. É uma disposição interior de não confiar em Deus e, consequentemente, não se submeter àquilo que Ele diz
A incredulidade deles não permaneceu apenas no campo dos pensamentos. Ela determinou suas ações e teve consequências reais.
Por isso aquilo que cremos determina a maneira como vivemos, por isso lutamos todos os dias que para aquilo que nós cremos seja pautado na verdade do Senhor, para que vivamos também na verdade!
A fé verdadeira produz obediência. A incredulidade produz resistência.
Quando Deus diz “confie”, mas eu me recuso a confiar, isso aparecerá na maneira como vivo.
Quando Deus diz “perdoe”, mas eu alimento a amargura, minha desobediência revela aquilo em que realmente estou confiando.
Quando Deus diz “busque primeiro o Reino”, mas faço das coisas deste mundo o centro da minha vida, minha prática revela o estado do meu coração.
Quando Deus diz “não ande por este caminho”, mas eu insisto em seguir minha própria vontade, estou dizendo, por meio das minhas atitudes: “Eu não confio que o caminho de Deus seja melhor que o meu.”
Por isso, toda desobediência deliberada carrega em si uma dose de incredulidade. Quando pecamos conscientemente contra aquilo que Deus ordenou, estamos, de alguma maneira, acreditando que aquilo que desejamos é melhor, mais seguro ou mais satisfatório do que aquilo que Deus determinou.
Deus deixou sua Palavra, e nela o conhecemos! Portanto não precisamos exigir que Deus se mostre fiel, porque sua Palavra nos ensina sobre seu carater, suas promessas e sua vontade e entendemos que Ele é fiel. O chamado do cristão não é colocar Deus constantemente no banco dos réus para que Ele prove que merece nossa confiança. O chamado é ouvir sua voz e crer nela.
Por isso constantemente Hebreus nos diz: “Hoje, se ouvirdes a sua voz” Se Deus falou como temos respondido a sua voz? crendo ou duvidando? Obedecendo ou resistindo? Não endureça o seu coração! Eis a pior forma de provar o Senhor, ver constantemente suas obras maravilhosas e ainda assim duvidar, olhar para os seus mandamentos e insistir em seguir o nosso próprio coração!
Conclusão:
Conclusão:
Busquemos hoje entender o estado de nosso coração! é um coração mau e incredulo e está afastado do Deus vivo?Se este é o estado do seu coração, existe o caminho de volta, o arrependimento das más obras, a comunhão constante com os irmãos, a pratica das disciplinas espirituais.
Ou você tem desenvolvido um coração vigilante, consciente de sua própria pecaminosidade que busca constantemente a santificação em Jesus Cristo pela fé?
A advertência de Hebreus deve ressoa constantemente em nossa mente e coração: Hb 3.12
Tenham cuidado, irmãos, para que nenhum de vocês tenha um coração mau e descrente, que se afaste do Deus vivo.
