Da Mesa ao Calvário
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Mt.26.36-46
Mt.26.36-46
Amados irmãos,
Ao nos aproximarmos da Mesa do Senhor, convido-os a olhar para três momentos que cercam a instituição da Ceia.
1. A semana que antecedeu a Ceia
1. A semana que antecedeu a Ceia
A Ceia não aconteceu em um momento qualquer. Ela foi celebrada ao final da semana mais intensa da vida terrena de Jesus.
No Domingo, Ele entrou triunfalmente em Jerusalém.
Durante a semana, ensinou no templo, confrontou a hipocrisia religiosa, anunciou o Reino de Deus e preparou os discípulos para os acontecimentos que viriam.
Enquanto os homens tramavam sua morte, Jesus caminhava conscientemente para a cruz.
Nada aconteceu por acaso.
Cada passo daquela semana apontava para o cumprimento do plano eterno de Deus.
Quando chegamos à Mesa, lembramos que Cristo não foi vítima das circunstâncias. Ele veio deliberadamente para nos salvar.
Como disse:
"O Filho do Homem veio para dar a sua vida em resgate por muitos." (Marcos 10.45)
2. A Ceia
2. A Ceia
Naquela noite, Jesus tomou o pão e tomou o cálice.
O pão falava do seu corpo que seria entregue.
O cálice falava do seu sangue que seria derramado.
A Ceia é um memorial.
Não nos lembramos apenas de um acontecimento histórico.
Lembramos de uma Pessoa.
Lembramos de Cristo.
Paulo afirma:
"Fazei isto em memória de mim." (1Coríntios 11.24)
Nesta Mesa contemplamos o amor de Deus.
O pão anuncia que Cristo se entregou por nós.
O cálice anuncia que fomos reconciliados com Deus pelo seu sangue.
A Ceia nos faz olhar para trás, para a cruz.
Olhar para dentro, examinando nosso coração.
E olhar para frente, pois anunciamos a sua morte "até que Ele venha" (1Co 11.26).
3. O que aconteceu depois da Ceia
3. O que aconteceu depois da Ceia
Após a Ceia, Jesus foi para o Getsêmani.
Da mesa, Ele foi para o jardim.
Do pão e do cálice, para a agonia da oração.
Ali Ele experimentou profunda angústia.
Seu suor tornou-se como gotas de sangue.
Ali Ele disse:
"Pai, se queres, passa de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, e sim a tua." (Lucas 22.42)
Mas o Getsêmani não foi o fim.
Do jardim, Jesus foi levado ao julgamento.
Do julgamento, ao sofrimento.
Do sofrimento, ao Gólgota.
E no Gólgota o simbolismo da Ceia tornou-se realidade.
O corpo representado pelo pão foi crucificado.
O sangue simbolizado pelo cálice foi derramado.
A cruz deu significado à Ceia.
Por isso, quando participamos dos elementos hoje, devemos fazê-lo com profunda gratidão.
Custou a Jesus o Getsêmani.
Custou a Jesus o Calvário.
Custou a Jesus a própria vida.
E, ainda assim, Ele foi voluntariamente por amor a nós.
Convite à Mesa
Convite à Mesa
Portanto, irmãos, aproximemo-nos da Mesa com reverência, gratidão e fé.
Lembremo-nos da semana que conduziu Cristo à cruz.
Lembremo-nos da Ceia que Ele instituiu.
Lembremo-nos do Getsêmani e do Gólgota.
E celebremos com alegria, porque Aquele que morreu também ressuscitou e prometeu voltar.
"Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha." (1Coríntios 11.26)
Amém.
