Ele é o Deus vivo
Em Espírito e em Verdade • Sermon • Submitted • Presented
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Transcript
26 “Estou editando um decreto para que em todos os domínios do império os homens temam e reverenciem o Deus de Daniel. “Pois ele é o Deus vivo e permanece para sempre; o seu reino não será destruído, o seu domínio jamais acabará.
INTRODUÇÃO
Ele estava muito longe da sua terra natal. Havia sido levado como um prisioneiro, mas por sua distinção ele e alguns amigos foram separados para servir diretamente ao Rei. Naqueles dias, Babilônia era a sede do grande império medo-persa e o rei era Dario.
O rei o admirava. Não cansava de falar como os governadores e ministros sobre a forma sábia e a maneira prudente com que ele administrava. Pensava até em promovê-lo a primeiro ministro.
Os adversários o invejaram. Não era possível que aquele estrangeiro, que havia chegado com um escravo se tornasse a autoridade mais importante depois do rei. Foi aí que eles se juntaram.
Investigaram tudo: cada decisão administrativa... Cada autorização de compra... Cada serviço pago... Cada pessoa contratada... Cada ato de governo: não encontraram nada. Então, vasculharam a vida: Sua esposa... Seus filhos... Suas posses... Seus amigos... E até seus inimigos: não encontraram nada.
Por fim, chegaram a sua fé: todos os dias, três vezes ao dia, ele sobre ao seu quarto e de janela aberta ajoelha-se e ora ao seu Deus. Esse era o seu ponto fraco, pensaram.
Os adversários prepararam armadilha. Primeiro, convenceram o rei a aprovar uma lei esquisita que valia por apenas 30 dias: quem adorar qualquer outro que não seja o rei, deve ser lançado aos leões.
O rei achou bom. Afinal, os reis devem ser respeitados, pensou. Agora, era uma questão de tempo, pensaram os adversários. Eles conheciam a sua fé tanto quanto a sua competência e tinham certeza que ele cairia na armadilha.
Ele se manteve firme. O decreto já fora assinado pelo rei, mas o dia começara igual a outro dia qualquer: uma manhã clara e uma brisa fresca. Naquele dia, três vezes ele subiu ao seu quarto, e de janelas abertas três vezes se ajoelhou para orar ao Deus vivo, mesmo sabendo o risco que corria.
Os adversários sorriram. Eles haviam planejado tudo com cuidado: o passarinho entrara na gaiola. Correram ao rei e denunciaram: o queridinho do rei estava adorando outro Deus e agora a lei precisava ser cumprida.
O rei se entristeceu. Não era isso o que ele queria! Pensou em voltar atrás... Pensou em mudar a lei... Durante todo o dia tentou livrá-lo, mas não conseguiu. É assim a lei dos medos e dos persas, majestade: os reis não se arrependem – lembraram os adversários. O rei lamentou grandemente e assinou a ordem de prisão.
Ele foi preso. Não era justo! Era uma trama política, uma armadilha desonesta coberta por uma lei de encomenda. Mas ele estava preso e em breve o seu destino eram os leões.
O rei foi visitá-lo. Estava inquieto e angustiado. Não queria a morte de seu melhor servo, mas não podia voltar atrás. Caíra refém do desejo de ser adorado. Mas quem sabe o Deus dele o livra? Quem sabe a quem ele serve e adora tem mais poder do que eu! Foram esses os votos do rei antes da cova dos leões ser aberta.
A cova foi aberta, ele foi jogado dentro e uma grande pedra apagou a luz fraca que entrava no buraco. Do lado de fora, o rei lacrou tudo com o seu anel, conforme a lei, e voltou para o palácio.
O rei perdeu a fome, perdeu a alegria, perdeu o sono e passou a noite pensando no que havia feito. Porque ele não havia obedecido à lei? Não dava para ficar 30 dias sem orar? Quem era o Deus daquele homem?
O sonho não vinha e ele virou para o outro lado da cama. Por que, à beira da cova dos leões, seu melhor servo não demonstrava desespero? Seria esse Deus poderoso para livrá-lo?
A dúvida e a tristeza tomaram conta do rei até o amanhecer.
O rei não podia esperar. Logo cedo foi até a cova dos leões e com voz triste perguntou: “Daniel, servo do Deus vivo! Dar-se-ia o caso que o teu Deus, a quem tu continuamente serves, tenha podido livrar-te dos leões?”
Um breve silêncio apertou o coração do rei, mas uma voz, de dentro da caverna disse: Ó rei, vive eternamente! O meu Deus enviou o seu anjo e fechou a boca aos leões, para que não me fizessem dano.
Ao ouvir a resposta de Daniel , o rei se alegrou por ver seu conselheiro vivo. E Diante do livramento que testemunhou, algo mudou dentro dele. Dario reconheceu que havia um Deus acima de reis e decretos.
O rei havia sido alcançado pelo presença de Deus na vida de Daniel e fora tocado pelo amor do Senhor aos seus servos…
Cântico: Exaltai
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CONHECIMENTO DE DEUS E ADORAÇÃO
Desde o domingo passado, o tema principal das nossas reflexões tem sido adoração. Adorar ao Senhor é muito mais que cantar, levantar as mãos, tocar um instrumento ou dançar de alegria.
Claro que as expressões de arte são canais maravilhosos de adoração. Mas são apenas algumas das muitas maneiras que temos para adorar a Deus.
Deus é adorado quando reconhecemos que ele é amor e transborda amor. Deus é adorado quando falamos da sua bondade sem fim e vivemos vidas onde essa bondade tem espaço. Deus é adorado quando reconhecemos que Ele é um Deus justo, e fazemos isso através da prática da justiça. Deus adorado quando reconheço a misericórdia de Deus pra comigo. Deus é adorado quando falo a todos que a fidelidade dele faz parte de sua própria natureza.
Por isso, a gente pode dizer que a adoração está diretamente ligada ao conhecimento que temos de Deus. Quanto mais conhecemos de Deus, mais estamos aptos para adorá-lo.
Se o seu conhecimento de Deus é pequeno, sua adoração será pouca, se conhecimento de Deus é distorcido, sua adoração será equivocada. Se o nosso relacionamento com Ele é superficial, nossa adoração será superficial.
Deixe-me detalhar com mais alguns exemplos:
Se virmos a Deus como uma espécie de Papai Noel, um velhinho que dá brinquedos a quem foi legal durante o ano, a nossa adoração será infantil e dependerá de gostarmos ou não dos presentes que ganhamos.
Se virmos a Deus com um carrasco de chicote nas mãos, nossa adoração assustada, repleta de medo e insegurança.
Se virmos a Deus como um ser distante, quase ausente de nossas vidas, nossa adoração será protocolar, desbotada, sem sabor e desanimada.
Mas se reconhecemos Deus com um pai generoso, amoroso e firme, que está presente em nossas vidas, porque se importa com a gente, nossa adoração não dependerá de como nossas resposta são respondidas, será cheia de segurança sobre nosso destino, vibrante, colorida e repleta de sabores especiais.
Lembrando um pouco da nossa reflexão domingo passado, vimos que Jesus falou para a mulher samaritana que os verdadeiros adoradores adoram em espírito e em verdade. Logo em seguida, ele explicou que essa adoração em verdade está ligada ao conhecimento de Deus.
22 Vocês, samaritanos, sabem muito pouco a respeito daquele a quem adoram…
Os samaritanos rejeitavam grande parte das escrituras e por isso não conheciam ao Senhor em sua plenitude. Portanto, a questão quanto a adoração em verdade não é apenas sobre a sinceridade de quem adora, mas sobre as razões da adoração. O que a torna “em verdade” passa pelo conhecimento que temos de Deus e que nos leva a adorá-lo.
Através do profeta Oséias, o Senhor deixou registrada uma queixa para com a nação de Israel: o desconhecimento deles a respeito de Deus estava destruindo o povo.
1 Ó israelitas, ouçam a palavra do Senhor! O Senhor apresentou acusações contra vocês: “Não há fidelidade, nem bondade, nem conhecimento de Deus em sua terra.
2 Vocês fazem votos e não os cumprem; matam, roubam e cometem adultério. Há violência em toda parte, um homicídio atrás do outro.
3 Por isso sua terra está de luto, e todos desfalecem. Até os animais selvagens, as aves do céu e os peixes do mar estão desaparecendo.
6 Meu povo está sendo destruído porque não me conhece. Porque vocês, sacerdotes, não querem me conhecer, eu não os reconhecerei como meus sacerdotes. Porque se esqueceram da lei de seu Deus, eu me esquecerei de seus filhos.
Os adversários de Daniel, que tramaram a sua morte, nada conheciam sobre o Deus de Israel, por isso não tinham motivo algum para adorá-lo. O rei Dario pouco conhecia do caráter de Deus, por isso era tímido em suas afirmações sobre Ele. Mas Daniel, que conhecia o Senhor e andava com ele, todos os dias se derramava em oração e adoração. Como anda nosso conhecimento de Deus? Temos o desejo de conhecê-lo mais e melhor? Temos aproveitado as oportunidades que a vida nos dá para nos aproximarmos dele?
O tipo de conhecimento de Deus que leva à adoração não é aquele apenas conceitual, intelectual ou teórico. Há grandes estudiosos da Bíblia que nem mesmo acreditam em Deus. Com suas mentes eles compreendem o que está escrito, mas isso não afeta as suas vidas. Esse não é conhecimento de Deus que leva à adoração.
Isso me lembra o momento em que Paulo, depois de escrever sobre Deus, esmerando-se em apresentar as verdades de sobre a grande salvação concedido em Jesus, explode em um cântico de adoração, como toda a teologia escrita até aquele momento não fosse capaz de conter o que pulsava em seu coração…
33 Ó profundidade da riqueza da sabedoria e do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos e inescrutáveis os seus caminhos!
34 “Quem conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro?”
35 “Quem primeiro lhe deu, para que ele o recompense?”
36 Pois dele, por ele e para ele são todas as coisas. A ele seja a glória para sempre! Amém.
Na verdade, o verdadeiro conhecimento de Deus, que conduz à adoração, se parece mais com uma amizade longa e profunda onde o compromisso mútuo de ambas as partes é completo.
“Não é pela necessidade de Deus que adoramos, mas pela nossa necessidade de estarmos com Ele. A adoração é a música de uma amizade eterna.” C. S. Lewis - Reflections on the Psalms
“A adoração não é um gesto. É o reflexo do valor que Deus tem para quem O conhece de verdade.” John Piper - Desiring God
CONHECIMENTO DE DEUS E SEMELHANÇA
Quando duas pessoas convivem por muito tempo elas vão se tornando parecidas, já percebeu? Os gostos se aproximam, os hábitos se parecem, usam frases que lembram o jeito de falar do outro e falam sobre os mesmos fatos. Não é que elas se anulem, mas é que por causa da proximidade um reflete o outro e por isso eles se tornam semelhantes.
Deus nos criou semelhantes a Ele. No jardim, o primeiro casal estava tão perto de Deus, andava tão junto Dele que refletia o caráter Dele e confirmava assim sua semelhança com o Criador.
Essa é uma realidade. Quando nos aproximamos de alguém em um relacionamento duradouro e comprometido, nos tornamos semelhantes. E isso funciona também quando nos afastamos de Deus e nos ligamos a qualquer outro substituto dele. Falando sobre os israelitas do Norte, depois da divisão do reino de Davi, o texto bíblico tem a seguinte descrição:
14 Porém eles não quiseram ouvir; se tornaram obstinados e foram teimosos como os seus pais, que não creram no Senhor, seu Deus.
15 Rejeitaram os estatutos e a aliança que Deus tinha feito com os pais deles, e desprezaram as suas advertências. Seguiram os ídolos sem valor, e assim eles mesmos se tornaram sem valor. Seguiram as nações que estavam ao redor deles, das quais o Senhor lhes havia ordenado que não as imitassem.
Veja só, Deus criou o primeiro casal e decidiu relacionar-se com sua criação. Ele se aproximou. À tardinha, no final do dia, o Senhor passeava pelo jardim para conversar, pra se fazer conhecido; para que o homem, ao se tornar íntimo do seu criador, refletisse com toda as cores Sua imagem e semelhança. Esse era o Plano. Esse ainda é o plano.
Quanto mais nos aproximamos de Deus, mais ele se apresenta para nós, mais nos tornamos parecidos com ele e mais nossa adoração se torna em espírito e EM VERDADE.
Nós vivemos hoje um hiato entre o Jardim (onde Deus iniciou um relacionamento com o homem) e a Nova Jerusalém (Onde Ele se fará conhecer em sua plenitude).
Paulo diz que hoje nossa visão sobre Deus é turva, como quem olha através de um vidro opaco, por isso não o conhecemos bem. Mas um dia, diz Paulo, nós o veremos face a face, e assim o conheceremos da mesma maneira que somo conhecidos por ele, como quem olha para o vidro completamente translúcido e limpo.
Olhe para a trajetória do seu relacionamento com Deus e responda pra você mesmo: a que distância eu me encontro de Deus? Pense um pouco mais e responda pra si mesmo: eu tenho buscado proximidade com Deus ou tenho fugido dele?
É fácil saber. Olhe pra você! Olhe pra sua vida, para seus compromissos e para as coisas que você valoriza; olhe para a forma como você gasta o tempo e usa o seu dinheiro; olhe para o valor que você dá às pessoas, pense no significado que a eternidade tem para você... Depois compare tudo com a maneira como Deus vê o mundo. Porque quem convive de perto com Deus acaba vendo o mundo parecido com o jeito que Ele vê; e se torna um adorador em Espírito e em Verdade.
ADORAÇÃO EM VERDADE
Adorar em verdade é …aproximar-se de Deus e assim ficar cada dia mais parecido com Jesus;
Adorar em verdade é …encontrar prazer na companhia de Deus e se alegrar ao descobrir mais e mais sobre ele;
Adorar em verdade é …não tentar distorcer o caráter e a identidade de Deus em benefício próprio, mas conhecê-lo como Ele se revela nas Escrituras;
Adorar em verdade é …entregar-se sem reservas e confiar plenamente nas promessas dele. É crer que Ele tem todo o poder, que a vida está em suas mãos e que Ele tem pensamentos de paz sobre nós.
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O rei não podia esperar. Logo cedo foi até a cova dos leões e com voz triste perguntou: “Daniel, servo do Deus vivo! Dar-se-ia o caso que o teu Deus, a quem tu continuamente serves, tenha podido livrar-te dos leões?”
Um breve silêncio apertou o coração do rei, mas uma voz, de dentro da caverna disse: “Ó rei, vive eternamente! O meu Deus enviou o seu anjo e fechou a boca aos leões, para que não me fizessem dano”.
O rei sorriu de alegria. Mandou tirá-lo da cova dos leões e ficou impressionado porque não havia um arranhão sequer. O Deus Vivo havia protegido o Seu servo de uma morte terrível.
O rei adorou. Bastou conhecer um pouco mais de perto o Senhor, para que o rei adorasse. Decretou que todos deveriam adorar o Deus de Daniel. Disse que o Deus de Daniel é um Deus vivo, que é um Deus imutável, que o reino dele é indestrutível para sempre e que o Seu poder é infinito; disse ainda que é um Deus libertador que salva o seu povo da morte.
O rei passou a adorar o Deus de Daniel. Antes ele não conhecia, mas agora começava a experimentar quem Deus era o que era capaz de fazer.
Meu irmãos e irmãs, nós sabemos muito mais sobre Deus do que o Rei sabia. Temos experimentado muito mais da presença e do cuidado dele. Ele é o Deus da sua vida: o Deus que lhe deu salvação em Cristo Jesus. Você é livre para prosseguir conhecendo de perto esse Deus. Você é livre para encontrar mil e uma razões para adorá-lo em Espírito e em Verdade!
Cântico: Glória, Glória Senhor!
